IN MEMORIAM — SERVOS DE MARIA NO BRASIL DESDE 1920
Memória dos irmãos que nos precederam
A presença dos Servos de Maria no Brasil começou em 1920, quando os primeiros frades chegaram para assumir a missão do Acre e Purus. Desde então, gerações de religiosos ofereceram suas vidas ao anúncio do Evangelho, à vida fraterna, às paróquias, à formação e às numerosas obras pastorais, missionárias, educacionais e sociais desenvolvidas pela Ordem.
Recordar aqueles que nos precederam não significa simplesmente conservar uma lista de nomes e datas. Cada nome representa uma história de vocação, consagração e serviço.
Alguns vieram ainda jovens da Itália e fizeram do Brasil sua terra de missão. Outros nasceram no próprio Brasil e aqui abraçaram a vida dos Servos de Maria. Houve sacerdotes, irmãos religiosos e bispos. Alguns trabalharam durante décadas na Amazônia; outros serviram às comunidades do Sul e Sudeste ou assumiram responsabilidades no governo da Ordem.
Todos, de diferentes maneiras, participaram da construção da história servita no Brasil.
É importante observar que a Província Brasileira dos Servos de Maria, posteriormente denominada Província São Peregrino, somente foi constituída juridicamente em 1961, sendo instalada em 1962. Por isso, para os primeiros decênios, falamos propriamente dos religiosos ligados à missão e à presença dos Servos de Maria no Brasil, e não ainda de membros da Província Brasileira.
Este elenco procura reunir, em ordem cronológica, a memória daqueles Servos de Maria que fizeram parte dessa história.
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ELENCO CRONOLÓGICO DOS FALECIDOS
1936 — Frei Donato M. Gabrielli, OSM
† 12 de março de 1936 — 46 anos
1936 — Frei Bonajunta (Buonagiunta) M. Busi, OSM
† 1936 — idade a confirmar
1940 — Frei Aleixo M. Rattalino, OSM
† 16 de junho de 1940 — idade a confirmar
1940 — Frei Egídio M. Rovolon, OSM
† 14 de julho de 1940 — idade a confirmar
1942 — Frei Giuseppe (José) M. Albarelli, OSM
† 15 de dezembro de 1942 — idade a confirmar
1944 — Dom Próspero Gustavo M. Bernardi, OSM
† 1º de fevereiro de 1944 — 73 anos
1952 — Frei Rafael M. Schraufstetter, OSM
† 1952 — idade a confirmar
1953 — Frei Domingos M. Baggio, OSM
† 1953 — idade a confirmar
1959 — Frei Romeu M. Ribeiro Donato, OSM
28 de março de 1925 – 19 de julho de 1959 — 34 anos
1962 — Dom Júlio M. Mattioli, OSM
† 1962 — idade a confirmar
1963 — Frei Gregório M. Dal Monte, OSM
† 1963 — idade a confirmar
1963 — Frei João M. Cardinale, OSM
† 1963 — idade a confirmar
1965 — Frei Filipe M. Gallerani, OSM
† 1965 — idade a confirmar
1967 — Frei Miguel M. Lorenzini, OSM
† 1967 — idade a confirmar
1970 — Frei Thiago M. Mattioli, OSM
† 1970 — idade a confirmar
1971 — Dom Giocondo M. Grotti, OSM
† setembro de 1971 — idade a confirmar
1971 — Frei André M. Van Halder, OSM
† 1971 — idade a confirmar
1972 — Frei Carlos M. Casavecchia, OSM
† 1972 — idade a confirmar
1976 — Frei Egídio M. Muscini, OSM
† 1976 — idade a confirmar
1977 — Frei Eduardo M. Goffo, OSM
† 1º de março de 1977 — idade a confirmar
1981 — Frei Tomás M. Maronati, OSM
† 1981 — idade a confirmar
1982 — Frei Ugo M. Poli, OSM
† 1982 — idade a confirmar
1986 — Frei Dionísio M. Testi, OSM
† 21 de março de 1986 — idade a confirmar
1990 — Frei Jerônimo M. Amigoni, OSM
† 1990 — idade a confirmar
1992 — Frei Peregrino M. Carneiro de Lima, OSM
† 1992 — idade a confirmar
1996 — Frei José M. Carneiro de Lima, OSM
† 1996 — idade a confirmar
1997 — Frei Antônio M. Venturoli, OSM
8 de dezembro de 1926 – 12 de outubro de 1997 — 70 anos
1999 — Frei Tiago M. Coccolini, OSM
15 de outubro de 1914 – 17 de setembro de 1999 — 84 anos
2001 — Frei Agostinho M. Poli, OSM
4 de outubro de 1909 – 7 de abril de 2001 — 91 anos
2004 — Frei Francisco Xavier M. Carnimeo, OSM
9 de maio de 1933 – 12 de dezembro de 2004 — 71 anos
2005 — Frei João M. Palmieri, OSM
21 de agosto de 1918 – 14 de julho de 2005 — 86 anos
2007 — Frei Mário M. Scuppa, OSM
23 de março de 1931 – 5 de junho de 2007 — 76 anos
2013 — Frei Armando M. Morandi, OSM
10 de abril de 1933 – 11 de dezembro de 2013 — 80 anos
2015 — Frei André M. Ficarelli, OSM
12 de outubro de 1922 – 3 de setembro de 2015 — 92 anos
2016 — Frei Paolino M. Baldassarri, OSM
2 de abril de 1926 – 8 de abril de 2016 — 90 anos
2019 — Dom Moacyr M. Grechi, OSM
19 de janeiro de 1936 – 17 de junho de 2019 — 83 anos
2020 — Frei José M. Milanez, OSM
4 de outubro de 1940 – 7 de março de 2020 — 79 anos
2020 — Frei Dionísio M. Mandaio, OSM
29 de janeiro de 1933 – 4 de novembro de 2020 — 87 anos
2021 — Frei Octávio M. Lucietti, OSM
28 de outubro de 1934 – 16 de abril de 2021 — 86 anos
2022 — Frei Heitor (Ettore) M. Turrini, OSM
27 de maio de 1926 – 8 de janeiro de 2022 — 95 anos
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UMA HISTÓRIA FEITA DE VIDAS
Por trás desses nomes e datas encontra-se mais de um século de história dos Servos de Maria no Brasil.
