Maria, mulher do coração indiviso
Série: As Ladainhas de Nossa Senhora
A Ladainha Lauretana prossegue:
Rainha das Virgens, rogai por nós.
Esta invocação nos conduz a um dos mistérios mais delicados e belos da vida de Maria.
Sua virgindade.
Mas, para compreendê-la bem, precisamos ir além de uma visão puramente corporal.
A virgindade de Maria fala de seu corpo, certamente.
Mas fala também de seu coração.
De sua liberdade.
De sua capacidade de amar.
De sua pertença total a Deus.
Maria é a mulher do:
coração indiviso.
“Como acontecerá isso?”
Na Anunciação, Maria pergunta ao anjo:
“Como acontecerá isso, se eu não conheço homem?”
E Gabriel responde:
“O Espírito Santo virá sobre você e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra.”
No centro da virgindade de Maria existe, portanto, uma iniciativa de Deus.
O Filho que nasce dela é dom.
Graça.
Mistério.
A virgindade aponta para Cristo
Como acontece com todos os títulos de Maria, também este somente pode ser compreendido corretamente quando conduzimos nosso olhar para Jesus.
Maria não é virgem para chamar atenção sobre si mesma.
Sua virgindade proclama alguma coisa sobre Cristo.
Aquele que nasce dela vem de Deus.
É o Filho do Altíssimo.
É o Verbo feito carne.
Maria pertence inteiramente ao Senhor
Na Anunciação, encontramos a chave interior:
“Eis aqui a serva do Senhor.”
Maria coloca diante de Deus:
seu corpo,
seu futuro,
seus projetos,
sua liberdade,
toda a sua existência.
Não existe uma parte reservada.
Seu “sim” envolve a pessoa inteira.
Coração indiviso
São Paulo usa uma expressão muito bela ao falar daquele que se dedica às coisas do Senhor:
coração indiviso.
A tradição da vida consagrada reconheceu nessa expressão algo essencial.
A castidade consagrada não pode ser compreendida simplesmente como:
não casar.
É muito mais.
É uma maneira particular de dizer:
“Minha vida pertence ao Senhor.”
Uma renúncia por causa de um amor
Toda vocação verdadeira possui renúncias.
Quem se casa renuncia a todas as outras possibilidades de construir uma vida conjugal para escolher uma pessoa.
Quem assume uma missão precisa renunciar a outras possibilidades.
Toda escolha profunda fecha algumas portas porque abre outra.
Também a castidade consagrada contém renúncia.
Mas ela somente possui sentido quando nasce de um amor.
Sem amor, torna-se apenas privação
Se alguém entende a castidade apenas como:
não fazer,
não sentir,
não desejar,
não se relacionar,
algo essencial está faltando.
A castidade consagrada precisa ser compreendida positivamente:
amar Cristo com coração indiviso e, nele, aprender a amar os irmãos com liberdade.
Maria não é uma mulher sem afetos
O Evangelho mostra exatamente o contrário.
Maria ama.
Ama José.
Ama Isabel.
Ama Jesus.
Preocupa-se.
Procura.
Sofre.
Acompanha.
Permanece.
Sua virgindade não diminui sua capacidade de amar.
Torna-se Mãe
Aqui encontramos o grande paradoxo cristão.
A Virgem é Mãe.
Virgindade e fecundidade encontram-se em Maria.
Isso nos ajuda a compreender também a vida consagrada.
A castidade pelo Reino não é chamada à esterilidade.
É chamada a outra forma de fecundidade.
Fecundidade espiritual
Uma pessoa consagrada pode não possuir filhos segundo a carne.
Mas sua vida pode gerar:
fé,
esperança,
vocações,
reconciliação,
consolação,
amizade com Deus,
amor pelos pobres,
vida comunitária.
Quantos filhos uma vida pode ter?
Talvez muitos mais do que conseguimos contar.
Uma palavra dita a um jovem.
Uma confissão.
Uma catequese.
Uma visita.
Uma homilia.
Uma oração silenciosa por alguém.
Uma presença durante uma crise.
Tudo isso pode produzir vida.
A fecundidade não pertence aos números
Podemos trabalhar durante anos sem conhecer todos os frutos.
Algumas sementes germinam muito depois.
Por isso a fecundidade espiritual exige também desprendimento.
