16/09/2026

7ª Dor de Maria: Maria deposita o corpo de Jesus no sepulcro



“Um enterro de pobre”

O sepultamento de Jesus — Jo 19,40-42

Introdução

D. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.

T. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

D. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

D. Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.

T. Porque associastes a Virgem Maria à obra da Salvação humana.

D. Contemplamos vossas dores, ó Mãe de Deus.

T. Queremos seguir-vos no caminho da fé.

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História do culto

Os Servos de Maria, sobretudo a partir do século XVII, muito contribuíram para cultivar e propagar a devoção às Dores de Maria.

Os Servos chegaram ao Brasil em 1920 e procuraram difundir essa devoção. Dedicaram igrejas e capelas à Virgem das Dores, incentivaram confrarias e promoveram entre os fiéis a oração da Coroa das Sete Dores.

Entre as igrejas mais significativas da Ordem no Brasil encontram-se aquelas dedicadas a Nossa Senhora das Dores no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Mas a devoção à Virgem das Dores não deve limitar-se a práticas exteriores de piedade. Tampouco deve levar-nos a considerar o sofrimento humano simplesmente como castigo.

Contemplar Maria nas dores que marcaram sua caminhada significa permitir que sua atitude junto à Cruz modele também nossa vida.

Onde houver uma cruz, aí deve estar o cristão, oferecendo solidariedade e compaixão, curando feridas, consolando os aflitos e levando esperança.

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Tema do dia

“Um enterro de pobre”

D. Acompanhar o sepultamento de uma pessoa querida é sempre doloroso.

É um irmão ou irmã que parte; uma presença que deixa de fazer parte da convivência cotidiana; uma voz que já não ouviremos; um lugar que fica vazio.

Assim aconteceu também quando Jesus foi sepultado.

Ouçamos o Evangelho.

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Palavra de Deus

Evangelho segundo São João — Jo 19,40-42

L. Eles pegaram o corpo de Jesus e o envolveram, com perfumes, em faixas de linho, do modo como os judeus costumavam sepultar.

No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ninguém tinha sido ainda sepultado.

Por ser o dia da preparação dos judeus e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

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Reflexão

L.1 — Foi um sepultamento simples, realizado às pressas no final da tarde.

Poucos acompanharam Jesus até o túmulo.

Depois das multidões que o haviam seguido, dos discípulos que escutaram sua palavra e das pessoas que presenciaram seus sinais, no momento do sepultamento permanece apenas um pequeno grupo de pessoas fiéis.

Tudo é silêncio.

A pedra fecha o túmulo.

Aos olhos humanos, tudo parece terminado.

L.2 — A Mãe, João e os poucos amigos e amigas voltam para casa.

A desolação é profunda.

Maria havia perdido José e agora acabava de acompanhar o sepultamento de Jesus.

Estava só.

É a imagem de Nossa Senhora da Soledade.

Entretanto, a solidão de Maria não é desespero.

Ela permanece na fé.

A mesma mulher que guardara em seu coração as palavras e os acontecimentos da vida do Filho continua confiando na palavra de Jesus.

Ele havia anunciado sua Ressurreição.

Maria deposita o Filho no sepulcro, mas espera.

Entre a pedra fechada do túmulo e a manhã da Ressurreição existe o silêncio da fé.

L.3 — Maria começa também a compreender toda a profundidade das palavras pronunciadas por Jesus na Cruz:

“Eis o teu filho.”

No Natal, Maria tornou-se Mãe de Jesus.

No Calvário, sua maternidade abre-se aos discípulos.

E, reunida com eles em Pentecostes, aparecerá no coração da Igreja nascente.

Sua maternidade alcança uma dimensão nova: a Mãe de Jesus é acolhida como Mãe dos discípulos.

L.4 — Esta é também a fé que deve acompanhar o cristão quando sepulta uma pessoa querida.

O corpo é colocado no túmulo, mas a morte não possui a última palavra.

Nossa esperança está fundamentada na Ressurreição de Cristo.

Não sabemos explicar plenamente como será a vida que Deus nos reserva.

Sabemos, porém, em quem depositamos nossa esperança.

E isso nos basta.

Por isso, diante do túmulo, choramos, mas não desesperamos.

Com Maria da Soledade, permanecemos no silêncio da fé, esperando a manhã da Ressurreição.

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Oração

Todos juntos:

Senhor Deus, nosso Pai,
junto com alguns irmãos e irmãs,
a Virgem Mãe, aflita,
acompanhou seu Filho à sepultura.

