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30 de novembro de 2007

RECOMEÇAR


Quando a dor é bem mais forte e o riso silêncio se faz

Quando a lágrima teimosa já rola e não quer parar mais

Ó Senhor, é tempo de olhar mais longe

É hora de esconder-me bem dentro do teu coração

E o amor que vejo em teu olhar me dá novo sentido pra viver

E assim recomeçar

Recomeçar a viver, recomeçar, reencontrar você

Recomeçar porque você, Senhor, é a luz que ilumina os passos meus

Eu posso confiar

Recomeçar a viver, recomeçar reencontrar você

Recomeçar re-aprender amar, sem medo de perder-me em teu amor

Em ti eu posso sim

Recomeçar a viver, recomeçar, reencontrar você

Recomeçar porque você, Senhor, é a luz que ilumina os passos meus

Eu posso confiar

Recomeçar a viver, recomeçar reencontrar você

Recomeçar re-aprender amar, sem medo de perder-me em teu amor

Em ti eu posso sim

Recomeçar, recomeçarRecomeçar, recomeçar a viver, recomeçar re-aprender a amar
Recomeçar, recomeçar


Suely Façanha

Natal: Toda a informação que sempre quis consultar.

Natal: Toda a informação que sempre quis consultar.

1º Domingo do Advento

O ensinamento do evangelho deste domingo marca o início do novo ano litúrgico. O tema nos orienta para o Senhor que vem e esboça a perspectiva global do "tempo cristão". Desde o início nos é apresentada a perspectiva final: a vinda do Filho do Homem.

Para entender o Espírito do Advento e da salvação cristã é preciso ver a relação entre a espera do Messias (A.T.) e a expectativa cristã. A espera do Messias (=Cristo) prefigura a expectativa cristã do "Senhor que vem", na "segunda vinda" (= nos fim dos tempos), e, sobretudo cada dia... Por isso, nós poderemos "acorrer ao encontro do Cristo que vem", como diz a oração do dia do primeiro domingo do advento.

A liturgia deste domingo nos convida a nos preparar para a vinda do Filho do Homem. Esta preparação exigiria de cada um de nós e de cada cristão a atitude de estar vigilantes. O Povo de Israel, também, esperava um libertador, esperava o tempo messiânico... O Profeta Isaias (700 a.C.) apresentava a sua visão utópica e messiânica sobre Judá e Jerusalém. (Is 2,1-5). Assim todos os povos  unir-se-ão em torno do Templo de Jerusalém. As armas serão transformadas em instrumentos agrícolas (Is 2,4). A paz nascerá e reinará porque "não travarão mais o combate" (Is 2,4). O grande convite era: "vamos subir ao monte do Senhor... que ele nos ensine a cumprir os seus preceitos... vinde todos à casa de Jacó e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor" (Is 2,3.5).

O Evangelho é um apelo à VIGILÂNCIA, para reconhecer o Senhor na sua chegada. Será assim a realização do sonho do Profeta (Mt 24,37-44). E para transmitir essa mensagem, Jesus usa as seguintes realidades:

- 1ª – A humanidade na época de Noé: os homens viviam, então, numa alegre inconsciência, preocupados apenas em gozar a sua "vidinha" descomprometida. Quando o dilúvio chegou, os apanhou de surpresa e despreparados.

- 2ª - Fala dos trabalhos da vida cotidiana: podem nos levar a negligenciar a preparação da Vinda do Senhor.

- 3ª - Coloca o exemplo do dono de uma casa, que adormece e deixa a sua casa ser roubada pelo ladrão.  

+ O que poderia significar "vigilância"?

- Será apenas estar sem pecado... para não ir para o inferno? Ou acolher todas as oportunidades de salvação, que Deus nos oferece?

Jesus continua vindo, para nos salvar e nos trazer a felicidade. E nós temos que estar sempre atentos (= vigilantes) para perceber cada vinda sua. Ele está presente nas palavras de quem nos orienta para o bem, nos gestos de amor dos irmãos, no esforço de quem se sacrifica para construir um mundo mais justo e fraterno.

Hoje, estamos vivendo um clima de mudanças... de transformações muito rápidas... e muitas vezes  surge o medo de perder o emprego...; o desemprego aumenta,e com isso a  fome e violência; por outro lado assistimos o fenômeno da busca pelo sagrado. Mas nesta busca pelo sagrado vemos o excesso de alegria de práticas religiosas sem compromisso e assim tirar a possibilidade de perceber a chegada do Senhor.

Surge um questionamento se certas liturgias e rezas festivas nos fazem mais vigilantes, mais acordados, mais atentos para a realidade que temos a obrigação de transformar ou funcionam como sonífero, que nos impedem de ver a chegada daquele que vem sem aviso prévio?

Alguns motivos que impedem a acolhida do Senhor que vem:

- Prazeres da vida: a pessoa mergulhada nos prazeres fica alienada...  De domingo, dorme... passeia... pratica esportes...   mas não sobra tempo para celebrar a sua fé na Comunidade...

- Trabalho excessivo: a pessoa obcecada pelo trabalho esquece o resto:  Deus, a família, os amigos, a própria saúde...

- Desatenção: o Distraído não vê o Cristo, presente na pessoa sofredora...    Acha que não é problema seu... é do governo... da Igreja... > Em minha vida, o que mais me distrai do essencial e me impede tantas vezes de estar atento ao Senhor que vem?

Assim, irmãos e irmãs, a liturgia deste primeiro domingo do Advento nos coloca frente ao tema da VIGILÂNCIA. Abramos o nosso espírito e nosso coração para celebrar este tempo com as atenções voltadas voltado para o nascimento de Jesus que se aproxima. Vem Senhor Jesus (Ap 22,20) e renova a face da terra.

(enviado por frei João)

YouTube - Anjos das Ruas - Rosa de Saron

27 de novembro de 2007

Nossa Senhora das Graças

"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós"

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!


24 de novembro de 2007

Toque de Amor

Do barro tu vieste, moldado a mão de Deus
Num toque de amor, a vida floresceu
Contemplo agora em ti, o Pai que te criou
a tudo deu a vida mas a ti deu amor
Tua vida é um sopro de Deus, do seu amor
É semente que a terra acolheu, e Deus regou
Tens beleza, tens valor
Do barro tu vieste, moldado a mão de Deus
Num toque de amor, a vida floresceuContemplo agora em ti, o Pai que te criou
A tudo deu a vida mas a ti deu amor
Tua vida é um sopro de Deus, do seu amor
É semente que a terra acolheu, e Deus regou
Tens beleza, tens valor
Tua vida é um sopro de Deus, do seu amor
É semente que a terra acolheu, e Deus regouTens beleza,tens valor


Essa musica é da Sueli Façanha, ofereço pro Sr. Frei Charlie,
E tenha certeza que és verdadeiramente um amigo, um verdadeiro amigo, onde encontrei apoio em momentos dificeis que passei. O Sr. me ajudou muito ,mesmo sem saber ... isso é que é incrivél, isso é ação de Deus!
Que Deus te abençõe nesta nova missão!!!!!!!!

Cristo Rei

Com a solenidade de Cristo Rei, estamos concluindo ano litúrgico (ciclo), onde caminhamos com Jesus até Jerusalém. O Povo de Israel sempre pediu a Deus um Rei. Por isso que o "Rei Davi fez com eles um aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel". (2Sm 5,3). Com a unção de Davi, como Rei de Israel, o seu reino tornou-se símbolo do Reino de paz e de justiça, que um dia Deus teria instaurado na terra. Eram as qualidades necessárias para administrar com justiça e garantir a vida do povo.

O Evangelho apresenta a realização dessa promessa: o NOSSO REI preside esse Reino no Trono da CRUZ. (Lc 23,35-43)

A Cena é surpreendente e decepcionante para os homens. Cristo não aparece sentado num trono de ouro, mas pregado numa cruz, com uma horrível coroa de espinhos na cabeça, com uma irônica inscrição pregada na cruz: "JESUS NAZARENO REI dos Judeus".

Ele não está rodeado de súditos fiéis, que o louvam, mas dos chefes dos judeus que o insultam, e dos soldados que o escarnecem. Nada o identifica com poder, com autoridade, com realeza terrena. Contudo, a inscrição, irônica aos olhos dos homens, descreve com precisão a situação de Jesus, na perspectiva de Deus: Ele é "rei", que preside, da cruz, a um "Reino" de serviço, de amor, de entrega, de dom da vida. O quadro é completado por uma cena bem significativa... Ao lado de Jesus estão dois malfeitores, crucificados com ele. Enquanto um o insulta, representando os que recusam a proposta do "Reino", o outro, no suplício da cruz, reconhece a realeza de Jesus e pede um lugar nele. Jesus lhe garante: "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso".

A cruz é o Trono, em que se manifesta plenamente a realeza de Jesus, que é perdão e vida plena para todos.

A Cruz é a expressão máxima de uma vida feita Amor e Entrega. De fato, o próprio Jesus afirmou: "quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo" (Lc 14,27).

