ZENIT - O mundo visto de Roma

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31 de agosto de 2007

Alegria na batalha

Quando o Senhor Jesus iniciou sua missão evangelizadora e convidou os discípulos Ele logo os avisou de que não seria fácil, que a vida do discípulo não é uma vida pautada em festas e alegrias, mas uma vida cheia de desafios, diante dos quais muitas vezes nos sentimos pequenos. Ele disse que quem põe a mão do arado e olha para trás não é digno de O seguir.
Quando eu ouvi isso pela primeira vez não entendi a profundidade das palavras do Senhor!
Colocar a mão no arado e não olhar pra trás? Olhar pra onde?
Tantas vezes seguimos ao Senhor, mas continuamos olhando para nossas fragilidades, para os nossos sentimentos egoístas, contiuamos olhando para o nosso próprio umbigo, e esquecemos que nossa missão é servir.
Somos soldados de Cristo, e durante as batalhas que travamos ao lado Dele e dos irmãos sentimos muitas vezes uma enorme vontade de olhar para trás, vontade que muitas vezes parece ser uma necessidade. Porém, nossa necessidade única e exclusiva meus irmãos é olhar para Jesus! Se perdemos o foco, não sabemos mais combater o bom combate que o Senhor nos ensinou.
Se estivermos cansados, basta que voltemos ao Senhor do Exército, Jesus, e Ele sempre terá uma nova orientação a nos dar. Basta que voltemos ao Senhor do Exército, Jesus , e a Ele peçamos uma nova armadura, mais forte, mais fiel... e Ele nos atenderá!
Quem nos disse que seria fácil? Não foi Jesus!
Demos graças a Deus por cada batalha, por cada luta que travamos nesta vida, pois a alegria do Senhor é nossa força, e Sua palavra não passa sem deixar um sinal em nós. Amém.
A paz do Senhor querido irmão!

30 de agosto de 2007

Consagração da Juventude a Nossa Senhora

Senhora Aparecida, Mãe de Cristo e da Igreja!
Senhora Aparecida, Mãe de nossa juventude!
A Senhora nos deu Jesus Cristo, o amor do Pai feito homem e nosso irmão.
A Senhora é a criatura que mais amou e ama a Deus e aos homens. Por isso é o modelo que precisamos. O exemplo que buscamos.
Unidos com a Senhora, queremos estar a serviço de Deus e dos irmãos.
Aceite nossa inteligência, para que se ilumine com a Verdade, que é seu Filho Jesus Cristo! Aceite nossa vontade para escolhermos o único Caminho, o Bem!
Aceite nosso coração para que encontremos a Vida, a felicidade de servir e amar! Sempre animados por seu exemplo e proteção, seremos exatos nos deveres! Nobres nas atitudes! Sinceros nas intenções!
Com a Senhora, seremos um novo céu, uma nova terra”, porque viveremos uma única verdade, um único caminho, uma única vida, seu Filho Jesus Cristo! Amém!

Cantores de Deus - Palco MP3

Cantores de Deus - Palco MP3

29 de agosto de 2007

Pe. Zezinho, scj - Palco MP3

Pe. Zezinho, scj - Palco MP3

1 Ts 3, 12-13

Que o Senhor vos faça crescer e avantajar na caridade mútua e para com todos os homens, como é o nosso amor para convosco.
Que ele confirme os vossos corações, e os torne irrepreensíveis e santos na presença de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos!

Livres sob o impulso do Espírito

Não se pode deixar a natureza humana livre, fazendo o que quer. Atente para esta comparação: não é verdade que num terreno é muito fácil crescer mato? Você tem de lidar muito para acabar com essas ervas daninhas, para que possa fazer um canteiro, e plantar verduras que lhe sejam úteis. O mato, porém, nem é necessário ser plantado. Se não se tomar cuidado, ele cresce no meio das hortaliças e flores que você plantou, e acaba por sufocá-las. O mesmo acontece com nossa natureza humana. Livre, ela é como o mato. Por esta razão, precisamos crucificar nossa carne com suas paixões e seus desejos. Há muitos cristãos que pensam que isso é exagero, é trucidar-se. Mas, repare no capítulo 5, versículo 24, de Gálatas: “Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne com suas paixões e desejos”.

