Maria permaneceu de pé junto à Cruz
Série: As Ladainhas de Nossa Senhora
A Ladainha Lauretana prossegue:
Rainha dos Mártires, rogai por nós.
Para nós, Servos de Maria, esta invocação possui uma força particular.
Porque nos leva diretamente ao lugar onde nosso carisma gosta de permanecer:
junto à Cruz.
Ali está Jesus.
Ali está Maria.
Ali está o discípulo amado.
E o Evangelho registra uma frase de extraordinária profundidade:
“Junto à Cruz de Jesus estava sua Mãe.”
Maria permaneceu.
Stabat Mater
A tradição cristã guardou esta cena numa expressão latina:
Stabat Mater.
A Mãe estava de pé.
Não fugiu.
Não abandonou.
Não deixou de amar.
Quando quase tudo parecia perdido, Maria permaneceu.
É nesse permanecer que começamos a compreender por que a Igreja a chama:
Rainha dos Mártires.
Maria não morreu mártir
É necessário fazer uma distinção importante.
Maria não sofreu o martírio de sangue como Pedro, Paulo, Inácio de Antioquia, Perpétua, Felicidade e tantos outros.
Não foi executada por confessar a fé em Cristo.
Mas a tradição cristã contemplou nela um profundo martírio do coração.
A espada anunciada por Simeão:
“Uma espada traspassará tua alma.”
chega, de modo singular, ao seu cumprimento no Calvário.
A espada
Simeão havia pronunciado aquelas palavras muitos anos antes.
Maria carregou-as consigo.
Talvez não soubesse exatamente como se realizariam.
Mas guardou-as.
Até chegar aquele dia.
O Filho está diante dela.
Condenado.
Humilhado.
Crucificado.
E Maria compreende de uma maneira que nenhuma mãe gostaria de compreender:
a espada chegou.
O sofrimento de uma mãe
Existe uma dor particularmente profunda:
ver sofrer alguém que amamos e não conseguir retirar seu sofrimento.
Quantos pais conhecem isso.
Quantas mães.
Um filho enfermo.
Um filho perdido.
Um filho dependente.
Um filho em crise.
Um filho que tomou decisões destrutivas.
Às vezes seria mais fácil sofrer no lugar dele.
Mas não podemos.
Maria conhece essa impotência.
Ela não pode retirar Jesus da Cruz
Não consegue impedir os pregos.
Não consegue silenciar as zombarias.
Não consegue abreviar aquelas horas.
Não consegue oferecer ao Filho aquilo que toda mãe gostaria de oferecer:
proteção.
Mas existe uma coisa que ainda pode fazer:
permanecer.
Permanecer também é amar
Talvez essa seja uma das maiores lições de Nossa Senhora das Dores.
Nem sempre amar significa resolver.
Há situações que não conseguimos resolver.
Mas ainda podemos:
ficar,
escutar,
acompanhar,
rezar,
chorar,
sustentar.
Não abandonar.
O martírio começa no amor
Maria sofre porque ama.
Quanto maior o amor, maior pode ser a capacidade de sofrer com a pessoa amada.
Por isso a palavra que melhor explica o martírio interior de Maria talvez seja:
compaixão.
Sofrer com.
Compaixão
Não se trata de procurar o sofrimento.
O cristianismo não cultua a dor pela dor.
A Cruz não é gloriosa porque o sofrimento seja bom em si mesmo.
É gloriosa porque ali o amor de Cristo permanece fiel até o fim.
A compaixão de Maria participa dessa fidelidade.
A Rainha dos Mártires olha para o Rei dos Mártires
Novamente, tudo começa em Cristo.
Jesus é a testemunha fiel.
Ele entrega a vida.
Perdoa.
Ama.
Confia-se ao Pai.
Maria não ocupa o centro do Calvário.
Cristo ocupa.
Ela permanece junto dele.
Maria não compete com a Cruz
Toda verdadeira espiritualidade mariana conduz-nos para o mistério pascal de Cristo.
