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30 de janeiro de 2008

Missionária em Timor Leste

"Sou Irmã Maria Nieta Oliveira, Religiosa da Congregação das Irmãs Josefinas, Missionária no Acre. No ano de 2004 fui enviada a participar da Missão em Timor Leste, uma pequenina ilha escondida entre as milhares de ilhas que compõem o grande arquipélago da Indonésia, no Oceano Pacífico, a sudeste da Ásia.

Parti em março de 2004, levando na bagagem a confiança, a esperança e o desejo de servir a Deus no Povo. Chegando lá, encontrei um país destruído pela guerra contra a Indonésia. Um país renascendo das cinzas. Encontrei um povo sofrido, mas não desesperado, um povo de cabeça erguida por ter resistido, defendido sua terra e conquistado sua autonomia.
(Obs.: O povo timorense resistiu e lutou durante 25 anos contra a Indonésia.)

Éramos 07 (sete) Missionárias Brasileiras entre Religiosas e Leigas, mas estavam lá também muitos outros brasileiros em missões diferenciadas: Educação, Saúde, Militares, Evangélicos, ONU... todos dando sua parcela de colaboração àquela nação que renascia das cinzas e queria crescer – a nação mais jovem do planeta – Timor Leste é nossa irmã (assim como o Brasil, foi colônia portuguesa).

Nós, Missionárias Brasileiras, atuávamos em várias frentes de trabalho: Formação dos seminaristas, Religiosas e Lideranças, Educação, Catequese, Pastoral da Criança, Pastorais Paroquial e em Projetos de Promoção Humana e Geração de Renda.

Viver a Missão em Timor Leste, foi uma experiência profunda do amor de Deus. Foram momentos ricos de convivência, onde pude partilhar a vida e a sorte do povo. Vivenciei a riqueza da cultura com seus ritos, danças e vestes tradicionais, dos costumes, da língua, e organizações próprias.

E assim passei três anos e meio naquele chão bendito. Chão de gritos e dores, chão de suor e mortes, sangue derramado e dispersão do povo pela guerra, chão de sofrimentos pela fome, pobreza, doenças, terra seca, falta de infra-estruturas básicas de vida, chão queimado e marcado pelas ruínas e destroços da guerra. Mas é, sobretudo, um chão fértil para se lançar a semente do Evangelho, um chão aberto para acolher a novidade de Jesus e seu Reino.

Timor Leste é ainda uma criança, aprendendo a dar os primeiros passos. Por isso, é tempo também de sonhar, é hora de semear a paz e a esperança e reconstruir o país, onde as pessoas tenham seus direitos respeitados e vivam sua cidadania com dignidade e as crianças possam crescer e se desenvolver alegres e felizes."

Que o testemunho de nossa irmã Nieta seja para nós, povo de Deus, a confirmação de que o amor pelo próximo ultrapassa qualquer barreira, vai além das linhas imaginárias do mapa e realiza no meio da humanidade o projeto de Jesus, um projeto chamado céu!
Obrigada irmã Nieta, por fazer de sua vida um ato de amor pelo seu próximo. Obrigada por fortalecer nossa fé e esperança num mundo melhor. Que seus pés façam florescer o amor e a semente do Evangelho por onde quer que você vá!
Paz do Senhor irmãos! Que a Virgem Santíssima rogue a Deus por nós!

26 de janeiro de 2008

Alegremo-nos no Senhor

"Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! Não se inquietem com nada."

