A santidade da fidelidade cotidiana
Série: As Ladainhas de Nossa Senhora
A Ladainha Lauretana prossegue:
Rainha dos Confessores, rogai por nós.
A palavra confessores pode causar alguma confusão.
Aqui não estamos falando especificamente dos sacerdotes que escutam confissões.
Na antiga linguagem da Igreja, chamavam-se confessores aqueles santos que confessaram Cristo por sua vida e permaneceram fiéis ao Evangelho, mesmo sem consumar seu testemunho no martírio de sangue.
Depois dos mártires, portanto, a Igreja contempla uma multidão diferente.
Homens e mulheres que talvez não tenham derramado o sangue por Cristo, mas entregaram a Ele:
os dias,
os anos,
o trabalho,
a oração,
as renúncias,
as escolhas
e toda a própria existência.
E diante deles a Igreja invoca Maria:
Rainha dos Confessores, rogai por nós.
Confessar significa testemunhar
Jesus disse:
“Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos céus.”
Confessar Cristo significa reconhecê-lo.
Pertencer a Ele.
Não escondê-lo quando a fidelidade se torna difícil.
E, sobretudo:
viver de maneira coerente com aquilo que professamos.
Há uma confissão feita com os lábios
No Credo dizemos:
“Creio.”
É uma verdadeira profissão de fé.
Mas existe outra profissão de fé que continua depois que termina a Missa.
É aquilo que nossa vida diz.
Nossa vida também recita um credo
A maneira como tratamos as pessoas.
Como usamos o dinheiro.
Como exercemos autoridade.
Como reagimos quando somos contrariados.
Como vivemos nossos compromissos.
Como nos comportamos quando ninguém está olhando.
Tudo isso diz alguma coisa sobre aquilo em que realmente acreditamos.
Maria confessou a fé com toda a existência
Maria não escreveu tratados.
Não percorreu cidades como Paulo.
Não morreu mártir.
Mas poucas vidas foram uma profissão de fé tão completa quanto a dela.
Em Nazaré:
“Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Em Caná:
“Fazei tudo o que Ele vos disser.”
No Calvário:
permanece.
No Cenáculo:
reza com a Igreja.
Sua vida inteira diz:
“Eu pertenço ao Senhor.”
A fiel Virgem
Existe um título mariano que ilumina esta invocação:
Virgem fiel.
Maria acredita quando recebe a promessa.
Continua acreditando quando não compreende tudo.
Permanece quando chega a Cruz.
Espera quando tudo parece terminado.
Sua fidelidade atravessa diferentes estações.
A fidelidade verdadeira precisa atravessar o tempo
É relativamente fácil ser entusiasmado durante algum tempo.
Um retiro.
Uma ordenação.
Uma profissão religiosa.
O começo de uma missão.
Um novo projeto.
Tudo parece cheio de possibilidades.
Mas depois chega:
o cotidiano.
O cotidiano revela muito
O despertador toca novamente.
A oração comunitária está no mesmo horário.
As pessoas ao nosso redor continuam possuindo os mesmos defeitos.
E nós também.
A missão apresenta dificuldades.
Alguns projetos não funcionam.
O entusiasmo diminui.
É então que a fidelidade começa a mostrar sua profundidade.
Os confessores são santos do caminho longo
Muitos santos não realizaram um único gesto espetacular.
Sua grande obra foi:
permanecer fiéis.
Dia após dia.
Ano após ano.
Algumas vezes durante cinquenta, sessenta ou setenta anos.
Existe heroísmo na constância
Talvez não percebamos isso porque estamos acostumados a valorizar acontecimentos extraordinários.
Mas levantar todos os dias e entregar novamente a vida pode exigir enorme amor.
Uma profissão religiosa não acontece apenas uma vez
Existe o dia da profissão.
Há uma celebração.
Uma fórmula.
Testemunhas.
Uma assinatura.
Talvez fotografias.
Mas depois começa algo maior:
transformar aquela fórmula numa vida.
“Todos os dias”
Jesus não disse apenas:
“Quem quiser seguir-me tome uma vez sua cruz.”
O Evangelho de Lucas acrescenta:
“tome sua cruz cada dia e siga-me.”
