A Mãe abraça o corpo do Filho morto
Maria recebe nos braços o corpo de Jesus descido da Cruz — Mc 15,43-46a
Introdução
D. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
T. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
D. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque associastes a Virgem Maria à obra da Salvação humana.
D. Contemplamos vossas dores, ó Mãe de Deus.
T. Queremos seguir-vos no caminho da fé.
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História do culto
O culto a Nossa Senhora das Dores chegou ao Brasil no século XVIII, inicialmente em Ouro Preto, Minas Gerais, onde se estabeleceu uma Irmandade de Nossa Senhora das Dores, também chamada Ordem Terceira dos Servitas.
Formada por famílias portuguesas vindas de Braga, a irmandade edificou, em 1775, uma capela dedicada a Nossa Senhora das Dores.
A capela atual, construída em 1835, tem estrutura em pedra. No altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora das Dores, trazida de Braga em 1775. A Virgem é representada sentada, ao pé da Cruz, trazendo nas mãos os cravos que prenderam Jesus. Há também imagens de Santa Juliana e São Filipe Benício.
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Tema do dia
“A Mãe abraça o corpo do Filho morto”
D. Jesus chegou ao fim de sua paixão. Depois de entregar o espírito, seu corpo foi retirado da Cruz. Contemplemos este momento à luz do Evangelho.
Evangelho de São Marcos — Mc 15,43-46a
L. José de Arimateia, membro respeitável do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, cheio de coragem foi a Pilatos pedir o corpo de Jesus.
Pilatos ficou admirado quando soube que Jesus estava morto. Chamou o centurião e perguntou se tinha morrido havia muito tempo.
Informado pelo centurião, Pilatos entregou o corpo a José.
Ele comprou um lençol de linho, desceu Jesus da Cruz e envolveu-o no lençol.
Palavra da Salvação.
T. Glória a vós, Senhor.
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Reflexão
L.1 — A tradição cristã contemplou profundamente este momento: Maria acolhendo em seus braços o corpo de Jesus retirado da Cruz.
Uma das representações mais conhecidas dessa cena é a Pietà, de Michelangelo, conservada na Basílica de São Pedro. Maria, sentada, acolhe em seu colo o Filho morto.
A imagem da Mãe sustentando o corpo do Filho desperta piedade e compaixão. O colo que um dia acolheu o Menino de Belém recebe agora o corpo daquele que entregou inteiramente sua vida pela humanidade.
L.2 — Maria torna-se, assim, imagem de todas as mães que acolhem a dor de seus filhos e de todas as pessoas que não fogem diante do sofrimento humano.
Seu colo transforma-se em sinal de acolhida.
Se na quinta dor contemplamos Maria de pé junto à Cruz, agora a contemplamos com os braços abertos para receber o Filho.
Há uma profunda lição nesse gesto.
L.3 — Abraçar a dor do irmão, abraçar a causa dos pobres, dos doentes, dos angustiados e dos que sofrem exige coragem.
Não é atitude dos indiferentes.
É atitude daqueles que, como Maria, permanecem firmes diante do sofrimento porque alicerçam sua vida em Deus e em sua Palavra.
O cristão contempla a morte sem deixar de acreditar na Ressurreição. Por isso, a fé não o afasta do sofrimento do mundo; ao contrário, leva-o a comprometer-se com obras de caridade e misericórdia.
Maria, a Virgem da Piedade, ensina-nos a ter braços abertos para acolher quem sofre.
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Oração
Todos juntos:
Senhor Deus, nosso Pai,
estando tudo consumado,
o corpo do vosso Filho
foi descido da Cruz
e entregue nos braços da Mãe.
Suplicantes, vos pedimos:
a exemplo da Virgem das Dores,
tenhamos os braços sempre abertos
para acolher os necessitados da sociedade,
escutar seus clamores
e solidarizar-nos com eles
na luta pela vida.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.
