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30 de junho de 2008

Devotos da cruz

No tempo de Jesus a cruz era sinal de condenação, de punição pelos crimes cometidos contra a sociedade ou contra o governo romano que institui a crucificação como pena de morte, como paga pelos erros cometidos. Jesus ao viver sua humanidade foi condenado à cruz pelo simples fato de expôr a verdade e vivê-la com intensidade diante do olhar voraz dos mestres da lei. Foi condenado nosso Jesus! Condenado a carregar uma cruz que ele jamais cultivou, uma cruz tão pesada quanto jamais nosso Jesus desejou levar sobre si. A cruz que Jesus carregou de tão pesada cortava sua carne e dilacerava sua humanidade, pois os mesmos que ele amava eram aqueles que vibravam com seu martírio e suplício durante o calvário. Mas Jesus, mesmo não tendo nada que o incriminasse diante do tribunal, acolheu sua cruz e a carregou até o fim, até que a vontade do Pai se cumprisse em sua vida e na vida daqueles por quem ele carregava e vivia aquela cruz, que de tão amada se tornou sagrada.
Na Bíblia Sagrada não encontramos nenhuma fala de Jesus em que ele almodiçoe sua cruz ou ainda que culpe seu Pai por permitir que ele a carregasse. Jesus sempre foi um filho obediente que viveu o dom da entrega total diante dos céus e da terra, diante do Pai que o conhece desde sempre e até o infinito. E ao viver esse dom de entregar-se por nós Jesus transformou o que antes era castigo e punição em salvação, pois hoje ao contemplar a cruz nossos olhos não avistam mais um sinal de morte ou suplício, mas o sinal da salvação a partir da entrega total, salvação que vem a nós a partir de nossa capacidade de se entregar sem receios aos projetos de Deus, se entregar sem receios à missão de endireitar caminhos para que outros possam encontrar a vida plena que está em Cristo.
Sabe por que Jesus não largou sua cruz? Ele sabia que o mesmo Deus que permitia tanta dor era aquele que abriu o Mar Vermelho para que o povo pudesse passar a pé enxuto, era o mesmo Deus que fez descer fogo do céu para que a fogueira de Elias pudesse incendiar a vida de todos os que ainda não acreditavam. Jesus nunca deixaria sua cruz para trás, pois sabia que a palavra de seu Pai jamais voltaria atrás, sabia que jamais seria desamparado por aquele que o criou e predestinou à vida eterna. Porém, Jesus nunca disse que foi fácil carregar a cruz por mim e por você!
Hoje, diante de tantas cruzes que continuam a dilacerar nossa humanidade, assim como aconteceu com Jesus, temos muitas vezes o impulso de rejeitar nossa cruz, somos preenchidos por um desejo latejante de largar a cruz e pedir que Deus nos alivie as dores causadas pelo contato frio e mortífero do madeiro doloroso. Isso ocorre pelo fato de que, diferente de Jesus, não compreendemos que a cruz não é mais sinal de punição ou sofrimento que nos rouba a oportunidade de viver com alegria nossa missão, é o oposto, é a virtude de sempre optar pelos projetos de Deus. Irmãos, se compreendêssemos o verdadeiro sentido da cruz não perderíamos tempo pensando em suas causas, mas nos concentraríamos em pensar em seus frutos de vida eterna, pois é esse o destino que encontramos logo após o calvário, a vida eterna e plena diante de Deus.
Não devemos vacilar diante da cruz que nossa missão nos oferece assim que dizemos sim a Deus, pois Deus é capaz de abrir mares sempre que for necessário para que possamos atravessar a pé enxuto todas as dificuldades de nossa exitência enquanto homens e mulheres escolhidos e amados, pois somos prediletos como nenhuma criatura jamais o será. Durante a crição Deus sempre achava bom todas as obras de sua mão, porém, ao criar o homem Deus viu que era muito bom o que ele tinha feito. E dessa forma podemos está certos de que até agora Deus tem olhado para nós com o mesmo amor que olhou para sua criatura no dia da criação, pois Deus é fiel e sua palavra jamais passará.
Para nós que pretendemos viver e trilhar os mesmos caminhos de Jesus e assim alcançar a glória celeste é inevitável carregar a cruz, e é por isso que sempre devemos contemplá-la como verdadeiramente ela é, sinal da salvação de Jesus em nós. Sempre que você achar que seu fardo está pesado demais irmão, faça como Jesus deve ter feito, feche seus olhos e contemple a luz que irradia de sua cruz, o amor que Deus derrama sobre sua vida cada vez que você dá um passo rumo ao céu, pois cada vez que a cruz parece rasgar sua carne é aí que o Pai envia seu Espírito Santo, que assim como o Cireneu, faz o fardo parecer tão leve quanto somente os que amam a Deus podem sentir.
Carregar a cruz com amor, devoção total e sem vacilar, eis o caminho da redenção e da vida plena. Deixemo-nos envolver pela luz que irradia da cruz de Jesus, encostemos nossa cruz na cruz do Senhor e sintamos quão suave é segui-lo pelo calvário. Que através da experiência da cruz possamos viver o amor de Deus por nós, que faz a vida parecer um lindo jardim onde o amanhecer sempre faz o perfume das flores ficar mais intenso quando os raios do sol começam a enxugar as gotas de orvalho que a noite deixou.
Paz irmãos!
Que a Virgem Mãe, que seguiu Jesus silenciosamente durante todo o caminho até a cruz, possa nos acompanhar em nossa caminhada e ser nossa intercessora no céu!

