24 de abril de 2014

SOMOS SERVOS ABRIL 2014












EDITORIAL
Q
ueridos irmãos, exultantes com a celebração do Mistério Pascal de Cristo, oferecemos aos nossos leitores o terceiro número da Revista “Somos Servos”, que vai se desenvolvendo a cada dia por meio das sugestões e observações recebidas no nosso email (somosservos@gmail.com), na web com o blog Somos Servos (www.somosservos.blogspot.com) e principalmente no encontro com tantos irmãos e irmãs.
Na celebração do Mistério Pascal de Cristo somos chamados a renovar a graça de nosso batismo, reconhecendo a adoção filial e a redenção oferecidas por Deus a todos os homens. O Mistério Pascal da Cruz e da Ressurreição de Cristo está no centro da Boa Nova que devemos anunciar ao mundo. Durante sua vida terrestre, Jesus anunciava este Mistério por seu ensinamento e o antecipava por seus actos. A Cruz é o único sacrifício de Cristo, "único mediador entre Deus e os homens"! Pelo facto da sua encarnação uniu a si mesmo todos os homens oferecendo-lhes a possibilidade de serem associados à sua morte e ressurreição. Por sua morte Jesus nos liberta do pecado, por sua Ressurreição Ele nos abre as portas de uma nova vida. Por isso, na Liturgia, a Igreja celebra principalmente o Mistério Pascal pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.
Nesta edição da nossa revista vamos evidenciar o Mistério Pascal de Cristo, referindo-nos principalmente às celebrações litúrgicas do Tríduo Pascal. Queremos viver com mais sensibilidade espiritual a celebração da Páscoa do Senhor, para a qual nos preparamos durante o tempo da Quaresma, conscientes de que o Mistério Pascal de Cristo é actualizado em nossa vida e na Liturgia pela efusão do Espírito Santo...
Desejamos a todos uma boa leitura!
Feliz Páscoa e um tempo pascal
na presença do Senhor Ressuscitado!

Escreva para somosservos@gmail.com e receba a revista em formato PDF
Versão ONLINE no Blog Somos Servos: www.somosservos.blogspot.com


MISSA CRISMAL
A
 Missa Crismal ou dos “Santos Óleos” acontece na Quinta-feira Santa, mas por motivos pastorais, esta celebração pode ser antecipada. A Missa Crismal reúne em torno do Bispo o clero da diocese (padres e diáconos) e todo o povo de Deus, ou ao menos uma boa representação das comunidades paroquiais que formam a diocese. Uma vez que esta missa caracteriza-se como uma grande acção de graças a Deus pela instituição do ministério sacerdotal na Igreja, nela, os padres presentes renovam as promessas sacerdotais.
Qual o significado do óleo? A palavra “Óleo” é de origem latina, “oleum”, derivada do grego “élaion”, que faz referência ao óleo extraído dos olivais (élaia). Este tem a finalidade de fazer brilhar o rosto (Sl 103,15) e é símbolo da alegria (Sl 44,8). Ser ungido pelo óleo significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou de uma missão profética (Ex 29,7). O ungido por excelência é o Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Até mesmo edifícios e objetos podem ser consagrados com a unção do óleo (Gn 28,18). Símbolo da alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo também alivia as dores e fortalece os cristãos, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.
Quais são os óleos usados na Liturgia? Na Liturgia da Igreja evidenciam-se três óleos: Óleo dos ENFERMOS, dos CATECÚMENOS e do Santo CRISMA. Os dois primeiros Santos Óleos são abençoados, e o terceiro é consagrado pelo Bispo que celebra com todo o seu presbitério na Quinta-feira Santa pela manhã.
O Óleo dos Catecúmenos concede a força do Espírito Santo àqueles que serão batizados, para que possam como Cristo, serem fortalecidos contra o mal. Na falta deste óleo, outro poderá ser abençoado pelo padre antes de ser usado. O batizando é ungido com o óleo dos catecúmenos, no peito.
O Óleo dos Enfermos, que em caso de necessidade poderá ser abençoado pelo padre antes da unção do enfermo, é um sinal sensível utilizado na Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.
O Santo Crisma é um óleo perfumado, utilizado nas unções consecratórias: o batizado é ungido na fronte; na Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte; são ungidas as palmas das mãos do neo-sacerdote;  o novo bispo é ungido sobre a cabeça. Também é usado em outros ritos consecratórios, como na dedicação de uma Igreja, na consagração de um altar, quando o Santo Crisma é espalhado sobre o altar e sobre as cruzes de consagração que são colocadas nas paredes laterais das igrejas dedicadas (consagradas).  Os Santos Óleos, de modo particular o Santo Crisma, têm caráter sacramental.
Frei Gerson Junior, osm