No alto da Cruz, vemos um Jesus Transfigurado... isto nos faz lembrar o momento sublime da transfiguração (cf. 9,35)... Naquele momento Ela fora apresentado como o Eleito de Deus, o Filho amado, não no sentido triunfalista de quem exige a vida dos outros para poder viver, mas enquanto aquele que o Pai escolheu para salvar os que haviam sido postos à margem, sobretudo os pobres, os doentes, os pecadores, os excluídos... O título "Eleito" associa Jesus ao Servo de Javé de Isaías 42,1. Mediante o sofrimento e a entrega da vida, não procurando se salvar, mas dando a vida para salvar, é que Jesus se torna Messias, Eleito e Rei dos Judeus.

O episódio do "bom ladrão" é próprio de Lucas. Com isso o evangelista quer realçar as características próprias desse evangelho. Em primeiro lugar, mostra que a misericórdia de Deus jamais se esgota se as pessoas estão dispostas a aceitá-la. Em segundo lugar, afirma que justamente aí, na cruz, é que inicia a realeza autêntica: "Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar" (v. 42). A súplica do "bom ladrão" representa o grito e o clamor de todas as pessoas, principalmente os pobres, os doentes, os pecadores, os marginalizados da nossa sociedade, dos quais Jesus se lembra e começa a reinar com eles e a partir deles: "Hoje você estará comigo no paraíso" (v. 43). Temos aqui um dos pólos do Evangelho de Lucas. A atividade libertadora de Jesus iniciara a partir de seu programa na sinagoga de Nazaré: "O Espírito do Senhor Está sobre mim... Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabaram de ouvir" (Lc 4,18-21), para terminar no "paraíso", onde ele entra com aqueles que clamam: "Jesus, lembra-te de mim…" O paraíso recorda o jardim do Éden (cf. Gn 2,8), onde o ser humano experimentou a verdadeira vida em fraternidade... "tudo era bom...". Expulso de lá, pode agora retornar, sem demora, quando entra pela porta que é Jesus ("Eu sou a porta – Jo 10,8), a expressão máxima do amor e da misericórdia do Pai.

(enviado por frei João)

Obrigada fr. Charlie


Um dia desses falei sobre os anjos! Anjos são seres celestiais, cidadãos dos céus! Contemplam de perto a Glória de Deus!


Amigos são anjos! Amigos verdadeiros nos levam a contemplar a Glória de Deus ainda nesta vida, nos fazem sentir a presença do Senhor. Amigos verdadeiros não se fragilizam com a distância nem com o passar dos anos, pois os anjos são seres eternos.


Nosso amigo/anjo fr. Charlie, o mentor de Somos Servos e nosso amado irmão, recebeu uma nova missão! Deus o chamou através da voz da Igreja para servir em outro continente, do outro lado do oceano, em Roma.


Querido fr. Charlie, se Deus te chama e você atende o chamado Dele, é sinal de que será o melhor!


Certamente há grandes sonhos para nosso irmão no coração bondoso de Deus, que jamais nos convida a trabalhar na vinha se não fomos capacitados pelo Seu próprio amor.


O Blog Somos Servos deseja a você fr. Charlie vida plena em Cristo! Que sua fé o ilumine para trilhar os caminhos do Senhor! Obrigada por sua vocação! Obrigada por nos ensinar que amar é mais do que simplesmente estar perto de quem amamos, amar é, através do silêncio e do encolhimento, projetar-se a caminho do Pai e a serviço dos irmãos!


Que sua missão transborde do amor de Deus! Que o Espírito Divino seja teu guia! E que a Virgem Mãe seja tua intecessora! Você será sempre um anjo em nossas vidas! Um amigo que nos leva até a Glória de Deus!


Deixe você também, querido irmão visitante do blog, sua mensagem para o frei! Pois a vocação sacerdotal é a graça de Deus no meio de nós!


Paz queridos! E que a Virgem Maria nos cubra com seu manto!

19 de novembro de 2007

ABORTO...ABORTE ESSA IDÉIA!

“O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos”. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas". (Madre Tereza de Calcutá)

Um dos grandes problemas de nosso mundo é o aborto. Milhares de vidas são sacrificadas a cada dia por capricho, medo e irresponsabilidade. Uma criança não merece pagar pela falta de planejamento ou erro cometido por duas pessoas, pois a mulher tem o pleno direito sobre o corpo (claro que Deus é o detentor supremo!), mas a mulher não tem o direito sobre a vida da criança que está nela. A vida é um direito de todos. Já imaginou se seu pai ou sua mãe resolvessem te abortar? Eu não gostaria que isso tivesse acontecido e creio que você também não. Venha nos ajudar a divulgar a vida!!!!



Uma nação que legaliza o aborto não merece subsistir.
A partir do dia em que o aborto se tornar lei, não haverá apenas uma mudança quantitativa nos assassinatos intra-uterinos. Haverá uma mudança qualitativa essencial: o Brasil terá se tornado formalmente uma nação inimiga de Deus.



“Em verdade vos digo:Todas as vezes que fizerem mal a esses pequeninos,foi a mim mesmo que o fizestes”(Mt 25-40)
“Antes que no seios fosses formado eu já te conhecia...antes de teu nascimento eu já te havia consagrado” (Jr 1,5)
Entre na guerra contra essa monstruosidade que é o aborto.... A vida de milhares de crianças estão em nossas mãos!!!


A Igreja não é contra o aborto, mas sim à favor da vida.

18 de novembro de 2007

VOCÊ TEM UM LUGAR


Cada um de nós já ganhou a sua casa


De fato, o próprio Deus se fez homem, e veio habitar entre nós! E mais do que isso veio quebrar todos os paradigmas daquele tempo onde o amor já não estava mais sendo colocado em prática como deveria.


Deus na sua onisciência, conhecendo a fragilidade humana, que se embriaga com o vinho da vida fácil, do poder e do prazer ,veio até nós fazendo-se como um de nós, diferente somente no pecado. Ele viveu todos os sentimentos e emoções possíveis a cada um de nós para nos elevar ao mais alto grau, a dignidade de filhos de Deus.


Deus viveu a humanidade e nessa humanidade derramou seu sangue divino para nos libertar dessa embriagez e mais , construiu uma linda casa para cada um de nós em particular. A casa é real e até mesmo palpável aos olhos dá nossa fé, no entanto, cabe a cada um de nós abrir caminhos para chegar até ela. É isso mesmo, temos que lutar!


O que muitas vezes torna-se difícil diante das adversidades que nos são impostas para trilhar mos esse caminho. Pois existem muitas armadilhas colocadas por aquele que mais inveja tem de nós. Pois gostaria de estar em nosso lugar mais não o pode!
Então, o traiçoeiro, está sempre formulando novas maneiras de nos enganar!
Sendo assim não podemos deixar as brechas se abrirem em nós. Muitas vezes o fazemos sem perceber e para que isso não aconteça temos que ficar vigilantes e alertas.
Tudo começa com uma decisão. Uma decisão radical! Quando escolhemos ser cristãos temos que declarar guerra a tudo que vai contra a esse propósito, lembrando-nos sempre de que Deus odeia o pecado mais ama o pecador.


Temos que ter em mente que a nossa casa verdadeira está a nossa espera, temos que nos concentrar nesse objetivo e lutar com afinco para abrirmos o caminho para tomarmos posse definitivamento do que é nosso por direito, não se permita ser roubado. A casa já é sua! a única regra que devemos cumprir são os princípios cristãos, a saber, amar a Deus sobre todas as coisa e o irmão como a si mesmo. Não importa o seu tempo, se você é lento ou rápido, o que importa é a fé e a perseverança que te impulsiona a lutar.


Portanto não vá com muita sede ao pote, isto é, não penses que pode seguir sozinho este caminho, ao contrário una-se aos irmãos para que possamos nos ajudar mutuamente quando for preciso e se por acaso for largado no caminho pelo irmão que você ajudou em algum momento, não desanime, tenha fé e acredite que Deus vai envia outro que possa ajudá-lo e com certeza poderás mais tarde devolver esse gesto de egoísmo com amor! O essencial é não levar peso nessa viagem: o orgulho, a inveja , a vingança , o ódio.... Não devem de forma alguma ocuparem seu coração.


E se por algum motivo você se encontrar fora desse caminho volte agora! Não tenha medo, pois assim como na parabola do filho prodigo que foi recebido com um banquete em sua casa pelo seu pai, Deus também espera por você .

Preparai os caminhos do Senhor!

João Batista durante sua missão gritava no deserto: "preparai os caminhos do Senhor".