26 de junho de 2008

Semelhante a nós em tudo


O Cachorrinho doente


Numa loja de mascotes, um letreiro no dia de Natal dizia:"Cachorrinhos à venda".

Rapidamente um menino de olhos grandes e olhar curioso, chamado André, entrou na loja perguntando:
- Qual é o preço dos cachorrinhos?
- Entre trinta e cinquenta reais, respondeu o dono, abrindo as mãos.
O menino colocou a mão em seu bolso, retirou e disse ao dono:
-Neste Natal, meu papai me deu $12,45. Não é o suficiente para comprar um, mas posso ao menos vê-los?
O homem sorriu. Abriu a porta e dos fundos da loja, saiu uma cachorra, seguida por 5 cachorrinhos. O último caminhava com dificuldade, separando-se daquele belo desfile.
André imediatamente apontou para o cachorrinho retardatário que mancava :
-Que aconteceu com este cachorrinho?
- Quando nasceu, o veterinário me disse que tinha o quadril defeituoso e que mancaria pelo resto de sua vida.
O menino sensibilizou-se e disse?
- Então esse é o cachorrinho que eu quero.
O homem, emocionado, lhe replicou:
-Olha, se tu realmente queres esse filhote, eu te presenteio.
O menino moveu a cabeça negativamente, segurou a mão e, olhando diretamente nos olhos do homem, lhe disse:
- Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos
- Vou dar R$ 12,45 e três reais cada semana, até pagar tudo.
o homem advertiu André:
- Porém ele nunca será capaz de correr, saltar e jogar como os outros cachorrinhos... por que então não compras um dos que não têm problema?
André se agachou e levantou sua calça para mostrar a perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, sustentada por um aparelho de metal. Olhou de novo para o homem e lhe disse, com os olhos cheios de lágrimas:
- Eu também nãoposso correr muito bem, e o cachorrinho precisa de alguém que o entenda.
O homem mordeu o lábio inferior. Seus olhos se encheram de lágrimas, sorriu e entregou o cachorrinho enfermo com estas palavras:
- Só espero que cada um destes outros cachorrinhos tenha um dono como tu.


José H. Prado Flores e Ângela M. Chineze - Como Evangelizar com Parábolas - Canção Nova: São Paulo, 2008


Deus nos vê com os mesmos olhos que André olhou aquele cachorrinho.