Plantamos.
Outro rega.
Deus faz crescer.
Maria oferece Jesus
Sua fecundidade possui um nome:
Jesus.
Isso também oferece um critério para nossa fecundidade apostólica.
Não basta produzir atividades.
Precisamos perguntar:
Estamos ajudando Cristo a nascer no coração das pessoas?
Castidade não significa ausência de relações
Uma interpretação equivocada poderia transformar a pessoa consagrada numa pessoa isolada.
Mas isso contradiz a própria finalidade da consagração.
O coração entregue a Deus deveria tornar-se:
mais disponível,
mais acolhedor,
mais fraterno,
mais capaz de amizade,
mais atento.
Um coração livre para amar
A castidade consagrada deveria ampliar o coração.
Não fechá-lo.
Uma pessoa consagrada que progressivamente se torna incapaz de vínculos, amizade, ternura, escuta e fraternidade precisa olhar com seriedade para sua vida afetiva.
A maturidade afetiva importa
Não deixamos de ser seres humanos quando fazemos profissão religiosa.
Continuamos precisando:
ser conhecidos,
ser escutados,
pertencer,
expressar sentimentos,
construir amizades saudáveis,
receber e oferecer afeto.
A castidade não elimina a afetividade
Ela pede que a afetividade seja integrada.
Orientada.
Amadurecida.
Vivida na verdade.
Isso exige formação.
Autoconhecimento.
Oração.
Fraternidade.
E, quando necessário, ajuda adequada.
Não espiritualizar tudo
Às vezes alguém possui uma dificuldade afetiva real e tenta resolvê-la apenas dizendo:
“Preciso rezar mais.”
A oração é fundamental.
Mas Deus também age através dos meios humanos.
Uma boa conversa.
Acompanhamento.
Direção espiritual.
Formação.
E, quando necessário, acompanhamento profissional.
Graça e humanidade caminham juntas
A graça não destrói nossa humanidade.
Cura.
Eleva.
Integra.
Por isso uma boa formação para a castidade precisa ajudar a pessoa a tornar-se mais humana, não menos.
Uma palavra para os jovens em formação
Não tenham medo de conhecer o próprio coração.
Conhecer afetos não significa desconfiar da vocação.
Pelo contrário.
Uma resposta verdadeiramente livre exige autoconhecimento.
Perguntas importantes
Como me relaciono?
Tenho medo de intimidade?
Preciso constantemente de aprovação?
Consigo estabelecer limites?
Sei ficar sozinho sem me isolar?
Consigo viver amizade sem possuir a outra pessoa?
Como lido com rejeição?
Como lido com atração?
Como lido com carência?
Tudo isso pertence à formação.
A castidade não é ingenuidade
Não basta possuir boa intenção.
Precisamos conhecer nossas fragilidades.
Reconhecer situações de risco.
Estabelecer limites saudáveis.
Pedir ajuda antes que pequenas dificuldades se tornem grandes problemas.
Limites também são expressão de amor
Uma pessoa madura sabe que nem toda proximidade é apropriada.
Nem toda confidência.
Nem todo vínculo.
Nem toda maneira de expressar afeto.
A liberdade precisa caminhar junto com responsabilidade.
Maria é livre
Seu “sim” somente possui beleza porque é livre.
Deus não a força.
Não a manipula.
Não elimina sua vontade.
Chama.
Maria responde.
Também a castidade consagrada precisa ser livre
Não pode nascer:
do medo do matrimônio,
da incapacidade de relacionar-se,
da fuga da sexualidade,
da pressão de outras pessoas,
do desejo de status religioso.
Precisa nascer de uma vocação.
Um dom, não uma superioridade
A virgindade consagrada não torna alguém mais digno como pessoa.
O matrimônio é também uma verdadeira vocação cristã.
A Igreja necessita do testemunho dos esposos.
Da fidelidade conjugal.
Da família.
Da abertura à vida.
Vocações diferentes, um mesmo chamado ao amor
O que muda é a forma.
O que permanece é a vocação fundamental:
amar.
O casado precisa aprender a amar.
O consagrado precisa aprender a amar.
O sacerdote precisa aprender a amar.
Quem não aprende a amar ainda não compreendeu plenamente sua vocação.
