Sete rostos da comunidade dos Servos de Maria
“A Ordem dos Frades Servos de Maria, surgida como expressão de vida evangélico-apostólica, é uma comunidade de homens reunidos no nome do Senhor Jesus.”
Assim começa o primeiro artigo das Constituições da Ordem.
Frei Luigi M. De Candido, OSM, chama atenção para uma palavra aparentemente simples:
comunidade.
Ela aparece já na primeira linha.
E não por acaso.
Segundo Frei Luigi, essa palavra funciona como uma chave que abre o conhecimento da identidade e da diaconia da Ordem.
É também como uma pedra angular sobre a qual repousa o projeto de vida e serviço dos irmãos.
Mas existe algo surpreendente.
A centralidade atual da palavra comunidade representa, na história constitucional dos Servos de Maria, uma verdadeira novidade.
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Uma necessária novidade
As Constituições renovadas foram elaboradas no contexto da renovação conciliar e aprovadas pelo Capítulo Geral especial celebrado em Majadahonda, na Espanha, entre 15 de outubro e 15 de dezembro de 1968.
O texto passou depois por um longo processo de desenvolvimento até chegar à edição atualizada de 2015 utilizada pelo autor.
Frei Luigi observa que a palavra comunidade aparece em nada menos que cerca de 140 contextos dos 299 artigos das Constituições, além dos títulos e subtítulos.
No Diretório Geral, aparece outras treze vezes.
Não se trata simplesmente de uma preferência vocabular.
Existe por trás dela uma mudança de compreensão.
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Quando a palavra quase não existia
Frei Luigi percorre as antigas Constituições da Ordem e faz uma descoberta significativa.
Nas legislações anteriores, a palavra latina communitas praticamente não aparecia.
Na edição de 1940, por exemplo, ocorre somente em dois contextos bastante específicos.
Também está ausente das Constituições da Observância e das dos Eremitas de Monte Senário.
Isso não significa que os antigos frades não vivessem comunitariamente.
Existiam outras palavras:
convento;
vida comum;
casa;
mosteiro;
cenóbio;
família;
lugar.
A própria Regra de Santo Agostinho não utiliza o substantivo communitas.
Mas seu espírito comunitário é fortíssimo:
viver juntos;
unanimemente;
concordemente;
com uma só alma e um só coração voltados para Deus.
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Da estrutura conventual à comunidade
Nas origens, a vida dos Servos possuía forte caráter fraterno.
Os membros eram, antes de tudo:
fratres — irmãos.
Frei Luigi observa, porém, que ao longo dos séculos ocorreu progressiva clericalização.
A distinção entre presbíteros e irmãos leigos tornou-se mais acentuada.
Apareceram títulos, precedências, privilégios acadêmicos e estruturas que concentravam determinadas responsabilidades nos clérigos.
A renovação contemporânea procura recuperar algo essencial das origens:
uma comunidade de irmãos.
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“Adelfocracia”
Para descrever essa recuperação, Frei Luigi emprega uma palavra incomum:
adelfocracia.
Ela deriva da ideia de irmão.
Não significa simplesmente democracia aplicada à vida religiosa.
Significa uma convivência e uma organização nas quais diferentes presenças participam da vida comum como irmãos dotados da mesma dignidade e iguais entre si.
Há diferentes serviços.
Há autoridade.
Há ministérios.
Mas todos continuam irmãos.
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A Igreja também se compreende como comunidade
Essa renovação não acontece isoladamente.
O Concílio Vaticano II descreve a Igreja também como:
“comunidade de fé, esperança e caridade”.
As Constituições servitas renovadas participam desse amadurecimento eclesial.
A comunidade torna-se, assim, uma das expressões do esforço da Ordem para ler os sinais dos tempos e reencontrar sua identidade evangélico-apostólica.
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A concha e a pérola
Frei Luigi oferece então uma imagem especialmente bela.
Podemos imaginar a comunidade como:
uma concha que guarda uma pérola.
A concha representa a estrutura.