O seu amor por nós e incondicional e perfeito, pois Ele mesmo veio habitar entre nós, Ele se fez um de nós, para que pudesse sentir o que nós sentimos, viver o que nós vivemos e poder assim nos compreender com todos os nossos defeitos e qualidades pois Ele sabe até onde cada um de nós pode ir. Ele vê além, vê o coração e acredita no melhor de cada um.

Só Deus tem a capacidade de nos devolver a dignidade e de nos fazer ver a grandeza em nós mesmos.

21 de junho de 2008

12º Domingo Comum - Não tenham medo

A liturgia deste domingo vem ser um alerta para os discípulos que estão seguindo a Cristo. Eles deverão estar preparados para enfrentar as adversidades, principalmente com relação ao anúncio do Evangelho e do Reino de Deus. Eles tinham recebido de Jesus a autoridade (Mt 9,35-10,6) para expulsar demônios, curar enfermos, etc. Jesus é consciente de que a novidade do Reino, a nova maneira de pensar e a opção por este Reino iria trazer certas complicações e conflitos. Ele esclarece para os apóstolos: “Não tenham medo” (Mt 10, 26.28.31). Cristo tem consciência de que o medo pode gerar uma instabilidade emocional e com isso “atrapalhar” o desempenho da missão evangelizadora.

Mateus escreve o seu evangelho no período em que o Imperador Domiciano estava dominando o império romano e não estava disposto a tolerar o cristianismo. No horizonte imediato das comunidades cristãs, está uma hostilidade crescente, que rapidamente se converterá em perseguição organizada contra o cristianismo. A Comunidade cristã que se converteu ao cristianismo possuía uma grande sensibilidade missionária e se empenhava em levar a Boa Nova de Jesus a todas as pessoas; no entanto, naquela época, ela deveria conviver com as dificuldades e as perseguições e muitas vezes “até batia aquele desânimo”. Com os apóstolos sucediam a mesma situação.
Sabemos da escolha de Javé pelo povo eleito. Jesus escolhe a comunidade apostólica para que ela seja porta-voz dos tempos messiânicos e, portanto confia-lhe a missão profética no mundo. Em outras palavras, o apostolo escolhido ou as comunidades escolhidas terão que confrontar-se com as forças adversas que se traduzirão em sofrimento, perseguição e desânimo. Mas a realidade do medo paira no ar e pode fazer com que a pessoa ou a comunidade permaneçam no seu próprio mundo.
Por outro lado Jesus garante que estará com seus discípulos “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Com esta garantia de Jesus a comunidade apostólica é convidada a testemunhar o Evangelho. Muitos querem anunciá-lo, mas têm medo. Alguns gostariam de viver o Evangelho em sua radicalidade, sentem-se atraídos a viver e pensar como o Evangelho ensina, mas têm medo. No tempo de Jesus, por exemplo, a ameaça vinha do poder político. Porém, mesmo diante da realidade social e política, muitos cristãos sofreram e ainda sofrem perseguição por causa do Evangelho. É gente confiante, que não tem medo de viver o Evangelho!

“Hoje em dia, contudo, parece que o medo de viver o Evangelho aumentou, não porque alguém nos ameace de morte ou persiga, mas pelo estilo de viver que existe na sociedade. Os grandes meios de comunicação, por exemplo, propõem um estilo de vida com a força de uma quase ditadura psicológica. Jovens e não tão jovens têm medo de viver de outro modo daquele imposto pelos grandes meios; medo de pensar diferente, medo de agir como age o Evangelho porque se sentem obrigados a seguir aquele padrão de vida que a sociedade diz ser a moda do momento. É contra essa ditadura psicológica que Jesus faz referência. Ele é claro: nesse processo que manipula nosso modo de viver tem elementos que fazem perder o corpo e a alma. Aqui Jesus faz referência ao aspecto positivo do medo. Ter medo de quem pode levar a vida ao precipício, tanto corporal como espiritual. Ter medo daqueles que fazem a cabeça da moçada e os incentiva a viver sem responsabilidades, sem respeitar um ao outro, a arriscar-se em baladas que tiram a paz interior e os fazem sempre mais violentos. Destes precisamos ter medo, diz Jesus, porque matam a alma de nossa juventude e matam a alegria de tantas famílias. Este é o lado positivo do medo positivo, que protege a vida e a serenidade do espírito”.

