14/09/2026

Frei Agostinho M. Poli, OSM



Missionário Servo de Maria no Brasil e no Acre


Frei Agostinho M. Poli, OSM, cujo nome de batismo era Roberto, pertenceu à geração de Servos de Maria italianos que dedicaram grande parte de sua existência à missão da Ordem no Brasil, particularmente na região amazônica.


Infância e vocação


Roberto Poli nasceu em 4 de outubro de 1909, em San Benedetto Val di Sambro, Bolonha, Itália, filho de Dionisio Poli e Lucia Naldi.


Ainda jovem ingressou na Ordem dos Servos de Maria. Iniciou o noviciado em 29 de agosto de 1926 e fez a primeira profissão religiosa em 1º de setembro de 1927. Professou solenemente em 26 de outubro de 1930.


Recebeu a ordenação diaconal em 24 de setembro de 1932 e foi ordenado sacerdote em 1º de novembro de 1932.


Na vida religiosa tornou-se conhecido como Frei Agostinho M. Poli.


Missionário no Acre


Grande parte de sua atividade sacerdotal ficou ligada à missão dos Servos de Maria no Acre e Purus.


Sua presença em Rio Branco já está documentada em 1941. Uma notícia daquele ano registra Frei Agostinho participando da inauguração de um Jardim de Infância, ocasião em que realizou a bênção do novo pavilhão e dirigiu sua palavra aos presentes.


Posteriormente encontramos Frei Agostinho em Sena Madureira. Em 1949 exercia ali o ministério de vigário, tendo como coadjutor Frei Dionísio M. Testi, OSM.


Um testemunho escrito em fevereiro de 1950 recorda particularmente a atividade missionária dos dois religiosos. Frei Agostinho e Frei Dionísio haviam iniciado, em junho de 1949, as novenas de Nossa Senhora das Graças nas casas das famílias da cidade e dos subúrbios. A iniciativa continuava mesmo durante a estação das chuvas, quando os caminhos se tornavam extremamente difíceis.


É uma pequena notícia, mas revela muito do método missionário daqueles Servos de Maria: não esperar apenas que o povo chegasse à igreja, mas levar a presença da Igreja e a devoção mariana até as casas.


Boca do Acre


Frei Agostinho exerceu também seu ministério em Boca do Acre, no Amazonas, então pertencente ao vasto território confiado pastoralmente aos Servos de Maria.


A documentação histórica que reunimos situa-o ali no início da década de 1950. É nesse contexto que aparece também na memória missionária de Frei Heitor M. Turrini, OSM.


A extensão territorial, as dificuldades de transporte, os rios e a precariedade das comunicações faziam do ministério naquela região uma verdadeira missão de fronteira.


Pároco da Imaculada Conceição de Rio Branco


Em 1955, Frei Agostinho assumiu como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Rio Branco.


Seu trabalho não se limitou à assistência sacramental.


No dia 5 de março de 1956, abriu, atrás da igreja matriz, o prédio destinado ao Colégio Dom Próspero Bernardi. Já naquele primeiro ano, a escola acolheu aproximadamente 400 alunos. Posteriormente, o mesmo espaço serviria como Centro de Treinamento da Prelazia.


A iniciativa mostra uma característica importante da missão servita no Acre: evangelização, educação e promoção humana caminhavam juntas.


Frei Agostinho pertenceu, portanto, à geração de missionários que não somente celebrava os sacramentos e organizava as comunidades cristãs, mas ajudava concretamente na formação educacional e social da população.


Outros serviços no Brasil


Ao longo de sua extensa vida religiosa, Frei Agostinho exerceu outros serviços nas comunidades da Ordem no Brasil.


Sua trajetória passou também por São José dos Campos, onde a presença dos Servos de Maria se tornou particularmente significativa.


Nem todos os períodos de sua longa vida ministerial possuem, até o momento, documentação suficiente para estabelecer com segurança as datas de cada transferência. Por isso, preferimos conservar somente os dados que podem ser comprovados, deixando abertas as lacunas que futuras pesquisas nos arquivos da Ordem poderão esclarecer.


Uma longa vida de serviço


Frei Agostinho atravessou diferentes épocas da história dos Servos de Maria no Brasil. Conheceu os tempos pioneiros da missão, as dificuldades da presença religiosa no Acre e o desenvolvimento progressivo das obras pastorais, educacionais e sociais da Ordem.


Sua vida religiosa ultrapassou 73 anos, enquanto seu sacerdócio se aproximava dos 69 anos.


Depois de uma existência extraordinariamente longa dedicada à Igreja e à Ordem, Frei Agostinho faleceu em Curitiba, Paraná, no dia 7 de abril de 2001, aos 91 anos de idade.


Sua memória permanece particularmente ligada ao Acre: Rio Branco, Sena Madureira e Boca do Acre conservam marcas da geração missionária à qual pertenceu.


Ao recordar Frei Agostinho M. Poli, recordamos também tantos Servos de Maria que atravessaram rios, estradas e enormes distâncias para anunciar o Evangelho, formar comunidades e permanecer junto ao povo.


Frei Agostinho M. Poli, OSM

4 de outubro de 1909 – 7 de abril de 2001


Somos Servos — Memória histórica da Ordem dos Servos de Maria

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