Os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões e seus desejos. E crucificar quer dizer crucificar. Pegar a “enxada” e hoje, amanhã e depois de amanhã cortar o “mato” de sua vida. Se não fizer isso, ele vai crescer. E todos os frutos da carne vão florescer em você: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódios, discórdia, ciúme, cólera, rivalidades, dissensões, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes [cf. Gálatas 5,19-21]. Por isso, a vida cristã é um contínuo combate. Não apenas um combate exterior, mas principalmente interior. É preciso combater nossa natureza humana, não deixá-la livre; ao contrário, devemos podá-la e crucificá-la.

Mas como fazer isso? A Palavra de Deus nos ensina no versículo 16 dessa mesma passagem bíblica [Gálatas 5]: “Andai sob impulso do Espírito e não façais mais o que a carne deseja”. Devemos encher-nos do Espírito Santo, permanecer embriagados d'Ele e lhe dar livre acesso, para que produza todos os frutos d'Ele em nós, os quais estão muito bem expressos no versículo 22 da mesma passagem: “Mas eis o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benevolência, fé, doçura, domínio de si; contra tais coisas não há lei”. Quanto mais deixarmos que Ele produza esses frutos em nós, tanto mais os frutos da carne vão desaparecendo pouco a pouco.

Portanto, se você vive pelo Espírito, ande também de acordo com Ele. Essa é a diferença de ser cristão. Vale a pena!

seu irmão,

Padre Jonas Abib

28 de agosto de 2007

Ela concebeu no seu coração, antes de conceber na carne

Maria é mais feliz por compreender a fé em Cristo do que conceber a carne de Cristo. Sua ligação materna não lhe teria servido para nada, se ela não tivesse se sentido mais feliz por levar Jesus em seu coração e não apenas na própria carne.


Santo Agostinho (354-430)

26 de agosto de 2007

Família Santuário da Vida

Josué proclama em um determinado momento da história do povo de Israel o seguinte: “...quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor.” (Josué 24,15b). Esse versículo marcou para mim, o encontro para casais desse final de semana. É uma decisão que devemos tomar.

O único que pode dar solução aos tantos ataques que a família sofre diariamente, seja pela mídia, ávida por audiência, ou por homens e mulheres que sofreram algum tipo de trauma em suas famílias que os levou a não mais acreditar nesta instituição divina, nesse modelo de céu que está na união de um homem e de uma mulher que desejam crescer e multiplicar-se, é Deus.

Vamos tomar a decisão de por Jesus Nosso Salvador dentro das nossas casas, não somente dentro das casa, mas dentro do nosso coração. Que Jesus se torne o nosso caminho, a porta por onde devemos passar para encontrar a paz. Que os homens e mulheres que querem filhos saudáveis, tomem a decisão de deixar Jesus entrar em suas vidas.

Assim como Deus agiu com prodígios na vida de todos os casais ao longo da história do povo de Israel, também que realizar prodígios nas famílias de hoje. Se você não pode ter filhos, lembre-se de Abraão e Sarai que já idosos foram pais, se algo está impedindo a harmonia entre você e seu marido ou sua esposa, vamos lembrar de Tobias e Sara. E assim a lista é enorme. Não existe problema na sua família que Deus não possa resolver.