Jesus insiste sobre o valor que temos perante Deus. Hoje somos convidados a fazer uma experiência profunda de fé e assumir o compromisso de inerentes do compromisso com Mestre. “Aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que esta nos céus” (Mt 10,32). A realidade do testemunho será fundamental para a Evangelização e o anúncio da Boa Nova de Jesus. O Evangelho nos impele a sair (= ser missionário), a ter coragem, a ter firmeza na fé... principalmente frente a uma sociedade secularista e hedonista onde os valores espirituais e do evangelho estão se perdendo pouco a pouco.

Contudo, mesmo diante das incertezas da vida Jesus nos convida a superar os medos, a optar por Ele e ter a certeza de que, como discípulos missionários, valemos muito aos olhos do Pai e nada nos acontece sem que Ele o permita quando Ele afirma: “vocês valem mais do que muitos pardais” (Mt 10,31)
(enviado por fr. João)

20 de junho de 2008


Hoje é o aniversário de um homem muito especial para mim, Normando de Araújo Rosas Júnior, que além de ser meu maridão também é um colaborador do Blog Somos Servos. Sendo assim não poderia deixar de fazer a minha homenagem, simples, mas sincera.
Só quero dizer Normando que você é muito especial, você vive me dizendo que eu sou um presente de Deus na sua vida, mas isso não é verdade porque quem recebeu o presente foi eu. Te Amo , Te admiro e só quero pedir a Deus que cuide sempre de você porque você é de fato um servo do Senhor. O Pedro manda dizer que Te Ama também que você é o melhor Pai do mundo, ele disse que te ama do tamanho do universo, rsrsrsr.
Feliz Aniversário !!!!!!!!!!
Que Deus te abençoe !

14 de junho de 2008

11° Domingo Comum - A messe é grande

O Evangelho deste 11º Domingo do Tempo Comum narra algumas ações bem concretas de Jesus. Fala da sua compaixão, porque a multidão não tem pastor; fala que a messe é grande e os operários são poucos; fala do chamado dos apóstolos e fala do envio e do anúncio do reino dos céus.
O Evangelista Mateus diz que Jesus, ao ver as multidões, “compadeceu-se porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9,36). Certamente eram muitas pessoas (=multidão) que estavam em busca de Jesus para serem curadas (Mt 4,25). Mas, também podemos ver que Jesus multiplica os pães para uma multidão de pessoas (Mt 14,19). Na mentalidade dos fariseus essas pessoas eram massas populares, ignorantes, que não guardavam a lei, e portanto malditas (=mal faladas), ou seja, povo da terra. É a este povo que Jesus dá sua total atenção.

Jesus fala para os discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9,37). A grande preocupação de Jesus é com o povo, “marginalizado e totalmente fora do contexto social” e sem nenhuma orientação. Os fariseus desprezavam o povo por sua ignorância e por sua deficiência em cumprir a lei. Os líderes, fariseus e saduceus, e as autoridades da época se comportavam como pastores mercenários para os quais as ovelhas importavam menos do que o próprio interesse (Jo 10, 12; Ez 34,1ss). Jesus se revela como pastor e porta: “eu sou a porta... eu sou o bom pastor” (Jo 10,7.11). Neste sentido Jesus Cristo é o enviado do Pai para conduzir este rebanho (= multidões) e dar a vida por elas. E pedindo ao Pai que envie operários e que essas pessoas escutem a voz do único Pastor e se tornem verdadeiramente um só rebanho e um só pastor.