A pérola representa:
as pessoas;
a fraternidade;
os valores compartilhados.
Estrutura e fraternidade não são idênticas.
Mas precisam uma da outra.
A estrutura sem fraternidade torna-se vazia.
A fraternidade sem formas concretas de vida comum corre o risco de permanecer apenas desejo.
Por isso:
comunidade e fraternidade pertencem uma à outra.
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“Migalhas de Evangelho”
Frei Luigi recorda uma expressão de Frei Andrea M. Cecchin, OSM, que chamava as Constituições de:
“migalhas de Evangelho”.
A comunidade servita não nasce simplesmente de técnicas de convivência.
Sua primeira fonte é a Palavra de Deus.
As Constituições estão atravessadas por referências ao Novo Testamento.
E a comunidade deve permanecer constantemente submetida à Palavra.
A Constituição 12 oferece um princípio decisivo:
a obediência à Palavra de Deus anima a vida da comunidade, continuamente empenhada em descobrir a vontade de Deus sobre si e sobre os irmãos.
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As Constituições como espelho
O autor insiste também no valor formativo das próprias Constituições.
“Observar” as Constituições não significa apenas cumprir normas.
Pode significar também:
olhar;
examinar;
contemplar atentamente;
conhecer;
amar;
colocar em prática.
A Regra de Santo Agostinho propõe que os irmãos se olhem nela como num espelho.
Frei Luigi sugere que algo semelhante aconteça com as Constituições.
A comunidade precisa perguntar:
Estamos vivendo aquilo que professamos?
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O Capítulo conventual como lugar de verificação
Essa pergunta não fica entregue somente à consciência individual.
As próprias Constituições pedem que a comunidade, reunida em Capítulo, verifique sua fidelidade:
ao Evangelho;
às Constituições;
à própria vocação.
Verificar a comunidade não significa desconfiar dela.
Significa amá-la suficientemente para perguntar se ainda corresponde àquilo que é chamada a ser.
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Uma comunidade inserida na Igreja e no mundo
A comunidade não existe isoladamente.
As Constituições pedem que ela se insira plenamente:
na Igreja local;
na sociedade;
na realidade humana.
O convento não é uma ilha.
E o frade não é alguém retirado do planeta.
Frei Luigi utiliza uma imagem expressiva:
o olhar da comunidade deve funcionar quase como um periscópio, capaz de observar aquilo que está próximo e aquilo que está distante.
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O lugar também fala
Antes de apresentar os sete rostos da comunidade, Frei Luigi contempla inclusive o espaço onde ela vive.
Os antigos conventos possuíam:
igreja;
coro;
refeitório;
sala capitular;
celas;
enfermaria;
biblioteca;
claustro;
horta ou jardim;
portaria.
Cada lugar falava.
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O claustro
O autor detém-se particularmente no simbolismo do claustro.
Ali encontram-se:
terra — berço da vida;
ar — respiração;
luz — iluminação interior;
água — refrigério e purificação;
caminho — movimento paciente e refletido.
Até a arquitetura pode educar uma comunidade.
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Nossa Senhora no espaço comunitário
A igreja, o altar ou uma imagem dedicada a Nossa Senhora testemunham historicamente a particular devoção dos Servos.
Mas Frei Luigi vai além da decoração.
Maria é, segundo as Constituições:
“sustento e guia no caminho da oração”.
A casa servita deveria também revelar alguma coisa de sua inspiração mariana.
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O convento aberto para o mundo
Hoje as comunidades vivem em edifícios muito diferentes.
Grandes conventos.
Casas médias.
Pequenos apartamentos.
Santuários.
Paróquias.
Mas uma coisa permanece:
a casa deve abrir-se para além de si mesma.
O coração da comunidade deve tornar-se, diz Frei Luigi, como uma:
oásis
onde o hóspede pode deter-se, porque nele se reconhece a figura do Filho do Homem.
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A comunidade não é soma de indivíduos
Chegamos a um princípio fundamental.