Suplicantes, vos pedimos:

a exemplo da Virgem das Dores,
saibamos caminhar lado a lado
com aqueles que sofrem,
para criarmos com eles uma aliança de amor
que os ajude a superar o medo da morte
com a esperança da Ressurreição.

Por Cristo, nosso Senhor.

Amém.

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Súplicas litânicas

D. E agora, irmãos e irmãs, elevemos confiantes nossas súplicas a Deus Pai pela intercessão da Santa Virgem das Dores.

L. Rezemos por nós mesmos para que, diante da dolorosa realidade da morte e do sepultamento das pessoas queridas, a exemplo da Virgem das Dores, não vejamos a morte como um fim, mas como passagem para a Ressurreição.

Ave Maria, Mãe da vida,
Ave Maria, Mãe da misericórdia,
Ave Maria, escada do céu,
Ave Maria, porta do paraíso,

T. Rogai por nós.

L. Rezemos pela santa Igreja de Deus para que, iluminada pelo exemplo da Virgem das Dores, mantenha viva no povo cristão a fé de que a Ressurreição de Cristo é fundamento e garantia de nossa esperança.

Ave Maria, mestra da santidade,
Ave Maria, mestra da humildade,
Ave Maria, mestra da obediência,
Ave Maria, mestra da fortaleza,

T. Rogai por nós.

L. Rezemos pelos sacerdotes e agentes de pastoral para que, diante da morte de um irmão ou irmã, estejam próximos das famílias enlutadas, levando-lhes o conforto da solidariedade, da oração e da esperança cristã.

Ave Maria, fonte de esperança,
Ave Maria, fonte de vida,
Ave Maria, fonte de luz,
Ave Maria, fonte de beleza,

T. Rogai por nós.

L. Rezemos para que Deus chame muitos jovens a servir seu povo como ministros ordenados e religiosos consagrados, mantendo vivas no mundo as bem-aventuranças de Jesus Cristo.

Ave Maria, rainha dos pobres de espírito,
Ave Maria, rainha dos mansos,
Ave Maria, rainha dos misericordiosos,
Ave Maria, rainha dos puros de coração,

T. Rogai por nós.

L. Rezemos pelos devotos de Nossa Senhora das Dores para que, acolhendo Maria como Mãe, cresçam na confiança em sua intercessão e, sobretudo, na fidelidade a Jesus Cristo.

Ave Maria, rainha dos pacíficos,
Ave Maria, rainha dos perseguidos,
Ave Maria, rainha dos que choram,
Ave Maria, rainha da paz,

T. Rogai por nós.

L. Rezemos pelas vocações, para que Deus, pela intercessão da Virgem das Dores, desperte no coração de muitos jovens a vocação para servir o povo de Deus como Servos de Maria.

Ave Maria, mulher da Nova Aliança,
Ave Maria, mulher da Esperança,
Ave Maria, colaboradora da Salvação,
Ave Maria, serva da Reconciliação,

T. Rogai por nós.

[Podem-se acrescentar outras súplicas espontâneas.]

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Em memória das Dores de Maria

D. Concluímos nossas preces rezando a oração que Jesus nos ensinou e sete Ave-Marias em memória das Dores de Nossa Senhora.

T. Pai nosso...

D. Ave Maria, cheia de graça...

T. Santa Maria, Mãe de Deus...

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Oração e bênção final

Todos juntos:

Ó Deus, por vosso admirável desígnio,
dispusestes prolongar a paixão do vosso Filho
nas infinitas cruzes da humanidade.

Suplicantes vos pedimos:

assim como quisestes
que aos pés da Cruz do vosso Filho
estivesse sua Mãe, como companheira na dor,
da mesma forma, à imitação da Virgem Maria,
possamos nós também colocar-nos
ao lado dos irmãos que sofrem
para levar-lhes conforto e esperança.

Por Cristo, nosso Senhor.

Amém.

D. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

D. Pela intercessão da Santa Virgem das Dores e pela aspersão da água benta, desça sobre vós a bênção do Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

T. Amém.

D. Vamos em paz. Deus e a Virgem das Dores nos acompanhem sempre.

T. Amém.

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Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.
Nossa Senhora da Soledade, rogai por nós.

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Fonte: Celebrações Marianas — As Dores de Maria, Frei José M. Milanez, OSM, Curitiba, 2019.

Somos Servos — Espiritualidade, história e memória da Ordem dos Servos de Maria

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