28 de dezembro de 2008

FELIZ 2009

O ano de 2008 dá seus últimos passos!
Mais uma vez temos no coração o sentimento de dever cumprido e um perfume de novidade paira pelo ar. As almas sentem-se ansiosas pela oportunidade de recomeçar e a esperança brilha sobre as vidas daqueles que respiram!
Olhamos para trás e contemplamos quantas coisas vivemos e sentimos, quantas dificuldades e oportunidades tivemos, quantas alegrias e decepções, porém, dentre todas essas coisas é possível contemplar acima de tudo a presença suave e santa do Nosso Senhor Jesus Cristo, que através do Espírito Santo esteve conosco e em nós.
Como é bom poder sentir que em todos os momentos Deus nos procura e nos chama, pois não se importa com a situação que estamos vivendo, para Deus sempre há oportunidade para nós, sempre há um lugar para nós em seu templo santo e em seu coração sagrado.
O blog Somos Servos deseja que no ano de 2009 você seja mais feliz, mais alegre, que supere suas dificuldades, que realize seus sonhos mais lindos, que você esteja cada vez mais perto do coração de Jesus e se coloque sempre disponível para realizar a vontadade do Nosso Senhor, procurando cada dia mais imitar seu coração santo e humilde.
Que em 2009 nossa maior alegria seja tomar uma posição de entrega total à vontade do Pai. Que nosso maior desejo seja viver com Jesus na Eucaristia e promover a paz por onde passamos.
E como o profeta Josué possamos dizer "eu e minha casa serviremos ao Senhor"!
Que 2009 seja um ano de muita fidelidade a Deus, comunhão fraterna e partilha dos dons que recebemos; e que nenhum dos pequeninos de Deus fique sem o alimento da alma por falta de quem queira servir no banquete do Senhor.
Foi muito bom viver com você a partilha da palavra de Deus e de seu amor durante todo este ano de 2008. Agradecemos por sua visita sempre amiga e fraterna, que nos ajuda a espalhar pelo mundo a esperança, a paz e o amor.
FELIZ 2009!
Que Nossa Senhora seja nossa intercessora nos céus e que a paz do Senhor esteja sempre conosco!