Existe uma espiritualidade inteira nessas duas palavras:
cada dia.
A santidade do ordinário
Nem todos serão enviados para uma missão extraordinária.
Nem todos escreverão livros.
Nem todos ocuparão funções importantes.
Nem todos serão conhecidos.
Mas todos podem amar.
Todos podem ser fiéis.
Todos podem santificar o cotidiano.
Maria viveu muitos anos escondida
Quando pensamos em Maria, recordamos grandes acontecimentos:
Anunciação.
Visitação.
Belém.
Calvário.
Pentecostes.
Mas entre esses acontecimentos existem anos inteiros sobre os quais o Evangelho praticamente nada diz.
Nazaré.
A maior parte da vida foi comum
Preparar alimento.
Cuidar da casa.
Conviver.
Rezar.
Trabalhar.
Esperar.
Viver.
Também isso pertence à santidade de Maria.
Deus trabalha no escondimento
Talvez algumas das coisas mais importantes que fazemos jamais sejam reconhecidas.
Um cuidado.
Uma oração.
Uma renúncia.
Uma palavra que evitamos.
Uma reconciliação.
Uma tarefa realizada com responsabilidade.
Deus vê.
O Pai que vê no escondimento
Jesus insiste nisso no Sermão da Montanha.
Quando rezar.
Quando der esmola.
Quando jejuar.
Não faça para ser visto.
“Teu Pai, que vê o que está escondido, te recompensará.”
Isso liberta
Não precisamos transformar tudo em reconhecimento.
Nem toda boa ação precisa ser conhecida.
Nem todo serviço precisa receber agradecimento.
A fidelidade pode ser silenciosa.
Maria não constrói sua própria imagem
Ela não procura ser percebida.
No Evangelho, frequentemente aparece para depois retirar-se.
Tudo nela aponta para Cristo.
Uma palavra para nosso tempo
Vivemos numa cultura de exposição.
É possível transformar quase toda experiência em conteúdo.
Onde estivemos.
O que fizemos.
Com quem estávamos.
O que pensamos.
Não existe necessariamente mal nisso.
Mas precisamos conservar uma parte da vida que pertença somente a Deus.
O escondimento protege a interioridade
Há coisas que amadurecem melhor no silêncio.
Oração.
Discernimento.
Dor.
Conversão.
Vocação.
Nem tudo precisa ser publicado.
Os confessores testemunham sem procurar aplausos
É possível que algumas das vidas mais santas da Igreja tenham passado quase despercebidas por seus contemporâneos.
Deus não mede importância pelo número de pessoas que conhecem nosso nome.
“Muito bem, servo bom e fiel”
No Evangelho, o elogio não é:
“Servo famoso.”
Nem:
“Servo brilhante.”
Mas:
“Servo bom e fiel.”
Fidelidade
Talvez seja uma das palavras mais importantes para a vida religiosa.
Fidelidade à oração.
À Palavra.
À fraternidade.
Aos votos.
À missão.
Ao povo.
À própria consciência formada diante de Deus.
Fidelidade não é rigidez
Também precisamos distinguir.
Ser fiel não significa nunca mudar.
Às vezes precisamos mudar justamente para permanecer fiéis ao essencial.
Maria precisou caminhar
Nazaré.
Belém.
Egito.
Novamente Nazaré.
Jerusalém.
Calvário.
Cenáculo.
Sua fidelidade não significa permanecer fisicamente no mesmo lugar.
Significa permanecer pertencendo a Deus em todos os lugares.
A tradição viva
Isso vale também para uma Ordem religiosa.
Fidelidade ao carisma não significa reproduzir cada detalhe do passado.
Significa conservar vivo aquilo que o Espírito entregou à Igreja através daquele carisma.
Para nós, Servos de Maria
Precisamos continuamente perguntar:
O que significa ser Servo de Maria hoje?
A resposta não pode abandonar nossas raízes.
Fraternidade.
Serviço.
Maria.
Compaixão.
Oração.
Comunhão.
Mas essas raízes precisam produzir frutos no presente.
Os Sete Santos Fundadores
Eles também foram confessores.
Não conhecemos sequer todos os detalhes individuais de suas vidas.
E talvez isso seja profundamente significativo.
O que permaneceu?