A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA
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 Quinta-Feira Santa é o grande dia da instituição da Sagrada Eucaristia, dom do Céu para os homens; o dia da instituição do sacerdócio, nova prenda divina que assegura a presença real e actual do Sacrifício do Calvário em todos os tempos e lugares, tornando possível que nos apropriemos dos seus frutos.
Aproximava-se o momento em que Jesus vai oferecer a sua vida pelos homens. Tão grande era o seu amor, que na sua Sabedoria infinita encontrou o modo de ir e de ficar, ao mesmo tempo.
Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não deixa um símbolo, mas uma realidade. Fica Ele mesmo. Embora vá para o Pai, permanece entre os homens. Sob as espécies do pão e do vinho consagrados está Ele, realmente presente, com o seu Corpo, o seu Sangue, a sua Alma e a sua Divindade.
Na celebração da Instituição da Eucaristia, contemplamos Jesus que se coloca a serviço dos seus discípulos e nos dá mais uma prova de amor, nos deixando o memorial de sua paixão, morte e ressurreição.
Jesus antes de tomar a ceia com os seus apóstolos retira seu manto, toma consigo um jarro e uma toalha para lavar os pés de seus discípulos, e assim mostra que ninguém deve querer ser o maior ou aparecer mais que o outro, pois se o Mestre e Senhor que deveria ser servido está servindo, eles devem lavar os pés uns dos outros, lembrando que não é o servo maior que o seu Senhor.
Nesta celebração somos convidados a viver o mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado” ( Jo 15, 12).
Nesta mesma ceia, Jesus institui o ministério daqueles que nos propiciarão comer deste Corpo e beber deste Sangue: o Sacerdócio. É necessário rezar pelo Papa, pelos Bispos, pelos sacerdotes, e rogar que haja muitas vocações no mundo inteiro.
Neste dia, a celebração eucarística se encerra com a adoração eucarística; esse gesto se deve em solidariedade ao Senhor que sofre e padece no monte das oliveiras, soando sangue e se sentindo abandonado pelo Pai do Céu. É o nosso momento de nos fazermos presentes na vida do Senhor que nunca nos abandona.
Frei Percy M. Astopillo toro, osm

A PAIXÃO DE CRISTO
Q
uantas perguntas surgem ao meditarmos sobre a Paixão de Cristo! Sobressai sempre de novo a pergunta: Onde estava Deus naqueles dias? Por que Ele silenciou? Nós não podemos perscrutar o segredo de Deus vemos apenas fragmentos e enganamo-nos se pretendemos eleger-nos a juízes de Deus e da história. Porventura, nós não continuamos hoje, fazer Cristo sofrer a Paixão? Ainda continuamos crucificando a Cristo quando ao longo da história, inocentes sejam maltratados, condenados e mortos. Quando nós preferimos o sucesso à verdade, a nossa reputação à justiça. Quando as insígnias do poder trazidas pelos poderosos deste mundo é um insulto à verdade, à justiça e à dignidade do homem! Quando os nossos rituais e as nossas palavras, verdadeiramente, não passam de pomposas mentiras, uma caricatura do dever que nos incumbe por força do seu cargo. Nós hoje também contribuímos para que Cristo sofra em vez de completar o que falta na sua Paixão em nossa carne (cf Col 1,24), e prolongamos a sua Paixão.
A Paixão de Cristo não mostra somente o silêncio de Jesus como sua última palavra ao Pai, mas revela também que Deus fala por meio do silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da “distância” do Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra encarnada. Suspenso no madeiro da cruz, o sofrimento que lhe causou tal silêncio fê-lo lamentar: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15, 34; Mt 27, 46). A Paixão de Cristo é profundamente reveladora da situação do homem que reza: depois de ter ouvido e reconhecido a Palavra de Deus, devemos medir-nos também com o silêncio de Deus. Muitas vezes, na nossa oração, encontramo-nos diante desse silêncio, experimentamos quase um sentido de abandono, parece-nos que Deus não ouve e não responde. Mas este silêncio de Deus, como aconteceu também para Jesus, não marca a sua ausência. Na Bíblia, a experiência de Job é particularmente significativa.  Job, na sua relação com Deus, fala com Deus, clama a Deus; na sua oração, não obstante tudo, conserva intacta a sua fé e, no fim, descobre o valor da sua experiência e do silêncio de Deus. E assim, dirigindo-se ao Criador, conclui: «Eu tinha ouvido falar de ti, mas agora são os meus olhos que te vêem» (Jb 42, 5).
Diante da Paixão de Jesus, a nossa resposta é o silêncio da adoração. Assim nos entregamos a Ele, colocamo-nos em Suas mãos, pedindo-Lhe que nada, tanto na nossa vida como na nossa morte, possa nos separar jamais Dele (cf. Rm 8, 38-39). Durante a solene Vigília Pascal, “mãe de todas as vigílias”, este silêncio será rompido pelo cântico do “Aleluia”, que anuncia a ressurreição de Cristo e proclama a vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte. A Igreja rejubilará no encontro com o seu Senhor, entrando no dia da Páscoa que o Senhor inaugura, ressuscitado dos mortos.
Frei Jeremias M. Mugabe, osm