Quanto mais contemplamos Nossa Senhora das Dores, mais deveríamos contemplar:
Jesus crucificado e ressuscitado.
A Mãe aponta para o Filho.
“Mulher, eis o teu filho”
E então acontece algo extraordinário.
No momento em que Maria parece estar perdendo o Filho, recebe uma nova maternidade.
Jesus olha para ela.
Depois para o discípulo.
E diz:
“Mulher, eis o teu filho.”
Depois:
“Eis a tua mãe.”
Da dor nasce maternidade
O Calvário não produz apenas morte.
Produz também uma nova relação.
Maria recebe o discípulo.
O discípulo recebe Maria.
A tradição cristã contemplou nessa cena uma dimensão da maternidade de Maria em relação aos discípulos de Cristo.
O mártir é testemunha
A palavra mártir significa testemunha.
Isso é fundamental.
O martírio cristão não consiste simplesmente em morrer.
Consiste em testemunhar Cristo com fidelidade, mesmo quando essa fidelidade exige a própria vida.
Antes do sangue vem o testemunho
Nem todos os cristãos serão chamados ao martírio de sangue.
Mas todos somos chamados ao testemunho.
No trabalho.
Na família.
Na comunidade.
Na vida religiosa.
Nas escolhas.
Na maneira de tratar as pessoas.
Na fidelidade ao Evangelho.
Existem pequenos martírios cotidianos
Sem comparar nossas dificuldades ao martírio propriamente dito, existem renúncias que fazem parte da fidelidade cristã.
Perdoar quando custa.
Permanecer fiel a uma responsabilidade.
Cuidar de alguém durante anos.
Aceitar uma limitação.
Recomeçar depois de uma decepção.
Servir sem reconhecimento.
A fidelidade custa
Uma vida cristã sem qualquer renúncia provavelmente precisa ser examinada.
Jesus disse:
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”
A Cruz pertence ao discipulado.
Mas não precisamos fabricar cruzes
Isso também precisa ser dito.
Já existem cruzes suficientes.
Não precisamos procurar sofrimento desnecessário.
Nem transformar injustiças evitáveis em suposta vontade de Deus.
A espiritualidade da Cruz nunca deve ser usada para justificar abuso, violência ou opressão.
A Cruz de Cristo não legitima a violência
Pelo contrário.
Ela revela até onde a violência humana pode chegar.
E revela também a resposta de Deus:
não outra violência,
mas amor,
perdão,
entrega,
Ressurreição.
Maria permanece ao lado da vítima
Essa é uma imagem muito importante para a espiritualidade servita.
No Calvário, Maria está junto daquele que sofre.
Por isso, estar com Nossa Senhora das Dores deveria ensinar-nos também a perguntar:
De que lado estamos quando alguém sofre?
A compaixão precisa aproximar
Não podemos contemplar as Dores de Maria apenas numa imagem.
A devoção precisa formar em nós um coração capaz de perceber as dores atuais.
O enfermo.
O pobre.
O migrante.
A pessoa enlutada.
A vítima da violência.
O idoso abandonado.
O jovem perdido.
O irmão que sofre silenciosamente.
Há muitos Calvários
Não possuem necessariamente três cruzes e uma colina.
Podem estar:
num hospital,
numa casa,
numa prisão,
numa rua,
numa família,
num quarto de convento.
Onde existe sofrimento humano, existe um convite à compaixão.
Para nós, Servos de Maria
Aqui nossa identidade torna-se muito concreta.
Não somos chamados apenas a estudar as Dores de Maria.
Somos chamados a servir com Maria junto às dores humanas.
Essa diferença é decisiva.
A devoção torna-se missão
Rezamos a Coroa de Nossa Senhora das Dores.
Contemplamos suas Sete Dores.
Celebramos sua memória.
Cantamos o Stabat Mater.
Tudo isso é precioso.
Mas precisa produzir alguma coisa:
compaixão.
Se a Coroa termina na última Ave-Maria, ficou incompleta
Ela deveria continuar.