A pergunta não é apenas: “Sou casto?”
Uma pergunta talvez ainda mais profunda seja:
“Estou aprendendo a amar?”
Porque alguém pode observar externamente todas as obrigações e, ao mesmo tempo, possuir um coração:
duro,
fechado,
egoísta,
possessivo,
incapaz de compaixão.
A castidade precisa produzir caridade
Esse é um critério importante.
Se nossa consagração é autêntica, deveria tornar-nos progressivamente mais disponíveis para os irmãos.
Para nós, Servos de Maria
Existe aqui uma dimensão profundamente mariana.
Escolhemos viver como Servos de Maria.
Não porque Maria substitua Cristo.
Mas porque, contemplando a Serva do Senhor, aprendemos a pertencer mais inteiramente a Cristo.
Maria ensina disponibilidade
“Faça-se em mim.”
Talvez essas sejam também palavras para nossa castidade.
Senhor:
faça de meu corpo um instrumento de serviço.
Faça de meus afetos uma capacidade de amar.
Faça de minha liberdade uma oferta.
Faça de minha vida um espaço onde Cristo possa habitar.
Castidade e fraternidade
A vida comunitária é um dos lugares concretos onde nossa castidade se verifica.
É relativamente fácil falar em amor universal.
Mais difícil é amar:
o irmão concreto,
com seus limites,
seu temperamento,
seus hábitos,
suas fragilidades.
O amor precisa adquirir nomes
Caso contrário permanece abstrato.
A castidade consagrada deveria ajudar-nos a construir fraternidade verdadeira.
Amizade na vida religiosa
Também precisamos falar positivamente da amizade.
Jesus teve amigos.
Amou Marta, Maria e Lázaro.
Chamou seus discípulos de amigos.
A amizade saudável é um grande dom para uma pessoa consagrada.
Amizade não é inimiga da castidade
Pode ajudá-la.
Quando vivida:
na liberdade,
na verdade,
sem exclusivismos,
sem manipulação,
sem dependências destrutivas.
O perigo dos vínculos exclusivos
Uma amizade deixa de ser saudável quando começa a fechar a pessoa aos outros.
Quando surge posse.
Ciúme.
Dependência.
Segredo incompatível com a própria vocação.
A castidade exige liberdade também dentro das amizades.
Amar sem possuir
Talvez esta seja uma das grandes escolas da castidade:
amar alguém sem transformá-lo em propriedade.
Isso vale, na verdade, para toda forma de amor cristão.
Uma palavra para os formadores
Não basta ensinar normas.
É preciso formar pessoas.
A formação para a castidade exige ambiente onde o jovem consiga falar honestamente sobre:
afetividade,
sexualidade,
amizades,
solidão,
medos,
atrações,
dificuldades.
O silêncio pode tornar-se perigoso
Se determinados temas são tratados como impossíveis de mencionar, o jovem aprenderá apenas a escondê-los.
E aquilo que não pode ser falado dificilmente pode ser adequadamente acompanhado.
Confiança e responsabilidade
O ambiente formativo precisa unir as duas coisas.
Confiança suficiente para falar.
Responsabilidade suficiente para confrontar aquilo que precisa mudar.
Uma palavra para os professos
A maturidade afetiva não termina no noviciado.
Continuamos mudando.
A idade muda.
As relações mudam.
O ministério muda.
Nosso corpo muda.
As necessidades afetivas também podem mudar.
Por isso a formação precisa continuar.
Formação permanente também é afetiva
Não apenas:
teologia,
pastoral,
administração,
liturgia.
Precisamos continuar aprendendo a conhecer nosso próprio coração.
Uma palavra para os sacerdotes
O ministério cria proximidade.
As pessoas confiam em nós.
Contam histórias íntimas.
Procuram orientação.
Essa confiança é sagrada.
Nunca transformar vulnerabilidade em oportunidade
Quem procura ajuda encontra-se frequentemente numa posição vulnerável.
O sacerdote ou religioso possui responsabilidade especial de manter limites claros e respeitar profundamente a dignidade e a liberdade da pessoa.
Autoridade espiritual exige responsabilidade afetiva
Quanto maior a confiança recebida, maior deve ser o cuidado.
A castidade também é uma forma de proteger o outro.
Uma palavra para nossos irmãos idosos
A castidade também envelhece.