A comunidade não é:
um + um + um + um.
Não é simplesmente a soma de individualidades separadas.
É união.
Relação.
Empatia.
Busca de amizade fraterna.
Dom e acolhida de cada irmão:
com suas qualidades;
e com seus limites.
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O frade constrói a comunidade
Nenhum dos sete rostos que Frei Luigi apresentará pode existir se não estiver primeiramente presente nos frades.
Não existe comunidade acolhedora composta de homens que não acolhem.
Não existe comunidade contemplativa composta de homens que nunca contemplam.
Não existe comunidade diaconal composta de homens indisponíveis ao serviço.
Não existe comunidade mariana se Maria não inspira concretamente a vida dos irmãos.
A comunidade torna visível aquilo que os frades colocam em comunhão.
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A comunidade também constrói o frade
Mas o movimento é recíproco.
A comunidade oferece ao irmão:
ajuda constante;
espaço de formação;
possibilidade de desenvolver seus dons;
apoio para caminhar para a maturidade em Cristo.
O frade serve a comunidade.
E a comunidade sustenta o frade.
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Bens, aspirações e atividades
Frei Luigi retoma um dos grandes princípios constitucionais.
Os irmãos colocam em comum:
bens;
aspirações;
atividades.
É fácil perceber que essa proposta ultrapassa a economia.
Não basta compartilhar dinheiro e patrimônio.
Precisamos aprender a compartilhar também:
sonhos;
projetos;
dificuldades;
esperanças;
missão.
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A comunidade não é ilha nem arquipélago
O autor utiliza outra formulação memorável:
a comunidade não é uma ilha, mas também não é um arquipélago.
Não é ilha porque não pode fechar-se ao mundo.
Mas também não pode transformar-se em arquipélago de indivíduos que vivem próximos sem verdadeira comunhão.
Ela é:
casa comum.
Humanamente sólida porque habitada por pessoas convocadas pelo amor.
Evangelicamente sólida porque aposta seu presente e seu futuro em Cristo.
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SETE ROSTOS DA COMUNIDADE SERVITA
Frei Luigi escolhe sete qualificações para a comunidade.
O número não é casual.
Recorda a primeira comunidade dos Servos:
os Sete Santos Fundadores.
Os sete rostos são:
pneumática;
evangélica;
mariana;
peregrina;
contemplativa;
diaconal;
acolhedora.
Não são sete comunidades diferentes.
São sete dimensões da mesma comunidade.
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1. COMUNIDADE PNEUMÁTICA
“Pneumática” significa:
habitada e animada pelo Espírito.
As Constituições afirmam que, para aqueles que vivem numa comunidade de fé, toda atividade realizada no Espírito aumenta a comunhão com Deus no amor.
O Espírito Santo é, portanto, alma da vitalidade comunitária.
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Discípulos e amigos do Espírito
Frei Luigi propõe uma expressão bonita.
O frade e a comunidade tornam-se pneumáticos quando permanecem:
discípulos e amigos do Espírito.
Discípulos porque o Espírito conduz à verdade.
Amigos porque Ele permanece conosco como Consolador.
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Os Sete e os dons do Espírito
A Legenda de Origine apresenta os primeiros Padres como homens enriquecidos pelos dons do Espírito.
Frei Luigi vê neles quase um:
cacho de dons.
Dons diferentes.
Reunidos.
Santificados pela comunhão.
Também aqui a comunidade não destrói as diferenças.
Reúne os dons para que sirvam a todos.
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Uma comunidade que discerne
Ser comunidade pneumática significa perguntar:
O que o Espírito está dizendo?
Através:
da Palavra;
dos irmãos;
da Igreja;
dos acontecimentos;
dos sinais dos tempos.
Uma comunidade sem discernimento corre o risco de simplesmente repetir o passado.
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2. COMUNIDADE EVANGÉLICA
O segundo rosto é:
evangélico.
Cristo e seu Evangelho ocupam o centro das Constituições.
Frei Luigi chega a dizer que Cristo é como:
o Alfa e o Ômega das Constituições.
