14/09/2026

Frei Tiago M. Coccolini, OSM

 


Trajetória de vida


Frei Tiago M. Coccolini, OSM, de nome de batismo Sigfrido Coccolini, foi um dos Servos de Maria italianos que dedicaram grande parte de sua vida religiosa e sacerdotal à missão da Ordem no Brasil. Sua longa trajetória passou por Santa Catarina, Rio de Janeiro e São José dos Campos, deixando marcas especialmente na evangelização, na educação, na promoção social e no acompanhamento dos mais necessitados.


Da Itália à vida religiosa


Frei Tiago nasceu em 15 de outubro de 1914, em Calderara di Reno, Bolonha, Itália, filho de Andrea Luigi Coccolini e Leonilde Bertolini.


Ingressou muito jovem na Ordem dos Servos de Maria. Iniciou o noviciado em 16 de outubro de 1929 e fez a primeira profissão religiosa em 17 de outubro de 1930. Emitiu a profissão solene em 6 de janeiro de 1936.


Foi ordenado sacerdote em 22 de maio de 1937.


Começava assim um ministério sacerdotal que se prolongaria por mais de seis décadas e que seria exercido, em grande parte, no Brasil.


Araranguá: evangelização e promoção humana


Um período particularmente significativo de seu ministério ocorreu em Araranguá, Santa Catarina, onde assumiu a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens em 18 de fevereiro de 1941, permanecendo à frente da comunidade até 12 de janeiro de 1952.


Ali Frei Tiago desenvolveu intensa atividade pastoral. Dedicou-se à organização da catequese, às missões populares e ao fortalecimento das associações religiosas, entre elas o Apostolado da Oração, a Congregação Mariana e as Filhas de Maria.


Sua preocupação pastoral ultrapassava os limites da igreja. Participou dos esforços em favor do Hospital Bom Pastor e procurou ampliar a presença de religiosas dedicadas à educação e às obras assistenciais.


Em documento de 16 de março de 1950, Frei Tiago, então Vigário Forâneo de Araranguá, solicitava a presença das Irmãs de Santa Catarina para colaborar em iniciativas como jardim de infância, colégio e outras atividades apostólicas.


Sua atuação mostra uma concepção de evangelização em que anúncio da fé, educação e promoção humana caminhavam juntos.


No Rio de Janeiro


Posteriormente Frei Tiago passou a servir no Rio de Janeiro.


Quando a igreja de Nossa Senhora das Dores, na Avenida Paulo de Frontin, foi elevada à condição de paróquia, em 15 de setembro de 1956, Frei Tiago M. Coccolini tornou-se seu primeiro pároco.


Também nessa comunidade participou da consolidação da presença dos Servos de Maria e da devoção a Nossa Senhora das Dores.


São José dos Campos


Outra etapa importante de sua vida ocorreu em São José dos Campos, onde seu nome permaneceu ligado à história da presença servita e da própria Diocese.


A documentação diocesana recorda-o também pelo nome civil, Sigfrido Maria Coccolini, identificando-o como Frei Tiago.


Em São José dos Campos, dedicou-se particularmente à Peregrinação de Leigos Cristãos (PLC) e à Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), além do atendimento às Pequenas Missionárias de Maria Imaculada.


Essa atuação revela novamente uma constante de sua vida sacerdotal: a proximidade com pessoas e realidades que necessitavam não somente da assistência espiritual, mas também de acolhida, dignidade e esperança.


Uma vida entregue ao serviço


Os diferentes lugares pelos quais Frei Tiago passou revelam um religioso de grande disponibilidade missionária.


Paróquia, catequese, educação, assistência social, acompanhamento de leigos, cuidado pastoral e atenção aos presos fizeram parte de uma existência colocada a serviço da Igreja e da missão dos Servos de Maria.


Já idoso, durante uma viagem à Itália para visitar seus familiares, Frei Tiago faleceu repentinamente em Bolonha, em 17 de setembro de 1999.


Tinha 84 anos de idade, quase 69 anos de profissão religiosa e mais de 62 anos de sacerdócio.


Foi sepultado em sua terra natal.


Sua longa existência atravessou diferentes etapas da história dos Servos de Maria no Brasil. Frei Tiago pertenceu à geração de religiosos que ajudou a consolidar a presença da Ordem no país, trabalhando em comunidades muito diferentes e colocando seus dons a serviço da evangelização e dos mais necessitados.


Ao recordar sua memória, agradecemos ao Senhor pelo testemunho de um Servo de Maria que fez de sua longa vida sacerdotal um caminho de serviço à Igreja e aos irmãos.


Frei Tiago M. Coccolini, OSM

15 de outubro de 1914 – 17 de setembro de 1999


Somos Servos — Memória histórica da Ordem dos Servos de Maria

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