Filipenses 4,4.6

Atualmente é comum vermos multidões que são guiadas por vitrines recheadas de produtos "supérfluos", seres humanos que para preencher a vida de felicidade precisam apenas consumir algo: roupas, produtos eletrônicos, carros, drogas, álcool. Ter um cabelo bonito, ser ícone da beleza ou da inteligência humana, ocupar cargos importantes, eis a ambição da humanidade, o pico mais alto onde se quer chegar, mesmo que para isso seja necessário esquecer de si mesmo ou do Princípio de tudo, mesmo que para isso seja necessário viver escravizado pelo mal da depressão e da falta de coragem, pois assim é que se vive longe de Deus. E vivendo assim caminhamos inquietos sobre este mundo, procurando muitas vezes o inatingível para nossa alma, buscando um mundo que jamais esteve nos projetos de Deus e do céu que nos aguarda pelo infinito, e o infinito é muito tempo para vivermos longe do céu meus irmãos, muito tempo! Me amedronta as vezes o caminho por onde segue a maioria dos homens! Parece que perdemos a capacidade de olhar o outro e ver nele a presença de Deus, e de ver a nós mesmo, pois somos feitos a imagem e semelhança do Criador.
O apóstolo diz na carta aos Filipenses que devemos buscar e ocupar-nos com tudo que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso e virtuoso, e não podemos nos ocupar de nada disso se continuamos com o olhar fixo em tudo aquilo que se opõe a nossa natureza divina de filhos do Deus eterno.
Meus irmãos, não há felicidade sem Deus! Não há vida sem Deus! Quando buscamos nossa felicidade em nós mesmos ou naquilo que podemos produzir apenas pelo nosso próprio esforço e apenas para o nosso bem estar, nós descobrimos que não é possível viver se nos comportamos como um aborto, se nos comportamos como um ser que nasceu para a vida mas prefere viver sob a sombra da morte. Nossa inquietação nos leva a lugares sombrios, porém, a confiança em Deus nos torna livres e felizes de maneira tão plena que somente aqueles que experimentam a bondade de Deus podem viver. Nisso consiste a felicidade, viver da confiança no Senhor, viver como uma estrela que irradia a bondade de Deus a todos que por nossa vida passam! Nossa alegria está na salvação com a qual Jesus nos presenteia com sua gloriosa ressurreição, e ponto final.
Não procuremos a felicidade onde ela não pode existir. Sejamos como a lua, que não tem luz própria, mas sabe refletir com perfeição a luz do sol e humildemente derrama sua luz prateada sobre as noites escuras. Certamente a lua nunca quis ocupar o lugar do sol, mas sabe aproveitar a luz que vem da estrela maior para assim cumprir o seu papel.
Não podemos mais viver como um sino ruidoso, que faz muito barulho, mas não expressa nada; não podemos viver como túmulos, lindos por fora, mas podres por dentro. Sejamos nós disseminadores da luz de Jesus, para que a humanidade possa reconhecer que não é possível ser feliz se não estamos iluminados pela luz da Estrela da Manhã que é Jesus.
E como Paulo eu repito: alegremo-nos no Senhor, alegremo-nos no Senhor!
Paz irmãos, e felicidade no Senhor, que é a nossa luz, justiça e salvação!

25 de janeiro de 2008

3° Domingo Comum - Missão de Jesus

O Evangelho desta semana nos convida a meditar e a refletir sobre a Missão de Jesus. Com o início da sua missão iremos ver a chegada do Reino. Mas para chegar a este momento importante, o texto nos mostra que João Batista “tinha sido preso” (Mt 4,12). A sua pregação provocara uma forte oposição entre as pessoas e os líderes religiosos. Por isso ele foi preso e mais tarde degolado (Mt 14,1-12). Neste sentido encerra-se a atividade do Precursor e inicia-se a atividade evangelizadora do Filho de Deus. Fecha-se o Antigo Testamento e abre-se o Novo. Jesus vai para a Galiléia, deixa Nazaré e se estabelece em Cafarnaum, “que fica às margens do mar da Galiléia” (Mt 12,13). O texto do Evangelista Mateus irá mostrar os seguintes temas importantes: 1. A realidade entre luz e trevas; 2. A dimensão profunda da conversão; 3. O chamado ao seguimento; 4. A Missão de Jesus.

1. A Realidade entre luz e trevas:
Sabemos que Jesus é a “luz do mundo”. No Evangelho de São João Ele se revela: “Eu sou a luz do mundo”(Jo 8,12). Porém, muitas passagens bíblicas comparam Deus à luz, como por exemplo: “Deus é luz e nele não existem trevas” (1Jo 1,5); “Ele habita em luz inacessível” (1Tm 6,16); “Veio ao mundo a luz verdadeira” (Jo 1,9). As trevas são uma realidade que se opõe ao Evangelho pregado por Jesus. Muitas vezes aparecem como sinônimo de pecado, do mal, das doenças, do prazer pelo prazer, do individualismo, de uma sociedade hedonista, do processo anti-comunitário, das divisões, etc... Mas o texto diz que “o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma grande luz” (Mt 4, 16). Jesus se identifica com a luz divina; a sua missão é iluminar. São João escreve no seu Evangelho: “a luz brilha nas trevas e as trevas não conseguiram apagá-la” (Jo 1,5). Mesmo nos confrontos diretos com os Mestres da Lei, iremos ver que o projeto divino que ele traz ao mundo é acender a luz de Deus no meio deste mundo.

