9/16/2026

3ª Dor de Maria: A perda e encontro de Jesus no Templo



“Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”

A perda e o encontro de Jesus no Templo — Lc 2,41-49

Introdução

D. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.

T. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

D. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

D. Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.

T. Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação humana.

D. Contemplamos vossas dores, ó Mãe de Deus.

T. Queremos seguir-vos no caminho da fé.

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Um pouco de história

Em 1482, o Papa Sisto IV introduziu no Missal Romano uma Missa em honra de Nossa Senhora da Piedade, na qual se contemplava especialmente Maria junto à Cruz de seu Filho.

Ao longo da história, a celebração das dores da Virgem recebeu diferentes denominações, como Compaixão de Maria, Lamentação de Maria, Pranto de Maria e Sete Dores de Maria.

A piedade cristã foi, assim, aprofundando a contemplação da participação da Mãe do Senhor no mistério da Paixão de Cristo.

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Palavra de Deus

“Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”

Evangelho segundo São Lucas — Lc 2,41-49

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa.

Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Terminados os dias da festa, enquanto voltavam, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais percebessem.

Pensando que estivesse na caravana, caminharam durante um dia. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos.

Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura.

Depois de três dias, encontraram Jesus no Templo, sentado no meio dos mestres, escutando-os e fazendo-lhes perguntas.

Quando seus pais o viram, ficaram admirados, e sua mãe lhe disse:

“Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura.”

Jesus respondeu:

“Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”

Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

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Reflexão

Maria e José experimentam a angústia de procurar Jesus sem encontrá-lo.

Durante três dias caminham à sua procura. Aquele que era o centro de sua vida parece ter desaparecido de seus olhos. Podemos imaginar a aflição daqueles pais enquanto percorriam novamente o caminho até Jerusalém.

Quando finalmente encontram Jesus no Templo, Maria deixa transparecer toda a sua dor:

“Teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura.”

Mas a resposta de Jesus abre diante dela um mistério ainda maior: “Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”

Maria precisa aprender, progressivamente, que o Filho que recebeu de Deus pertence inteiramente ao Pai e à missão para a qual foi enviado.

Também aqui aparece a grandeza da fé de Maria.

Nem sempre ela compreende imediatamente os acontecimentos. Entretanto, permanece aberta à Palavra de Deus, guardando em seu coração aquilo que ainda não consegue compreender plenamente.

A perda de Jesus no Templo torna-se, assim, imagem da experiência espiritual de quem procura o Senhor.

Há momentos em que Deus parece distante. Há momentos de silêncio, incerteza e procura. Maria nos ensina a não desistir.

Ela volta a Jerusalém. Procura. Persevera. E encontra Jesus.

Contemplar esta dor de Maria convida-nos também a olhar para tantas famílias que vivem a angústia de procurar seus filhos: crianças desaparecidas, adolescentes desorientados, jovens atingidos pela violência, pelas drogas, pelo abandono ou por tantas outras situações que ferem a dignidade humana.

Com Maria, somos chamados a procurar Cristo e, ao mesmo tempo, a procurar aqueles que estão perdidos pelos caminhos da vida.

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Oração

Ó Maria,
Mãe que procurastes Jesus com o coração aflito,
acompanhai-nos nos momentos
em que também nós sentimos a ausência do Senhor.

Não permitais que o desânimo
nos faça abandonar a procura.

Ensinai-nos a reencontrar Cristo
pela conversão do coração,
pela oração e pela escuta da Palavra de Deus.

Olhai particularmente
para as crianças, adolescentes e jovens
que se encontram em situações de abandono,
violência ou desorientação.

Fazei de nossas comunidades
lugares de acolhida, proteção e esperança.

Amém.

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Súplicas à Virgem das Dores

Mãe de Jesus Crucificado, rogai por nós.
Mãe do coração traspassado, rogai por nós.
Mãe do Cristo Redentor, rogai por nós.
Mãe dos discípulos de Jesus, rogai por nós.
Virgem fiel na provação, rogai por nós.
Mãe que procurastes o vosso Filho, rogai por nós.
Mãe das famílias aflitas, rogai por nós.
Consoladora dos que choram, rogai por nós.
Esperança dos que procuram o Senhor, rogai por nós.

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Preces

D. Irmãos e irmãs, contemplando a aflição de Maria e José à procura de Jesus, apresentemos ao Pai as necessidades de todos aqueles que procuram esperança e consolação.

L. Pelas crianças e adolescentes que vivem situações de abandono, violência, exploração ou outras dificuldades, para que encontrem pessoas e instituições que os protejam e acolham.

T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.

L. Pelos pais e mães que sofrem por causa de seus filhos, para que sejam sustentados pela esperança e encontrem auxílio em suas dificuldades.

T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.

L. Pela educação pública e por todos os que trabalham na formação das crianças, adolescentes e jovens, para que sua missão seja valorizada e exercida com responsabilidade e dedicação.

T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.

L. Pelos jovens de nossas comunidades e por todos aqueles que trabalham na pastoral juvenil, para que encontrem em Cristo o sentido profundo de suas vidas.

T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.

L. Por nossos pastores e agentes de pastoral, para que saibam procurar aqueles que se afastaram e acolher com misericórdia os que desejam retornar à comunidade.

T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.

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Em memória das Dores de Maria

Rezemos sete Ave-Marias, recordando as dores da Bem-Aventurada Virgem Maria e confiando-lhe particularmente as famílias que sofrem por seus filhos.

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Oração final

Ó Deus,
que prolongais a paixão de Cristo
nas infinitas cruzes da humanidade,
concedei-nos que, assim como Maria
permaneceu fiel junto à Cruz de seu Filho,
também nós saibamos permanecer
junto aos irmãos e irmãs que sofrem,
levando-lhes conforto e esperança.

Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

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Bênção

D. Pela intercessão de Nossa Senhora das Dores, abençoe-nos Deus todo-poderoso, Pai e Filho † e Espírito Santo.

T. Amém.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

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Fonte: Celebrações Marianas — As Dores de Maria, Frei José M. Milanez, OSM, Curitiba, 2019.

Somos Servos — Espiritualidade, história e memória da Ordem dos Servos de Maria

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