Naquele tempo João preparava o caminho para Jesus, o Messias, Aquele que viria para resgatar o que estava perdido. João, sob as dificuldades de uma missão vivida no deserto, pedia ao povo que preparassem as veredas do Senhor, que aplainassem os terrenos acidentados, e pedia por alguém que ele mesmo nem fazia idéia de quem seria ou de onde viria. O profeta era guiado apenas pela fé no seu Deus e pelo amor que tinha pelo povo que sofria as opressões do império e dos falsos deuses.
O Messias chegou! A profecia se cumpriu! Hoje adoramos e seguimos a um Deus conhecido e próximo de cada um de nós! Podemos dizer que vivemos sob o conforto de um Deus que nos ama e cuida de nós, e ainda sob o conforto de uma era pós-moderna, que em tudo deveria nos facilatar a missão.
Porém, muitos caminhos ainda precisam ser endireitados! Muitos terrenos acidentados precisam ser aplainados. O nome santo do Messias ecoa pelos quatro cantos do universo como uma estrela que nasce pela manhã e derrama sua luz, mas ainda há muito terreno acidentado para aplainar meus irmãos! Ainda existem muitos filhinhos sob o jugo impiedoso do poder e da idolatria, assim como outrora. O fato de conhecermos o Messias e de Ele se deixar encontrar por cada um que O busca, não significa que tudo está pronto, ainda exitem muitas almas vivendo em tempo de trevas.
Chegamos ao século XXI, um século estigmagizado pelo pensamento futurista, e o mundo ainda busca sedento as mesmas respostas que buscava quando ia ao encontro do profeta que, vestido em pele de animais e alimentado de insetos, gritava no deserto "preparai os caminhos do Senhor". O homem cresceu, conheceu e fez acontecer milhares de fatos incríveis, mas a humanidade esqueceu de aprender apenas uma pequena e eficaz lição: O AMOR.
É necessário que nossos olhos comecem a se abrir para a presença do Messias nos pequenos detalhes da vida, precisamos perder essa visão egoísta que nos faz ver o Messias como um Deus exclusivo para nos fazer felizes e para realizar milagres em nossas próprias vidas. Precisamos de uma visão verdadeiramente futurista meus irmãos, uma visão que nos leve a sair do casulo, deixar as próprias dores de lado e começar a propagar o amor que só Jesus pode nos oferecer. Esse amor do qual lhes falo é um amor missionário e perene que é capaz de aplainar os terrenos mais acidentados para que o Senhor possar realizar seus milagres, e não uma simples paixão que encanta mas se fragiliza nas primeiras depressões do terreno. Falamos tanto do futuro, do extermínio da fome e das doenças incuráveis, mas futurista era João Batista, que mesmo caminhando por um terreno tão inóspito quanto o deserto no qual vivia, conseguia encher de sonhos e eperança o coração de um povo que já havia perdido toda a dignidade.
Esse é o verdadeiro amor missionário, aquele que consegue inflamar os corações adormecidos, que consegue resgatar o que estava perdido, que consegue viver com intensidade a verdade que vem do céu. Para vivermos o verdadeiro amor precisamos nos banhar da água que brota do trono onde o Cordeiro está sentado e aguarda por nós, a água do Espírito Santo.
Que nasça em nós o desejo de ser como João Batista, um verdadeiro futurista, que conseguia vislumbrar o Messias e o resgate do povo, mesmo quando o terreno era por demais inóspito.
A paz do Senhor irmãos!

Maria


Maria vivia em oração
Maria provada no sofrimento
Maria guardava no coração
Maria pra Jesus um alento

Oh, Maria ensina-me a ser assim
Como filho em Deus tudo esperar
Mãe querida, vem comigo caminhar
Oh, Maria roga a Jesus por mim

Maria que não se rebelou
Maria por nós ofereceu
Maria que os pastorinhos ensinou
Maria que em Fátima apareceu

Oh, Maria ensina-me a ser assim
Como filho em Deus tudo esperar
Mãe querida, vem comigo caminhar
Oh, Maria roga a Jesus por mim

Fábio Roniel
CD Espera no Senhor - Eliana Ribeiro
Maria, Rainha da Paz, anjo de fidelidade, berço do cristianismo e Mãe da humanidade, rogai por nós para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

10 de novembro de 2007

Identidade celestial

Os anjos são seres celestiais que vivem e contemplam a glória de Deus, são cidadãos dos céus.

Meus irmãos, nós também fomos criados por Deus para ser como anjos! Na verdade somos criaturas pouco abaixo dos anjos, como diz o Salmo 8 "Tu o fizeste pouco menos do que um deus"!

Se vivemos sob esta condição, e se somos seres de tamanha importância para Deus isso significa que a benção de Deus está sobre nós e dentro de nós, e que nascemos para contemplar e viver a glória de Deus! Então por que tantas famílias vivem ainda a falta de diálogo? Por que em tantos lares a mesa é um móvel ultrapassado onde ninguém mais se reúne para partilhar o pão de cada dia que nos é dado por Deus? Por que não conseguimos mais aceitar o outro como um astro que irradia a luz de Deus?

Certamente porque não estamos fazendo justiça à nossa identidade celestial! Todos os dias vamos aos templos, nos prostramos diante do Sacrário, dobramos nossos joelhos diante do altar do Senhor e pregamos que só o amor pode realizar todas as coisas, e isso é verdade. Mas por que então ainda existem meninos de rua? Por que ainda existem filhos violentados? Por que ainda nos deparamos com seres humanos catando lixo na calçada da nossa casa? Onde está nossa identidade celestial meus irmãos? Você a vê? Você a vive? Eu quero saber o que fizemos com nossa natureza divina!

Quero saber onde estão as criaturas que Deus fez pouco abaixo de um deus, pouco menos que um anjo!

E ainda queremos contemplar a glória de Deus? É viver na glória de Deus que queremos?

Meu coração sangra quando vejo o estado em que nos encontramos enquanto família cristã e seres celestiais. Mesmo depois de Jesus ter subido corajosamente naquela cruz nós continuamos a viver com os olhos vendados, porque o pecado ainda nos agrada o coração!

Precisamos ser renovados no Senhor, ser como anjos dentro dos nossos lares, no matrimônio, na rua, na calçada, na comunidade. Precisamos correr contra o tempo, nossa vida é breve aqui nesta terra, temos pouco tempo para amar, para perdoar, para fazer feliz àqueles a quem Deus nos confiou! Temos que ter zelo pela Palavra de Deus e pela presença do Espírito Santo que habita em nós!

Hoje é tempo de contemplar e viver a glória de Deus! É tempo de se converter e voltar para o Senhor! Não podemos mais ficar desperdiçando a benção de Deus que herdamos de Jesus e dos profetas. Basta irmãos! Vivamos como anjos do Senhor.

Que lindo será quando todos juntos, na condição de cidadãos do céu, cidadãos do infinito, pudermos contemplar e viver eternamente a glória do Senhor.

Hosana nas alturas! Aleluia! Vem Senhor Jesus!

Paz queridos irmãos! E que a Virgem Mãe interceda por nós!

Refletindo sobre o evangelho

A liturgia desta semana nos convida a reafirmar a nossa fé e a nossa esperança na Ressurreição dos mortos. No caminho para Jerusalém, Jesus se encontrou com várias pessoas, vários grupos, com várias maneiras de pensar. No encontro de hoje, a liturgia apresenta que os saduceus fizeram que um questionamento profundo sobre a questão da ressurreição. De fato, os saduceus negavam a ressurreição. Quem eram os Saduceus? Eles eram um "grupo formado pelos grandes proprietários de terra (anciãos) e pelos membros da elite sacerdotal. Tinha o poder na mão... Eram colaboradores do Império Romano, e no que se refere à religião, eram conservadores". Jesus veio para instaurar um reino novo, um reino de paz, amor, justiça etc. Muitos se admiraram de sua sabedoria, de sua autoridade, etc. Porém, alguns grupos se opuseram totalmente a esta nova maneira de ver o Reino de Deus. Muitas críticas foram feitas e procuravam de alguma maneira eliminá-Lo pela sua postura.

No Credo, que professamos todos os domingos, rezamos: "Creio na ressurreição dos mortos". Ainda hoje existem "saduceus" que negam esta realidade da fé professada pela Igreja. Jesus se revela "Eu sou a ressurreição e a vida" (Jo 11,25). Muitos desafiam a fé cristã. Muitos "acham" que a vida termina aqui... É dentro desse contexto criado pelos saduceus que as leituras deste domingo vêm confirmar a fé dos discípulos e discípulas de Jesus na ressurreição dos mortos. Contudo, o 2º Livro dos Macabeus (2Mac 7,1-2.9-14),fala da experiência da ressurreição, quando na morte de muitos justos, no tempo da perseguição do rei Antíoco, fez nascer a esperança da Ressurreição (± 170 aC). Nessa época, temos o belo testemunho da Mãe e os sete filhos Macabeus. Eles são obrigados a violar a prática religiosa dos antepassados. Fortalecidos pela esperança da ressurreição, eles preferem enfrentar as torturas e a própria morte, a transgredir a Lei... São Paulo nos convida a manter-se firme na esperança (2Ts 3,5), como verdadeiros seguidores, discípulos e Missionários de Jesus.

O que significa a ressurreição dos mortos, no contexto da Liturgia da Palavra dessa celebração? A resposta mais simples encontra-se na proclamação do senhorio de Deus, pelo qual ele garante a vitória da vida humana diante da morte. Este tema perpassa toda a Liturgia da Palavra. A ressurreição depois da morte é uma obra, na qual se manifesta o poder de Deus. A atitude humana, de sua parte, fundamenta-se na fé e na esperança. Quem crê na vida eterna, fruto da ressurreição depois da morte, é capaz de resistir a tudo, até mesmo às mais terríveis ameaças de morte e martírio, como afirma o 2º Livro dos Macabeus (7,1-2.9-14). A morte da família dos Macabeus é uma prova de fé no poder divino de ressuscitar para a vida plena e eterna. É uma fé enriquecida e fortalecida com aquilo que São Paulo define de "feliz" e "firme" esperança. Feliz pela ação confortadora em quem crê na ressurreição e, firme, por não vacilar diante de ameaças ou provocações.

