27 de fevereiro de 2009

Mensagem do Papa Bento XVI para a CF 2009



Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2009, está destinada a considerar o lema “A paz é fruto da justiça”. É um tempo de conversão e de reconciliação de todos os cristãos, para que as mais nobres aspirações do coração humano possam ser satisfeitas, e prevaleça a verdadeira paz entre os povos e as comunidades.

Meu venerável predecessor, o Papa João Paulo II, no Dia Mundial da Paz de 2002, ao ressaltar precisamente que a verdadeira paz é fruto da justiça, fazia notar que “a justiça humana é sempre frágil e imperfeita” devendo ser “exercida e de certa maneira completada com o perdão que cura as feridas e restabelece em profundidade as relações humanas transtornadas” (n.3).

O Documento final de Aparecida, ao tratar do Reino de Deus e a promoção da dignidade humana, recordava os sinais evidentes da presença do Reino na vivência pessoal e comunitária das Bem-aventuranças, na evangelização dos pobres, no conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, no martírio por causa da fé, no acesso de todos os bens da criação, e no perdão mútuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade, e a luta para não sucumbir à tentação e não ser escravos do mal (n. 8.1).

A Quaresma nos convida a lutar sem esmorecimento para fazer o bem precisamente por sabermos como é difícil que nós, os homens, nos decidamos seriamente a praticar a justiça – e ainda falta muito para que a convivência se inspire na paz e no amor, e não no ódio ou na indiferença. Não ignoramos também que, embora se consiga atingir uma razoável distribuição dos bens e uma harmoniosa organização da sociedade, jamais desaparecerá a dor da doença, da incompreensão ou da solidão, da morte das pessoas que amamos, da experiência das nossas limitações.

Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas respeita a liberdade de cada indivíduo e por isso permite que elas existam, pois fazem parte da condição humana, após o pecado original. Contudo, seu coração cheio de amor pelos homens levou-o a carregar, juntamente com a cruz, todos esses tormentos: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa fome e sede de justiça. Vamos pedir-lhe que saibamos testemunhar os sentimentos de paz e de reconciliação que O inspiraram no Sermão da Montanha, para alcançar a eterna Bem-aventurança.

Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando os dons da paz e da prosperidade, despertando em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica.

25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de Cinzas

Com a liturgia das cinzas iniciamos um novo tempo litúrgico, a Quaresma. É um momento importante para refletirmos sobre a nossa caminhada de cristãos. Quaresma é um tempo de preparação para celebrar os mistérios pascais. Quaresma lembra os quarenta anos do povo de Israel caminhando pelo deserto rumo a terra prometida (Ex 16,35); quaresma lembra os quarenta dias em que Jesus Cristo ficou jejuando no deserto antes de iniciar a sua vida pública. Quaresma: um tempo apropriado para o jejum, a oração e a caridade; quaresma: um tempo para a conversão, mudar de vida... um tempo para parar, pensar e se perguntar: como estou? Como está a minha vida? Como está a minha família, a minha pastoral, minha comunidade? Afinal um tempo apropriado para renovar a vida, o espírito, os ânimos, etc...

O Evangelho lembra três práticas da religiosidade judaica e que é recomendada na quaresma: a esmola, a oração e o jejum.

a. A Esmola: deveria ser um gesto feito em “segredo” e não fazer alarde para que as outras pessoas possam perceber. Afirma Jesus: “que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita” (Mt 6,3).

b. A Oração: não deveria ser uma repetição de palavras, gritarias, etc. Porém diz Jesus: “quando orardes, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E teu Pai, que vê o escondido, te dará a tua recompensa”. (Mt 6,6).

c. O Jejum: para os judeus a prática do jejum era ficar com o rosto triste (Mt 6,16). Jesus incentiva: “quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto... e teu Pai, que está oculto te dará a devida recompensa” (Mt 6,17-18).

As cinzas lembram a nossa vulnerabilidade. O ser humano é “pó” diante de Deus. Com o ritual das cinzas a liturgia deseja expressar que é importante a atitude de conversão, mudança de vida. O nosso mundo vive uma realidade subjetivista. A esmola, a oração e o jejum podem ser um “remédio” contra o mal existente no mundo.

Contudo, iniciando este espírito quaresmal, a oração do dia (coleta) do primeiro domingo nos exorta: “concedei-nos, Ó Deus onipotente, que, ao longo desta quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa”. Portanto, que ao final do tempo da quaresma, todos tenham aprofundado seriamente sobre a vida de Jesus Cristo.

Neste tempo da quaresma a Igreja do Brasil lembra a Campanha da Fraternidade que versará sobre o tema: “Fraternidade e a Segurança Pública” e o seu lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32,7). O Objetivo Geral da Campanha é “suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade a fim de que todos empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos”.

Neste sentido e dentro do espírito da Campanha da Fraternidade, é um convite a todas as pessoas para entrarem no dinamismo da cultura da paz. Nós vemos em todas as partes o espírito da violência, da guerra, da competição, da injustiça, etc... gerando na vida humana a chamada cultura da morte. A Campanha quer despertar em nós a cultura da paz. E você poderá contribuir muito para que este espírito – a cultura da paz – possa entrar nas nossas vidas, nos nossos relacionamentos, principalmente quando se trata de um relacionamento humano.