19 de dezembro de 2008

4° Domingo do Advento - Alegra-te, cheia de graça

A reflexão bíblica proposta para este domingo, o quarto do advento, é o tema da anunciação, narrada pelo evangelista Lucas. Estamos a poucos dias da celebração do nascimento de Jesus. Lucas procura mostrar que a esperança de todo um povo está na descendência de Davi. Alguns dados nos revelam sobre esta descendência e o próprio texto quando afirma: a. “o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi...” (Lc 1,26-27); b. “o Senhor Deus lhe dará o trono de deu pai Davi” (Lc 1,32); c. “o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus” (Lc 1,35). No Evangelho de Mateus, encontramos a Genealogia de Jesus (Mt 1,1-7), que revela a importância de Abraão e Davi como sendo os principais depositários das promessas messiânicas e ressalta a importância de José dentro da descendência davídica. Mateus relata esta realidade afirmando: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher...” (Mt 1,20). Portanto, é importante compreender que a descendência davídica está dentro do plano de salvação e a realização das promessas de Javé terá a sua plenitude no nascimento de Jesus, que significa “aquele que salva”. Por isso Jesus será Salvador da humanidade.
O texto mostra que o anjo Gabriel foi enviado a uma virgem de nome Maria (Lc 1,26-27). O Profeta Isaias fala de um sinal e afirma: “eis que uma virgem concebeu e dará a luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel, que significa Deus-conosco” (Is 7,14; Mt 1,23). Maria é noive de José. Para os judeus, o noivado já é juridicamente considerado um matrimônio. O modo extraordinário pelo qual Jesus concebido mostra a realidade do processo da salvação. Maria foi saudada pelo anjo Gabriel com estas palavras: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28). Esta expressão “alegra-te...”, que comumente foi traduzida por “Ave+Maria”, tem um sentido de um apelo às alegrias messiânicas. Neste sentido alguns profetas dirigiam a Sião a esperanças de novos tempos (cf. Is 12,6; Sf 3,14-15; Jl 2,21-27; Zc 2,14; 9,9).
Maria ficou perturbada com as palavras do Anjo (Lc 1,29). Ficou perturbada porque a missão era grande: ser mãe do Salvador. Depois, naquele tempo as mulheres não estavam acostumadas a receber uma saudação tão especial assim. Também grandes personagens da História da Salvação ficaram desconcertados com a proposta de Javé (Abraão, Moisés, Jeremias...). Maria é convidada a não ter medo, porque ela foi agraciada por Javé.
O anjo explica como acontecerá este mistério: “o Espírito do Senhor virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35a). A realidade do Espírito é muito importante neste contexto. Revela a ação de Deus como gerador de vida, quando o autor sagrado cria o homem à sua imagem e semelhança dando um sopro vital [= espírito de vida / sopro de vida], (Gn 2,7). Jesus, ao início da sua vida pública rezou: “O Espírito do Senhor está sobre mim...” (Lc 4,18); na festa de Pentecostes (At 2) vemos a manifestação do Espírito à Comunidade Apostólica reunida no Cenáculo com a presença de Maria (At 1,14). A Sombra evoca a presença de Deus diante do povo que caminhava rumo à terra prometida (Ex 40,34ss). Os Salmos 90 e 139 falam de um pássaro que protege cobrindo com a sombra de suas asas os seus filhotes, mas também para “chocar” os ovos e gerar a vida. Neste sentido Deus “com a sua sombra” envolverá a vida de Maria, que com a força do Espírito, fecundará o seu seio virginal e desenvolverá o princípio criador, gerando para a humanidade o Emanuel – o Deus conosco.
Maria se coloca como “Serva do Senhor” (Lc 1,38). A sua resposta está na perspectiva do projeto salvífico de Deus. Neste sentido ela se torna o protótipo do discípulo/a que é fiel a Javé até as últimas conseqüências. O seu sim ao projeto de Deus vai desde a anunciação (Lc 1,26-38), passa pela realidade da cruz (Jo 19,26-27) e o início da Igreja (At 1,14).
O sim de Maria nos convida a perceber que o discipulado passa pelo serviço e por uma missão. E Maria entendeu esta realidade quando o Anjo Gabriel lhe comunica a gravidez de sua Isabel (Lc 1,36-37), porque para Deus nada é impossível (Lc 1,37). Na sua visita missionária a Isabel ele receberá um título importante para a sua vida: “Bem-aventurada aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45).
(enviado por fr. João)

17 de dezembro de 2008

Novena de Natal - 3° Dia

O Senhor enxugará as lágrimas de todas as faces.

Leitura Bíblica
Isaías 25, 6-10

16 de dezembro de 2008

15 de dezembro de 2008

Novena de Natal - 1º dia

A raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos;
as nações hão de buscá-la, e gloriosa será a sua morada.