Então Jesus chamou os doze e deu-lhes poderes... (Mt 10,1). Então seria importante entender que a mesma autoridade de Jesus, ele transmitiu aos discípulos. Ou seja: Deu-lhes poder ou faculdade de: expulsar espíritos imundos; de curar toda doença e toda fraqueza. De fato, uma vez enviados, puderam constatar que a autoridade funcionava e voltaram exultantes. Segundo o pensamento da época, as doenças, especialmente com febre, eram parte de espíritos malignos que podiam obedecer às ordens de um ser superior, como no caso do centurião [Lc 7, 8-9] que também fala do poder e o caso da sogra de Pedro a cuja febre Jesus conjurou como se fosse um mau espírito (Lc 4, 39).
O número doze... recorda as doze tribos de Israel. Os Doze Apóstolos é o símbolo do início de um novo tempo, um novo povo formado a partir dos ensinamentos de Jesus. O Livro do Êxodo fala sobre a formação do Povo e diz assim: “se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, porque minha é toda a terra. E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19,2-6ª).Portanto este povo de Deus sacerdotal, profético e real, tem por chefe Jesus Cristo, tem por lei o novo preceito do amor... “Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos” (Jo 13,35).

Jesus envia os doze e lhes dá autoridade para anunciar em seu nome. Os discípulos são enviados, sobretudo, “às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 10,6). O povo da região da Galiléia foi considerado por muitos como “gentílica” ou misturada com os pecadores natos, como eram os Gentios. Neste sentido parte dos galileus estavam em pecado e, portanto fora do contexto social. Por isso que Jesus os considerou como “ovelhas perdidas de Israel”. É a eles que Jesus envia os seus discípulos para que eles orientassem com estas palavras: “O Reino dos Céus está próximo” e também para curar os doentes, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos e expulsar os demônios (Mt 10,8). É com este espírito que os discípulos começam a experimentar o seguimento de Cristo. Jesus ainda insiste na experiência da gratuidade (Mt 10,8). Ele não quer que seus seguidores tenham uma mentalidade de dar e ter que receber. Seguir a Jesus significa “romper” com esquemas pré-fixados e interiorizar a espiritualidade da gratuidade. O novo “povo sacerdotal”, a Igreja, não é uma entidade separada do mundo, fechada em si mesma. Ela existe para evangelizar. Por isso “quando a Igreja toma consciência de si, torna-se missionária” (Papa Paulo VI). Hoje, inspirando no Colégio Apostólico, a Igreja renova o seu compromisso com Jesus, sendo discípula missionária e anunciado o Evangelho da Vida, para que todos os povos tenham vida e vida em abundância.

O que diria Jesus ao contemplar o nosso mundo, a nossa sociedade e o nosso povo?

Ele ainda estaria contemplando multidões cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor.

Deus continua precisando de pessoas disponíveis para continuar a sua obra de Libertação e Salvação. Existem muitas pessoas batizadas que ainda não tomaram consciência da sua missão evangelizadora. O “Doze representam a totalidade e as “colunas” da Igreja. Nós, a partir do nosso Batismo fazemos parte desta Igreja fundada Por Jesus Cristo. Contudo, qual seria a missão dos discípulos de Jesus? Certamente Cristo estaria indicando a missão entre “as ovelhas perdidas de Israel”. Hoje seria lutar contra tudo o que escraviza o homem e o impede de ser feliz. Por outro lado:

- há estruturas que geram guerra, violência, terror, morte: a missão dos discípulos de Jesus é contestá-las e desmontá-las;
- há "valores" que geram escravidão, opressão, sofrimento: a missão dos discípulos de Jesus é recusá-los e denunciá-los;
- há esquemas de exploração que geram miséria, marginalização, exclusão: a missão dos discípulos de Jesus é combatê-los.

Sabemos que a proposta de Jesus é libertadora e deveria estar presente na vida dos seus discípulos em qualquer lugar onde houver um irmão vítima da escravidão e da injustiça.
Vamos procurar fazer a experiência do seguimento de Cristo e transmitir alegria, coragem e esperança, principalmente para aqueles que vivem imersos no abatimento, na frustração, no desespero, etc...

