Fontes da Espiritualidade Servita

 

Um itinerário pelas fontes do carisma dos Servos de Maria


Conhecer a espiritualidade dos Servos de Maria significa voltar continuamente às fontes.


À Palavra de Deus, à experiência dos primeiros Pais, à Regra de Santo Agostinho, à Legenda de Origine, às Constituições da Ordem, à tradição litúrgica e espiritual e à reflexão daqueles que, ao longo do tempo, procuraram compreender e transmitir o carisma recebido.


Esta coleção do Somos Servos nasceu desse desejo.


Os textos aqui reunidos não pretendem oferecer apenas informações sobre a Ordem. Querem constituir um itinerário de formação servita, ajudando-nos a responder a algumas perguntas fundamentais:


Quem somos?


De onde viemos?


Por que nos chamamos Servos de Maria?


Como somos chamados a viver como irmãos?


Que lugar ocupam Maria, a oração, a comunidade e o serviço em nossa vocação?


Que Servo de Maria somos chamados a nos tornar?


Os artigos foram preparados a partir de documentos e estudos da própria tradição servita, procurando tornar esse patrimônio acessível a frades, religiosas, membros da Ordem Secular, grupos leigos, jovens em formação, amigos da Família Servita e todos aqueles que desejam conhecer nossa espiritualidade.


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I — Chamados a servir por amor com Santa Maria


A vocação segundo a Ratio Institutionis


O ponto de partida é o chamado.


A vocação servita nasce do encontro com Cristo e amadurece dentro de uma Família que aprendeu, desde suas origens, a reconhecer em Santa Maria uma presença inspiradora.


A Ratio Institutionis ajuda-nos a compreender que formação, vocação e identidade não podem ser separadas.


Ser Servo é responder ao chamado de Deus e aprender progressivamente a fazer da própria existência um serviço de amor.


Tema central: vocação, identidade e formação servita.


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II — A presença leiga na Família Servita


O carisma dos Servos de Maria não pertence exclusivamente aos frades.


Ao longo da história, homens e mulheres, religiosos e leigos, compartilharam de diferentes maneiras a inspiração nascida da experiência dos primeiros Pais.


A Família Servita manifesta que um carisma recebido na Igreja pode assumir diferentes formas de vida e serviço.


Tema central: participação dos leigos e amplitude da Família Servita.


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III — Os Sete Primeiros Pais


Nas origens da espiritualidade dos Servos de Maria


Quando voltamos às origens, não encontramos primeiramente um fundador isolado.


Encontramos uma fraternidade.


A Legenda de Origine conserva a memória daqueles homens que a tradição chamou de Sete Primeiros Pais.


Amizade, conversão, penitência, comunhão, serviço a Santa Maria, silêncio e Monte Senário marcam essa experiência inicial.


Nossa história começa com homens que aprenderam a procurar Deus juntos.


Tema central: origens, fraternidade e Monte Senário.


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IV — Maria: da inspiração às infinitas cruzes da humanidade


A presença de Santa Maria na identidade dos seus Servos


A inspiração mariana não constitui um elemento decorativo da espiritualidade servita.


Maria está ligada à própria identidade da Ordem.


A partir da tradição das origens e da reflexão de Frei Javier M. Hernández, OSM, contemplamos Maria como presença que inspira fraternidade, escuta, disponibilidade, serviço e compaixão.


E essa contemplação conduz-nos a uma das expressões mais fortes da espiritualidade servita contemporânea:


estar com Maria aos pés das infinitas cruzes onde Cristo continua crucificado em seus irmãos.


Tema central: inspiração mariana, compaixão e presença junto às cruzes humanas.


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V — A fraternidade: coração da vida dos Servos de Maria


“Sem ela não seríamos autênticos Servos de Maria”


A fraternidade atravessa toda a existência servita.


A partir do estudo de Frei Camille M. Jacques, OSM, descobrimos como as Constituições relacionam fraternidade, oração, autoridade, formação, apostolado, pobreza, acolhida e missão.


Ser frade significa, antes de tudo, ser irmão.


A fraternidade não é simplesmente o lugar onde realizamos nossa missão.


Ela mesma é testemunho e missão.


Tema central: comunhão fraterna e testemunho evangélico.


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VI — A comunidade: necessária novidade


Sete características da comunidade dos Servos de Maria


Frei Luigi M. De Candido, OSM, ajuda-nos a perceber a comunidade como a estrutura concreta dentro da qual a fraternidade pode crescer.


Ele apresenta sete características da comunidade servita:


pneumática;

evangélica;

mariana;

peregrinante;

contemplativa;

diaconal;

acolhedora.


A comunidade não pode ser uma ilha fechada ao mundo nem um arquipélago de indivíduos que apenas compartilham o mesmo endereço.


É uma casa de irmãos reunidos no nome do Senhor.


Tema central: identidade e características da comunidade servita.