A fraternidade.
O carisma.
O testemunho.
Sete homens, uma memória
A tradição servita conservou-os como um grupo.
Isso já é uma profecia.
Num mundo que gosta de individualizar heróis, nossos Fundadores são lembrados juntos.
A santidade pode ser comunitária
Talvez essa seja uma das grandes contribuições de nossa tradição.
Não apenas:
“Como posso tornar-me santo?”
Mas também:
“Como podemos ajudar-nos mutuamente a ser santos?”
O irmão participa de minha fidelidade
Às vezes permanecemos porque alguém nos sustentou.
Um conselho.
Uma correção.
Uma conversa.
Um exemplo.
Uma oração.
Nenhuma vocação amadurece completamente sozinha.
Uma palavra para os jovens em formação
Talvez o início da formação possua muita novidade.
Tudo é diferente.
Horários.
Hábito.
Estudos.
Liturgia.
Comunidade.
Depois a novidade diminui.
Isso é normal.
Quando a novidade termina, começa outra etapa
É aí que a pessoa começa a perguntar:
“Quero realmente viver isso?”
Não apenas:
“Gosto disso?”
Mas:
“Estou disposto a entregar minha vida aqui?”
Vocação não é apenas entusiasmo
Entusiasmo ajuda.
Mas vocação precisa tornar-se decisão.
E decisão precisa tornar-se fidelidade.
Uma palavra para os formadores
Precisamos formar para a perseverança.
Isso significa ajudar o jovem a compreender que dificuldades não provam automaticamente que não existe vocação.
Mas também não devemos ensinar alguém a permanecer cegamente.
Fidelidade exige discernimento
Há dificuldades que precisam ser atravessadas.
Outras revelam questões que precisam ser enfrentadas.
Algumas podem indicar que aquele não é o caminho vocacional da pessoa.
A verdade também pertence à fidelidade.
Permanecer por medo não é fidelidade
Ficar apenas porque se tem medo de mudar não é necessariamente virtude.
A fidelidade cristã é livre.
É resposta continuamente renovada.
Maria diz “sim” livremente
Seu fiat não é resignação.
É entrega.
Essa liberdade precisa acompanhar também nossa resposta vocacional.
Uma palavra para os professos solenes
A profissão solene não encerra o discernimento espiritual.
Encerra uma etapa e inaugura outra forma de fidelidade.
Ainda precisamos perguntar diariamente:
“Senhor, como devo viver hoje aquilo que prometi?”
Os votos envelhecem conosco
A pobreza aos vinte e cinco anos talvez seja experimentada de maneira diferente aos setenta.
A obediência muda de contexto.
A castidade amadurece.
A vida fraterna atravessa novas etapas.
A mesma promessa precisa encarnar-se em diferentes idades.
Uma palavra para os idosos
Aqui a invocação Rainha dos Confessores torna-se particularmente bonita.
Um irmão que viveu cinquenta ou sessenta anos de profissão religiosa possui uma palavra que não precisa ser pronunciada.
Sua própria presença diz:
“É possível permanecer.”
As rugas podem ser testemunho
Carregam história.
Missões.
Comunidades.
Pessoas.
Dificuldades.
Perdas.
Recomeços.
Perseverança.
Uma vida inteira pode tornar-se confissão de fé.
Mas não devemos idealizar
Também existem feridas.
Arrependimentos.
Erros.
Coisas que poderiam ter sido diferentes.
A fidelidade de uma vida não significa ausência de quedas.
Significa também aprender a recomeçar.
Pedro permaneceu fiel depois de cair
Negou Jesus.
Chorou.
Foi perdoado.
Recebeu novamente uma missão.
Depois passou a vida testemunhando aquele que um dia havia negado.
A fidelidade cristã inclui recomeços
Isso é consolador.
Talvez alguém pense:
“Já falhei, então minha fidelidade terminou.”
Não.
Quando existe arrependimento e graça, pode existir um novo começo.
O confessor da fé não é uma pessoa impecável
É alguém que deixa Cristo ser maior que suas fraquezas.
Uma palavra para os sacerdotes
Nosso povo percebe mais do que imaginamos.
Pode esquecer muitas palavras de nossas homilias.