Encontramos aqui os pioneiros da missão do Acre; os religiosos que atravessaram rios e florestas para alcançar comunidades isoladas; os que construíram igrejas, escolas, hospitais e obras sociais; os formadores que acompanharam novas gerações; os párocos e missionários que permaneceram durante décadas junto ao povo; os irmãos religiosos que colocaram suas habilidades a serviço das comunidades; e os bispos Servos de Maria chamados a conduzir Igrejas particulares.
Alguns exerceram responsabilidades no governo provincial ou geral da Ordem. Outros deixaram poucos documentos escritos e viveram seu serviço no silêncio cotidiano das comunidades.
Alguns permaneceram no Brasil até a morte. Outros, depois de muitos anos de serviço missionário, retornaram à sua terra de origem. Mas todos deixaram alguma parte de suas vidas na história da presença servita brasileira.
A história dos Servos de Maria no Brasil foi construída por todos eles.
DOS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS À PROVÍNCIA SÃO PEREGRINO
Quando os primeiros Servos de Maria chegaram ao Brasil, em 1920, ainda não existia uma Província brasileira da Ordem.
A primeira etapa dessa história foi essencialmente missionária, profundamente ligada ao Acre e Purus. Os frades enfrentaram condições difíceis de transporte, enormes distâncias, doenças e escassez de recursos.
A missão cresceu.
Com o passar das décadas, a presença dos Servos de Maria estendeu-se a outras regiões do país. Novas comunidades foram abertas, surgiram seminários e casas de formação, paróquias foram assumidas e novas vocações brasileiras começaram a integrar a Ordem.
Esse processo conduziu à constituição da Província Brasileira dos Servos de Maria, em 1961, instalada no início de 1962 e posteriormente colocada sob o título de São Peregrino.
Por isso, este memorial contempla uma história maior que a própria Província: começa com os missionários que chegaram ao Brasil em 1920 e prossegue com aqueles que, posteriormente, integraram e construíram a Província São Peregrino.
UMA MEMÓRIA EM CONSTRUÇÃO
Este elenco faz parte de um trabalho permanente de pesquisa, organização e preservação da memória histórica dos Servos de Maria no Brasil.
Para alguns religiosos possuímos documentação abundante: biografias, necrológios, fotografias, cartas, crônicas comunitárias, documentos oficiais, homilias exequiais e testemunhos pessoais.
Para outros, permanecem lacunas.
Por isso, algumas datas e idades ainda aparecem como “a confirmar”. Preferimos conservar explicitamente a lacuna documental a completar uma informação por suposição.
À medida que novos documentos forem localizados nos arquivos da Ordem, nos antigos números do Inter Nos, nos catálogos, crônicas, correspondências e arquivos das comunidades, essas informações poderão ser completadas.
Da mesma forma, eventuais correções serão incorporadas quando forem encontradas fontes documentais mais precisas.
BIOGRAFIAS, NECROLÓGIOS E TESTEMUNHOS
Este elenco é também um índice para um projeto maior.
Progressivamente serão reunidas e publicadas as trajetórias de vida, biografias, necrológios, homilias exequiais, fotografias e testemunhos referentes aos religiosos aqui recordados.
Quando existir um texto histórico original, procuraremos preservá-lo, identificando sua autoria e procedência.
Quando houver diferentes documentos sobre o mesmo religioso, eles poderão ser publicados separadamente, respeitando sua natureza: uma biografia não substitui um necrológio; uma homilia exequial possui características diferentes de uma crônica histórica; e um testemunho pessoal conserva o valor próprio de quem viveu ao lado daquele irmão.
Dessa maneira, desejamos não apenas reunir informações, mas preservar a memória viva da Ordem.
RECORDAR É AGRADECER
As Constituições da Ordem dos Servos de Maria nos recordam:
«“Verso o irmão falecido manifestamos nosso amor, implorando para ele a misericórdia do Senhor.”»
Constituições OSM, art. 32
A memória dos irmãos falecidos pertence, portanto, à própria vida da comunidade.
Recordá-los é agradecer.
É reconhecer que nossa história não começou conosco.
É compreender que as comunidades, igrejas, missões e obras que hoje recebemos foram construídas também pelo trabalho, pela oração, pelas escolhas e pelos sacrifícios daqueles que vieram antes de nós.
É conservar seus nomes para que não desapareçam com a passagem das gerações.
E é, sobretudo, um ato de fraternidade: continuamos unidos aos irmãos que nos precederam enquanto os confiamos à misericórdia daquele Senhor a quem procuraram servir durante a vida.
Que Santa Maria, nossa Senhora, junto à cruz de seu Filho, acolha sob sua proteção maternal aqueles que procuraram servi-la e honrá-la na Ordem que leva o seu nome.
E que o Senhor conceda a todos os nossos irmãos falecidos a plenitude da vida, na comunhão dos santos.
Requiescant in pace.
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Somos Servos — Memória histórica da Ordem dos Servos de Maria
Elenco em permanente atualização, elaborado a partir da documentação histórica da Ordem dos Servos de Maria, catálogos, crônicas, arquivos provinciais, publicações e testemunhos.
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