Neste sentido, de professar a fé na RESSURREIÇÃO, vemos que ela:

- é a esperança que dá sentido a toda a caminhada do cristão. A fé cristã torna a esperança da ressurreição uma certeza absoluta, pois Cristo ressuscitou e quem se identifica com Cristo nascerá com ele para a vida nova e definitiva. A nossa vida presente deve ser uma caminhada tranqüila, confiante, alegre, em direção a essa nova realidade.

- não é a continuação da vida que vivemos neste mundo; mas é a passagem (páscoa) para uma vida nova onde, sem deixarmos de sermos nós próprios, seremos totalmente outros... É a realização da vida plena.

- não deve ser apenas, uma realidade que esperamos; mas deve ser uma realidade que influencia, desde já, a nossa existência terrena. É o horizonte da Ressurreição que deve influenciar as nossas atitudes; é a certeza da ressurreição que nos dá a coragem de enfrentar as forças da morte que dominam o mundo, de forma a que o novo céu e a nova terra que nos esperam comecem a desenhar-se desde já.

Neste sentido, a Liturgia nos apresenta uma verdade consoladora: "Viemos de Deus, e com a morte, voltamos para ele". A Morte não nos deve assustar: É o encontro maravilhoso com os amigos e parentes, que foram na nossa frente. E, sobretudo, vai ser o encontro com o melhor dos amigos: DEUS. Nossa vida não termina aqui: ressuscitaremos... "Nosso Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos (Lc 20,38)". E Cristo nos garante: "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá". (Jo 11,25)

(enviado por frei João)

7 de novembro de 2007

Esperar no Senhor

Esperar no Senhor!

Você já parou para contemplar a beleza e a fragilidade de uma rosa? Ao mesmo tempo que é belíssima é também fragilíssima! Tem rosa de todas as cores e tamanhos, mas todas são belas e frágeis ao mesmo tempo. Precisam de cuidado especial, nem muita e nem pouca água, precisam de poda, e o mais importante, precisam estar na roseira para que sua beleza seja contemplada da forma mais sublime. Seria lindo colher todas as rosas e colocá-las dentro das nossas casas! Imagine só, rosas de todas as cores e tamanhos e por todos os ambientes da nossa casa! Sem dúvida seria muito agradável e bonito de ver! Porém, se a rosa é separada da roseira ela morre, ficar murcha, perde a cor e o viço, ou seja, ela não seria mais a rosa e não mais serviria para ser contemplada. Não podemos observar numa rosa separada da roseira o semblante do Criador que com tanto amor a criou e a fez tão alegre no meio de nós!

Meus irmãos, assim como uma rosa são todas as criaturas de Deus! Todas! Inclusive aqueles que julgamos mais amados em nossas vidas! Todos temos nossa beleza e fragilidade! As pessoas são como rosas que embelezam e enchem de alegria com sua cor e perfume nossa repentina vida. Não muito raro nós desejamos que o outro fosse como nós gostaríamos que fosse, que fosse como nós acreditamos que nos faria feliz. Mas não é assim que é. Não é assim que Deus realiza sua obra no meio de nós. Como cada rosa tem sua cor e seu tamanho no jardim, cada um de nós tem sua vida e sua plenitude diante Daquele que nos criou. Não dá para sairmos colhendo as rosas do jardim de Deus só para que elas possam enfeitar e alegrar nossa sala por um tempo, pois nós não fomos feitos para uma vida breve e nem para contemplar com brevidade o perfume das rosas, mas nós fomos criados para plenitude da vida eterna. Algumas vezes quando nós insistimos em colher as rosas que devem permanecer na roseira, nós acabamos nos machucando nos espinhos, e ainda reclamamos achando que tínhamos o direito de ir até o jardim e sem respeito algum colher o que não foi criado para murchar!

Não falo aqui de desistir de colher as belezas que Deus tem plantado para nós, isso não é característica do cristão, o cristão verdadeiro é audacioso e sempre busca o belo de Deus para sua vida! O que falo querido irmão é de saber quando a rosa não está ao nosso alcance, falo de não ficar se arranhando nos espinhos em vão, falo de saber onde começa a nossa vontade e não a vontade de Deus! Nem sempre desistir de apanhar uma rosa é uma tarefa fácil, ainda mais quando já nos arranhamos tanto! Mas se Deus a fez para ficar na roseira, a nós cabe apenas esperar no Senhor, que é a nossa força e o caminho pelo qual seguimos.

Paz irmãos! E que a alegria do Senhor seja sempre a nossa força!

A pequena via

A pequena via

4 de novembro de 2007

Novena a São Peregrino

Orações iniciais

Sinal da Cruz

Pelo sinal † da Santa Cruz, livrai-nos Deus, † Nosso Senhor, dos nossos † inimigos. Em nome do Pai, do Filho † e do Espírito Santo, Amém.

Invocação ao Espírito Santo

Vinde Espírito Santo. Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo mesmo Espírito, e gozemos sempre da sua consolação, pelo mesmo Cristo Senhor Nosso. Amém.

Ato penitencial

Confessemos nossos pecados:
Confesso a Deus todo-poderoso, e a vós irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

Súplica a São Peregrino

Glorioso Santo que, obedecendo à voz da graça, renunciaste generosamente, às vaidades do mundo para dedicar-vos ao serviço de Deus, de Maria Santíssima e da salvação das almas, fazei que nós também, desprezando os falsos prazeres da terra, imitemos o vosso espírito de penitência e mortificação.
São Peregrino, afastai de nós a terrível enfermidade, preservai-nos deste mal, com vossa valiosa proteção.
São Peregrino, livrai-nos do câncer do corpo e ajudai-nos a vencer o pecado, que é o câncer da alma.
São Peregrino, socorrei-nos, pelos méritos de Jesus Cristo Senhor Nosso. Amém.

1º Dia
Leitura Bíblica: Mt 5, 21-24
Ouvistes o que foi dito aos antigos: "Não matarás: mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vou digo: Todo aquele que se irar contra seu irmão, será castigado pelos juízes. Aquele que disser ao seu irmão: Raca, será castigado pelo grande conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo do inferno. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão: só então, vem fazer a tua oferta.

2º Dia
Leitura Bíblica: Lc 15,14.17-24
Depois de ter esbanjado toda a sua fortuna [...], o filho entrou em si e disse: [...] Levantar-me-ei e irei ao meu pai e dir-lhe-ei: Meu Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. [...] Levantou-se então e foi ter com seu pai. Estava ainda longe quando seu pai o viu, e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: [...] Façamos festa, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.

3º Dia
Leitura Bíblica: Mc 1,16-20
Naquele tempo, ao passar pela beira do Mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André; estavam jogando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: "vinde após mim, eu vos farei pescadores de homens". Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram a Jesus. Uns poucos passos mais adiante, Jesus viu Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes. Jesus logo os chamou com os empregados e partiram, seguindo a Jesus.

4º Dia
Leitura Bíblica: Mt 3,2-8
Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Dizia ele: "Fazei penitência porque está próximo o reino dos céus". Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas (Is 40,3). João usava uma vestimenta de pelos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Pessoas de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele, confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas no Jordão.

5º Dia
Leitura Bíblica: Jo 19,25
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: "Mulher, eis aí o teu filho". Depois disse ao discípulo: "Eis aí tua mãe". E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa.

6º Dia
Leitura Bíblica: Jó 2,7-10
Satanás feriu Jó com feridas graves, desde a planta do pé até a cabeça. Então Jó pegou um caco de telha para se coçar, sentado no meio da cinza. Sua mulher lhe disse: "Persistes ainda na tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre de uma vez!" Jó respondeu: "Falas como uma insensata. Se aceitamos de Deus os bens, não devemos também aceitar os males?" E, apesar de tudo disso, Jó não ofendeu a Deus com palavras.

7º Dia
Leitura Bíblica: Lc 22, 39-42
Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: "Orai para que não caiais em tentação." Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: "Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua."

8º Dia
Leitura Bíblica: Mt 8, 2-4
Estando Ele numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra. Vendo a Jesus, lançou-se com o rosto por terra e lhe suplicou: "Senhor, se queres, podes limpar-me". Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: "Eu quero, fica curado". No mesmo instante a lepra desapareceu daquele homem... e sua fama espalhava-se mais e mais e concorriam a Ele grande multidão para o ouvir e ser curado de suas enfermidades..."