Vamos ser um sinal do amor e da ternura de Deus para aqueles que vivem sozinhos e marginalizados.

Vamos ser multiplicadores da missão evangelizadora na certeza de que estaremos pedindo ao Senhor da messe que envie missionários para anunciar o Evangelho da vida no meio do nosso povo.
(enviado por fr. João)

8 de junho de 2008

Não troco minha fé


Não troco minha fé por outra fé
Não troco minha paz por outra paz
Não deixo a minha santa religião
Por outra que garante a salvação agora e já!
Respeito quem não crê como acredito
E peço que também os abençoe meu Senhor
Sou santo e pecador e minha Igreja também é
Porém não troco a minha fé por outra fé

Aceito questionar a minha fé
Aceito questionar a minha paz
E sei que a minha santa religião
Tem muito que aprender e mais ainda que mudar
Mas fico aonde estou porque acredito
E luto pra mudar a minha Igreja pra melhor
Católico eu serei com muito orgulho e muito amor
Não vou deixar a minha Igreja não senhor
Sou santo e pecador e minha Igreja também é
Porém não troco a minha fé por outra fé

Porém não troco a minha fé por outra fé
Pe. Zezinho

6 de junho de 2008

10° Domingo Comum - Quero a misericórdia e não o sacrifício

O Evangelho deste domingo narra o chamado que Jesus fez a Mateus. Mateus era um publicano, cobrador de impostos e, portanto pecador. Jesus olhou para ele que “estava sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: segue-me! Ele se levantou e seguiu a Jesus” (Mt 9,9). É a realidade de um chamado e de uma resposta imediata.

Outro dado importante que nos apresenta o Evangelho é o fato de Jesus estar fazendo uma refeição com os pecadores e os cobradores de impostos (Mt 9,10). Esta realidade é observada pelos fariseus que perguntaram aos discípulos de Jesus: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” (Mt 9,11).

Neste sentido seria importante perguntar: No tempo de Jesus, quem são os fariseus? “Fariseu quer dizer separado. Eles eram aliados à elite sacerdotal... São nacionalistas e hostis ao império romano... No terreno religioso, os fariseus se caracterizam pelo rigoroso cumprimento da Lei em todos os campos e situações da vida diária. São conservadores zelosos e também criadores de novas tradições... Esperavam um messias político-espiritual, cuja função será precipitar o fim dos tempos e a libertação de Israel. Esse messias será alguém da descendência de Davi. E, para os fariseus, a estrita observância da Lei, a oração e o jejum provocarão a vinda do Messias. Os fariseus e os doutores da Lei simpatizam-se, a ponto de muitos doutores serem também dos fariseus” (cf. Bíblia – Edição Pastoral, Ed. Paulus).

Percebemos em Jesus uma liberdade muito grande onde Ele acolhe a todos, principalmente aqueles que “são rotulados” de pecadores e que “não praticam” a lei e tampouco seguem os preceitos. Porém a principal proposta de Jesus é a conversão e a mudança (=transformação) total de vida. Os fariseus, fechado em suas leis e tradições, se orgulhavam de serem bons praticantes da religião e na oportunidade questionaram a atitude de Jesus. Em outras palavras, resistem ao processo de conversão e a mudança de vida.

Jesus, diante dos questionamentos feitos pelos fariseus, explica: “aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas, sim, os doentes. Aprendei, pois, o que significa: quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9,12-13). Para Jesus o importante é a abertura de coração, conversão e mudança de vida. A nova dimensão do Reino de Deus, anunciado por Ele, é a oportunidade e a decisão de começar uma nova vida. Na Sagrada Escritura encontramos algumas orientações em que os profetas alertam e que foram assumidas por Jesus: “esse povo me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim" (Mt 15,8; Is 29,13). A realidade é esta: a partir do encontro pessoal com Cristo começa a existir um ritmo de vida diferente, mais humano, fraterno e evangélico. Não basta “cumprir” os mandamentos para estar em paz com Deus. É preciso seguí-lo com um espírito renovado.

