16/09/2026

Louvores a Santa Juliana III — Juliana, Mãe e Mestra


Canto de entrada


À escolha.


Saudação


D. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.


T. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.


D. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


T. Amém!


D. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam sempre convosco.


T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


D. Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.


T. Porque nos destes em Santa Juliana um exemplo de oração e de amor à Eucaristia e à Virgem Maria.


Ato penitencial


D. Irmãos e irmãs, reunidos para celebrar a memória de Santa Juliana, reconheçamos nossas faltas e peçamos ao Senhor um coração vigilante, capaz de acolher sua Palavra e perseverar no amor.


Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Oração


Senhor Deus, nosso Pai,

inspiradas em Santa Juliana,

ao longo da história formaram-se na Igreja

famílias de virgens a vós consagradas,

chamadas Servas de Santa Maria.


Fazei que essas famílias religiosas,

fiéis ao seu carisma original,

orientem sua vida para vós, Pai de todos;

para Cristo, “mestre” por excelência;

para seu Evangelho e a vida dos Apóstolos;

para os divinos mistérios e a oração como meios de santificação;

e para o serviço aberto à comunhão universal.


Por Cristo nosso Senhor. Amém.


Juliana, Mãe e Mestra


São poucas as notícias históricas que chegaram até nós sobre Santa Juliana.


Grande parte delas encontra-se principalmente em dois escritos de Frei Paulo Attavanti, da segunda metade do século XV: o Diálogo sobre a origem da Ordem dos Servos de Maria e a Paulina Praedicabilis, coletânea incompleta de pregações quaresmais.


Esses testemunhos conservam a tradição que se formou em torno da figura de Juliana e de sua presença entre as primeiras mulheres ligadas à Ordem dos Servos de Maria.


Juliana não fundou, no sentido jurídico que hoje damos ao termo, uma congregação religiosa. Entretanto, sua vida e seu exemplo exerceram profunda influência sobre numerosas mulheres que desejaram viver a espiritualidade dos Servos.


Por isso, ao longo dos séculos, leigas, irmãs e monjas pertencentes à Família Servita passaram a reconhecer em Santa Juliana uma mãe e mestra de vida espiritual.


Frei Paulo Attavanti chega a apresentá-la como “magnum caput”, isto é, uma grande referência e inspiradora das comunidades femininas relacionadas à Ordem.


Sua maternidade espiritual nasceu sobretudo do testemunho.


Juliana ensinou vivendo.


Ensinou pela oração.


Ensinou pela penitência.


Ensinou pela caridade.


Ensinou pelo serviço aos irmãos.


Ensinou pelo amor à Virgem Maria.


E ensinou, de modo especial, pelo seu profundo amor à Santíssima Eucaristia.


Palavra de Deus


Evangelho segundo São Mateus — Mt 25,1-13


Jesus compara o Reino dos Céus a dez virgens que tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo.


Cinco eram previdentes e levaram consigo o óleo necessário para manter acesas suas lâmpadas. As outras não se prepararam adequadamente.


Quando chegou o esposo, entraram com ele para a festa aquelas que estavam preparadas.


Jesus conclui:


«“Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora.”»


Palavra da Salvação.


Reflexão


A parábola das dez virgens nos coloca diante de uma pergunta fundamental: como estamos esperando o Senhor?


Todas possuíam lâmpadas. Todas aguardavam o esposo. Todas chegaram a adormecer. Mas somente algumas haviam levado consigo o óleo necessário.


A lâmpada precisa permanecer acesa.


Também a fé recebida no Batismo precisa ser alimentada durante toda a vida.


O “óleo” que mantém acesa nossa lâmpada é formado pela fidelidade cotidiana: a oração, a escuta da Palavra, a participação nos divinos mistérios, a caridade, as obras de misericórdia e a perseverança no seguimento de Cristo.


Santa Juliana foi uma dessas mulheres que souberam conservar acesa a lâmpada.


Sua vida foi uma longa espera pelo Esposo.


Não uma espera passiva, mas vigilante e operosa.


Na oração, procurava o Senhor.


Na Eucaristia, encontrava o Senhor.


Na penitência, preparava o coração para o Senhor.


Nos pobres e necessitados, servia ao Senhor.


Na Virgem Maria, encontrava o modelo perfeito daquela que soube esperar, acolher e seguir o Filho.


Por isso Juliana tornou-se mãe e mestra.


A verdadeira maternidade espiritual não nasce simplesmente de palavras ou ensinamentos. Nasce de uma vida capaz de gerar nos outros o desejo de seguir Cristo.


Juliana reuniu mulheres não ao redor de si mesma, mas ao redor do Evangelho.


Indicou-lhes Cristo.


Ensinou-lhes a servir.


Conduziu-as à oração.


E mostrou-lhes Maria como modelo de fidelidade.


Assim, mesmo séculos depois de sua morte, sua lâmpada continua acesa na Igreja e particularmente na grande Família dos Servos e Servas de Maria.


Também nós somos chamados a conservar nossas lâmpadas acesas.


Que não nos falte o óleo da fé.


Que não nos falte o óleo da esperança.


Que não nos falte o óleo da caridade.


E que, quando o Senhor vier, nos encontre vigilantes, servindo, amando e esperando.


Súplicas


Confiantes na intercessão daquela que a Família Servita reconhece como mãe e mestra, invoquemos:


R. Santa Juliana, rogai por nós!


Santa Juliana, virgem prudente,

rogai por nós!


Santa Juliana, mulher vigilante na espera do Senhor,

rogai por nós!


Santa Juliana, mãe e mestra espiritual,

rogai por nós!


Santa Juliana, orientadora de suas companheiras,

rogai por nós!


Santa Juliana, modelo das comunidades femininas dos Servos de Maria,

rogai por nós!


Santa Juliana, mulher de oração,

rogai por nós!


Santa Juliana, perseverante na penitência,

rogai por nós!


Santa Juliana, servidora dos irmãos,

rogai por nós!


Santa Juliana, amiga dos pobres,

rogai por nós!


Santa Juliana, amante da Santíssima Eucaristia,

rogai por nós!


Santa Juliana, filha e serva de Santa Maria,

rogai por nós!


Santa Juliana, fiel discípula de Cristo,

rogai por nós!


Santa Juliana, lâmpada acesa na Família Servita,

rogai por nós!


Santa Juliana, exemplo de fidelidade e perseverança,

rogai por nós!


Santa Juliana, nossa irmã e intercessora,

rogai por nós!


Oração conclusiva


Senhor Deus, nosso Pai,

que destes à vossa Igreja Santa Juliana

como exemplo de vida consagrada,

de oração, de penitência e de caridade,

concedei-nos, por sua intercessão,

manter acesa a lâmpada da fé

e abundante o óleo das boas obras.


Fazei que, seguindo a Cristo,

servindo aos irmãos

e contemplando o exemplo da Virgem Maria,

permaneçamos vigilantes

até o encontro definitivo convosco.


Por Cristo nosso Senhor. Amém.


Veneração da relíquia


Durante a veneração da relíquia de Santa Juliana, pode-se dizer:


Beijando esta sagrada relíquia, pela intercessão de Santa Juliana, Deus te conceda copiosas graças, te livre de todos os males e te abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


Amém.


---


Fonte: Louvores a Santa Juliana. Comunidade Santa Juliana — Paróquia Maria Mãe da Igreja, Bairro Alto, Curitiba – PR. Apresentação de Frei José M. Milanez, OSM. Curitiba, 23 de agosto de 2019.

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