9º Dia
Leitura Bíblica: Mt 5, 3-9
Naquele tempo, disse Jesus: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino do Céu. Felizes os aflitos, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

Oração
1. Oração a ser feita para um enfermo
Oh São Peregrino, a quem chamamos "O Fazedor de Maravilhas", pelos inúmeros milagres que obtém de Deus para todos os que recorrem a ti: tu que por muitos anos padecestes uma cancerosa enfermidade que corroeu teus tecidos, que tivestes alívio quando todos os recursos humanos perderam as esperanças; tu que fostes favorecido vindo Jesus para sarar tua enfermidade, pede a Deus e a Santíssima Virgem a cura para esta pessoa a quem agora te encomendo: (diga o nome da pessoa enferma). Aos cuidados por tua poderosa intercessão, te pedimos que nos ajudes a alcançar a bondade e a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.

2. Oração a ser feita pelo próprio enfermo
São Peregrino, humilde servidor de Deus, vem em minha ajuda, sustenta-me em minha debilidade. A enfermidade invade meu corpo e faz a vida incerta, a tristeza envolve meu coração e me desespera. Por tuas súplicas, alcança-me uma fé viva, e uma esperança firme, a fim de que a mão de Deus se estenda sobre mim, me livre de todo mal, sare meu corpo e que se cumpra a sua vontade sobre mim. Que em sua ternura eu seja fortalecido em minhas angústias, para que eu possa viver e ser testemunho de sua presença em minha vida.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.
- Rogai por nós, Glorioso São Peregrino,
- para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Cristo. Amém

Oremos: Ó Deus, que em São Peregrino nos dais um eminente exemplo de penitência e de paciência, concedei-nos que, a seu exemplo e com sua ajuda, possamos suportar com coragem as provações desta vida, caminhando alegremente rumo ao reino dos céus. Amém.

Bênção
- A nossa proteção está no nome do Senhor
- Que fez o céu e a terra.
- Senhor, ouvi a nossa oração!
- Chegue até vós nosso clamor.
- O Senhor esteja conosco!
- Ele está no meio de nós.
Pela intercessão de São Peregrino, a bênção de Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre nós e permaneça para sempre. Amém.

Hino de São Peregrino
Sobre a imensa planície onde Deus deu a terra perene verdor destes rios e selvas mandemos a Jesus este canto de amor.

Salve Cristo na terra distante onde São Peregrino conduz. Salve o Acre rebento gigante do Brasil, na vanguarda da cruz.

Ó cantemos, cantemos na hóstia de Jesus o divino esplendor tão em si, tão real, como o sol em seu vivo e celeste fulgor.

E na santa e feliz comunhão vossa presença querida nos é, ó bondoso, Jesus te pedimos dai-nos vida, conforto e mais fé.

E depois deste canto-oração entre as graças, Jesus que nos dais estendei ao Brasil para sempre vossa bênção sublime de paz.

Os dogmas marianos

Os dogmas marianos iluminam a vida espiritual dos cristãos. "Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro" (Catecismo da Igreja Católica, no 90).

Mãe de Deus
- Aos 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso definiu explicitamente a maternidade divina de Nossa Senhora. Assim o Concílio se expressou: "Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus". A intenção do Concílio de Éfeso era a de afirmar a unidade da pessoa de Cristo. Reconhecer Maria como Mãe de Deus ("Theotokos") significa, na verdade, professar que Cristo, Filho da Virgem Santíssima segundo a geração humana, é Filho de Deus.

Virgindade perpétua
- Conferindo as Sagradas Escrituras e os escritos dos Santos Padres, o Concílio de Latrão preconizou como verdade a Virgindade Perpétua de Maria no ano 649. Durante o Concílio, o Papa Matinho I assim afirmou: "Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado". Nossa Senhora foi sempre Virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Os diversos credos e concílios antigos retomaram e afirmaram essa verdade. Santo Inácio de Alexandria, São Justino, Santo Irineu, Santo Epifrânio, Santo Efrém, Santo Ambrósio, São Jerônimo e Santo Agostinho foram os exímios defensores da Virgindade de Maria. A Virgindade Perpétua de Maria faz parte integrante da fé cristã.

Imaculada Conceição
- Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria. Em sua Bula "Ineffabilis Deus", o Pontífice declarou a doutrina que ensina ter sido Nossa Senhora imune de toda mancha de pecado original, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em vista dos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano. Assim o Papa se expressou:"Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis". Duns Scott (1266-1308) foi o teólogo que argumentou, historicamente, em favor do privilégio mariano, baseando-se na redenção preventiva. O dogma da Imaculada Conceição nos ensina que, em Maria, começa o processo de renovação e purificação de todo o povo. Ela "é toda de Deus, protótipo do que somos chamados a ser. Em Maria e em nós age a mesma graça de Deus. Se nela Deus pôde realizar seu projeto, poderá realizá-lo em nós também" (Dom Murilo S. R. Krieger, bispo e escritor mariano).

Assunção de Maria
- A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, por obra do Papa Pio XII, a 1o de novembro de 1950. Na Constituição Apostólica "Munificentissimus Deus", o Pontífice afirmou que, depois de terminar o curso terreno de sua vida, ela foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Mais de 200 teólogos, em todas as partes da Igreja, demonstraram interesse e entusiasmo pela definição dogmática. Imaculada e assunta aos céus, Maria é a realização perfeita do projeto de Deus sobre a humanidade. "A Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história" (CNBB. Catequese Renovada, no 235).

Tempo para um café juntos

    Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo, com bolas de golf.

    Em seguida, perguntou aos seus alunos, se o frasco estava cheio e imediatamente, todos, disseram que sim.

    O professor, então, pegou uma caixa de bolas de gude e

esvaziou-a, dentro do pote. As bolas de gude, encheram todos os vazios, entre as bolas de golf.

    O professor voltou a perguntar, se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos, que sim.

    Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote.

    A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou, novamente aos alunos, que responderam que o pote, agora, estava cheio.

    O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.

    Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:

- Quero que entendam que o pote de vidro, representa nossas vidas. As bolas de golf, são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos.

    São com os quais, nossas vidas, ficam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude, são as outras coisas que importam: o trabalho, o nosso lar, etc.

    A areia, representa todas as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado, a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço, para as bolas de golf e para as de gude.

    O mesmo ocorre em nossas vidas.

    Se gastamos todo nosso tempo e energia, com as pequenas coisas, nunca teremos lugar, para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem, divirtam-se com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem algo que gostem. Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf, em primeiro lugar. O resto é apenas areia.

    Um aluno se levantou e perguntou, o que representava o café.

    O professor respondeu:

    - Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café, serve apenas para demonstrar, que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

    Um grande e forte abraço e até nosso próximo café.

O novo Hospital Santa Juliana

I. Impressões e surpresas de uma inauguração

Instado pela superiora provincial da Congregação das Irmãs servas de Maria Reparadoras, irmã Maria Augusta Oliveira, o extensor destas linhas graciosamente atendeu ao pedido da religiosa para que manifestasse suas impressões e sentimentos experimentados durante o solene ato de inauguração definitiva do novo hospital, no dia 8 de junho de 2007.

Membro da equipe, que desde o início dos trabalhos de reforma e ampliação do nosocômio, acompanhou dia-a-dia o desdobramento dos trabalhos desde o ano de 1998, lá estava ele no meio dos numerosos convidados, dando graças à divina providência pelo bom desenvolvimento dos trabalhos, pensando aos que iriam usufruir - sobretudo o povo pobre - das novas instalações hospitalares. Ao mesmo tempo acompanhava-o um profundo sentimento de dever cumprido. Nada mais.

Qual foi a sua surpresa, em ser convidado, ao lado do Sr. Governador de Estado, Binho Marques, a descerrar a placa de inauguração do amplo e bonito auditório a ser inaugurado junto com as demais instalações.

Naquele momento, bem longe de sua mente estava o pensamento de que ele seria o homenageado principal.

O nome do frade Servo de Maria, frei André Ficarelli, 85 anos de idade, 57 de vida missionária na Igreja do Acre, ficaria gravado na entrada do auditório, representando os muitos religiosos e religiosas, que desde o ano de 1920 deram e continuam dando suas forças e sua vida pelo evangelho na Igreja do Acre.

Naquele momento, o pensamento instintivamente se dirigiu, sobretudo, ao arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Moacyr Grechi, que ao longo de muitos anos enfrentou e superou com fé, as dificuldades que ameaçaram a existência do hospital.

A surpresa ainda continua no dia de hoje...

II. Breve histórico do hospital Santa Juliana

O Hospital Santa Juliana foi idealizado e realizado pelo bispo Dom Giocondo Grotti, contemporaneamente ao Hospital dos Hansenianos Souza Araújo em 1968, com o apoio e suporte do setor de saúde do Acre, bastante carente naquela época. Iniciativa da Igreja do Acre, com finalidade filantrópica, desde seu início o hospital foi confiado à direção das irmãs Servas de Maria Reparadoras, que até o presente momento o dirigem com eficiência e competência.

No final da época de 1980 começou a ter dificuldades financeiras, que o impediram acompanhar os avanços e progresso no setor de serviços sanitários. Houve até ameaças de fechar suas portas.