2. A dimensão profunda da conversão:
Disse Jesus: “convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo” (Mt 4,17). A conversão é uma realidade profunda que envolve todo o nosso ser. A conversão não é um processo fácil, mas exige uma disposição interior muito grande. Na realidade, a conversão exige uma mudança radical de vida. Por isso que ela não é fácil. Porém, nesta mudança, seria importante pensar e refletir sobre as nossas atitudes, maneiras de pensar, de agir, de falar, de se relacionar, de como estou seguindo a Cristo. Em outras palavras, seria mudar de rota, de rumo etc... No tempo de Jesus, seria fazer uma opção por Ele, que implicaria deixar de pensar segundo os critérios da lei (= olho por olho...) e começar a pensar segundo os critérios do Reino proposto por Jesus. E hoje, como seria esta conversão? O nosso mundo e as nossas famílias seriam melhores se houvesse uma verdadeira conversão à luz do Evangelho.

3. O chamado ao Seguimento:
Diz o Evangelho: “Quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão e André... Disse Jesus: segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,18-19). A novidade do Evangelho de Jesus atinge as pessoas no seu dia-a-dia, provocando uma mudança radical. Ele encontra as pessoas no seu cotidiano. Assim aconteceu com André, Simão, Tiago e João. No tempo de Jesus, era comum que as pessoas seguissem um mestre, aquele com o qual mais simpatizassem. Vemos que Jesus os chama, os discípulos deixam suas atividades (= a pesca) e o pai (= família) e o seguem (Mt 4,19-22). O chamado dos discípulos, portanto, reveste-se de caráter profético, e terá como objetivo atrair as pessoas a Jesus.
O reino que Jesus inaugura requer, assim, a colaboração e o compromisso das pessoas. É proposta de ruptura (deixar as redes, o barco e o pai) para abraçar a novidade que o desafio apresenta. Comporta grande dose de risco, enquanto se deixa o estável, o que é conhecido e seguro, para optar por algo que poderá trazer novidades imprevisíveis. A única coisa que os discípulos possuem e levam consigo é a fraternidade, que, contudo, terá dimensões maiores.
Por isso que, se cada batizado se tornar discípulo (= seguidor de Jesus) e manter sua luz acesa, testemunho visível do Evangelho, a sociedade estará sempre iluminada e provocada a viver iluminada pelo Evangelho. A conversão, por sua vez, é um processo constante de quem busca viver iluminado pelo Evangelho. Assim, do ponto de vista prático, o cristão vive com uma identidade mesclada, no sentido que, mesmo depois do Batismo, ele não é luz pura; pela conversão ele vai se acendendo a cada dia. Para não perder sua identidade de discípulo e não sucumbir ao mal. Contudo, vale o conselho do Apóstolo Paulo, de revestir-se com as armas da luz (Ef 6,11-17) e, além disso, colocar sempre sua proteção em Deus, pois ele é luz e salvação (salmo 27/26).

4. A Missão de Jesus:
Escreve o Evangelista Mateus: “Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo” (Mt, 4,23). O v. 23 conclui o texto que estamos meditando. Ele é um sumário das atividades de Jesus. É assim que ele põe em movimento o reino de Deus. Essas atividades são descritas em três momentos, cujo espaço geográfico é toda a Região da Galiléia:
a. Jesus ensina nas sinagogas dos judeus. É o lugar onde o povo se reúne. Ali, Jesus transmite sua mensagem libertadora, lendo e comentando as Sagradas Escrituras. Interpreta-lhes a palavra de Deus à luz da sua missão e anuncia-lhes a liberdade. João dirá que Jesus é o porta-voz do Pai (Jo 1,18).
b. Fora das sinagogas, aos que não freqüentam as celebrações, ele prega o evangelho do Reino, ou seja, a boa nova, presente em sua vida e ações, que serão descritas ao longo do evangelho.
c. Curando toda e qualquer doença e enfermidade do povo. O reino de Deus é a salvação do homem total, reintegrando os marginalizados no espírito de uma nova maneira de se viver (= nova sociedade) por Ele inaugurada, libertando a todos de toda e qualquer forma de alienação, despersonalização, sofrimento etc. Portanto, o seu projeto é dar uma liberdade que suscita a vida para todos, e não só para alguns que se dizem entendidos da lei e do evangelho. Assim Ele demonstra ser o verdadeiro Messias que traz consigo tempos novos, a novidade do Reino (cf. Sl 146,6-12). Em outras palavras, seria o “novo céu e nova terra” (Ap 21,1).
(enviado por Fr. João)

