De Florença ao Brasil: uma história de fé, fraternidade e serviço a Nossa Senhora.
A história da Ordem dos Servos de Maria começa no século XIII, em Florença, na Itália. Nasce da experiência de sete homens que escolheram viver o Evangelho em fraternidade, sob a inspiração da Virgem Maria.
Ao longo dos séculos, esse carisma atravessou fronteiras, deu origem a comunidades religiosas e leigas e chegou ao Brasil, onde continua presente na vida contemplativa, na evangelização e no serviço ao povo de Deus.
Século XIII — As origens
1233 — Fundação da Ordem, em Florença
Sete leigos florentinos, tradicionalmente conhecidos como Bonfilho, Bonajunta, Amadeu, Hugo, Maneto, Sóstenes e Aleixo, deixam suas atividades e assumem uma vida de oração, penitência, pobreza e fraternidade.
A tradição da Ordem situa sua fundação em 1233 e associa sua origem à solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto.
Por volta de 1245 — A experiência do Monte Senario
Os primeiros Servos de Maria estabelecem-se no Monte Senario, próximo de Florença, aprofundando sua experiência de contemplação e vida comunitária. O monte torna-se um lugar fundamental da espiritualidade servita.
Segunda metade do século XIII — Expansão da Ordem
A comunidade cresce e surgem novos conventos, inclusive fora da Itália. São Filipe Benizi destaca-se na consolidação institucional, na defesa e na expansão da Ordem.
1285 — Morte de São Filipe Benizi
Morre São Filipe Benizi, um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento e pela continuidade da Ordem em seus primeiros tempos.
Séculos XIV–XVII — Consolidação e espiritualidade
1304 — Aprovação pontifícia definitiva
Em 11 de fevereiro, o papa Bento XI, pela bula Dum levamus, concede a aprovação definitiva à Ordem dos Servos de Maria.
1310 — Morte de Santo Aleixo Falconieri
Em 17 de fevereiro, morre Santo Aleixo, tradicionalmente considerado o último sobrevivente dos Sete Fundadores.
Séculos XIV–XV — Desenvolvimento da Família Servita
A espiritualidade dos Servos de Maria alcança também comunidades femininas, grupos de penitentes e leigos. Santa Juliana Falconieri torna-se uma das grandes referências da tradição servita.
Séculos XVI–XVII — Renovação e testemunho
A Ordem atravessa os desafios das transformações religiosas europeias, mantendo a vida conventual, a devoção mariana, a pregação e o serviço pastoral.
Séculos XVIII–XIX — Reconhecimento e novos caminhos
1726 — Canonização de São Peregrino Laziosi
São Peregrino, religioso servita, é canonizado pelo papa Bento XIII. Seu testemunho torna-se particularmente conhecido pela intercessão em favor dos enfermos.
1888 — Canonização dos Sete Santos Fundadores
O papa Leão XIII canoniza conjuntamente os Sete Fundadores, reconhecendo seu testemunho comunitário de santidade, fraternidade e unidade.
Século XX — A missão servita no Brasil
1920 — Chegada dos missionários servitas a Sena Madureira
Os Servos de Maria chegam a Sena Madureira, no Acre, para assumir a missão confiada à Ordem na região do Alto Acre e Alto Purus, na Amazônia.
A presença missionária representa um novo capítulo na história da Ordem, marcado pela evangelização, pelo atendimento às comunidades e pelo serviço pastoral em uma região de grandes desafios geográficos e sociais.
Século XX — Expansão da presença brasileira
A atuação servita amplia-se para outras regiões do país. São constituídas comunidades religiosas, paróquias e iniciativas de formação, acompanhadas pelo crescimento da participação dos leigos na espiritualidade da Ordem.
Século XXI — Um carisma que permanece vivo
2004 — Setecentos anos da aprovação pontifícia
A Família Servita recorda os sete séculos da aprovação definitiva da Ordem, renovando sua gratidão pelo caminho iniciado pelos Sete Santos Fundadores.
2025 — Capítulo Geral da Ordem
A celebração do Capítulo Geral constitui um momento de reflexão, discernimento e orientação da vida da Ordem diante dos desafios contemporâneos.
2026 — A presença servita no Brasil
A Ordem continua sua missão em terras brasileiras, particularmente por meio de comunidades religiosas, atividades pastorais, formação, espiritualidade mariana e participação da Família Servita.
A Província São Peregrino e as diferentes expressões da Família Servita dão continuidade ao testemunho iniciado em Florença.
A relação oficial dos conventos da Província apresenta comunidades em Sena Madureira e Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo e São José dos Campos (SP), Curitiba (PR), Turvo (SC), Dom Viçoso (MG) e Caruaru (PE). Em Curitiba, a Comunidade Santa Maria dos Servos participa dessa missão de fraternidade e serviço.
Uma história que continua
A história dos Servos de Maria não é apenas uma sucessão de datas. É a memória de uma vocação vivida em comunidade, no seguimento de Cristo e no serviço à Virgem Maria.
Desde os Sete Fundadores até os nossos dias, permanece o chamado a viver como irmãos, a cultivar a misericórdia e a permanecer junto às cruzes da humanidade, à maneira de Maria.
Somos Servos de Maria. Ontem, hoje e sempre.
Fontes e aprofundamento
As datas das origens são apresentadas segundo a tradição histórica da Ordem; a ida ao Monte Senario é situada por volta de 1245.
- História — Ordem dos Servos de Maria no Brasil
- Breve História da Ordem — V. Benassi, O. J. Dias e F. M. Faustini (versão em inglês)
- São Peregrino — Província São Peregrino
- Missão do Acre e Amazonas — Ordem dos Servos de Maria (PDF em italiano)
- Conventos — Província São Peregrino
- Capítulo Geral de 2025 — Vatican News
Revisão: 22 de outubro de 2026.
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