Ele aparece no início.
E reaparece no final.
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Reunidos no nome de Jesus
Não somos reunidos simplesmente porque nos damos bem.
Somos:
“reunidos no nome do Senhor Jesus”.
Isso modifica tudo.
Cristo torna-se medida:
da oração;
da obediência;
do serviço;
da pobreza;
da missão;
da caridade.
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Cristo e o Evangelho
Frei Luigi percebe uma proximidade tão profunda entre Cristo e o Evangelho que quase podemos contemplá-los juntos.
O Evangelho torna Cristo conhecido.
Cristo torna o Evangelho vivo.
Por isso a comunidade precisa continuamente voltar a ambos.
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Um diário de nostalgia
O autor utiliza uma expressão poética.
Cristo e seu Evangelho deveriam ser para a comunidade como:
“um diário de nostalgias ininterruptas”.
Nostalgia de conformar-se mais a Ele.
Nostalgia de amar como Ele.
Nostalgia de servir como Ele.
Nostalgia de viver aquilo que professamos.
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3. COMUNIDADE MARIANA
O terceiro rosto toca diretamente nossa identidade.
“Inspirando-nos constantemente em Maria.”
Essa expressão das Constituições tornou-se quase uma assinatura da espiritualidade servita contemporânea.
A comunidade é mariana porque os Servos, desde as origens, se dedicaram à Mãe de Deus.
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Não apenas devoção
A marianidade não se reduz a práticas devocionais.
Maria torna-se:
inspiração;
presença;
modelo;
imagem condutora.
A comunidade olha para ela para aprender como viver diante de Deus e das pessoas.
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Todos Maria
Frei Luigi recorda também um costume posterior da Ordem: associar Maria ao nome religioso.
Ele percebe nesse costume um simbolismo fraterno.
Todos carregando Maria no nome.
Quase como irmãos unidos no mesmo ventre espiritual.
A imagem é ousada, mas expressa algo profundo:
Maria une sem apagar a identidade de ninguém.
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Maria e a Palavra
O autor encontra no Evangelho de Lucas uma fonte particularmente rica da identidade mariana.
Maria:
acolhe;
guarda;
medita;
responde;
serve;
caminha;
permanece.
Assim também deveria fazer a comunidade.
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Uma comunidade que diz “faça-se”
A inspiração mariana encontra sua expressão fundamental no consentimento:
“Eis aqui a Serva do Senhor.”
Uma comunidade mariana não pergunta apenas:
“O que queremos fazer?”
Pergunta antes:
“O que Deus nos pede?”
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4. COMUNIDADE PEREGRINA
O quarto rosto é:
peregrino.
O Servo de Maria encontra-se a caminho.
Caminho para:
maturidade;
caridade;
santidade;
plenitude em Cristo.
A comunidade acompanha esse percurso.
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Santidade cotidiana
Frei Luigi adverte contra uma ideia distante de santidade.
A santidade não é somente o ponto final de uma viagem.
É algo que amadurece:
todos os dias.
Nas escolhas.
Na oração.
Na convivência.
No trabalho.
No perdão.
No serviço.
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Uma comunidade santa e santificadora
A comunidade deveria ser simultaneamente:
santa
e
santificadora.
Não porque seus membros sejam perfeitos.
Mas porque nela cada irmão é ajudado a caminhar para Cristo.
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Castidade, pobreza e obediência
Os votos também possuem dimensão comunitária.
A castidade amadurece o dom de si.
A pobreza liberta do apego egoístico e conduz à partilha.
A obediência insere a própria vontade no discernimento comum.
Os conselhos evangélicos não são apenas compromissos individuais.
Também constroem a comunidade.
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Penitência e conversão
A peregrinação pede conversão.
Frei Luigi distingue:
penitência — que assume formas concretas;
conversão — que é atitude permanente.
A comunidade peregrina nunca pode dizer:
“Já chegamos.”
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Caminhar com a Igreja
Essa peregrinação não acontece paralelamente à Igreja.
