Maria

Com Maria, para Cristo


Falar de Maria é falar do mistério de Cristo.


Toda a existência da Virgem está orientada para o Filho. Ela acolhe a Palavra, oferece-lhe sua humanidade, acompanha seus passos, permanece junto à Cruz e está com os discípulos quando nasce a comunidade da Igreja.


Por isso, contemplar Maria não significa afastar os olhos de Cristo. Ao contrário: quanto mais profundamente conhecemos Maria, mais somos conduzidos ao seu Filho.


Para os Servos de Maria, essa contemplação possui ainda um significado particular. Desde as origens da Ordem, Maria é reconhecida como Senhora, Mãe e, sobretudo, Serva do Senhor, modelo daqueles que desejam fazer da própria vida um serviço a Deus e aos irmãos.


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Maria, Serva do Senhor


No coração da vocação de Maria encontramos uma palavra:


“Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38)


Maria não se coloca no centro. Ela se oferece.


Seu “sim” nasce da fé e transforma toda a sua existência em disponibilidade para Deus.


É justamente aqui que os Servos de Maria reconhecem nela um modelo privilegiado. Somos chamados a aprender de Maria que servir não significa apenas realizar determinadas obras, mas permitir que toda a existência se torne resposta ao chamado de Deus.


Maria é serva porque pertence inteiramente ao Senhor.


E justamente porque pertence a Deus, torna-se disponível para os irmãos.


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Mulher da Palavra


Antes de carregar Cristo em seu ventre, Maria acolhe a Palavra na fé.


Ela escuta.


Interroga.


Discernе.


Confia.


E responde.


O Evangelho mostra ainda que Maria conservava os acontecimentos e os meditava em seu coração.


Sua espiritualidade é, portanto, profundamente contemplativa.


Maria ensina-nos que a verdadeira vida espiritual começa pela escuta. Antes de falar de Deus, precisamos escutá-lo. Antes de agir, precisamos discernir. Antes de anunciar Cristo, precisamos permitir que sua Palavra encontre morada em nós.


Essa atitude está também no coração da espiritualidade servita: subir para escutar, descer para servir.


Monte Senário torna-se, assim, mais do que um lugar da história da Ordem. Torna-se imagem de uma vocação: buscar o silêncio para escutar Deus e retornar ao meio dos homens para servi-los.


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Maria se põe a caminho


Depois da Anunciação, Maria não permanece fechada em si mesma.


Ela parte.


Vai ao encontro de Isabel.


Aquela que acolheu Cristo torna-se portadora de Cristo.


A Visitação revela uma característica fundamental da espiritualidade mariana: quem verdadeiramente acolhe Deus aprende a ir ao encontro do outro.


Maria leva consigo Jesus e transforma sua presença em serviço.


Por isso, a espiritualidade mariana não pode ser uma espiritualidade fechada ou intimista. A oração deve colocar-nos a caminho.


Maria ensina-nos a perceber quem necessita de presença, escuta, cuidado e esperança.


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A mulher do Magnificat


Na casa de Isabel, Maria canta:


“Minha alma engrandece o Senhor.” (Lc 1,46)


O Magnificat revela o coração da Serva.


Maria reconhece as maravilhas realizadas por Deus e proclama sua fidelidade. Mas seu cântico também contempla a ação de Deus na história: o Senhor olha para os humildes, derruba os poderosos de seus tronos, eleva os pequenos e sacia os famintos.


Por isso, o Magnificat não é somente oração de louvor.


É também escola de esperança.


Maria ensina-nos a contemplar a história a partir dos olhos de Deus e a acreditar que a última palavra não pertence à força, à injustiça ou ao sofrimento, mas à fidelidade misericordiosa do Senhor.


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Em Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser”


Nas bodas de Caná, Maria percebe aquilo que outros ainda não perceberam:


“Eles não têm vinho.” (Jo 2,3)


Seu olhar é atento à necessidade humana.


Maria observa, intercede e conduz a Cristo.


Depois pronuncia uma das frases que melhor resumem sua missão:


“Fazei tudo o que ele vos disser.” (Jo 2,5)


Toda autêntica devoção mariana deve chegar a esse ponto.


Maria não retém o discípulo para si.


Ela indica Jesus.


Por isso podemos resumir nossa caminhada:


Com Maria, para Cristo.


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Junto à Cruz


Existe uma imagem particularmente querida à espiritualidade dos Servos de Maria:


“Junto à cruz de Jesus estava sua mãe.” (Jo 19,25)


Maria permanece.


Quando muitos se afastam, ela está ali.


Não pode retirar o sofrimento do Filho, mas pode permanecer junto dele.