A HORA DE MARIA
A
 Hora de Maria é a etapa decisiva na fé de Maria onde é purificada com uma “aparente ausência” de Deus. No silêncio Ela espera a Ressurreição do Filho. Ela, que havia acolhido o Anjo na Anunciação agora diante desse silêncio, poderia, humanamente falando, interrogar-se: Então como irão cumprir-se aquelas palavras? De que modo reinará Ele sobre a casa de David? E como será possível não ter fim o seu reinado? Maria, porém, recorda a resposta que dera então depois de ter ouvido o anúncio do Anjo: “Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).
Ao pé da cruz, Maria padece o seu martírio no Espírito. Aquele martírio que aflige a alma com dores mais atrozes, do que o sofrimento do corpo. Ela seguiu Jesus, não apenas na alegria das consolações, mas também na angústia dos sofrimentos. Ela via o seu Filho, o mais belo entre os filhos dos homens, sem nenhuma aparência humana e sem dignidade. Contemplava o Santo dos Santos crucificado entre dois malfeitores, via a cabeça daquele que tudo sustenta, caída sobre o ombro. Via a face de Deus desfigurada, e sua beleza extinta. Grande foi a dor de Maria, ao receber nos seus braços o corpo de Jesus já morto. Grande foi Maria na dor, ao sepultar seu Filho e lentamente viu a pedra rolar o sepulcro.
Tudo parece ter chegado ao fim. Maria volta para casa, a desolação é total, sem marido e sem filho. Ela estava só!Iluminada pelo Espírito Santo, Maria não duvidava que seu Filho havia de Ressuscitar. Só a fé sustentava Maria, naquele momento tremendo. É mediante a fé Maria deposita a sua esperança no Senhor, aquele é capaz também de ressuscitar o seu Filho.
Maria, esperando a ressurreição, simboliza a humanidade inteira dos justos que esperam o Senhor, que é para eles a única esperança. Essa espera de Jesus ressuscitado por meio de Maria foi cheia de ansiedade, fascínio e tremor, pois Ela sendo uma pobre de Nazaré foi na obediência e no desenrolar dos acontecimentos que descobrir qual era a vontade de Deus na sua Vida. Deste modo na sua espera torna-se para nós modelo de perseverança.
Maria também hoje espera por nós como outrora esperou o seu Filho. Espera que nós também esperemos o seu Filho que há de se manifestar no fim da história, com uma fé que não esmorece, com uma fé viva, uma fé inquebrantável. Maria espera por nós e intercede por nós diante do seu Filho.
Queridos irmãos e irmãs, não caminhamos só temos diante de nós uma grande advogada, Maria conhece o sofrimento humano até as suas últimas conseqüências, deixemo-nos guiar por Maria, e trilhemos com Ela até ao encontro de Cristo Ressuscitado. 
Fr.Cosme M, osm e Postulante Wilson Wiliamo