A comunidade caminha com ela.
Insere-se na Igreja local.
Participa de sua missão.
Partilha suas buscas.
A peregrinação servita é eclesial.
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5. COMUNIDADE CONTEMPLATIVA
Frei Luigi faz aqui uma afirmação importante.
Os Servos não são monges.
Mas conservam uma:
alma monástica.
Existe em nossa tradição uma verdadeira herança contemplativa.
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Contemplar: o sexto sentido do frade
O autor utiliza outra expressão especialmente bela:
contemplar é o sexto sentido do frade.
E, por participação, também da comunidade.
A contemplação permite perceber aquilo que não aparece imediatamente na superfície.
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Escutar profundamente a Palavra
As Constituições pedem que os frades se consagrem:
à escuta;
ao aprofundamento da Palavra;
à comunhão com o Senhor.
A contemplação nasce dessa relação.
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Encontrar tempo para Deus
A vida apostólica pode preencher completamente a agenda.
Mas o frade precisa encontrar tempo para:
cultivar e expressar sua união com Deus.
Sem isso, até o serviço corre o risco de perder sua fonte.
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Discernir o profundo significado das coisas
Contemplar não significa fugir da realidade.
Significa aprender a enxergá-la mais profundamente.
Frei Luigi relaciona a contemplação com a capacidade de:
discernir o sentido cristão dos acontecimentos;
reconhecer a ação de Cristo na história;
compreender situações humanas complexas;
ler os sinais das pessoas, dos lugares e dos tempos.
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O coração meditativo de Maria
Novamente Maria aparece.
Ela:
guardava e meditava todas essas coisas em seu coração.
A comunidade contemplativa aprende com ela a não consumir acontecimentos superficialmente.
Guarda.
Medita.
Discerne.
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Contemplação e missão
A contemplação não paralisa.
Ao contrário.
Quanto mais profundamente a comunidade percebe Deus e a realidade, mais claramente pode descobrir:
como servir.
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6. COMUNIDADE DIACONAL
O sexto rosto é:
diaconal.
Serviço não é simplesmente uma atividade entre outras para os Servos.
Está inscrito no próprio nome.
Todos somos e nos chamamos Servos.
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Cristo Servo
A primeira referência é Jesus.
Ele veio:
não para ser servido, mas para servir.
A comunidade aprende dele sua identidade.
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Maria, Serva do Senhor
A segunda grande referência é Maria:
“Eis aqui a Serva do Senhor.”
Cristo Servo.
Maria Serva.
E nós:
Servos.
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Servir a Deus e ao próximo
Frei Luigi mostra a enorme amplitude do serviço nas Constituições.
Servimos:
a Deus;
a Maria;
aos irmãos;
à Igreja;
às pessoas;
aos necessitados;
à sociedade;
à verdade;
à reconciliação;
à paz.
A diaconia alcança os quatro pontos cardeais da existência.
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O serviço começa dentro de casa
Uma comunidade pode realizar muitas obras sociais e pastorais e, ao mesmo tempo, falhar no serviço cotidiano entre os próprios irmãos.
A diaconia precisa começar:
na atenção;
na disponibilidade;
nas tarefas simples;
no cuidado dos enfermos;
na partilha;
na escuta.
Depois se expande.
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Serviço e missão
A comunidade não serve apenas individualmente.
Ela própria é sujeito de missão.
Discute.
Programa.
Envia.
Sustenta.
Avalia.
Assim, aquilo que um irmão realiza pode tornar-se verdadeiramente serviço da comunidade.
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7. COMUNIDADE ACOLHEDORA
O sétimo rosto é:
acolhedor.
As Constituições afirmam que o Servo, vivendo intensamente a vida comunitária e formando-se no diálogo fraterno e aberto, torna-se:
cada vez mais acolhedor.
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Acolher e aceitar
Frei Luigi distingue duas palavras próximas:
acolher
e
aceitar.
Acolher expressa uma disposição interior que escolhe e conserva a relação.