Na maneira como tratamos o irmão.
Na visita ao enfermo.
Na paciência com o idoso.
Na acolhida ao jovem.
Na atenção ao pobre.
Na disponibilidade para escutar.
A verdadeira devoção cria proximidade
Quanto mais próximos estivermos da Mãe das Dores, mais próximos deveríamos estar daqueles que sofrem.
Caso contrário, corremos o risco de possuir uma bela devoção sem permitir que ela converta nossa vida.
Os mártires aprenderam a permanecer
Quando olhamos para os mártires da Igreja, encontramos histórias muito diferentes.
Homens.
Mulheres.
Jovens.
Idosos.
Sacerdotes.
Religiosos.
Leigos.
Mas existe alguma coisa comum:
permaneceram fiéis.
Não eram pessoas sem medo
Coragem cristã não significa ausência de medo.
Significa que existe algo maior que o medo.
A fé.
O amor.
A fidelidade a Cristo.
Pedro conheceu o medo
Na noite da Paixão, Pedro foge.
Nega Jesus.
Depois chora.
Mais tarde, fortalecido pela graça, torna-se testemunha.
Isso é consolador.
Deus transforma pessoas frágeis em testemunhas
O martírio não nasce simplesmente de uma personalidade heroica.
Nasce da graça.
Por isso não precisamos imaginar:
“Eu jamais conseguiria.”
A graça necessária para uma situação é dada quando chega a situação.
Uma palavra para os cristãos perseguidos
Ainda hoje existem cristãos que sofrem discriminação, violência, prisão e morte por causa da fé.
Quando rezamos:
Rainha dos Mártires, rogai por nós,
não podemos esquecer esses irmãos e irmãs.
Eles pertencem à mesma Igreja.
O Corpo de Cristo sofre
São Paulo diz:
“Se um membro sofre, todos sofrem com ele.”
A perseguição de um cristão nunca deveria ser apenas problema distante.
É sofrimento do Corpo.
Uma palavra para nós, sacerdotes
Existe também um martírio cotidiano da fidelidade.
Não martírio no sentido estrito.
Mas entrega.
Levantar quando estamos cansados.
Atender.
Escutar.
Celebrar.
Preparar.
Acompanhar.
Continuar servindo mesmo quando o entusiasmo inicial desapareceu.
A perseverança é uma forma de amor
Há pessoas capazes de grandes gestos durante um dia.
Mais difícil é amar fielmente durante anos.
Maria ensina essa perseverança.
Nazaré.
Vida escondida.
Missão de Jesus.
Calvário.
Cenáculo.
Ela permanece.
Uma palavra para nossas comunidades religiosas
A vida fraterna também conhece cruzes.
Diferenças de personalidade.
Idade.
Cultura.
Expectativas.
Limitações.
Feridas.
Às vezes a tentação é fugir interiormente.
Continuamos morando juntos, mas deixamos de nos encontrar.
Maria ensina a permanecer de verdade
Permanecer não significa tolerar silenciosamente tudo.
Pode ser necessário dialogar.
Corrigir.
Estabelecer limites.
Procurar ajuda.
Mudar estruturas.
Mas não desistir facilmente do irmão.
A cruz não justifica relações destrutivas
Isso precisa ser muito claro.
Dizer a alguém simplesmente:
“Carregue sua cruz”
pode ser profundamente inadequado diante de abuso ou violência.
O Evangelho nunca nos autoriza a proteger o agressor à custa da vítima.
Estar junto à Cruz significa cuidar de quem foi ferido
Maria está ao lado do Crucificado.
Nossa primeira proximidade também precisa ser com quem sofre.
Uma palavra para os jovens em formação
Talvez exista uma imagem romantizada da vida religiosa.
Liturgia bonita.
Hábito.
Missão.
Fraternidade.
Tudo isso pode ser belo.
Mas existe também o cotidiano.
E o cotidiano exige perseverança.
Vocação é também permanecer
Quando desaparece a novidade.