Essa presença tornou-se uma das grandes inspirações da espiritualidade servita.


Contemplar Nossa Senhora das Dores não significa cultivar tristeza. Significa aprender a compaixão.


Maria ensina-nos a permanecer junto às inúmeras cruzes da humanidade.


Onde existe alguém sofrendo, abandonado, doente, ferido, enlutado ou sem esperança, ali existe um lugar para o discípulo de Cristo.


A devoção à Virgem das Dores torna-se, portanto, compromisso:


permanecer junto de quem sofre.


→ Nossa Senhora das Dores


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Maria e os Servos de Maria


A história dos Servos de Maria nasce sob o olhar de Nossa Senhora.


Segundo a tradição da Ordem, os primeiros Sete Padres encontraram em Maria a inspiração para uma vida marcada pela oração, fraternidade e serviço.


Retiraram-se para Monte Senário, buscando silêncio e discernimento. Mas a montanha não seria fuga do mundo.


Da contemplação deveriam retornar ao serviço.


Ao longo dos séculos, essa inspiração continuou marcando a família servita.


Maria é contemplada especialmente como:


Serva do Senhor, que acolhe a Palavra;


Mulher da fé, que confia no projeto de Deus;


Mãe e discípula, que acompanha Cristo;


Mulher da compaixão, que permanece junto à Cruz;


Mulher da comunhão, presente entre os discípulos;


Mulher do serviço, que se coloca a caminho.


Por isso, ser Servo de Maria significa também procurar reproduzir em nossa vida as atitudes evangélicas que contemplamos nela.


→ Espiritualidade Servita


→ Quem são os Servos de Maria?


→ Os Sete Santos Fundadores dos Servos de Maria


→ Monte Senário: berço espiritual dos Servos de Maria


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Maria, mulher de fraternidade


Maria aparece no Evangelho profundamente inserida na comunidade.


Ela visita Isabel.


Participa das bodas de Caná.


Permanece junto aos discípulos.


Está com a comunidade reunida em oração.


Maria nunca conduz ao isolamento.


Ela reúne.


Por isso, para os Servos de Maria, a fraternidade não é simplesmente uma forma prática de organização da vida religiosa. É parte de nossa espiritualidade.


A comunidade deve tornar-se lugar de escuta, reconciliação, acolhida e serviço.


Sob o olhar de Maria aprendemos a reconhecer o outro não como adversário ou concorrente, mas como irmão.


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Maria e a missão


Maria é mulher a caminho.


De Nazaré às montanhas da Judeia.


De Belém a Jerusalém.


De Caná ao Calvário.


Do Calvário à comunidade dos discípulos.


Sua presença acompanha o mistério de Cristo.


Também a Igreja é chamada a colocar-se a caminho.


Por isso, a verdadeira espiritualidade mariana não termina diante de uma imagem de Nossa Senhora.


Ela começa ali e continua na vida.


Quem contempla Maria aprende a servir.


Quem reza com Maria aprende a escutar.


Quem permanece com Maria junto à Cruz aprende a aproximar-se das cruzes dos irmãos.


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CONTINUE O CAMINHO


Contemplar Maria é sempre deixar-se conduzir por ela a Cristo.


Para aprofundar:


→ Nossa Senhora das Dores

Contemple Maria junto à Cruz e conheça a tradição da Virgem Dolorosa na espiritualidade dos Servos de Maria.


→ Espiritualidade Servita

Descubra como a presença de Maria inspira a oração, a fraternidade e o serviço na tradição servita.


→ Quem são os Servos de Maria?

Conheça a Ordem que, desde suas origens, quis ser reconhecida pelo nome da Mãe do Senhor.


→ Os Sete Santos Fundadores

Conheça a fraternidade que está nas origens da Ordem dos Servos de Maria.



COM MARIA, PARA CRISTO


Maria não retém o discípulo para si.


Em Nazaré, ensina-nos a dizer sim.


Na Visitação, ensina-nos a transformar o sim em serviço.


Em Caná, aponta para Cristo:

“Fazei tudo o que ele vos disser.”


Junto à Cruz, ensina-nos a permanecer.


No Magnificat, ensina-nos a reconhecer as maravilhas de Deus e a esperar um mundo transformado por sua misericórdia.


Por isso, para os Servos de Maria, contemplar a Mãe do Senhor significa aprender dela a seguir Jesus.


Escutar como Maria.


Servir como Maria.


Permanecer como Maria.


Esperar como Maria.


E, com ela, caminhar sempre para Cristo.


Com Maria, para Cristo.


Maria · Fraternidade · Serviço

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