Aceitar reconhece uma realidade que se apresenta e pede relação.
Em ambas existe um princípio:
disponibilidade para relacionar-se.
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O contrário da acolhida
Também existem atitudes contrárias:
recusa;
indiferença.
Uma comunidade pode possuir portas fisicamente abertas e permanecer interiormente fechada.
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Primeiro acolher a Palavra
A primeira realidade que a comunidade precisa acolher é:
a Palavra de Deus.
A Palavra é acolhida para ser assimilada.
Ela forma a comunidade e desenvolve a capacidade de discernir a história.
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Acolher o irmão inteiro
Depois vem o irmão.
As Constituições pedem que ele seja acolhido:
com suas qualidades e seus limites.
Frei Luigi reconhece que isso pode ser difícil.
Aceitar não significa resignar-se passivamente.
Significa colocar a relação sob o sinal:
do respeito;
da amizade;
do amor.
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Acolher quem chega
A comunidade acolhe também:
hóspedes;
peregrinos;
pobres;
pessoas que procuram escuta;
aqueles que necessitam de repouso ou orientação.
O convento pode tornar-se uma:
oásis.
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Uma comunidade com portas e coração
A hospitalidade não consiste apenas em oferecer quarto e refeição.
É preciso oferecer:
tempo;
escuta;
respeito;
presença.
Uma comunidade acolhedora possui portas abertas porque, antes, possui:
corações abertos.
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SETE ROSTOS, UMA SÓ COMUNIDADE
Agora podemos reunir as sete imagens.
PNEUMÁTICA
Porque vive sob o impulso do Espírito.
EVANGÉLICA
Porque Cristo e seu Evangelho são sua medida.
MARIANA
Porque se inspira constantemente na Mãe e Serva do Senhor.
PEREGRINA
Porque nunca deixa de caminhar para a santidade.
CONTEMPLATIVA
Porque procura enxergar Deus e a realidade em profundidade.
DIACONAL
Porque existe para servir.
ACOLHEDORA
Porque abre a vida à Palavra, ao irmão e ao outro.
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Sete rostos e os Sete Fundadores
Frei Luigi escolhe sete qualificações evocando deliberadamente os Sete primeiros Padres.
Isso permite uma bela leitura.
A primeira comunidade servita continua interrogando nossas comunidades.
Os Sete não nos deixaram simplesmente uma instituição.
Deixaram uma maneira de viver juntos.
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Mas a comunidade pode adoecer
Depois de apresentar um ideal tão elevado, Frei Luigi não cai na idealização.
Ao final de seu estudo, olha diretamente para as fragilidades.
Uma comunidade pode perder sua identidade.
Pode continuar existindo juridicamente e, ao mesmo tempo, enfraquecer-se interiormente.
Por isso precisa verificar-se.
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Verificar é amar
As Constituições atribuem ao Capítulo conventual a responsabilidade de verificar a fidelidade da comunidade.
As visitas canônicas também devem perguntar se uma comunidade conserva, à luz das Constituições:
sua identidade e sua razão de existir.
Frei Luigi resume:
toda verificação verdadeira e serena é um ato de amor.
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Dez feridas possíveis
O autor oferece praticamente um decálogo de perigos.
Não como condenação.
Como exame.
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1. Individualismo
O “eu” pode tentar colocar a comunidade a seu próprio serviço.
Em vez de perguntar:
“O que posso oferecer?”
pergunta apenas:
“O que a comunidade deve fazer por mim?”
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2. Exigências sem entrega
É possível esperar muito da comunidade e oferecer pouco de si.
Querer:
acolhida;
atenção;
recursos;
liberdade;
compreensão.
Sem oferecer proporcionalmente:
presença;
tempo;
serviço;
responsabilidade.
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3. Fraternidade reduzida a populismo
A igual dignidade dos irmãos não elimina:
responsabilidade;
autoridade;
discernimento;
obediência.
A fraternidade não pode ser reduzida a uma lógica simplesmente mundana de maiorias e preferências.