Quando chegam as dificuldades.
Quando encontramos limitações nos outros.
E em nós mesmos.
É aí que começamos a descobrir se nossa resposta está criando raízes.
Mas permanecer não significa nunca discernir mudanças
Às vezes a fidelidade exige justamente reconhecer que Deus está conduzindo para outra direção.
Por isso precisamos de discernimento.
A Cruz nunca deve ser usada para impedir a verdade.
Uma palavra para os formadores
Não precisamos formar jovens incapazes de sentir dor.
Precisamos formar homens capazes de atravessar dificuldades de maneira madura.
Que saibam pedir ajuda.
Que consigam falar.
Que saibam discernir.
Que não confundam sofrimento com fracasso.
Uma palavra para os idosos
Talvez esta invocação fale de maneira muito especial aos irmãos que atravessam limitações.
O corpo já não responde como antes.
Algumas atividades precisam ser deixadas.
Surge dependência.
Às vezes dor.
Maria permanece próxima.
O sofrimento não retira a dignidade
Uma pessoa enferma não vale menos.
Um religioso que já não consegue trabalhar não deixa de possuir vocação.
Sua presença continua pertencendo à comunidade.
A comunidade permanece junto
Aqui podemos aprender de Maria.
Não abandonar o irmão justamente quando ele mais precisa.
O modo como cuidamos de nossos membros frágeis revela muito sobre aquilo em que realmente acreditamos.
O Stabat Mater
A tradição colocou nos lábios da Igreja uma oração profundamente ligada a essa cena.
O fiel pede para compartilhar a compaixão de Maria diante da Paixão de Cristo.
Não para buscar sofrimento.
Mas para que o coração não se torne indiferente.
Um coração que ainda consegue sofrer com o outro
Talvez esta seja uma graça enorme.
Vivemos expostos diariamente a tantas notícias de sofrimento que podemos tornar-nos insensíveis.
Outra guerra.
Outra tragédia.
Outra morte.
Outro número.
Maria ajuda-nos a recordar:
cada número possui um rosto.
O coração cristão não pode acostumar-se à dor alheia
Podemos não conseguir resolver todos os problemas do mundo.
Mas não deveríamos perder a capacidade de compaixão.
Rainha dos Mártires e esperança
Até agora falamos muito de Cruz.
Mas não podemos terminar nela.
Maria não é apenas Nossa Senhora das Dores.
É também a mulher da esperança.
O Filho crucificado ressuscita
Esta é a palavra definitiva.
Não a Cruz.
Não o túmulo.
A Ressurreição.
A espiritualidade servita precisa ser pascal
Contemplamos profundamente as Dores de Maria.
Mas nunca como quem acredita que o sofrimento possui a última palavra.
Permanecemos junto à Cruz porque sabemos que Deus pode fazer nascer vida justamente onde parecia haver apenas morte.
A Rainha dos Mártires está na glória
Aquela que permaneceu junto ao Crucificado é contemplada pela Igreja entre os santos.
A espada não venceu.
A dor não venceu.
A morte não venceu.
Cristo venceu.
Esta é também a esperança dos mártires
Eles entregaram a vida porque acreditavam que a morte não era o fim.
O martírio cristão somente pode ser compreendido à luz da Ressurreição.
Uma pergunta para o coração
Diante desta invocação podemos perguntar:
De qual cruz estou fugindo simplesmente porque amar se tornou difícil?
Mas precisamos acrescentar outra:
Existe alguma situação destrutiva que estou chamando equivocadamente de cruz, quando deveria procurar ajuda e mudança?
Discernir também é necessário.
Outra pergunta
Junto à cruz de quem Deus está me pedindo para permanecer?
Talvez exista alguém muito perto.
Um irmão.
Um familiar.
Um enfermo.
Uma pessoa enlutada.
Um jovem.
Alguém que não precisa de grandes discursos.
Precisa apenas perceber:
“Você não está sozinho.”