E pode tornar-se particularmente bela.
Depois de décadas, uma vida consagrada pode adquirir uma liberdade serena.
Muitas relações.
Muitos rostos.
Muitas histórias.
Uma paternidade espiritual construída lentamente.
Quantas pessoas chamam um religioso idoso de “pai” ou “frei” com verdadeiro afeto?
Ali existe uma fecundidade que não cabe em estatísticas.
Uma vida entregue gerou vínculos.
Solidão e solitude
Existe, porém, uma diferença.
A solitude pode ser fecunda.
É espaço interior.
Silêncio.
Encontro com Deus.
A solidão involuntária pode ferir.
A comunidade precisa cuidar disso
Não podemos simplesmente dizer a um irmão:
“Você escolheu o celibato, então suporte a solidão.”
Não.
Escolhemos uma forma de consagração que se vive numa Igreja e, para nós religiosos, numa fraternidade.
Somos responsáveis uns pelos outros
Uma comunidade onde ninguém sabe como o outro está vivendo interiormente possui alguma coisa a rever.
Fraternidade exige presença.
Maria e José
Também é importante não interpretar a virgindade de Maria como isolamento.
Ela vive uma relação real com José.
Uma vida familiar.
Uma comunhão de missão.
Isso recorda que consagração e relação não são opostos.
Maria e Isabel
Maria possui laços familiares.
Vai ao encontro de Isabel.
Permanece com ela.
Serve.
Maria e João
Aos pés da Cruz, recebe o discípulo.
“Eis o teu filho.”
E João a recebe.
Maria está continuamente inserida em relações.
Coração indiviso não significa coração vazio
Pelo contrário.
É um coração cheio de Deus e, por isso, disponível para amar.
Fecundidade
Aqui voltamos ao ponto central.
A virgindade cristã possui sentido porque é fecunda.
Não necessariamente por grandes obras.
Mas pela capacidade de gerar vida ao redor.
Podemos fazer uma pergunta simples
As pessoas florescem perto de nós?
Encontram liberdade?
Esperança?
Coragem?
Fé?
Ou nossos vínculos produzem medo, dependência e fechamento?
A fecundidade espiritual liberta
Não cria discípulos de nós mesmos.
Ajuda pessoas a tornarem-se discípulas de Cristo.
Maria não retém Jesus
Isso é impressionante.
Recebe-o.
Carrega-o.
Cuida dele.
Depois o entrega.
Aos pastores.
Aos magos.
Ao povo.
Aos discípulos.
Ao mundo.
A maternidade sabe deixar partir
Toda fecundidade verdadeira precisa aprender isso.
Formar alguém não é torná-lo dependente.
É ajudá-lo a ficar de pé.
Para a animação vocacional
Precisamos apresentar a castidade consagrada de maneira verdadeira.
Nem idealizada.
Nem envergonhada.
É exigente.
Mas pode ser profundamente bela.
Não é uma vida sem amor
É uma vida que deseja dizer:
Deus é suficientemente grande para receber uma existência inteira.
E:
o coração humano pode tornar-se casa para muitos.
O testemunho precisa ser alegre
Não uma alegria artificial.
Mas a serenidade de quem descobriu sentido naquilo que escolheu.
Uma castidade permanentemente amarga dificilmente testemunha a beleza do Reino.
O Reino futuro
Existe ainda uma dimensão que não podemos esquecer.
A virgindade consagrada aponta para aquilo que ainda esperamos.
Nenhuma relação humana, por mais bela, consegue preencher definitivamente o coração.
Fomos criados para Deus.
A consagração recorda o futuro
Por isso a Igreja chama a castidade consagrada de sinal do mundo futuro.
Ela proclama:
Deus será tudo em todos.
Maria já contempla essa plenitude
Aquela que chamamos Rainha das Virgens está na glória.
Nela contemplamos uma humanidade inteiramente aberta a Deus.
Uma pergunta para o coração
Diante desta invocação podemos perguntar:
Meu coração está verdadeiramente disponível para Deus?
E ainda:
Minha maneira de viver a castidade está me tornando mais capaz de amar?
Outra pergunta
Existem afetos em mim que precisam ser melhor conhecidos, integrados ou acompanhados?
Não precisamos ter medo dessa pergunta.