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VII — A oração do frade e a vida litúrgica da comunidade


A oração não é apenas uma atividade entre outras na programação comunitária.


Quando a comunidade reza, manifesta aquilo que verdadeiramente é.


A partir do estudo de Frei Francesco M. Scorrano, OSM, percorremos a oração de Israel, a oração de Jesus e a oração cristã para compreender a vida litúrgica da fraternidade.


Oração pessoal e comunitária não competem.


Uma alimenta e verifica a autenticidade da outra.


E toda verdadeira oração nos compromete com aquilo que pedimos.


Tema central: oração, liturgia, Eucaristia, intercessão e fraternidade.


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VIII — Quem é o frade Servo de Maria?


Um retrato a partir das Constituições


Quem somos?


Frei Paul M. Addison, OSM, procura responder a essa pergunta a partir das Constituições, da Legenda de Origine, da Escritura e da tradição da Ordem.


O Servo aparece como homem:


chamado por Cristo;

reunido com irmãos;

movido pelo Espírito;

consagrado;

frade;

servo;

homem de oração;

testemunha do Evangelho;

inspirado constantemente em Maria.


A imagem da montanha oferece uma bela síntese.


Subimos para encontrar Cristo.


Descemos para servir.


Tema central: identidade integral do frade Servo de Maria.


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IX — Os conselhos evangélicos


Uma vida entregue a Cristo na liberdade do amor


Castidade, pobreza e obediência não podem ser compreendidas apenas a partir da renúncia.


O estudo de Frei David M. Mejía Cisneros, OSM, conduz-nos ao seu verdadeiro centro:


Jesus Cristo.


O dom é uma Pessoa.


A castidade educa nossa capacidade de amar.


A pobreza educa nossa relação com os bens.


A obediência educa nossa liberdade.


Os três conselhos convergem numa mesma direção:


a caridade.


Na tradição servita, são vividos em fraternidade, olhando para Cristo e para a Virgem Mãe e orientando toda a existência para o serviço.


Tema central: consagração, liberdade, amor e seguimento de Cristo.


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X — A formação do Servo de Maria


Até alcançar a plena estatura de Cristo


Quando termina a formação?


Nunca, enquanto estivermos caminhando.


Frei Piergiorgio M. De Domenico, OSM, apresenta a formação como processo que acompanha toda a existência.


Seu horizonte é a expressão de São Paulo:


“até alcançarmos a medida da plenitude de Cristo” (cf. Ef 4,13).


A comunidade torna-se schola amoris — escola de amor.


O frade aprende a escutar, estudar, dialogar, servir, rezar e construir fraternidade.


A formação não pretende simplesmente preparar pessoas para ocupar funções na Ordem.


Pretende formar Servos.


Tema central: formação integral e permanente na configuração a Cristo.


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Um único caminho


Esses dez estudos podem ser lidos separadamente.


Mas revelam melhor sua riqueza quando percorridos como um único itinerário.


Começamos com o chamado.


Voltamos às origens.


Encontramos Maria.


Aprendemos a ser irmãos.


Construímos comunidade.


Colocamo-nos juntos diante de Deus na oração.


Perguntamos quem é o Servo de Maria.


Aprofundamos nossa consagração.


E compreendemos que tudo isso exige uma formação que dura toda a vida.


Existe um movimento que atravessa toda a coleção:


Cristo nos chama.

O Espírito nos reúne.

Maria nos inspira.

A fraternidade nos forma.

A oração nos sustenta.

A consagração nos entrega.

E o serviço nos envia.


Voltar às fontes para continuar caminhando


Estudar as fontes não significa voltar nostalgicamente ao passado.


Voltamos às fontes para encontrar água.


A tradição permanece viva quando uma geração recebe o patrimônio daqueles que a precederam, deixa-se novamente interpelar por ele e o transmite à geração seguinte.


Foi assim desde os primeiros Pais.


E continua sendo nossa responsabilidade.


Monte Senário não é apenas memória.


As Constituições não são apenas legislação.


A Legenda de Origine não é apenas documento histórico.


Maria não é apenas recordação devocional.


Tudo isso continua perguntando:


Como ser Servos de Maria hoje?


Esta coleção deseja contribuir para que essa pergunta permaneça viva.


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Continue este caminho


Primeiro ciclo — Identidade e vida servita


Vocação → Família Servita → Sete Primeiros Pais → Maria → Fraternidade → Comunidade → Oração → Identidade do frade → Conselhos evangélicos → Formação.


Segundo ciclo — O Servo de Maria no mundo


A coleção continuará aprofundando a missão dos Servos de Maria diante dos desafios do nosso tempo: evangelização, colaboração, extensão da fraternidade, justiça, paz, cuidado da criação e presença servita na Igreja e na sociedade.


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SOMOS SERVOS DA VIRGEM GLORIOSA


Conhecer nossas fontes para viver o carisma no presente e transmiti-lo ao futuro.

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