Leitura Bíblica
Isaías 11, 1-10

14 de dezembro de 2008

Um dia Jesus subiu a montanha para rezar e quando voltou encontrou uma multidão que o aguardava, e no meio de tantas pessoas estavam alguns doutores da lei e fariseus que traziam uma mulher chamada de adúltera. Sem nome, sem família, sem chance, apenas uma criatura que era alvo das penalidades da lei e aguardava por um apedrejamento. Em resumo, essa era a condição da mulher descrita no Evangelho narrado por São João, não havia mais saída, ela não valia mais nada.
Quando chegou diante do Senhor ela não tinha mais esperanças, não conseguia mais visualizar nenhuma saída para seu problema, já havia sido julgada e condenada pelos homens e pela lei. Podemos até imaginar a cena onde a mulher, abatida por seu pecado, perecia no meio de seus algozes, porém, na sua frente estava o Caminho para sua salvação, Jesus. Quantos traumas, feridas, moléstias espirituais, quanta dor deveria sentir a mulher pecadora, que habituada a viver seu pecado, tinha a visão turva e a vida maculada.
É impressionante o modo como Jesus agiu na vida daquela mulher, pois no instante em que ela lhe foi apresentada Jesus já percebeu o que ela precisava: perdão. Jesus olhou para a mulher e disse: "pode ir, eu também não condeno você".
A experiência da mulher pecadora deixa claro para todos nós que para Jesus o importante não é o que fizemos, mas o que podemos fazer e o que podemos ser diante Dele. Para Jesus o importante é que todo homem e mulher possam viver a salvação.
Sempre que realizava um milagre no meio do povo Jesus dizia "seus pecados estão perdoados", mas como era difícil para as pessoas entenderem o que isso significava Ele dizia "tua fé te curou", ou seja, o perdão que vem de Deus é fonte de cura, e apenas podemos ser curados se vivemos o perdão, recebendo-o e dando-o.
Deus vê o ser humano como criatura primordial e jamais vai condenar alguém, pois não é um juiz condenador, mas um pai amável que é capaz de perdoar até o inacreditável. Para o coração santo de Deus nada é impossível, e ninguém está definitivamente perdido ou condenado. Nós é que as vezes vivemos uma vida de condenação.
Basta olhar também para o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus no calvário, um homem sem valor, ele servia somente para morrer e Jesus o amou tão profundamente que o levou para o céu no mesmo instante. Jesus nunca tinha visto a mulher adúltera e muito menos o ladrão crucificado, mas foi capaz de dar-lhes o bem mais precioso, o perdão, a salvação. Imagine a nós que Ele conhece, o que não é capaz de fazer!
Nosso Deus é apaixonado pelos miseráveis, doentes e desprezados socialmente. Deus tem a incrível capacidade de amar seres desprezíveis e foi por isso que o Filho do Homem veio habitar nesta terra, para provar que julgar e condenar não é a solução, mas que o amor e o perdão são fontes inesgotáveis de cura e libertação que levam direto para a salvação, direto para o céu.
Portanto, podemos afirmar que qualquer ser humano que habite esta terra tem todas as características necessárias para entrar no reino de Deus, pois somos suas criaturas, feitas a sua imagem e semelhança, e por mais que tenhamos nos afatado dos caminhos que levam aos céus, sempre há esperança e oportunidade para nós.
É provável que tenhamos surpresas ao chegarmos aos céus! Vamos ficar admirados e pensando: este chegou até o céu! este não era o pecador?
Somos tão humanos que não conseguimos compreender o plano divino de salvação que está no coração do Pai, um coração que não exclui ninguém.
Para entrar no céu é necessário viver o perdão. Perdão as vezes fácil de pedir, mas sempre tão difícil de viver.
Estamos no advento, tempo de espera e preparação, e nada melhor que fazer a experiência do perdão para esperar Jesus em sua segunda vinda gloriosa. Ao encontrar-se com Jesus a mulher pecadora viu, um a um, seus algozes indo embora e com eles suas culpas e feridas. Assim também é conosco hoje, quando nos aproximamos de Jesus todas as nossas feridas são curadas e o pecado que outrora ia a nossa frente é vencido pela vida que vem do Salvador.
Que possamos viver a linda experiência do perdão que cura!
Paz dos céus.

8 de dezembro de 2008

Chegou o advento!
Mais uma vez devemos viver a intensidade da espera pelo Príncipe da Paz, que já veio, mas voltará glorioso.
Muitas pessoas devem está pensando que tudo vai se repetir mais uma vez, afinal é tempo das "festas de final de ano", tempo de presente, tempo de reencontros, tempo de aconchego e quem sabe até dá tempo de ir na Missa na véspera de Natal!
Mas, afinal que tempo é esse, que se repete a cada ano?
O advento é o tempo de ver florir o broto de Davi, tempo de ser seta e apontar o caminho que é Jesus. Ficamos esperando Jesus passar em nossas vidas e realizar grandiosos sinais em nós, mas esquecemos que assim como João Batista ou assim como o apóstolo Paulo no advento devemos nos transformar em pontes firmes, pontes por onde tantos filhos de Deus devem caminhar para chegar até o Rei. O advento é uma oportunidade que Deus, através da Igreja, nos dá a cada ano para que possamos recomeçar a contrução da nossa ponte, da nossa vida! Como Jesus pode florir na vida dos irmãos se nós que O conhecemos não servimos de ponte para que haja um maravilhoso encontro entre Jesus e a humanidade. E como nós podemos chegar até Jesus se não construímos aqui uma vida que vislumbre a vida celeste?
O advento não se repete a cada ano! Jesus é que faz renascer em nós a esperança, a humildade e o desejo pela paz que vem dos céus.
Eu desejo a você querido irmão um feliz advento! Que neste tempo de espera você não fique a esperar somente, mas seja ponte por onde muitos filhos possam reencontrar o Pai do céu.
Juntos esperemos felizes e fiéis pelo Príncipe da Paz, pois o Filho do Homem virá, e virá para nos salvar e para conosco contruir a vida eterna!
Paz dos céus para todos nós! Que a Virgem Santa nos ensine a esperar com amor e gratidão!