A VIGÍLIA PASCAL
A
 noite que brilha como o dia e a escuridão que é clara como a luz, assim podemos definir a solene celebração da Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias e  coração do ano litúrgico. É noite em que pela graça que recebemos em Cristo Novo Adão, nos levantamos da queda provocada pelo primeiro Adão. Ele que é o princípio e o fim da nossa história, iluminando todo o tempo, particularmente a cada ano da Salvação. Por isso mesmo a Igreja convida-nos a fazer memória da noite em que foram libertos os filhos de Israel do cativeiro do Egipto, passando a pé enxuto sobre o Mar Vermelho e a esperar em Vigília e oração a Ressurreição de Jesus Cristo Nosso Senhor que dá sentido a nossa fé.
A celebração da Vigília pascal respeita quatro momentos significativos:
O primeiro momento é a cerimônia da Luz. Esta cerimônia consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio afirma que “a luz de Cristo dissipa as trevas de todo o mundo”. A única Luz que faz brilhar a vida e aclara as trevas que nos dão medo no nosso dia a dia.
O segundo momento é a liturgia da Palavra que propõe sete leituras do Antigo Testamento, que nos recordam os grandes e importantes acontecimentos da história da salvação, e duas leituras do Novo Testamento que interpretam o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio pascal colocado junto ao Ambão ou perto do Altar.
O terceiro momento é a liturgia baptismal que é parte em que os catecúmenos fazem o seu Êxodo para uma Vida Nova por Cristo, com Cristo e em Cristo, das trevas para a Luz. Oportunidade para a celebração do Baptismo dos catecúmenos e para a renovação das promessas baptismais dos cristãos com as velas acesas nas mãos.
O quarto momento é a liturgia eucarística que é o momento culminante da Vigília, onde celebramos a vitória do verdadeiro cordeiro sobre o poder da morte.
Portanto, nesta solene liturgia celebramos a Ressurreição do nosso Salvador, “o centro da Boa-Nova que os apóstolos e a Igreja, na esteira deles, devem anunciar ao mundo” (CIC 571), o antegozo da Páscoa eterna.
Frei Lafim, osm e postulante Hermínio.

AS APARIÇÕES DO RESSUSCITADO
M
ediante o testemunho dos apóstolos, as aparições de Jesus após a sua morte, são evidências de facto que Cristo ressuscitou dos mortos. Os quatro evangelhos narram os episódios das aparições de Jesus cada um com o seu enfoque teológico e mistagógico.
Enfatizaremos aqui de forma sucinta três das aparições.
Segundo a narrativa do Evangelho de Mateus a primeira aparição, que Jesus realizou foi para as mulheres (Mt 28, 1-10), porém, nas  narrativas de Marcos (Mc 16, 9-10) e de João (Jo 20, 11-18) mencionam que Jesus apareceu primeiro e exclusivamente a Maria Madalena e Jesus a  envia para anunciar aos discípulos que Ele havia ressuscitado. Neste sentido Maria torna-se a primeira missionária, a anunciar o Cristo ressuscitado.
A aparição aos discípulos de Emaús, (Lc 24, 13-34) nos apresenta um profundo significado mistagógico do Cristo ressuscitado. Nesta aparição os discípulos realizam actos de amor, hospedam o homem desconhecido que lhes falava do Messias no percurso do caminho, partilham com ele em ceia fraterna o pouco alimento que dispunham e no partir o pão eles reconhecem o Senhor, e imediatamente vão anunciar à comunidade dos apóstolos reunida em Jerusalém. Assim a fração do pão na ceia dos discípulos de Emaús torna-se símbolo do Cristo ressuscitado.
Na aparição de Jesus aos onze, (Lc 24, 36-43) eles não o reconhecem e cogitam ser um fantasma. Então Jesus mostra-lhes as mãos e os pés, todavia eles ainda permanecem subjugados pela alegria e surpresos, e como se ainda não acreditassem, Jesus solicita algo para comer e eles lhe oferecem peixe, Jesus tomou e comeu a vista deles, então Jesus lhes abre a inteligência e eles reconhecem o ressuscitado. Jesus se dá a conhecer ao comer com os discípulos, mostrando que a vida brota onde se partilha, onde há colaboração a serviço da vida e onde acontece actos de amor.
Mediante as aparições do ressuscitado somos exortados nesta Páscoa a meditarmos e a vivermos os mistérios do Cristo ressuscitado, a repartimos e compartilharmos com os nossos irmãos os nossos dons, o nosso alimento, a nossa paz e a nossa alegria.
Os evangelhos narram o testemunho dos discípulos, e diante destes testemunhos é impossível interpretar a ressurreição de Cristo (e as aparições) fora da ordem física e não reconhecê-la como um facto histórico (cf. CIC. 643).
Frei Ivan M. Siqueira, osm