17 de janeiro de 2008

O DOM DA VIDA

VIDA CANTADA...
VIDA FESTIVA...
VIDA SORRIDA...
VIDA VIVIDA...

VIDA AMADA...
VIDA PRESENTEADA...
VIDA DOADA...
VIDA VIVIDA...

VIDA DESPERDIÇADA...
VIDA AMARGA...
VIDA SOFRIDA...
VIDA VIVIDA...

VIDA ORADA...
VIDA CELEBRADA....
VIDA LOUVADA...
VIVA VIVIDA...

VIDA VIVIDA ...
VIDA DE DEUS...
VIDA COM DEUS.

12 de janeiro de 2008

Amor - Laço de perfeição

Façam morrer aquilo que em vocês pertence à terra... E acima de tudo, vistam-se com o amor, que é o laço da perfeição.


Colossenses 3, 5.14


"Vistam-se com o amor, que é o laço da perfeição", este é o legado deixado por Jesus e professado por Paulo.
Você já reparou nas crianças? Quando ainda são bem pequenas, nem sabem falar ou andar ainda, mas se o pai chama a criança é capaz de pular de uma grande altura até seu colo, pois tem certeza de que será apanhada por aquele que a chamou. Quem nunca viu uma cena dessas?
Em sua inocência uma criança tem certeza da proteção que recebe daquele que a chama de "meu filho", e sem medos ou dúvidas ela se lança como se estivesse se precipitando para o lugar mais seguro, pois naquele momento não há perigo ou inconstância, naquele momento há apenas o colo de um pai que lhe promete segurança ao cair.
Meus irmãos, nisso consiste se vestir com o laço da perfeição que é o amor de Deus. Assim como uma criança precisamos estar disponíveis ao colo de Deus, mesmo que para isso seja necessário nos lançar num precipício, pois somos convidados a lançar tudo ao colo do Pai. Somente aquele que consegue se despojar de sua própria vida pode lançar-se em Deus com tanta profundidade, a ponto de conhecer o sentido de sua própria existência, pois nada pode separar um justo do amor de Deus, o justo vive pela sua fidelidade.
Você acredita no poder de Deus? E por que não acredita que Ele realizará Suas promessas? Pois se acreditamos meus irmãos, logo somos capazes de nos lançar sem medo algum nos caminhos que Ele mesmo tem trilhado, e isso é um fato. Precisamos amar Deus como uma criança ama seu pai, que é um homem! Se vivermos uma fidelidade assim, uma confiança assim tão simples como só uma criança vive, veremos os frutos do Reino de Deus em nossas vidas.
Se vestir do amor perfeito é o grande passo que precisamos dar para que possamos declarar que somos verdadeiramente livres em Cristo e assim poder ser mais forte e ir mais longe na comapanhia paterna do Deus que nos criou. Mas para isso necessitamos limpar nosso ser de todo o crime, maldade, impunidade e sentimentos mundamos, ou seja, fazer morrer em nós tudo aquilo quem em nós ainda pertence a terra. Para isso meus irmãos, precisamos está atentos aos preceitos de Deus e nos dedicar cada dia mais na contrução do Seu Reino nesta terra, pois o céu pode ser vivido agora mesmo, aqui e hoje, basta que voltemos nossa face aos céus e busquemos viver as coisas do alto, de onde viemos e para onde iremos viver por toda a eternidade, de acordo com nossa própria construção.
O que ainda nos impede de lançar nossas vidas de forma plena nos braços do Pai? A quem estamos confiando nossa existência afinal?
Ainda vivemos sob grandes mazelas neste mundo, ainda há muito para fazer e muito para acertar, por isso temos que correr contra o tempo. Ou você sabe o dia que o Senhor da messe vai voltar? Acho que não! Então, como uma criancinha, derreta-se de amor por Deus e não exite em lançar-se de uma grande altura no colo Daquele que te quer bem.
E sem medo algum, amemos mais!
Paz irmãos! Que a Virgem Santíssima seja nosso exemplo, pois como ninguém, ousou lançar-se de forma plena no colo de Deus e amou até o fim.