A verdade é amiga da vocação.
Para nós, Servos de Maria
Talvez possamos pedir a Maria uma graça muito concreta:
um coração livre.
Livre para Deus.
Livre para os irmãos.
Livre de posse.
Livre de duplicidades.
Livre para servir.
Oração
Rainha das Virgens,
Virgem fiel
e Mãe fecunda,
ensine-nos a amar
com coração indiviso.
Você entregou ao Senhor
seu corpo,
seu futuro,
sua liberdade
e toda a sua existência.
Ensine-nos a dizer com você:
“Eis aqui a serva do Senhor.”
Aos que receberam o dom
da castidade consagrada,
conceda a graça de vivê-lo
não como ausência de amor,
mas como abundância de amor.
Que nossa consagração
não feche nosso coração,
mas o dilate.
Faça-nos capazes
de amizade verdadeira,
de ternura,
de escuta,
de fraternidade
e de serviço.
Livre-nos dos afetos possessivos,
das relações ambíguas,
dos vínculos que escravizam
e de toda forma de utilização
da vulnerabilidade dos outros.
Dê-nos humildade
para reconhecer nossas fragilidades
e liberdade para pedir ajuda
quando necessário.
Aos jovens em formação,
conceda verdadeiro autoconhecimento,
maturidade humana e afetiva
e liberdade interior
para discernir a própria vocação.
Aos formadores,
dê sabedoria,
delicadeza
e coragem.
Que saibam criar ambientes
onde seja possível falar a verdade
sem medo
e onde cada pessoa seja acompanhada
com respeito e responsabilidade.
Aos sacerdotes e religiosos,
dê um profundo respeito
pela confiança daqueles
que procuram orientação,
consolo e ajuda.
Aos nossos irmãos idosos,
faça experimentar a beleza
de uma vida que se tornou fecunda
em tantos filhos e filhas espirituais.
Às nossas comunidades,
conceda verdadeira fraternidade.
Que ninguém precise viver
uma solidão escondida
no meio de uma casa cheia de irmãos.
A nós, Servos de Maria,
dê um coração semelhante ao seu:
contemplativo sem ser fechado,
afetuoso sem possuir,
livre sem ser indiferente,
casto sem ser frio,
fecundo sem procurar reconhecimento.
Faça de nossa vida
um espaço onde Cristo
possa novamente ser acolhido
e oferecido ao mundo.
E quando alguém perguntar
qual é o sentido
de uma vida inteiramente consagrada,
que nossa alegria,
nossa fraternidade
e nosso serviço possam responder:
Deus merece uma vida inteira.
E uma vida entregue a Ele
pode tornar-se fecunda
para muitos.
Rainha das Virgens, rogai por nós.
Para guardar no coração
A virgindade de Maria revela um coração inteiramente disponível a Deus e, justamente por isso, extraordinariamente fecundo. A castidade consagrada não é chamada a produzir isolamento, mas liberdade para amar: um coração indiviso diante de Deus e aberto aos irmãos.
Fontes
Sagrada Escritura, especialmente Is 7,14; Mt 1,18-25; Lc 1,26-38; Lc 1,39-45; Jo 19,25-27; 1Cor 7,32-35.
Concílio Vaticano II, Decreto Perfectae Caritatis, especialmente n. 12, sobre a castidade por causa do Reino.
São João Paulo II, Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata, especialmente nn. 21 e 88, sobre a castidade como entrega a Deus com coração indiviso e testemunho do amor.
Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Orientações sobre a Formação nos Institutos Religiosos, especialmente n. 13, sobre castidade, maturidade psicológica e afetiva e formação integral.
Código de Direito Canônico, cân. 599, sobre o conselho evangélico da castidade por causa do Reino, sinal do mundo futuro e fonte de fecundidade num coração indiviso.
Bento XVI, encontro com as jovens religiosas no Mosteiro de El Escorial, 19 de agosto de 2011, sobre a radicalidade evangélica e o amor a Cristo com coração indiviso.
Tradição espiritual da Ordem dos Servos de Maria, no seguimento de Cristo e no serviço inspirado pela Virgem Maria.
Ladainha Lauretana, invocação Regina Virginum.
Texto preparado para a série “As Ladainhas de Nossa Senhora”, do Somos Servos.
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