Jesus fala da misericórdia. Misericórdia significa olhar para a miséria do outro com o coração e não com a razão. Os fariseus olhavam para os pecadores com os esquemas da Lei. Jesus olha para o pecador com o coração e afirma: “quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9,13). E ainda: “bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7). Contudo, perceberemos a preferência do Mestre pelos pecadores. Por que? Porque eles, uma vez esclarecidos da sua falta, encontravam em Jesus a misericórdia, a acolhida, o respeito. Por outro lado, eram humildes, sinceros e queriam mudar de vida. Assim aconteceu com Mateus (Mt 9,9), a Pecadora (Lc 7,36-50), o Fariseu e o Publicano (Lc 18,10-14), a Samaritana (Jo 4,1-42), a mulher pecadora (Jo 8,1-11).

Certamente, desejamos um mundo melhor e cheio de paz. Jesus tinha consciência de que sua missão era instaurar o Reino de Deus e a sua justiça. Ele propõe o seguimento e o discipulado missionário. Mateus e outros responderam imediatamente o convite. Talvez estejamos satisfeitos porque “cumprimos” os mandamentos de Jesus e da Igreja. Ou porque participamos das atividades pastorais e comunitárias e com isso já “garantimos a salvação”. Os fariseus se achavam orgulhosos porque eram praticantes da Lei e os pecadores ficavam de fora do templo, não podiam ter acesso à Palavra e etc... Jesus propõe que a comunidade (= Igreja) deveria ser espaço de acolhida para todos aqueles que o mundo exclui e marginaliza. O Documento de Aparecida fala da inclusão, sobretudo dos “sobrantes” da sociedade.

São Pedro afirma que “Jesus andou por toda a parte fazendo o bem” (At 10,38). Passar fazendo o bem é próprio de Deus e de Jesus, é típico da misericórdia divina ter esta atitude dinâmica que leva Deus a sentar-se à mesa com o homem e a mulher, independente de ser santo ou pecador. A mesa e, sobretudo a Eucarística, (= mesa do pão) torna-se um local da dinâmica misericordiosa de Deus, onde Deus se aproxima para fazer comunhão, torna-se fonte de partilha, local revelador onde Deus se manifesta em profundidade, como acontecera com os Discípulos de Emaús (Lc 24,28-31). No texto do Evangelho deste domingo, vemos a experiência de Mateus que depois de partilhar a mesa com Jesus, ingressa no seguimento (= “vem e segue-me”), faz-se discípulo e inicia o conhecimento profundo de Deus caminhando nas estradas do mundo com Jesus.
(enviado por fr. João)

Sagrado Coração de Jesus




Coração Santo tu reinarás, e o nosso encanto sempre serás.

Estamos em festa!!!!!

5 de junho de 2008



Deus seja Louvado pelo blog Somos Servos que nos aproxima cada vez mais de Deus e nos permite partilhar as nossas experiências a caminho da Luz!


Que nós possamos cada vez mais usar este canal de graça para Evangelização e crescimento espiritual.


Ser Luz
A decisão que tomamos de sermos Luz, de sermos instrumentos de cura e não de perdição, requer mais do que boa vontade! A boa vontade todos nós temos, o que vai fazer a diferença são as nossas atitudes que serão tomadas a partir dessa decisão de sermos FILHOS DA LUZ. É certo que a boa vontade é valida, porém é necessário que caminhemos para a próxima fase que é a fase da reeducação, a qual exige de nós disciplina, humildade e perseverança, qualidades estas que só podemos manter se nos interligarmos ao Pai através da oração,vivência da palavra e ação do Espírito Santo em nossas vidas, essas que devem se tornar uma rotina para nós. Pois sabemos que não é fácil arrancar as trevas que entraram em nossos corações e tornaram-se verdade para nós.... Precisamos ir em direção à Luz para que não sejamos escravos dessas mentiras, pois a verdade não nos escraviza, ela nos liberta.


