A criação é dom confiado ao cuidado humano. A espiritualidade servita, enraizada na contemplação de Maria e no seguimento de Jesus, conduz a um serviço que inclui a terra, a água, os animais e as comunidades mais atingidas pela degradação ambiental. Cuidar da casa comum é também cuidar das pessoas, sobretudo das que têm menos recursos para se proteger.
Na encíclica Laudato Si’, o papa Francisco chama a integrar a proteção da natureza, a justiça social e a vida cotidiana (nn. 139-162). Essa visão ajuda a perceber que poluição, desperdício e perda de biodiversidade não são problemas distantes: afetam a saúde, o trabalho e o futuro dos mais pobres.
Um cuidado que se traduz em escolhas
O serviço à criação pode começar com hábitos responsáveis, mas não termina neles. Comunidades também podem reduzir desperdícios, cuidar dos espaços comuns, apoiar iniciativas locais e ouvir povos e grupos que protegem territórios. O discernimento cristão pergunta quem suporta os custos de nossas escolhas e como podemos repartir melhor os bens.
Maria, mulher de Nazaré, viveu a confiança no Deus que sustenta a vida. Contemplar sua simplicidade nos convida a uma sobriedade alegre: usar o necessário, agradecer e proteger aquilo que torna a vida possível.
Para refletir e praticar
Escolha uma prática comunitária que gere desperdício e proponha uma mudança simples, acompanhada por uma forma de avaliar seus resultados.
Fontes: Francisco, Laudato Si’, nn. 139-162; Gn 2,15; Sl 104.
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