6 de janeiro de 2008

Meu querido bambu

Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um campo. O dono costumava passear pelo jardim, um esbelto bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores e plantas do seu jardim. Este sabia que o seu senhor o amava e que ele era sua alegria. Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se do seu amado bambu.
Num sentimento de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente. O senhor disse ao bambu: "querido bambu, eu preciso de ti". O bambu respondeu:"senhor, estou pronto. Faze de mim o uso que quiseres". O bambu estava feliz. Parecia ter chegado a grande hora de sua vida, o seu dono precisava dele e ele ia servi-lo. Com voz grave o senhor disse: "bambu, só poderei usar-te se eu te podar". O bambu disse: "podar? podar a mim? senhor por favor não faça isso. deixe a minha bela figura! tu vês como todos me admiram." "meu amado bambu", a voz do senhor tornou-se mais grave ainda, "não importa que te admirem ou não. se eu não te podar não poderei te usar".
Houve um profundo silêncio... alguns soluços de lágrimas abafadas... depois o bambu inclinou-se até o chão e disse: " senhor, poda, parte, divide, toma por inteiro, reparte!". O senhor desfolhou-o. O senhor decepou-o. O senhor partiu-o. O senhor tirou-lhe o coração. Depois levou-o para o meio de um campo ressequido, a uma fonte de onde brotava água fresca. Lá o senhor deitou-o cuidadosamente o seu querido bambu no chão... Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e a outra extremidade levou-a até o campo.
A fonte cantou boas vindas ao bambu decepado. As águas cristalinas se precipitaram alegres pelo corpo decepado do bambu, correram sobre os campos ressequidos que por elas tanto haviam suplicado. Ali, plantou-se trigo, arroz, milho, feijão... Os dias se passaram... a sementeira brotou... cresceu... tudo ficou verde... veio o tempo da colheita...
Assim, o tão maravilhoso bambu de outrora, em seu despojamento, em seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa grande bênção para toda aquela região. Quando ele era grande e belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza. No seu despojamento, no seu aniquilamento, na sua entrega, ele se tornou canal, do qual o senhor se serviu para tornar fecundas as suas terras.


Autor desconhecido
Informativo Paroquial - São Peregrino
Janeiro 2008

Partilho essa mensagem para que possamos, a partir de nosso despojamento, deixar-nos podar pelo Senhor. Para que saibamos que toda poda serve para fazer crescer ainda mais a semente do amor que há dentro de cada um.

Paz!

5 de janeiro de 2008

Aliado fiel - Isaías 43

Não tenha medo!

Você é meu!

Você é precioso para mim!

Dou homens em troca de você!

Eu estarei com você!

Não tenha medo!

