“Uma espada traspassará a tua alma”
A profecia de Simeão — Lc 2,22.25a.34-35
Introdução
D. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
T. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
D. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D. Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T. Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação humana.
D. Contemplamos vossas dores, ó Mãe de Deus.
T. Queremos seguir-vos no caminho da fé.
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Comentário
Celebrar as dores de Maria não significa simplesmente recordar seus sofrimentos ou sentir compaixão por aquilo que ela viveu.
Ao contemplarmos a Mãe de Jesus no caminho da dor, somos chamados a aprender com ela a enfrentar os sofrimentos da vida permanecendo firmes na fé.
Maria não foge da dor. Ela permanece de pé. Sua presença junto ao Filho torna-se sinal de fidelidade, esperança e solidariedade.
Por isso, a verdadeira devoção à Virgem das Dores não pode reduzir-se a um sentimentalismo piedoso. Contemplar Maria significa também aprender a colocar-nos, com ela, junto às inúmeras cruzes da humanidade, levando aos irmãos que sofrem conforto e esperança.
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Palavra de Deus
“Uma espada traspassará a tua alma”
Evangelho segundo São Lucas — Lc 2,22.25a.34-35
Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.
Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, mãe de Jesus:
«“Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.”»
Palavra da Salvação.
T. Glória a vós, Senhor.
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Reflexão
Jesus é apresentado por Simeão como “sinal de contradição”. Diante dele, o coração humano é chamado a tomar posição. Sua presença revela o que está escondido no íntimo das pessoas e manifesta a resposta de cada um ao projeto de Deus.
Maria está profundamente ligada ao destino do Filho.
A espada anunciada por Simeão indica a participação da Mãe no mistério de sofrimento que acompanhará a missão de Jesus. Aquela que acolheu o Verbo de Deus na fé deverá continuar acolhendo, também na fé, o mistério da Cruz.
Maria guarda e medita essas coisas em seu coração.
Sua dor não é separada da fé. Ao contrário, é dentro da fé que ela atravessa aquilo que não compreende plenamente.
A tradição cristã contemplou nesta profecia o início do caminho doloroso da Mãe do Senhor. O Stabat Mater recordará poeticamente essa espada que atravessa o coração da Virgem ao contemplar o Filho crucificado.
Contemplar a primeira dor de Maria significa, portanto, aprender com ela que a fé não nos preserva automaticamente do sofrimento. A fé nos ensina a atravessá-lo sem abandonar Deus.
Maria permanece fiel.
E, permanecendo fiel, torna-se companheira daqueles que sofrem.
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Oração
Ó Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe,
a palavra de Simeão anunciou a espada
que haveria de atravessar o vosso coração.
Alcançai-nos a graça de enfrentar com fé
os sofrimentos que encontramos em nosso caminho.
Ensinai-nos a não fugir diante da dor dos irmãos,
mas a permanecer junto deles,
solidários com suas angústias e sofrimentos.
Fazei-nos compreender que seguir Jesus
é também aprender a carregar a cruz
com confiança, fidelidade e esperança.
Amém.
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Súplicas à Virgem das Dores
Mãe de Jesus Crucificado, rogai por nós.
Mãe do coração traspassado, rogai por nós.
Mãe do Cristo Redentor, rogai por nós.
Mãe dos discípulos de Jesus, rogai por nós.
Virgem obediente à Palavra de Deus, rogai por nós.
Virgem fiel no sofrimento, rogai por nós.
Virgem forte junto à Cruz, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Esperança dos que sofrem, rogai por nós.
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Preces
D. Irmãos e irmãs, contemplando Maria, cujo coração foi traspassado pela espada da dor, apresentemos ao Senhor nossas súplicas.
L. Pelas famílias que atravessam momentos de sofrimento, divisão ou dificuldades, para que encontrem em Deus força, reconciliação e esperança.
T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.
L. Por nossa comunidade, para que saiba reconhecer e acolher aqueles que sofrem e necessitam de nossa presença fraterna.
T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.
L. Pelos leigos e leigas que trabalham nas diversas atividades pastorais e sociais, para que sejam sinais da compaixão de Cristo junto aos mais necessitados.
T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.
L. Pelos sacerdotes e por todos os ministros da Igreja, para que exerçam seu ministério com fidelidade, misericórdia e espírito de serviço.
T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.
L. Pelas vocações à vida sacerdotal e religiosa, particularmente à família dos Servos e Servas de Maria, para que muitos jovens respondam generosamente ao chamado do Senhor.
T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.
L. Pelos nossos irmãos e irmãs falecidos, para que sejam acolhidos na alegria da ressurreição.
T. Por intercessão da Virgem das Dores, ouvi-nos, Senhor.
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Em memória das Dores de Maria
Rezemos sete Ave-Marias, recordando as dores da Bem-Aventurada Virgem Maria e pedindo a graça de permanecermos, como ela, fiéis a Cristo também nas horas de sofrimento.
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Oração final
Ó Deus,
que prolongais a paixão de Cristo
nas infinitas cruzes da humanidade,
concedei-nos que, assim como Maria
permaneceu fiel junto à Cruz de seu Filho,
também nós saibamos permanecer
junto aos irmãos e irmãs que sofrem,
levando-lhes conforto e esperança.
Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
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Bênção
D. Pela intercessão de Nossa Senhora das Dores, abençoe-nos Deus todo-poderoso, Pai e Filho † e Espírito Santo.
T. Amém.
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
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Fonte: Celebrações Marianas — As Dores de Maria, Frei José M. Milanez, OSM, Curitiba, 2019.
Somos Servos — Espiritualidade, história e memória da Ordem dos Servos de Maria
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