O bispo Dom Moacyr Grechi encetou todos os esforços para que isso não acontecesse. Foi então que a providência divina se manifestou surpreendentemente, através da "Fundação Marcello Candia", de Milão (Itália), que ofereceu sua colaboração financeira para o ressurgimento do hospital. Foi apresentado um projeto de reforma e ampliação das velhas estruturas, visando oferecer instalações modernas e confortáveis à população.

A fundação de Milão aprovou o projeto e se comprometeu em financiar quatro das seis etapas dos trabalhos. No mês de março de 1999 foram iniciados com a bênção de Dom Moacyr. A finalização das duas etapas remanescentes seria financiada pelo próprio hospital.

Após quatro anos, o bispo Dom Joaquín Pertiñez, presidente das "Obras Sociais da Diocese de Rio Branco", abençoava as novas instalações, passando a funcionar satisfatoriamente.

Houve então uma pausa de quatro anos, enquanto a direção do hospital se preparava para executar as duas etapas remanescentes, que incluíam a instalação da DGI (Exames por imagem) e amplo prédio destinado às várias funções (recepção, restaurante, laboratório 24 horas, auditório e escritórios administrativos). Após dois anos de trabalhos, no dia 8 de junho de 2007, com a presença do bispo diocesano, do governador do Estado, do Ministro da Saúde, do Prefeito, Senadores, Deputados e corpo médico, numeroso povo, amigos e religiosos procedeu-se o ato de inauguração.

A partir desse momento o Hospital Santa Juliana inicia novo período de atividades em vestes novas e em sintonia com todos os setores de assistência sanitária do Estado.

Frei André Ficarelli

servitaac@uol.com.br


 


 


 

2 de novembro de 2007

Jesus e o projeto do Reino, consumado na Eucaristia

Jesus e o projeto do Reino, consumado na Eucaristia

Reino

  • Projeto de amor de Deus Pai
  • Sonho de Deus: Novo céu, nova terra
  • Fonte de vida, de libertação para Israel;
  • Deus cria o homem e a mulher para que vivam
  • Expressão do amor de Deus
  • Vivência do mandamento do amor
  • O pecado é a negação da vida querida por Deus
  • Os rostos de nossos irmãos nos interpelam por Justiça, Paz, Solidariedade, Fraternidade
  • A mudança de época nos apresenta desafios
  • Vivenciamos um tempo de pluralismo e de emergência de subjetividade
  • Sofremos o impacto da globalização, da hegemonia do fator econômico e técnico-científico
  • Busca de transcendência
  • Crise da família
  • O desafio da cultura urbana
  • O exercício do poder
  • A Igreja questionada
  • Nesta realidade que vivemos a fé: contemplar a Jesus e assumir a missão

Jesus

  • Mt 16, 13 a 20 Messias, Filho de Deus
  • Cristo (500 vezes); Senhor (350); Filho do Homem (80), Filho de Deus (75); Filho de Davi (20) e outros
  • Jo 8,42 Enviado do pai
  • 1 Tm 2,5 Mediador
  • 1Jo 2,6 / Mt 7,21-23
  • Verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem: Rosto divino do homem, rosto humano de Deus
  • É a mensagem de Deus para nós
  • Vida nova do Pai
  • Revelador do reino de seu Pai
  • Ele nos revela que o mistério pascal é a fonte da vida nova
  • Por isso precisamos encontrar o Ressuscitado para uma vida digna e feliz
  • em relação com Deus (diante de uma vida sem sentido, Jesus nos apresenta a vida da Trindade; diante da idolatria dos bens terrenos, Jesus nos apresenta a vida em Deus como valor supremo)
  • em relação com os demais (diante do individualismo, Jesus convoca a viver e caminhar juntos; diante da exclusão, Jesus defende os direitos dos mais fracos e a vida digna de todo ser humano)
  • em relação com o mundo (diante das estruturas de morte, Jesus nos apresenta seu reino de vida; diante da natureza ameaçada, Jesus convoca a cuidar da terra)
  • em relação consigo mesmo (diante da despersonalização, Jesus convoca a construir identidades integradas; diante do subjetivismo hedonista, Jesus propõe entregar a vida para ganhá-la)

Igreja

  • Origem na Trindade – Imagem da Trindade
  • Gestada na história – Noé, Abraão, Moisés, Profetas
  • Nascida na encarnação – instituída por Cristo Mt 16,18
  • Adulta no agora – manifestada pelo Espírito
  • Consumada na eterna glória
  • Sacramento do Reino de vida, em constante renovação
  • À escuta da palavra, como discípula e mensageira da palavra
  • À serviço do Reino
  • Como povo de Deus, atualiza a missão de Jesus Cristo
  • Renova-se constantemente no diálogo com o mundo
  • Povo de Deus em comunhão de discípulos e discípulas
  • Povo de Deus em participação numa comunidade de fé
  • Povo de Deus em missão
  • Mantendo a unidade na diversidade
  • Espaço da celebração da vida

Eucaristia

  • Núcleo da vida cristã
  • Sacrifício – Jesus é vítima imolada; Sumo sacerdote da nova e definitiva aliança
  • Sacramento – penhor de vida eterna
  • Na eucaristia aprendemos a ser discípulos e missionários a serviço do reino
  • A experiência do amor de Deus desperta o ardor missionário, nos dá confiança e audácia

Exigências do Reino: Fé e Vida

  • Solidariedade na vida social
  • Superação do individualismo
  • Atitude de acolhida
  • Disposição ao serviço
  • Criatividade e renovação
  • Opção permanente pelos mais pobres
  • Diretrizes da Igreja do Brasil acentuam: Serviço, diálogo, anúncio, testemunho de comunhão fraterna / Promoção da dignidade humana, renovação da comunidade de fé e participação na construção de uma sociedade solidária / Plano nacional de evangelização: Queremos ver Jesus: caminho, verdade e vida
  • V Conferência diante dos problemas sociais (fome e desemprego, violência contra os jovens, crianças, fetos), políticos (a corrupção, nacionalismos, que revelam a fragilidade da democracia), religiosos (pluralismo religioso, seitas, evasão de católicos não evangelizados e evangelizadores)
  • Implica construção do reino no âmbito pessoal, familiar, eclesial, social
  • Formação integral, permanente e kerygmática dos discípulos e missionários (a formação presbiteral, catequese, pedagogia pastoral)

Conclusão:

Devemos ser uma Igreja interpelada por Jesus, enviada por ele ao mundo como caminho de justiça e de amor

Terceira viagem missionária de Paulo

Lugares visitados e eventos principais:

Visita às igrejas na Galácia e na Frígia, At 18,23.

Parêntese.

Apolo em Éfeso, 18,24-28.

Paulo regressa a Éfeso e encontra um grupo de discípulos ainda não perfeitamente instruídos, e os dirige à vida mais plena do Espírito, 19,1-7.

Continua sua obra em Éfeso durante dois anos, 19,8-10.

O senhor mostra-lhe que aprova o trabalho, outorgando-lhe o dom de curar, 19,11-12.

Os pecadores se convertem e muitos queimam seus livros de magia, 19,11-20.

Logo se levantou um alvoroço entre os artífices, pois estes temiam que os ensinos de Paulo destruíssem seu negócio de fabricação de ídolos, 19,23-41.

Paulo sai de Éfeso, e depois de visitar as igrejas da Macedônia vai à Grécia, 20,1-2.

Depois de três meses na Grécia, regressa a Macedônia e vai a Trôade, onde prega, 20,3-12.

De Trôade vai a Mileto e manda chamar aos anciãos efésios.

Em Mileto, entrega uma mensagem de despedida aos anciãos, 20,17-38.

De Mileto Paulo começa a sua viagem de regresso a Jerusalém, advertido pelo Espírito dos sofrimentos que ali o esperam, 21,1-17.


 

Segunda viagem missionária de Paulo

Eventos preliminares.

Um desacordo entre Paulo e Barnabé acerca de João Marcos. Silas é escolhido por Paulo para acompanhá-lo na viagem, 15,36-40.

Lugares visitados e principais eventos:

Visita às igrejas da Síria e Cilícia, 15,41.

Em Listra, Timóteo se une aos missionário, que visitam várias cidades da Ásia Menor, fortalecendo as igrejas, 15,41-16,5.

O Espírito os guia a Trôade, onde Deus os chama à Europa por meio de uma visão, 16,7-10.

Em Filipos, as autoridades encarceram a Paulo e Silas; o carcereiro se converte, 16,12-34, e os apóstolos estabelecem uma igreja.

O próximo importante acontecimento é a fundação de uma igreja em Tessalônica, onde se levanta uma perseguição e eles vão a Beréia, 17,1-10.

Aqui os missionários encontram alguns fiéis estudantes da Palavra, que são receptivos, 17,11-12.

Uma tormenta de perseguições se abate novamente sobre eles, e Paulo vai a Atenas, deixando o estabelecimento da igreja a cargo de Silas e Timóteo, 17,13-15.

Em Atenas, Paulo encontra a cidade cheia de ídolos e prega um sermão na colina de Marte, mas poucos se convertem à fé, 17,15-34.

Em Corinto, Silas e Timóteo se unem a Paulo e fundam uma igreja. A obra é levada a cabo em meio a perseguições que duram dezoito meses, 18,1-17.