2º Domingo Advento B

Neste segundo domingo do Advento o Evangelho nos convida a “preparar o caminho do Senhor”. O Evangelista Marcos procurará deixar bem claro “quem é Jesus”. Por isso começa narrando o Evangelho: “início do Evangelho (=boa notícia) de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1,1). Então, este será o início de um aprofundamento que iremos encontrar ao longo de toda a narrativa feita por Marcos. Neste domingo será apenas o começo de um itinerário que a comunidade deverá percorrer até descobrir quem é Jesus.

Os versículos seguintes, 2-8, apresentam a pessoa de João Batista, o grande precursor da vinda do Messias, o Salvador. Ele será o grande mensageiro, que irá à frente, como profeta para preparar o caminho do Senhor. O texto diz: “Eis que eu envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!” (Mc 1,2-3). Nestes dois versículos percebemos algumas realidades importantes reveladas no Antigo testamento: a. “Vou enviar um anjo na frente de você para que ele cuide de você no caminho e o leve até o lugar que eu preparei para você” (Ex 23,20); b. “Uma voz grita: Abram no deserto um caminho para o Senhor, aplainem no descampado uma estrada para nosso Deus!” (Is 40,3) e c. “Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente” (Ml 3,1). Portanto, João Batista, o Precursor, assume estas realidades para si, e anuncia, com toda força, a realidade dos tempos messiânicos, o início perfeito da boa-nova da vinda definitiva de Deus e o seu Reino, realizados em Jesus Cristo.

O precursor aparece no deserto. A realidade do deserto, tal como apresenta a Escritura Sagrada, é bem distante de nós. Fazendo a “imagem desértica” perceberemos uma realidade de calor intenso, falta de água, sem vegetação (algo verde...), muita areia e as suas tempestades, etc... Além do problema climático, o deserto cria um clima misterioso, as paisagens se modificam... A vastidão impede ver o horizonte e certamente faltariam pontos de referências para orientar-se. Porém o deserto poder ser sempre um lugar do encontro com Deus, no silêncio, na oração, etc...

Qual seria a missão de João Batista? Ser aquele mensageiro que prepara o caminho para a vinda de Jesus Cristo, o Messias Salvador. Porém esta preparação começa pelo deserto, sendo uma voz profética que grita: “preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!” (Mc 1,3). Esta mesma idéia encontramos, também, no profeta Isaías quando ele anima o Povo de Deus a retornar do exílio da Babilônia para Jerusalém. Ele é convidado a consolar o povo (Is 40,1) e a “preparar no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus...” (Is 40,3). Outra missão de João Batista: pregar (=anunciar) um “batismo de conversão para o perdão dos pecados” (Mc 1,4). O batismo de conversão fazia parte da chegada do Reino e predispor as pessoas (= povo) para aceitar definitivamente a novidade que estaria prestes a chegar à pessoa de Jesus Cristo. Era o sinal de conversão e de compromisso. Esta pregação do Precursor fez pensar a população da Judéia e os “moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e ele batizava no Rio Jordão” (Mc 1,4). A realidade da conversão implica uma mudança radical de vida. Significa aceitar um processo de vida diferente, identificar com a proposta de “construir” novos rumos e novas estradas. Esta conversão teria uma repercussão tanto na vida pessoal quanto na vida social. É o que São Pedro afirma na sua carta: “o que esperamos... são novos céus e uma nova terra...” (2Pd 3,14).