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4. Falsa autonomia
A legítima autonomia pessoal pode ser utilizada para justificar:
autarquia.
Isto é:
viver como se não houvesse comunidade;
autoridade;
corresponsabilidade.
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5. Tolerância que se torna cumplicidade
Nem todo silêncio é caridade.
Às vezes deixamos situações prejudiciais continuarem porque ninguém deseja enfrentar o problema.
Uma tolerância assim pode transformar-se em cumplicidade.
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6. Ideal venerado apenas em palavras
Podemos falar muito bem sobre comunidade.
Citar as Constituições.
Louvar os Sete.
Celebrar a fraternidade.
Mas produzir poucos sinais concretos dela.
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7. Ausência de diálogo
Frei Luigi observa um paradoxo.
Pode existir silêncio nas relações pessoais e excesso de protagonismo nas reuniões.
Evita-se o diálogo verdadeiro:
face a face.
E os problemas permanecem.
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8. Projetos aprovados e abandonados
Uma comunidade discerne.
Planeja.
Decide.
Mas depois ninguém executa.
A falta de compromisso transforma o projeto comunitário em documento sem vida.
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9. Abertura desorganizada
Ser aberto não significa viver sem critérios.
A abertura precisa ser:
discernida;
organizada;
coerente com a missão.
Caso contrário, aquilo que deveria enriquecer a comunidade pode desestruturá-la.
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10. Instabilidade das presenças
Uma comunidade não se constrói apenas com nomes escritos numa lista.
A ausência frequente e a instabilidade podem enfraquecer:
oração;
mesa;
Capítulo;
convivência;
missão comum.
Para construir comunidade é necessário também:
estar.
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O gotejamento das pequenas infidelidades
Frei Luigi utiliza uma imagem severa.
Essas atitudes podem transformar-se num:
gotejamento contínuo de infidelidades.
Uma pequena ausência.
Depois outra.
Uma conversa evitada.
Um compromisso abandonado.
Uma responsabilidade transferida.
Um ressentimento conservado.
Uma decisão ignorada.
Isoladamente parecem pequenas coisas.
Repetidas, podem enfraquecer progressivamente o próprio projeto comunitário.
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O que sustenta a comunidade?
Depois de olhar as feridas, Frei Luigi não termina pessimista.
A comunidade permanece sustentada por duas grandes realidades.
Primeiro:
fé em Deus, Santa Trindade.
Segundo:
confiança em cada irmão e em todos os irmãos juntos.
Fé.
Confiança.
Aqui repousa a esperança.
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Coragem e honestidade
O autor acrescenta duas palavras que não aparecem explicitamente nas Constituições, mas que considera necessárias.
Coragem.
Coragem de assumir integralmente a vida e a responsabilidade da comunidade.
E:
honestidade.
Honestidade na escolha dos meios para caminhar juntos em direção à novidade de Cristo.
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A novidade confiada ao frade
Chegamos à conclusão do estudo.
Frei Luigi escreve:
“A novidade é confiada ao frade.”
Nenhuma renovação constitucional funcionará automaticamente.
Nenhuma bela formulação produzirá comunidade por si mesma.
Tudo passa pelas pessoas.
Pelo irmão concreto.
Por mim.
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E o frade confiado à comunidade
Mas a frase continua:
“Por sua vez, o frade é confiado à comunidade.”
O irmão não precisa realizar sozinho o ideal.
A comunidade:
sustenta;
corrige;
forma;
acolhe;
envia;
acompanha;
ajuda.
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Duas responsabilidades que se encontram
Frei Luigi vê o futuro justamente na sintonia dessas duas responsabilidades.
O frade cuida da comunidade.
A comunidade cuida do frade.
Quando uma dessas dimensões desaparece, o equilíbrio se rompe.
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Uma pergunta para nossas casas
Depois de percorrer as 38 páginas do estudo, podemos voltar ao início.