Após um tempo considerável, Paulo se despede dos irmãos e parte para Síria, fazendo breve escala em Éfeso, e termina sua viagem em Antioquia, 18,18-22.

Primeira viagem missionária de Paulo

Missionários: Paulo, Barnabé, e João Marcos, 13,4-14,26.

Lugares visitados e eventos principais:

A ilha de Chipre, onde o procônsul se converteu e o nome de Saulo foi mudado para Paulo no livro de Atos, 13,4-12.

Perge e Panfília, onde João Marcos abandonou o grupo, 13,13.

Antioquia da Pisídia, onde Paulo prega um grande sermão na sinagoga, 13,14-41.

A oposição dos judeus e a obra entre os gentios, 13,44-49.

Expulsos da cidade pelos judeus, os missionários vão a Icônio. Aqui eles trabalham durante algum tempo, mas surge uma perseguição e eles fogem para Listra e Derbe, 14,6.

A cura do coxo em Listra resultou na tentativa do povo de adorar a Paulo e a Barnabé, mas os judeus promoveram oposição e Paulo foi apedrejado. Imperturbáveis, os dois heróis escapam para Derbe, onde pregam o evangelho e ensinam a muitos, 14,8-20.

Deste ponto, os missionários retornam pela mesma rota, visitando e organizando as igrejas. Em Antioquia da Síria apresentam um relatório da viagem, 14,21-28.

Atos dos Apóstolos

Traçando um paralelo com a linguagem da Internet, o Padre Denílson Aparecido Rossi leva a pensar na Bíblia como a home page de Deus e no Ato dos Apóstolos como um de seus links

Com o desejo de bem introduzi-los ao estudo do livro dos "Atos dos Apóstolos", convido-os a pensar na web. Neste sentido, perguntamos: qual é a home page de Deus? O que contém nela? A resposta, para nós, jovens, é fácil: a home page de Deus é a Bíblia e cada um de seus livros corresponde a uma "subpágina".

Ao abrir a "subpágina" dos "Atos dos Apóstolos" nós vamos encontrar um texto maravilhoso e profundo que está dividido em 28 capítulos. Analisando o texto no seu conjunto constatamos a seguinte estrutura:

a) 1,1-5,42 - Origens da Igreja de Jerusalém (início da comunidade cristã ligada ao templo e à lei; vida e estrutura da comunidade; primeiras perseguições).

b) 6,1-12,25 - Perseguição e missão: de Jerusalém à Antioquia (missão na Samaria, Judéia e Síria; conversão de Paulo e perseguição de Pedro).

c) 13,1-15,35 - Primeira viagem missionária e concílio de Jerusalém (Paulo e Barnabé em missão; conversão dos pagãos; concílio de Jerusalém).

d) 15,36-20,38 - Grandes viagens missionárias: fundação das igrejas na Grécia/Ásia (as novas comunidades de Filipos, Tessalônica, Beréia, Corinto e Éfeso; confronto com a cultura grega: confronto com as autoridades e estruturas do império).

e) 21,1 - 28,31 - De Jerusalém a Roma: Paulo prisioneiro de Cristo (captura e prisão em Jerusalém e Cesaréia; outros acontecimentos; viagens a Roma.

Quem escreveu esta obra prima foi Lucas, homem culto, estudado, grande pesquisador e conhecedor do mundo da época. É o mesmo autor que escreveu o Evangelho.

No Evangelho, Lucas apresenta a vida e as obras realizadas por Jesus no livro "Atos dos Apóstolos; coloca a prática dos apóstolos e a vida das primeiras comunidades cristãs.

O texto dos "Atos dos Apóstolos" foi escrito em língua grega, entre os anos 80 e 90 do primeiro século. Lendo este livro, nós, jovens, encontraremos respostas para muitas perguntas, tais como:
1 - O que fazer para não desanimar perante as dificuldades?
2 - Como ser fiel aos apelos do Espírito Santo nas novas situações que surgem?
3 - Como manter viva a memória de Jesus Ressuscitado?
4 - Como superar o perigo da burocracia e do autoritarismo nos grupos?
5 - Qual o papel das lideranças?

Jovens! Acessem com prazer a "home page" de Deus e abram a "subpágina" dos "Atos dos Apóstolos". Nela, vocês encontrarão luzes de esperança para espantar as sombras das dificuldades que pairam sobre os nossos grupos.

"Eles eram assíduos aos ensinamentos dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações". (At 2,42)

Vejam abaixo as citações dos Atos dos Apóstolos que confirma que os apóstolos sempre se reuniram em oração:
At 1,6.13.15;
At 2,1.46;
At 3,7;
At 4,23;
At 5,12;
At 6,2;
At 8,3;
At 9,11;
At 10,9.24;
At 12,12;
At 13,2-3.44;
At 14,1.23.27;
At 15,6;
At 16,13;
At 20,7.36;
At 21,5;
At 27,35.

O Padre Denílson Aparecido Rossi, imd.,é Diretor do Instituto Ciência e Fé.

Atos dos Apóstolos

At 1, 1-26 tem a função de ponte entre o que foi dito no 3º Evangelho e o que será narrado nos Atos dos Apóstolos. Lucas inicia Atos dos Apóstolos com um prefácio, como fez como Evangelho. Os dois livros lucanos estão intimamente vinculados entre si. Dirige-se, mais uma vez, a Teófilo. Recorda-lhe que o escrito anterior falou de Jesus. Agora acena ao Espírito Santo prometido e enviado pelo Senhor, a grande presença no livro de Atos. Antes, porém, enfatiza a ressurreição de Jesus, dado de fé, por meio de uma narração que apresenta o mestre convivendo quarenta dias com os seus. Após o prefácio, é narrada novamente a Ascensão (Lc 24,50-51 = At 1,4-11), falando-se ainda, da reorganização dos Doze: At 1, 15-26. A Igreja está pronta para se manifestar ao mundo.

Lucas desdobra a Ressurreição em dois episódios: a Ressurreição e a Ascensão (não mencionada pelos demais evangelistas). Uma vez, sós, sem a presença física do Mestre, os discípulos precisaram se organizar. O primeiro passo a ser dado, passo fundamental, era a concretização do amor fraterno deixado por Jesus. Era necessário viver a fraternidade, refletir, orar, celebrar e testemunhar a fé.

Era necessário reconstituir o grupo dos Doze. Impunha-se a substituição de Judas, antes de Pentecostes, quando se mostra a formação do novo Israel. O método usado foi o do ordálio ou do sorteio (Nm 26,55-56; 27,21). Foi sorteado Matias (abreviação de Matatias) = dom de Deus.

Diferentemente do 4º Evangelho que coloca o dom do Espírito Santo no dia da Ressurreição (Jo 20,19-23), Lucas, por motivos teológicos muito especiais o desloca para 50 dias depois da Páscoa. Como fizera com a Ascensão, ele preferiu colocá-la numa data precisa. Na ocasião os judeus celebravam Pentecostes. Festa agrícola em suas origens (Ex 23,16), nela eram oferecidas as primícias do campo: Lv 23,15ss. Como depois da Páscoa passou-se a ensinar que 50 dias depois da libertação do Egito foi feita a aliança (Ex 19ss, Pentecostes passou a ser uma festa religiosa, a festa da aliança, a festa da constituição do povo de Israel.

Lucas mostrou que antes de começar a vida pública, Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito... Com a narração de Pentecostes, Lucas ensina que aconteceu a mesma coisa com a Igreja. A narração de Pentecostes não tem uma finalidade em si mesma, mas se ordena ao discurso de Pedro: At 2,14-36. O dom do Espírito capacita a Igreja a colocar-se a serviço do Reino de Deus, falando a língua de todos os povos. Distingue-se claramente a chamada glossolalia (falar em línguas) fenômeno encontrável em 1Cor 14,2ss, do que acontece em Pentecostes: falar em outras línguas, ou em diversas línguas (xenolalia): At 2,4.

O grande discurso de Pedro mostra que os pormenores da narração estão em função da mensagem transmitida. Insiste-se no dom do Espírito Santo, tendo-se presente a concepção de Maria (Lc 1,35), o batismo de Jesus (Lc 2,22), Jesus conduzido ao deserto (Lc 4,1) e o início de sua vida pública (Lc 4,14). Agora é a vez de a comunidade testemunhar o Senhor. Restabelecida a Igreja com a eleição de Matias, ela recebe o Espírito santo tornando-se missionária. De imediato Pedro, de pé, anuncia Cristo. Surgem as primeiras conversões.

O primeiro e grande fruto do Espírito Santo é amalgar os corações num único, vinculando-os pelo amor que produz. Os primeiros cristãos procuraram de imediato concretizar o mandamento do Senhor. O esforço foi grande, pois a comunidade era formada por pessoas oriundas de diferentes localidades; At 2,5-12. Desiguais eram as condições sociais dos seus inúmeros membros: At 2,45. Diversas mentalidades. Era necessário concretizar a fé na vivência da caridade. A comunidade de Lucas não retrata tanto a exterioridade comunitária dos primeiros cristãos. Mas o interior que levava a um esforço crescente, até a chegada da comunhão definitiva.