Isso é o que Deus nos diz no Livro do Profeta Isaías: não tenha medo, eu te chamo pelo nome, você é meu.
Meus irmãos nosso Deus sempre agiu de forma muito amável com seu povo (nós), sempre colocando no coração do homem um imenso desejo de O conhecer mais e melhor. Nessa passagem da Bíblia Deus nos fala claramente da importância que temos para Ele. O profeta fala de libertação, de amor, de cuidado, fala de um Deus que tem cuidado de nós mesmo quando atravessamos águas profundas e torrenciais ou mesmo quando precisamos atravessar chamas ardentes, e mesmo quando não conseguimos sentir sua presença no meio do povo Deus tem sondado nossas vidas e conhecido nossas entranhas como um Criador que sabe de cada detalhe sobre sua criatura, pois assim somos para Deus, absolutamente conhecidos, incrivelmente amados.
Isaías é o profeta que anuncia o Messias, ele sempre pregava que o Salvador estava próximo, sempre anunciava o Libertador que viria para orvalhar a terra seca na qual o povo havia vivido durante muito tempo. E eu garanto que se Isaías tivesse a oportunidade de adorar Jesus na Eucaristia como nós o temos, suas profecias seriam ainda mais fervorosas do que foram.
Se Deus realizou tamanha obra na vida de Isaías, será que também em nós não realizará obras magnifícas?
Somos adoradores por natureza. Nascemos exclusivamente para servir e adorar ao Deus da vida, e é por isso que Ele mesmo vem e nos diz: NÃO TENHA MEDO! EU TE AMO!
É emocionante refletir sobre o amor de Deus, mesmo escrito há milhares de anos, ainda antes da primeira vinda do Senhor, e sendo hoje capaz de nos fortalecer e impulsionar a viver nossa fé e nossa missão sem barreiras ou desânimo. Quando nosso Deus nos diz NÃO TENHA MEDO, POIS EU TE AMO, Ele sabe do que somos feitos, sabe que somos divinos mas também somos barro, somos pó, sabe que para viver a missão cristã necessitamos que Ele estaja sempre conosco. E por isso nos diz que juntará tudo que está espalhado e libertará tudo o que está sob as cadeias da falta de fé, pois é capaz de se doar sem medida para nos salvar e fazer felizes, é capaz de subir numa cruz só para nos dizer que nos ama e que é possível viver os projetos do Pai mesmo quando parece difícil.
VOCÊ É PRECIOSO diz o Senhor, somos todos nós infinitamente preciosos para Deus, assim como Ele mesmo é infinita misericórdia. Nosso Senhor não tem limites para amar àqueles que Ele mesmo criou por amor, e tem sido para nós o verdadeiro aliado fiel.
Meu irmão, Deus tem pagado um alto preço por você desde o momento em que permitiu que sua vida florescesse no ventre de sua mãe, portanto, viva como um filho que está sob os cuidados de um Pai que fez uma aliança eterna de amor com os seus e que por sua fidelidade infinita jamais abrirá mão do que prometeu, e está disposto a trocar tudo para libertar e reunir o seu povo, seus filhos. Deixe que floresça em seu coração , cada dia mais, o desejo de conhecer e amar o Deus que te criou para ser feliz.
PARA MINHA GLÓRIA EU OS CRIEI, EU OS FORMEI, EU OS FIZ.

Essa é nossa responsabilidade, contemplar e manifestar através de nossas vidas a Glória de Deus!

Paz irmãos! E que a Virgem Maria seja nossa intercessora no céu!

3 de janeiro de 2008

EPIFANIA DO SENHOR

 A Epifania marca a fase final do ciclo do Natal. Ela celebra a manifestação (epifania em grego) de Deus ao mundo, simbolizada na figura dos reis magos que, representando o mundo inteiro, vão adorar o menino Jesus em Belém. A liturgia retoma o tema da luz. Este tema é muito profundo na história do povo de Israel. Ele aparece em diversos momentos, como por exemplo: na criação vemos que Deus separou a luz das trevas (Gn 1,4-5); na missa da noite do natal o Profeta Isaias dizia: "o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu" (Is 9,1); no Evangelho Jesus se revela: "Eu sou a luz do mundo" (Jo, 8,12); e ainda: "vós sois a luz do mundo" (Mt 5,14). Assim poderemos ver  que esta luz brilha não só para o povo oprimido, mas para todos os povos, que na visão profética de Isaias, universaliza a salvação e a libertação do povo exilado na Babilônia. Desta maneira, Jerusalém, será restaurada após o exílio babilônico e será o centro para a qual todos os povos se convergirão em caravanas. Nesta perspectiva e com este espírito é que os reis astrólogos do oriente procuravam o messias nascido na cidade de Davi, para adorar e oferecer seus presentes.

      No Evangelho, Mateus relata a vinda dos Reis Magos até Belém para "adorar" o Rei dos Judeus. (Mt 2,2). Quem eram os Reis Magos? Segundo a tradição da Igreja, Belquior, Gaspar e Baltazar
eram sábios, estudiosos da natureza, astrólogos e pagãos vindos do oriente e por isso perceberam uma estrela brilhar diferente. Mas o Evangelista traduz a fé de que Jesus é o Messias universal numa narração que descreve a realização da profecia da qual nos fala o profeta Isaias: "os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora" (Is 60, 3). Desta maneira, os reis magos (astrólogos), orientados e guiados pela estrela, perceberam uma luz brilhar sobre a cidade de Belém, a cidade de Davi, nas proximidades de Jerusalém. O profeta Miquéias, também profetizou: "Tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre as principais cidades de Judá! É de ti que sairá aquele que há de ser o chefe de Israel!" (Mq 5,1). Os Magos percebendo a estrela brilhar (= luz que ilumina) desejaram ver "o recém nascido", o Rei dos Judeus. Eles Queriam adorá-lo e oferecer-lhe seus ricos presentes: presente de Rei, o ouro; um presente de Deus, o incenso; e um presente de homem que morre, a mirra. O Rei em "exercício", Herodes, juntamente com os doutores e os sacerdotes não consegue ver a estrela que brilha perto dele; é obcecado por seu próprio brilho e sede de poder. O Salmista reza assim: "os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhes seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo e todas as nações hão de servi-lo" (Salmo 72/71). Porém é significativo o medo de Herodes. Os Magos lhe perguntam: "onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?" (Mt 2,2). A sua atitude foi furiosa, que "mandou matar todos os de Belém e de todo território vizinho, de dois anos para baixo" (Mt 2,16).