Quando existe algo em nossas vidas que nos levam por caminhos que nos entristece, que nos faz sentirmos estranhos em nós mesmos podemos ter a certeza de que isso não é a verdade! É um "corpo estranho" dentro de nós que devemos lutar e até guerrear se for preciso para que este "corpo estranho" seja expulso do nosso coração e as armas, os anticorpos precisam ser alimentados através do Corpo do Senhor, a Eucaristia.


Pois se não nos fortalecermos no Senhor não conseguiremos resistir. Este é um processo de libertação da nossa alma, e o mesmo é demorado e doloroso mas nos leva para a Luz, para paz interior ; que nos nos proporciona o encontro com o Pai, o filho e o Espírito Santo.


E mesmo após este encontro, devemos continuar a luta; Devemos orar e vigiar pois as marcas estarão lá, é como um viciado que não faz mais uso da Droga, mas continua sendo um dependente. Se experimentá-la de novo cairá!


Sejamos Filhos da Luz e instrumentos de cura a todos ao nosso redor!


Somos Servos


Se eu não poder ser Luz , também não serei trevas.


Fabiana Ferreira da Silva

3 de junho de 2008

Parabéns Somos Servos! Ano II

O mundo, através da Igreja de Jesus, vive a experiência do amor.

O Dicionário Aurélio, entre várias definições, se refere ao amor como dedicação ou devoção, mas podemos ainda definir o amor como afeição, compaixão, misericórdia, doação. O amor ágape, que tem sua origem em Deus, torna o homem um ser altruísta capaz de viver com desprendimento sua vida em função do bem-estar do seu próximo, torna o homem capaz de relacionar-se com Deus e com os irmãos.

Moisés, inspirado por Deus, escreveu os Mandamentos da Lei de Deus, dez diretrizes sob as quais o homem deveria viver para seguir os caminhos que levam até o céu. Mas quando o próprio Deus quis fazer a experiência de ser homem, pediu que observássemos apenas um mandamento, o maior de todos, amar. Quando o verbo se fez carne instituiu na terra um novo mandamento, amar como somos amados, amar como queremos ser amados, portanto, Deus define o amor como uma prática e não um mero sentimento.

Ágape, amor que se pratica.

No dia 4/6/07 nasceu Somos Servos, certamente brotando do coração do Pai, um instrumento onde o amor não é um mero sentimento, mas a prática diária da caridade que constrói o reino através da evangelização e da doação. Neste primeiro ano vivemos a feliz experiência da partilha dos dons que Deus concede aos que se deixam guiar pela luz do Espírito Santo, a feliz partilha da amizade e do verdadeiro e profundo amor fraterno.

Parabenizo a todos os servos colaboradores e desejo que neste segundo ano possamos ainda mais ser instrumentos do amor, canais da graça celeste e contrutores da paz, que possamos através deste meio de comunicação ser reflexo de Jesus, que é o rosto humano de Deus, e sem jamais esquecer de buscar inspiração no mais perfeito modelo dos cristãos que é Maria Santíssima, mãe de Deus e nossa.

Obrigada Senhor Jesus, por permitir que um dia pudéssemos nos encontrar aqui para falar de Ti!

Paz irmãos. Que o Espírito Divino seja nossa luz neste chão da evangelização.


2 de junho de 2008

Peçamos ao Senhor que venha nos guardar.



Temos que pedir todos os dias a poderosa ação do Espírito Santo em nossas vidas para que mediante as trevas e a luz nós possamos sempre escolher a luz, que é Jesus. Mesmo quando a névoa da confusão manifestar-se em nossos corações e impedir a visão ao nosso redor, que nós possamos escolher Jesus!

Pois somente assim poderemos ser instrumentos de curas para todos aqueles que estão ao nosso redor! E para nós mesmos!



Fabiana Ferreira da Silva.



Boa Semana para todos!!!!!