Pedro, em seu discurso disse que o Senhor testemunhou suas palavras com milagres: At 2,22. Agora eles serão operados por meio dos apóstolos. Pedro curando um coxo explica que não o faz em seu próprio nome, ma no de Jesus. Não foi realizado por piedade, mas para a glória e para a exaltação de Cristo. A seguir tem lugar o apelo à conversão. Um coxo fora curado: At 3,1ss. Pedro e João não violaram a Lei. Mas as autoridades judaicas sentiram-se incomodadas, pois foram acusadas de terem cometido injustiça no caso de Jesus, de quem os Apóstolos anunciam a ressurreição. A comunidade era dialogante com o Pai quando os irmãos corriam perigos: At 4,23ss. Perseguia o ideal do amor: At 4,32ss.

Além dos problemas vindos de fora, começam a surgir outros no seio da comunidade abalando a sua estrutura. Ananias e Safira (At ,1-10) querem ostentar fraternidade sem assumi-la no seu espírito. A narração foi elaborada com outras reflexões e não há consenso sobre o núcleo histórico inicial. Mas enfatiza que atentar contra a vida comunitária é pecar contra o Espírito Santo.

At 5,12-16 Constitui um sumário de como viviam os apóstolos e as primeiras comunidades. Fala-se de prodígios operados pelos apóstolos, do modo harmonioso de viver, do crescimento da comunidade, de como pessoas vindas de longe os procuravam.

As autoridades queriam cortar o mal pela raiz. Que medida tomar depois do fracasso da primeira tentativa contra os apóstolos? (At 5,17-33). Em meio ao furor e fechamento aos apelos divinos, Gamaliel estava atento a tudo o que acontecia em pleno sinédrio, onde os apóstolos eram interrogados (At 5,34-42).

Antes de Pentecostes existiam: o grupo dos judeus de língua aramaica, moradores da Palestina, ligados ao templo (saduceus) e às sinagogas (fariseus); o grupo de judeus de cultura grega; e o grupo de prosélitos, pagãos convertidos. Representantes de todos esses grupos aceitaram Cristo. A crise narrada em At 6 é entre os judeus-cristãos divididos em dois grupos: os de língua aramaica (hebreus), e os de língua grega (helenistas), que se sentiam discriminados. Daí a eleição dos diáconos para o serviço de administração dos bens da comunidade destinados aos pobres. Estevão gozava de grande reputação. Virtuoso e sábio, confundia os adversários, sendo por isso perseguido, caluniado.

Lucas coloca um longo discurso nos lábios de Estevão, explicando-se ao tribunal judaico (At 7). Estevão expõe a resistência dos judeus aos apelos divinos no passado e que se repetem no presente. Aborda temas delicados para os judeus: como o de Deus não precisar de templo para ser adorado, o da superação da prática da lei para a salvação. Termina dizendo que os verdadeiros Israel não são os judeus e sim os seguidores de Cristo a quem Moisés e as Escrituras anunciaram. Assim lia os acontecimentos históricos à luz da salvação, interpretando-os e aplicando-os ao dia-a-dia. Os judeus não podiam condená-lo formalmente à morte, então o lincharam. Com a morte de Estevão estavam abertas as portas para outras mortes. É tempo de perseguição e dispersão (At 8). A narração da conversão do ministro etíope parece ocupar um lugar estratégico no livro e no pensamento de Lucas. Etiópia era considerada pelos gregos a extremidade da terra.

Aqui estou

Aqui estou, meu Deus, diante de ti,
Tal como sou agora.
Estou sentado diante de ti, Senhor,
Tranqüilo e pacificado.
Estou na tua presença e deixo-me conduzir.
Abro-me à tua proximidade.
Tu és a fonte da vida, a força da vida,
que me penetra.
Tu és minha respiração que me carrega e dilata.
Deixa que a paz me habite.
Concede-me a graça de me deixar "limpar" por ti,
ser uma concha que se enche de ti, Deus.
Que todos os meus pensamentos e sentimentos,
Minha vontade e liberdade sejam orientados para o teu
serviço e louvor, meu Deus, fonte da vida.
Assim seja.


 

1º CONTEMPLAÇÃO EVANGÉLICA (se texto for um fato bíblico ou um mistério da vida de Cristo)

Recorde a história e use a imaginação para entrar na cena evangélica.

Procure ver, contemplando cada pessoa da cena: dê um olhar demorado, sobretudo, na pessoa de Jesus (se for o caso). Olhar sem querer explicar ou entender.

Tente ouvir, prestando atenção às palavras ditas ou implícitas: o que podem significar? E, se fossem dirigidas a você?

Observe o que fazem as pessoas da cena. Elas tem nome, história, sofrimentos, buscas, alegrias. Como reagem? Perceba os gestos, os sentimentos e atitudes, sobretudo, de Jesus.

Participe ativamente da cena, deixando-se envolver por ela. Além de ver, ouvir, tente apalpar e sentir o sabor das coisas que nela aparecem.

E, refletindo, tire proveito de tudo o que ocorreu durante a oração.

Finalize com uma despedida íntima de seu Deus, rezando um Pai-Nosso.


 

2º Leitura Orante (se for um texto de ensinamento da Escritura)

Ler o texto inteiro de uma vez; reler, devagar, versículo por versículo. Pergunte-se: O que diz o texto em si?

Parar onde Deus me fala interiormente, não ter pressa, aprender a saborear. Pergunte-se: O que o texto diz para mim?

Deus é Pai que nos ama muito mais do que poderíamos ser amados. Pergunte-se: O que o texto me faz dizer a Deus? Podem ser louvores, pedidos, ação de graças, adoração, silêncio.

Ir acolhendo o que vier à mente, o que tocar o meu coração: desejos, luzes, apelos, lembranças, inspirações.

Pergunte-se: O que o texto e tudo o que aconteceu nesta oração me fazem saborear e viver?

Finalizar a oração com uma despedida amorosa. Rezar um Pai-Nosso ou Ave Maria


 

Dimensão pessoal e comunitária


 

Mt 7, 7-12

Mt 23, 1-12

Mt 18, 21-35

Jo 5, 1-16

Jo 8, 31-42

Jo 13, 1-15

1 Ts 4,1-12

1Ts 5,12-22

1 Flp 1,27-2,18

Rom 8,18-37

Rom 12, 1-21

1Tm 2,14-26


 

Revisando a oração


 

- que Palavra de Deus mais me tocou?

- que sentimento predominou?

- senti algum apelo, desejo, inspiração?

- tive alguma dificuldade ou resistência?


 

Agradeça a Deus tudo o que aconteceu de bem para você e para seus irmãos e irmãs...

Invoque o Espírito Santo, pedindo luz para discernir o uso que fez de sua liberdade...

Verifique com olhar de fé as situações, encontros, acontecimentos em que permitiu que Deus atuasse em sua vida, sendo sinal de sua presença e amor para com os outros ...

Peça perdão a Jesus, seu amigo fiel, pelo bem que deixou de fazer, não se deixando conduzir por seu Espírito ...

Confie ao Senhor o seu amanhã, experimentando a alegria de nele depositar sua esperança ...Pai-Nosso.

Atos dos Apóstolos

Atos dos Apóstolos é a continuação do Evangelho de Lucas. Enquanto o evangelho de Lucas apresenta a vida de Jesus, Atos dos Apóstolos apresenta o Caminho do Testemunho sobre Jesus Cristo: ele começa em Jerusalém e se espalha pelo mundo afora. Pode ser dividido em três grandes partes:

Introdução: ascensão de Jesus Cristo e Reconstituição do Grupo dos Doze Apóstolos (At 1, 1-26).

1ª Parte: O Caminho do Testemunho começa em Jerusalém (2, 1 a 5, 42).

  1. Pentecostes e início da missão (2, 1-41).
  2. Milagres, palavras, perseguições (3, 1-4, 31).
  3. A vida em comunidade (2, 42-47; 4, 32 a 5, 42).

2ª Parte: O Caminho do Testemunho sai de Jerusalém e toma o rumo dos pagãos (At 6, 1 a 15, 35).

  1. A caminho da Samaria, Judéia e Síria: a instituição e missão dos Sete Diáconos (6, 1-8, 40).
  2. a conversão de Saulo (9, 1-31).
  3. Pedro, missionário entre os pagãos (9, 32 a 11, 18).
  4. a fundação da Igreja em Antioquia da Síria (11, 19-30).
  5. A perseguição de Herodes (12, 1-25).
  6. a primeira viagem missionária (13, 1 a 14, 28).
  7. superando os conflitos: O Concílio de Jerusalém (15, 1-35).

Parte: O Caminho do Testemunho segue até os confins do mundo (At 15, 36 a 28, 31).

  1. A segunda viagem missionária (15, 36 a 18, 22).
  2. a terceira viagem missionária (18, 23 a 21, 14).
  3. Prisão de Paulo em Jerusalém (21, 15 a 23, 35).
  4. Prisão de Paulo em Cesaréia (24, 1-26).
  5. a viagem a Roma (27, 1 a 28, 16).
  6. a pregação de Paulo em Roma (28, 17-31).