São Paulo nos exorta para a reconciliação: “em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20). Uma pessoa reconciliada será sempre uma pessoa reconciliadora. Da mesma maneira, uma comunidade, uma sociedade. Perdão e reconciliação caminham juntos. Portanto a quaresma é um tempo favorável para vivenciar e exercitar a reconciliação e o perdão.
(frei João)

A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA


Com esse lema, a CNBB motiva a Campanha da Fraternidade 2009, que tem como tema: "Fraternidade e segurança pública". Não há necessidade de justificar essa opção, porque a violência domina o Brasil, tanto nas capitais como no interior, e cresce assustadoramente, resistindo a medidas já tomadas para o seu combate.


O poder constituído apresenta projetos, da cabeça do povo saem sugestões, mas a sociedade brasileira ainda está muito distante de uma solução que resgate a tranquilidade do povo e conduza os brasileiros para uma cultura de paz.


A proposta da CF/2009 proclama, por meio de seu lema, que a violência é consequência da injustiça nas suas várias manifestações, também no que toca à igualdade.


Infelizmente vivemos numa realidade profundamente injusta e desigual. A diferença entre o salário mínimo e os salários máximos vai muito além do admissível, permitindo que poucos tenham muito e muitos possuam pouco ou menos nada.


Esse cenário social gera revolta manifestada nas formas mais brutais de agressividade. O combate à violência passa obrigatoriamente pela prática da justiça.


Há mais de meio século, quando as pessoas não viviam tão inseguras e temerosas como hoje, o papa Pio XII já anunciava que a paz é fruto da justiça. E agora, na primeira década do novo século, os bispos do Brasil compreendem que a luta pela paz só será vitoriosa quando o povo e os governantes, os privilegiados e os excluídos fraternalmente se unirem para estabelecer a justiça como primeira pedra de nova sociedade.


"Preocupemo-nos, como construtores da paz, que a vida social em convivência harmônica e pacífica está se deteriorando gravemente em nosso país pelo crescimento da violência, que banaliza a vida, manifestada em roubos, assaltos, sequestros e assassinatos..." (Doc. da CNBB 87, n° 35)



D. Geraldo Majella - Cardeal Arcebispo de Salvador

19 de fevereiro de 2009

Súplica à Virgem das Lágrimas


Virgem das Lágrimas, socorrei-nos:
Com a luz que irradia de tua Bondade, com o amor que brota de teu Coração, com a paz, Vós que sois Rainha da Paz.
Com toda confiança, te apresentamos nossa súplica:
Aqui estão nossas penas para que nos ajudes, nossos corpos para que nos sares, nossos corações, para que os enchas de contrição e caridade, nossas almas, para que obtenhas sua salvação.
Recordai, o Coração doloroso e Imaculado que ante tuas Santas Lágrimas, Jesus não te nega nunca nada.
Dignai-vos pois, Mãe Santa, a unir nossas lágrimas as Tuas, para que teu divino Filho nos conceda a graça... (faz-se aqui o pedido) que com tanto ardor te imploramos.

Mãe amantíssima, das lágrimas e da misericórdia, tem piedade de nós !

18 de fevereiro de 2009

XVI RIO DE ÁGUA VIVA


Dias 22, 23 e 24/02/2009
No Ginásio do SESI
A alegria do Senhor será a nossa força!

16 de fevereiro de 2009

"Te adorarei com todo o meu ser, quando estou mais perto de ti, fortaleces o meu viver. Te exaltarei com meu coração! Majestade, estou aqui, para te render meu amor, minha gratidão!"

Que todos os dias você possa cantar o refrão acima, pois para os que esperam no Senhor sempre haverá um lindo sol a brilhar. Melhor amigo que o Nosso Senhor não há. O Senhor reina na vida de quem Nele espera e com o toque de suas mãos restabelece nossas forças, pois ele mesmo é a nossa força! Coragem irmão! O Senhor nunca abandona aos que lhe rendem louvor, obediência e gratidão!

Que seu dia seja cheio de paz e da força que vem de Jesus.

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!

10 de fevereiro de 2009

Consagração a Nossa Senhora de Nazaré

Senhora de Nazaré, da antiga raiz de Jessé, da casa real de Davi, descendente de São Joaquim e de Sant'Ana, sempre que a angústia, o medo e a solidão me abatem, me entrego em teus braços, ó mãe. Como criança carente em busca de alívio, carinho e proteção, mergulho em teu coração imaculado e consagro a ti querida mãe, o meu passado e todas as minhas lembranças, o momento presente e todas as suas aflições, o meu futuro e a vida eterna que Deus me reserva no céu.
O sacramento do batismo, que um dia recebi, me tornou um filho de Deus e filho teu ó mãe. E fez-me também herdeiro do Seu reino. Por isso, venho agora renovar, diante de ti, ó Virgem de Nazaré, as promessas do meu batismo. E para que possa ser fiel a elas até o fim de minha vida, peço a tua intercessão junto ao teu filho Jesus. Doce Senhora de Nazaré, a ti consagro, agora, as minhas aspirações, meus projetos, meus sonhos, minha missão, minhas realizações, tudo o que tenho e tudo o que sou. Consagro também todos os dias restantes de minha vida terrena, pedindo por eles a tua intercessão e a tua bênção materna, para que sejam dias serenos, cheios de paz e de muitas graças. Quero também te consagrar desde já, Senhora de Nazaré, o momento de minha morte quando, por tuas mãos e amparado pelos braços de teu esposo São José, poderei, finalmente, ver o teu rosto, abraçar teu Filho Jesus e contemplar a glória do Pai, no amor infinito do Espírito Santo. Amém!

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