Qual seria o perfil de João Batista? O evangelista Marcos o descreve desta maneira: “João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo” (Mc 1,6). João Batista lembra outros profetas do Antigo Testamento: Elias, na sua maneira de vestir (2Rs 1,8; Zc 13,4). Portanto, com um estilo de vida sóbrio, austero e simples, ele denuncia toda uma estrutura de pecado, contrariando o Reino de Deus e anuncia a chegada de Jesus Cristo, o Messias Salvador, afirmando: “eu nem sou digno de abaixar para desamarrar suas sandálias” (Mc 1,7).

Contudo, o Precursor dá um grande testemunho sobre Jesus. Ele diz: “eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo” (Mc 1,8). O batismo com água, seria a realidade da purificação e da conversão dos pecados; o batismo no Espírito Santo, a ser realizado por Jesus, seria comunicar as pessoas uma vida nova, transformando-as em novas criaturas.

enviado por frei João

5 de dezembro de 2008

1º Domingo Advento Ano B

Com este domingo, iniciamos um novo Ano Litúrgico. É o ciclo B, na qual iremos caminhar com o Evangelista Marcos, que foi discípulo de São Pedro e companheiro de Paulo e Barnabé durante a primeira viagem missionária. Também este novo ano pode ser o início de uma nova caminhada como discípulos missionários na vinha do Senhor, semear os valores do Reino de Deus na vida e na sociedade.

O Evangelho deste domingo (Mc 13,33-37) orienta os discípulos de Jesus para ficar atentos e despertar para a atitude da vigilância. O exemplo ilustrativo que mostra o Evangelho “é como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa” (Mc 13,34). Portanto O discurso deste capítulo 13º é sobre o final dos tempos. Jesus quer deixar bem claro frente às indagações dos discípulos que melhor atitude é a vigilância: “vigiai porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer” (Mc 13,35).

Outro dado importante é constatar que existe a impossibilidade de conhecer a hora, pois o fim de tudo não é algo pré-fixado ou previsto, mas sim um alerta: “Cuidado! Fiquem atentos...” Uma outra realidade importante: aparece a figura do porteiro. Diz o texto: “E mandou o porteiro ficar vigiando” (Mc 13,34). O porteiro lembra alguém que está atento à porta, ao portão... aquele que entra e sai... Aquele que vigia. Portanto vigiar é testemunhar a presença e ação de Deus no meio das pessoas; vigiar é sentir-se responsável pela “casa de Deus”, protegendo contra as ações do maligno, que só vem para roubar e “destruir”. Vigiar significa assumir os compromissos batismais, tornando-se verdadeiros discípulos missionários de Jesus. Vigiar é estar atentos aos sinais dos tempos. Vigiar é perceber a oportunidade de poder recomeçar o novo ano litúrgico com um espírito renovado.

O texto do Evangelho fala da volta do dono da casa (Mc 13,35). E esta volta poderá ser de repente, sem hora marcada. Portanto aquele que se coloca em vigília não dorme. Marcos alerta neste sentido para não dormir (Mc 13,36). Dormir poderia significar a falta de compromisso com o projeto de Deus. Por isso o convite é permanecer acordados, atentos, vigilantes, pois “não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer” (Mc 13,35).

Assim com o tema do Advento, iniciamos o itinerário para celebrar o nascimento de Jesus. A proposta é de conversão, que significa mudar os rumos da vida e voltar a trilhar os caminhos de Deus e acordar este nosso mundo, muitas vezes secularizado, para as coisas de Deus. Contudo, a comunidade que busca a realidade da conversão, está deixando-se modelar por Deus. Por isso, mesmo diante dos nossos limites, das nossas “imundícies”... “o Senhor é nosso Pai e nós somos o barro; tu o oleiro e nós somos obra de tuas mãos” (Is 64,7). O convite é deixar-se modelar pelo Senhor.

O prefácio do Advento nos ajuda a compreender melhor todo este espírito que o Tempo do Advento nos propõe: “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória,ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos.” (Prefácio do Advento I: as duas vindas de Cristo).

Que este tempo precioso do Advento nos ajude a aprofundar o seguimento de Jesus Cristo e a caminhar como Povo de Deus, que se preparava para a primeira vinda do Messias e que hoje renova as esperanças de um novo céu e de uma nova terra (Ap 21,1).

enviado por frei João

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