Para nossa Família Servita
Talvez possamos transformar esta invocação numa renovação de nosso carisma.
Rainha dos Mártires, ensine-nos a permanecer.
Junto a Cristo.
Junto à Igreja.
Junto aos irmãos.
Junto aos crucificados de nosso tempo.
Oração
Rainha dos Mártires,
Mãe das Dores,
você permaneceu de pé
junto à Cruz de seu Filho.
Quando os discípulos se dispersaram,
você permaneceu.
Quando não havia palavras capazes
de explicar aquela dor,
você permaneceu.
Quando não podia retirar
os pregos nem a Cruz,
você permaneceu.
Ensine-nos a permanecer.
Não permita que fujamos
da dor dos irmãos
por medo, comodidade
ou indiferença.
Dê-nos um coração compassivo.
Que as dores do mundo
não se transformem para nós
em simples números.
Sustente os cristãos
que ainda hoje sofrem
por causa de sua fé.
Fortaleça aqueles
que são perseguidos,
discriminados, presos
ou ameaçados por permanecerem
fiéis a Cristo.
Aos sacerdotes e religiosos,
conceda perseverança
no serviço cotidiano.
Aos jovens em formação,
dê maturidade para compreender
que a vocação exige fidelidade
também quando o caminho se torna difícil.
Aos formadores,
dê sabedoria para distinguir
a cruz que amadurece
do sofrimento que destrói
e precisa ser enfrentado.
Aos nossos irmãos idosos
e enfermos,
dê força e esperança.
E a nossas comunidades,
conceda a graça de permanecer
junto deles com amor.
A nós, Servos de Maria,
recorde continuamente
o significado de nosso nome.
Não permita que contemplemos
suas Dores apenas nas imagens
e depois passemos indiferentes
pelas dores humanas.
Que a Coroa de suas Sete Dores
continue em nossas mãos,
mas continue também
em nossas escolhas.
Faça-nos próximos
dos enfermos,
dos pobres,
dos migrantes,
dos enlutados,
dos abandonados
e de todos os crucificados
de nosso tempo.
Ensine-nos o silêncio
quando não houver palavras.
Ensine-nos a escutar
quando alguém precisar falar.
Ensine-nos a agir
quando uma injustiça puder ser enfrentada.
Ensine-nos a pedir ajuda
quando nossas próprias forças
não forem suficientes.
E sobretudo,
não permita que esqueçamos
que o Calvário não é
a última página do Evangelho.
O Crucificado ressuscitou.
Que essa esperança
nos faça permanecer junto às cruzes
sem jamais deixar de esperar
a manhã da Ressurreição.
Rainha dos Mártires, rogai por nós.
Para guardar no coração
Maria é Rainha dos Mártires porque permaneceu fiel junto à Cruz de Cristo, atravessada pela espada anunciada por Simeão. Para os Servos de Maria, invocá-la assim é assumir uma missão: permanecer com ela junto às cruzes humanas, transformando a contemplação de suas Dores em compaixão, presença e esperança pascal.
Fontes
Sagrada Escritura, especialmente Lc 2,34-35; Jo 19,25-27; At 1,12-14; Mt 16,24-25; 1Cor 12,26; Ap 12,11.
Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 58, sobre Maria que permaneceu junto à Cruz, sofrendo profundamente com seu Filho e associando-se maternalmente ao seu sacrifício.
São João Paulo II, homilia nas beatificações de 5 de março de 2000, invocando Maria, Rainha dos Mártires, que aos pés da Cruz compartilhou até o fim o sacrifício do Filho.
Tradição litúrgica da Igreja, especialmente a memória da Bem-aventurada Virgem Maria das Dores e o hino Stabat Mater.
Tradição espiritual da Ordem dos Servos de Maria, na contemplação da Virgem das Dores e no serviço de compaixão junto às cruzes humanas.
Ladainha Lauretana, invocação Regina Martyrum.
Texto preparado para a série “As Ladainhas de Nossa Senhora”, do Somos Servos.
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