      Depois do encontro com o Rei Herodes, a estrela-guia foi iluminando os Magos até brilhar (=iluminar) sobre o recém nascido. O texto de Mateus diz que: "sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua Mãe. Ajoelharam-se e o adoraram... e ofereceram seus presentes..." (Mt 2,10-12). Percebemos o dinamismo na luz. Ela se desloca (= a Luz profética) de Jerusalém para Belém. A Luz já não está presa às estruturas de uma cidade terrestre, mas está brilhando onde está o Senhor. Ezequiel viu a glória do Senhor deslocar-se de Jerusalém para a Babilônia, porque lá estava o povo (cf. Ez 10,18-19; 11,22-23). Hoje a Luz se desloca para Belém porque lá está o Senhor. Assim se realizam as profecias. Contudo, o mundo de Herodes está "envolvido nas trevas do poder". O verdadeiro Rei dos Judeus nasce fora dos muros de Jerusalém. O trono do "recém-nascido" é uma manjedoura (= coxo, onde se coloca alimentos para os animais). Jesus nasce pobre e indefeso. O seu poder é de outra natureza. Ele não se defende, não tem medo. Ao seu redor se unem os povos que vêm de longo (=magos). Eles optaram por obedecer os sinais de Deus (=estrela); optaram pelo Menino Salvador, contra Herodes e contra todos os que rejeitam o "menino", matando vidas inocentes. No Prólogo de São João encontramos: "a luz verdadeira, aquela que ilumina todo homem, estava chegando... a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram apagá-la" (Jo 1,9.4).

      Contudo, a Epifania marca uma atitude dos Magos: a peregrinação. Foi assim que iniciamos o Ciclo do Natal. Foi assim que no período do Advento fizemos a peregrinação de até o Nascimento de Jesus. Agora, com a Epifania contemplamos os Magos que vieram adorar e oferecer seus presentes. Eles voltaram por outro caminho (Mt 12,2). Isto significa que após o encontro com Jesus não se pode voltar a caminhar pela mesma estrada; exige-se tomar um caminho novo e um jeito novo de viver... é a conversão. A Espiritualidade do natal nos levou ao encontro com o Menino Deus e esse encontro indicou um novo caminho a seguir, ou seja, um novo modo de caminhar, um novo estilo de viver, um novo olhar para a humanidade, para a natureza – tão sofrida nestes últimos anos – um olhar missionário... e um olhar segundo os critérios do Evangelho. 

Quem somos sem Deus?


Quem somos sem Deus?