Mas recordará como foi tratado.
Se encontrou acolhida.
Se viu coerência.
Se percebeu disponibilidade.
A vida prega
São Paulo VI ensinou algo que continua atual:
o mundo escuta mais facilmente testemunhas do que mestres; e, quando escuta mestres, é porque também são testemunhas.
Nossa primeira homilia pode ser nossa vida
Antes de subirmos ao ambão, já estamos pregando.
Nossa maneira de viver o Evangelho dá peso — ou retira peso — de nossas palavras.
Uma palavra para quem exerce autoridade
Aqui existe uma forma particularmente exigente de confissão da fé.
Usar autoridade como serviço.
Não como privilégio.
Escutar.
Decidir.
Assumir responsabilidades.
Reconhecer erros.
Pedir perdão também testemunha o Evangelho
Às vezes imaginamos que admitir um erro enfraquece a autoridade.
Pode acontecer justamente o contrário.
Uma pessoa que consegue dizer:
“Eu errei. Perdoe-me.”
testemunha uma verdade fundamental da fé:
todos necessitamos de misericórdia.
O testemunho da fraternidade
Uma comunidade religiosa pode tornar-se uma grande confissão pública de fé.
Quando pessoas diferentes conseguem:
rezar juntas,
partilhar,
perdoar,
cuidar dos idosos,
formar os jovens,
servir os pobres,
acolher,
recomeçar.
Mas também pode contradizer aquilo que anuncia
Se existe oração sem caridade.
Devoção sem fraternidade.
Autoridade sem serviço.
Pobreza professada e apego aos privilégios.
Então precisamos permitir que o Evangelho nos converta novamente.
Os confessores lembram-nos da coerência
Não perfeição.
Coerência.
Uma vida que procura diminuir a distância entre aquilo que professa e aquilo que pratica.
Essa distância nunca desaparece completamente
Somos pecadores.
Sempre precisaremos de conversão.
Por isso a coerência cristã não significa apresentar uma imagem impecável.
Significa viver sinceramente em processo de conversão.
Maria é diferente
Nela contemplamos a obra singular da graça.
Mas justamente por isso ela pode acompanhar nossa fragilidade.
Não para que nos escondamos.
Para que continuemos caminhando.
Rainha dos Confessores
Podemos então compreender melhor.
Maria está à frente dessa multidão de santos cuja vida disse:
Cristo vale a pena.
Vale a pena segui-lo.
Vale a pena permanecer.
Vale a pena servi-lo.
Vale a pena entregar-lhe uma vida inteira.
A santidade de muitos anos
Talvez este seja o grande tema desta invocação.
Não apenas morrer por Cristo num instante heroico.
Mas:
viver para Cristo durante uma vida inteira.
Um dia de cada vez
Talvez ninguém consiga prometer emocionalmente cinquenta anos de fidelidade.
Mas podemos oferecer:
hoje.
Depois amanhã.
Depois outro dia.
A fidelidade de uma vida inteira é construída por muitos “hojes” entregues a Deus.
Maria viveu assim
Um sim em Nazaré.
Depois outro.
E outro.
Até o Calvário.
Até o Cenáculo.
Até o fim.
Para nós, Servos de Maria
Talvez possamos pedir uma graça muito simples:
terminar bem.
Não apenas começar bem.
Não apenas viver alguns anos de entusiasmo.
Mas chegar ao final podendo dizer:
“Procurei permanecer fiel.”
Isso vale mais que muitas realizações
Funções terminam.
Cargos passam.
Projetos mudam.
Casas mudam.
Gerações chegam.
O que permanece é aquilo que nos tornamos diante de Deus.
Uma pergunta para o coração
Diante desta invocação podemos perguntar:
O que minha vida está confessando neste momento?
Não aquilo que digo acreditar.
Aquilo que minhas escolhas mostram.
E uma segunda pergunta
Em que pequena fidelidade Deus está me pedindo perseverança hoje?
Talvez seja algo simples.
A oração.
Uma responsabilidade.
Uma conversa necessária.
Um pedido de perdão.
Um serviço.
Uma decisão que precisa ser retomada.
Não precisamos salvar cinquenta anos hoje
Precisamos ser fiéis:
hoje.