As Constituições dizem:
“A Ordem dos Frades Servos de Maria [...] é uma comunidade de homens reunidos no nome do Senhor Jesus.”
Então podemos perguntar:
Nossa casa é realmente comunidade?
Não apenas:
temos o mesmo endereço?
rezamos no mesmo coro?
comemos no mesmo refeitório?
pertencemos juridicamente ao mesmo convento?
Mas:
somos uma comunidade?
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Sete perguntas para sete rostos
PNEUMÁTICA
Escutamos o que o Espírito está dizendo à nossa comunidade?
EVANGÉLICA
Cristo e seu Evangelho determinam verdadeiramente nossas decisões?
MARIANA
Maria inspira concretamente nossa maneira de escutar, servir e permanecer?
PEREGRINA
Estamos caminhando ou simplesmente mantendo aquilo que já existe?
CONTEMPLATIVA
Temos tempo e profundidade suficientes para discernir Deus na realidade?
DIACONAL
Nossa comunidade existe para servir ou para preservar a si mesma?
ACOLHEDORA
Quem chega até nós encontra portas abertas e corações abertos?
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E uma oitava pergunta
Talvez seja necessário acrescentar uma última:
O que eu estou oferecendo para que esta comunidade exista?
Porque é fácil falar da comunidade como se ela fosse uma realidade externa.
“A comunidade deveria...”
“A comunidade não faz...”
“A comunidade precisa...”
Mas a comunidade também sou:
eu com meus irmãos.
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Comunidade: necessária novidade
Décadas depois da renovação das Constituições, a palavra comunidade talvez já não pareça nova.
Está em nossos documentos.
Em nossas atas.
Em nossas reuniões.
Em nossa linguagem cotidiana.
Mas a verdadeira novidade não está na palavra.
Está em vivê-la.
Toda geração de Servos precisa novamente transformar:
convento em comunidade;
proximidade em fraternidade;
estrutura em comunhão;
oração em discernimento;
inspiração mariana em estilo de vida;
contemplação em olhar profundo;
missão em diaconia;
casa em acolhida.
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A concha e a pérola
Podemos terminar voltando à imagem de Frei Luigi.
A comunidade é como uma:
concha.
E dentro dela existe uma:
pérola.
A pérola é a fraternidade.
É preciosa.
Mas também frágil.
Precisa ser protegida.
Cultivada.
Purificada.
Transmitida.
Não para permanecer escondida.
Mas para revelar ao mundo que homens diferentes podem ser reunidos:
no nome do Senhor Jesus.
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Para guardar
A comunidade não é ilha.
Também não é arquipélago.
É:
casa comum.
Animada pelo Espírito.
Centrada no Evangelho.
Inspirada em Maria.
Sempre peregrina.
Contemplativa.
Servidora.
Acolhedora.
E sustentada por uma dupla fidelidade:
o frade confiado à comunidade;
a comunidade confiada ao frade.
Esta é a necessária novidade.
E continua sendo tarefa para hoje.
---
Fonte principal: Frei Luigi M. De Candido, OSM, La comunità: necessaria novità, estudo de 38 páginas, concluído em 31 de outubro de 2024.
Fontes centrais trabalhadas pelo autor: Constituições da Ordem dos Frades Servos de Maria, edição de 2015; Diretório Geral; Regra de Santo Agostinho; Legenda de Origine Ordinis; documentos dos Capítulos Gerais e fontes histórico-espirituais da Ordem.
Eixos constitucionais particularmente presentes: comunidade reunida no nome do Senhor; Palavra de Deus; Capítulo conventual; igualdade fraterna; formação e desenvolvimento pessoal; oração; penitença e conversão; missão e serviço; inspiração mariana; acolhida; responsabilidade e verificação comunitária.
Segundo Ciclo — O Servo de Maria no mundo
XX — A comunidade: necessária novidade
SOMOS SERVOS DA VIRGEM GLORIOSA
Animados pelo Espírito. Reunidos em Cristo. Inspirados em Maria. Peregrinos, contemplativos, servidores e acolhedores.
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