O Ano de 2008 está apenas iniciando, mas apesar de ser um novo ano trazemos junto toda uma história de vida que vivemos nos anos anteriores. Muitas lembranças traumas,alegrias... enfim cicatrizes algumas boas outras nem tanto. O fato é que a maioria de nós pensamos que por si só as coisas podem se resolver simplesmente porque o Ano Novo chegou mas a verdade não é essa . Nossas lembranças não são como a memória de um computador onde apertamos a tecla delete e pronto! Está tudo resolvido. Seria bem prático não acham?
Deixaríamos somente aquilo que nos convém .... Que fácil!
Mas nem para Jesus foi tão fácil assim. E Ele é Deus, que se fez homem para nos salvar e o fez da maneira mais sofrida possível, morreu e foi a morte de cruz. Tudo para provar seu amor . E com certeza ele não esquece o que passou por cada um de nós. E olha que não foi fácil.
Já nós queremos sempre o mais fácil, o mais rápido, o menos trabalhoso... Nossa como somos acomodados.
Todo os dias reclamamos para Deus de nossas vidas. Mas não fazemos nada para mudar será que esquecemos o que ele fez ou é porque achamos pouco o que ele viveu na cruz?
É um caso a se pensar.
Estamos sempre em busca de uma certa independência... Quando crianças queremos logo crescer ... Quando adultos queremos logo trabalhar ter nosso próprio dinheiro para poder não dar mais satisfação da nossa vida para ninguém.
Não que seja errado querer crescer, trabalhar... De jeito nenhum!
O errado é o que fazemos com essa independência que nos é dada.
Pois se quisermos de fato podemos governar nossa vida por nossas próprias escolhas sem a permissão de Deus, podemos escolher vários caminhos somos independentes, livres ....
No entanto não é garantia de felicidade. Pois sem Deus não somos nada, não somos ninguém.
Só Deus é nossa força , nosso amparo , nosso refugio, nosso porto seguro.
Somente com a ação dele em nossas vidas podemos ser melhores e seguir o caminho certo que nos levará ao céu.

O meu desejo é que este ano todos nós possamos nos encontrar com o nosso Salvador da maneira mais profunda possível.

Que possamos todos nos converte ao Senhor!

Felicidades a todos!

1 de janeiro de 2008

PAZ, PAZ, PAZ...

FELIZES OS QUE TEMEM O SENHOR E TRILHAM SEUS CAMINHOS - Assim nos fala o salmista através da liturgia.

Hoje é o dia dedicado a paz mundial.

A igreja dedica com carinho à Santa Mãe de Deus o primeiro dia do ano civil, como você já pôde refletir através das mensagens tão delicadas e profundas com as quais Somos Servos foi presenteado, e assim vive sob a inspiração santa da Mãe do Salvador e de seu SIM.

Iniciamos mais uma caminhada e colocamos nossas mãos no arado para que neste ano que nasce possamos ser, a exemplo da Santa Mãe de Deus, felizes por temer ao Senhor e trilhar os seus caminhos. Se olharmos para trás podemos vislumbrar um ano cheio de alegrias, conquistas, paz e fraternidade, porém, ainda existem algumas lacunas que precisam ser preenchidas, completadas, devido a nossa visão tão curta. Ainda existem guerras, bombas, desastres ambientais, ainda passamos fome e ainda se vive um grave processo de exclusão que foi denunciado por Cristo há séculos atrás. Por isso em 2008 o cristão é convidado a erguer ainda mais alto a bandeira da paz e assim fazer ressoar os sinos que cantam a glória de Deus! Fazer ressoar pelo mundo a bandeira da vida plena que mata a fome e sacia a sede da humanidade, o que só é possível através da proclamação e partilha do Evangelho. Para isso, segue conosco o Deus que é Emanuel, nos dando a segurança de que tudo sempre coopera para o bem dos que trilham Seus caminhos de amor!
Felizes somos nós, se semeamos a paz. Felizes somos nós, que na qualidade de corpo místico de Cristo, fomos gerados com Ele no ventre de Maria Santíssima, a Rainha da Paz.

Meus irmãos, que 2008 seja um grande ano! Que tudo se renove em nossas vidas. Que possamos nos fortalecer no Senhor e trilhar seus caminhos de evangelização e de paz. Que possamos enveredar por caminhos cada vez mais profundos, e se necessário estreitos, para ofertar os frutos mais preciosos para o Senhor! E quando for difícil que possamos chamar ABA PAI, PAPAIZINHO!
Que ouçamos falar de amor, de paz, de paz, de paz, de paz...

FELIZ 2008! FELIZ MISSÃO! E MUITA PAZ!!!!

Feliz Ano Novo

Estamos iniciando mais um ano e neste dia dedicado a Mãe de Deus, temos muitos motivos para agradecer: por mais um ano que passamos, por todas as graças que Deus nos oferece a cada dia, pelos amigos que encontramos e até pelas dificuldades que de certo modo nos ajudam a encarar a vida diferente e nos proporcionam mudanças. Com este sentimento de gratidão por tudo que nos aconteceu neste ano que passou, venho lhe desejar um 2008 cheio de muita paz, alegria e esperança no futuro. Que o Menino Deus e sua querida Mãe lhe protejam sempre, dando o que mais precisas para continuar sua missão.


 

(mensagem de Ir. Aparecida)