E amanhã receberemos novamente a graça necessária.
Oração
Rainha dos Confessores,
Virgem fiel,
você entregou sua vida inteira
à Palavra recebida em Nazaré.
Ensine-nos a fidelidade.
Não apenas a fidelidade
dos grandes momentos,
mas aquela que se constrói
silenciosamente no cotidiano.
Ensine-nos a dizer “sim”
quando existe entusiasmo
e também quando permanece
apenas a confiança.
Que nossa vida confesse
aquilo que nossos lábios professam.
Quando rezarmos o Credo,
ajude-nos a continuar recitando-o
com nossas escolhas.
Aos sacerdotes,
conceda coerência
entre a Palavra anunciada
e a vida oferecida.
Aos religiosos,
conceda fidelidade aos votos
e alegria na própria consagração.
Aos jovens em formação,
dê liberdade para discernir
e coragem para assumir
uma resposta verdadeira.
Aos formadores,
conceda paciência para formar
não apenas para o entusiasmo inicial,
mas para uma vida inteira de fidelidade.
Aos nossos irmãos idosos,
dê a alegria de perceber
que tantos anos entregues ao Senhor
são uma preciosa confissão de fé
para as novas gerações.
Quando suas forças diminuírem,
faça-os experimentar
que sua presença continua fecunda.
Às nossas comunidades,
conceda a graça de sermos
uma confissão comunitária do Evangelho.
Que nossa fraternidade diga
que é possível viver como irmãos.
Que nossa pobreza diga
que Deus é nossa riqueza.
Que nossa castidade diga
que o coração humano pertence ao amor.
Que nossa obediência diga
que vale a pena buscar juntos
a vontade do Senhor.
A nós, Servos de Maria,
dê gratidão pelos Sete Santos Fundadores
e por todos os irmãos
que receberam o carisma antes de nós.
Que saibamos transmiti-lo
não apenas em livros e documentos,
mas numa vida verdadeiramente servita.
Quando cairmos,
ensine-nos a recomeçar.
Quando estivermos cansados,
ajude-nos a perseverar.
Quando procurarmos reconhecimento,
recorde-nos o valor
do serviço escondido.
Quando chegarem mudanças,
ensine-nos a distinguir
aquilo que pode mudar
daquilo que precisa permanecer.
E ao final de nossa caminhada,
depois de cargos, projetos,
sucessos e fracassos,
conceda-nos a graça
de apresentar ao Senhor
uma vida que procurou dizer:
“Eis-me aqui.”
Que cada dia de nossa existência
seja uma pequena confissão:
Jesus Cristo é o Senhor.
Vale a pena segui-lo.
Vale a pena servi-lo.
Vale a pena entregar-lhe a vida.
Rainha dos Confessores, rogai por nós.
Para guardar no coração
Nem todos somos chamados ao martírio de sangue, mas todos somos chamados ao testemunho. Maria, Rainha dos Confessores, ensina-nos que a santidade pode assumir a forma discreta de uma fidelidade renovada todos os dias: uma vida inteira dizendo a Deus “sim”.
Fontes
Sagrada Escritura, especialmente Mt 10,32-33; Mt 25,14-23; Lc 9,23; Lc 1,26-38; Jo 2,1-11; Jo 19,25-27; 2Tm 4,6-8.
Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, especialmente cap. V, sobre a vocação universal à santidade.
São Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, especialmente n. 41, sobre a força evangelizadora do testemunho de vida.
São João Paulo II, Angelus, 29 de agosto de 1999, invocando Maria como Rainha dos confessores da fé e dos mártires e relacionando-a à fidelidade ao Evangelho.
São João Paulo II, homilia nas beatificações de 9 de abril de 2000, apresentando cinco confessores da fé que anunciaram Cristo pela palavra e pelo serviço perseverante aos irmãos.
Bento XVI, Audiência Geral de 22 de agosto de 2012, sobre a realeza de Maria e as invocações da Ladainha Lauretana.
Tradição da Ordem dos Servos de Maria, particularmente o testemunho comunitário dos Sete Santos Fundadores.
Ladainha Lauretana, invocação Regina Confessorum.
Texto preparado para a série “As Ladainhas de Nossa Senhora”, do Somos Servos.
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