TESTEMUNHO VOCACIONAL
Q
uem sou eu? O que estou fazendo na vida religiosa? O mais importante é que Alguém me escolheu e eu escolhi a Ele, por isso estou aqui... Sabes por quê? Posso não saber explicar, mas escolhê-Lo faz-me um homem feliz, e desde que O escolhi senti a liberdade de optar por minha plena realização. Claro que para a sociedade cometi a maior loucura da minha vida, mas considero a coisa mais importante. Gostaria de apresentar-me.
Oi! Sou Dionísio António Manuel, tenho 26 anos de idade, nasci na cidade de Nampula-Moçambique. Sou o terceiro filho na família de sete irmãos. Cresci como qualquer criança do meu bairro. Nada de especial em mim dava a entender da minha futura escolha de consagrar-me a Deus. Tenho quatro anos de caminhada formativa com os frades Servos de Maria, seguindo Cristo a exemplo dos Sete santos fundadores desta amada Ordem.
Conheci os Servos de Maria através das irmãs Monjas Servas de Maria de Nampula, uma presença positiva naquela terra que me acompanharam espiritualmente antes do meu ingresso no convento Santa Maria dos Servos da Matola. Aproveito para agradecer as irmãs e os irmãos que me ajudaram a conhecer esta família. Agradeço em particular desde o íntimo do meu coração a cada uma e cada um, pois, na sua maneira simples de apresentar o estilo de vida dos frades, descobri que era aqui onde eu queria. Também agradeço ao saudoso frei Horácio, formador, com o qual tive o meu primeiro contacto e ao frei Custódio que acolheu de bom grato a notícia do meu ingresso, na altura prior da comunidade. Certamente não foram anos fáceis, mas nem difíceis, pois a cada dia que passa é uma oportunidade e uma aventura, na qual me dou conta do que quero.
Sim, ainda que pareça estranho, quero dizer que não escolhi ser consagrado, escolho a cada dia, pois “nesta caminhada as crises são comuns e quem não as tem, não é pessoa”, como alguém referiu um dia, e passar essas crises é normal lembrando que há dificuldades em todo ramo de trabalho e em todo tipo de vocação. A única forma de superar as crises vocacionais por mim encontradas é sem dúvida a oração.
Caro leitor, peço humildemente a sua oração para que eu possa ser fiel ao Senhor, também que reze para que o Senhor envie mais operários para a sua messe. Asseguro as minhas orações a todos os leitores desta revista “Somos Servos”, ainda que não os conheça. Com uma saudação muito cordial desde a cidade da Matola.
Frei Dionísio António Manuel,osm

CRÔNICAS E NOTÍCIAS ECLESIAIS
Dia 01 de Abril - chegada do frei João Carlos M. Ribeiro (servo de Maria da província São Peregrino – Brasil/Moçambique) para incorporar-se na comunidade Santa Maria dos Servos.
Dia 06 de Abril - via sacra dos religiosos nas irmãs de Nossa Senhora dos desamparados, com a presença de Dom Francisco Chimoio, Arcebispo de Maputo.
Dia 11 de Abril - Festa de Nossa Senhora ao Pé da Cruz com a celebração Eucarística na Paróquia São Gabriel Arcanjo.
Dia 13 de Abril  - domingo de ramos e dia mundial da juventude.
Dia 16 de Abril  - frei Charlie viaja para Chókwé para passar a semana santa e a festa da Páscoa com as irmãs Servas de Maria de vida contemplativa (monjas).
Dia 17 de Abril – quinta feira santa, dia do sacerdote; missa crismal na Sé Catedral de Maputo pela manhã e de tarde a instituição da Eucaristia (última ceia).
Dia 18 de Abril - Sexta feira santa - ofício de leituras e laudes na Paróquia São Gabriel Arcanjo pela manhã. Pelas 15 horas celebração da paixão do Senhor.
Dia 19 de Abril - Sábado santo – ofício de leituras e laudes na Paróquia São Gabriel Arcanjo. Pela noite celebração da Vigília Pascal (19h início).
Dia 20 de Abril – Ressurreição do Senhor (Páscoa).
Dia 25 de Abril – festa de São Marcos Evangelista.
Dia 27 de Abril – canonização em Roma dos Beatos João Paulo II e João XXIII. No mesmo dia comemora-se o 150º aniversário de fundação das Irmãs do Amor de Deus. Ainda no mesmo dia haverá convívio dos formandos da Matola na casa dos Irmãos Maristas.
Dia 04 de Maio – Festa de São Peregrino Laziozi, Patrono contra o mal do Câncer (para os servos de Maria e os lugares que lhe têm por padroeiro).
Dias 17/18 de Maio - peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima de Namaacha.
Frei Lafim, osm.
Somos Servos da Virgem Gloriosa!
Movidos pelo Espírito comprometemo-nos, como nossos primeiros Pais, a testemunhar o Evangelho em comunhão fraterna e a colocar-nos a serviço de Deus e do homem, inspirando-nos constantemente em Maria, Mãe e Serva do Senhor (Const. 1)
Somos chamados a estar aos pés das infinitas cruzes da humanidade para levar conforto e cooperação redentora
(Const. 319)

Entre em contacto connosco e seja você também um Servo de Maria:
Comunidade Santa Maria dos Servos – Matola / servosmc@gmail.com
826756357 - 847704141

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