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Súplicas litânicas
D. E agora, irmãos e irmãs, elevemos confiantes nossas súplicas a Deus Pai pela intercessão da Santa Virgem das Dores.
L. Rezemos por nós e nossas famílias para que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos aceitar, embora com lágrimas, a morte de nossos entes queridos, sustentados pela esperança da vida eterna junto de Deus.
Santa Maria, presença luminosa,
Santa Maria, presença orante,
Santa Maria, presença acolhedora,
Santa Maria, presença operante,
T. Rogai por nós.
L. Rezemos pelos nossos falecidos, para que, pela intercessão da Mãe de Misericórdia e pelos méritos de Jesus Cristo, obtenham o perdão e alcancem o convívio dos santos na vida eterna.
Santa Maria, mestra da vida,
Santa Maria, educadora da fé,
Santa Maria, estrela da evangelização,
Santa Maria, defesa dos inocentes,
T. Rogai por nós.
L. Rezemos para que os discípulos de Cristo tenham consciência do grande dom que Jesus nos fez na Cruz: depois de entregar-se inteiramente por nós, entregou-nos também sua Mãe.
Santa Maria, Mãe dos seres humanos,
Santa Maria, Mãe da Igreja nascente,
Santa Maria, Mãe dos discípulos de Jesus,
Santa Maria, Mãe santa e amorosa,
T. Rogai por nós.
L. Rezemos por nossas comunidades, para que, a exemplo da Virgem da Piedade, abracemos com coragem e compaixão a causa dos menos favorecidos, promovendo obras de assistência, caridade e promoção humana.
Santa Maria, esperança dos pobres,
Santa Maria, auxílio dos cristãos,
Santa Maria, consoladora dos aflitos,
Santa Maria, sinal da presença do Pai,
T. Rogai por nós.
L. Rezemos pelos padres e agentes de pastoral, para que, imitando a Virgem da Piedade, tenham sempre os braços abertos para receber, acolher e escutar com atenção aqueles que os procuram em busca do conforto da fé.
Santa Maria, bendita entre as mulheres,
Santa Maria, voz dos pobres,
Santa Maria, voz de comunhão,
Santa Maria, voz do Espírito,
T. Rogai por nós.
L. Rezemos pelas vocações, para que Deus, pela intercessão da Virgem das Dores, desperte no coração de muitos jovens a vocação para servir o povo de Deus como Servos de Maria.
Santa Maria, mulher da Nova Aliança,
Santa Maria, mulher da Esperança,
Santa Maria, colaboradora da Salvação,
Santa Maria, serva da Reconciliação,
T. Rogai por nós.
[Podem-se acrescentar outras súplicas espontâneas.]
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Em memória das Dores de Maria
D. Concluímos nossas preces rezando a oração que Jesus nos ensinou e sete Ave-Marias em memória das Dores de Nossa Senhora.
T. Pai nosso...
D. Ave Maria, cheia de graça...
T. Santa Maria, Mãe de Deus...
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Oração e bênção final
Todos juntos:
Ó Deus, por vosso admirável desígnio,
dispusestes prolongar a paixão do vosso Filho
nas infinitas cruzes da humanidade.
Suplicantes vos pedimos:
assim como quisestes
que aos pés da Cruz do vosso Filho
estivesse sua Mãe, como companheira na dor,
da mesma forma, à imitação da Virgem Maria,
possamos nós também colocar-nos
ao lado dos irmãos que sofrem
para levar-lhes conforto e esperança.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.
D. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
D. Pela intercessão da Santa Virgem das Dores e pela aspersão da água benta, desça sobre vós a bênção do Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
T. Amém.
D. Vamos em paz. Deus e a Virgem das Dores nos acompanhem sempre.
T. Amém.
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Fonte: Celebrações Marianas — As Dores de Maria, Frei José M. Milanez, OSM, Curitiba, 2019.
Somos Servos — Espiritualidade, história e memória da Ordem dos Servos de Maria
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