Sonhar é preciso

É comum nos dias atuais encontrarmos pessoas que desistiram de sonhar!
Perdemos nossa capacidade de sonhar.
Vivemos atrelados às nossas próprias dificuldades e até às dificuldades dos outros. Perdemos nossa identidade de filhos de Deus, pois nós mesmos somos um grande sonho que brota no coração do Pai.
Isso tem acontecido meus irmãos porque nós temos depositado nossa esperança em nossas próprias forças, ou porque não temos mais tempo para ouvir os sonhos que Deus tem pra nós. Mergulhamos com tanta intensidade em nossas próprias dificuldades que já nao conseguimos vislumbrar a graça de Deus que está em nós.
São Paulo nos diz através de sua Carta aos Romanos que nossa esperança está justificada pela fé que temos em Cristo. Pois quem é nossa esperança senão o próprio Jesus? E se nossa esperança está em Cristo, o que nos falta para sonhar e realizar os sonhos de Deus?
Toda nossa esperança está justificada na fé que temos, e a esperança é o resultado da perseverança e da fidelidade que dispensamos a Deus! Chega de dizer que não dá mais, que sua família não tem mais jeito, que a humanidade não tem mais cura, que a paz é algo impossível, precisamos sonhar meus irmãos, precisamos esperar no Senhor que é nossa força. Quando nós não conseguimos mais ver, quando nosso olhar chega ao limite de sua capaciade, é aí que Deus começa a realizar seus sonhos em nossas vidas. Quando não conseguimos mais olhar adiante, é aí que Deus olha por nós, pois Ele é nossa força.
Deus tem sonhos lindos pra você meu querido irmão e pra você minha querida irmã, projetos grandiosos de felicidade e salvação, pois somente Ele pode realizar em você uma obra nova!
Por isso, hoje te convido a entregar tudo nas mãos do Senhor! Entregue seus sonhos mais secretos, pois para Deus nada é impossível, o impossível para Deus é deixar de te amar
e de realizar em você os sonhos que Ele mesmo sonhou.
Cantemos com nosso irmão Antonio Torres:
Sonhar é preciso
Acreditar é preciso
É preciso ir além do pôr-do-sol
O horizonte que abre a nossa frente vem e diz pra gente:`
É preciso ir além do pôr-do-sol
Um grande abraço cheio de paz, felicidade e do verdadeiro amor fraterno!

25 de agosto de 2007

21º Domingo do Tempo Comum

26 de agosto de 2007
+ Verde. 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

Leituras:
Is 66, 18-21;
Sl 116 (117), 1. 2 (+ Mc 16, 15);
Hb 12, 5-7.11-13
Lc 13, 22-30 (Salvação dos pagãos)

23 de agosto de 2007

Como rezar o rosário

Você gostaria de aprender a rezar o rosário?
Gostaria de enriquecer ainda mais a sua oração?
Vale a pena conferir as indicações no site da Congregação Maria!
=> Salve Maria

O mito da alma gêmea

Aristófanes, poeta cômico grego, contemporâneo de Sócrates, afirmou que no começo os homens eram duplos, com duas cabeças, quatro braços e quatro pernas.

Esses seres mitológicos eram chamados de andróginos. Os andróginos podiam ter o mesmo sexo nas duas metades, ou ser homem numa metade e mulher na outra.

Bem, isso tudo Aristófanes criou para explicar a origem e a importância do amor.

O mito fala que os andróginos eram muito poderosos e queriam conquistar o Olimpo dos deuses, e para isso construíram uma gigantesca torre. Os deuses, com o intuito de preservar seu poder, decidiram punir aquelas criaturas orgulhosas dividindo-as em duas, criando, assim, os homens e as mulheres. Segundo o mito, é por isso que homens e mulheres vagueiam infelizes, desde então, em busca de sua metade perdida. Tentam muitas metades, sem encontrar jamais a certa.

A parte do mito sobre a origem da humanidade perdeu-se ao longo das eras, mas a idéia de que o homem é um ser incompleto, em sua essência, perdura até hoje. Talvez seja em função disso que o ser humano busca, incessantemente, por sua alma gêmea para preencher sua carência afetiva. Embora o romantismo tenha sustentado esse mito por milênios, e muitos de nós desejemos que exista nossa metade eterna, é preciso refletir sobre isto à luz da razão.
Se fôssemos seres incompletos, perderíamos nossa individualidade. Seríamos um espírito pela metade, e não poderíamos progredir, conquistar virtudes, ser feliz, a menos que nossa outra metade se juntasse a nós.

É certo que vamos encontrar muitas pessoas na face da terra com as quais temos muitas coisas em comum, mas são seres inteiros, e não pela metade. O que ocorre é que, quando convivemos com uma pessoa com a qual temos afinidades, desejamos retê-la para sempre ao nosso lado.
Até aí não haveria nenhum inconveniente, mas acontece que geralmente desejamos nos fundir numa só criatura, como os andróginos do mito. E nessa tentativa de fusão é que surge a confusão, pois nenhuma das metades quer abrir mão da sua forma de ser. Geralmente tentamos moldar o outro ao nosso gosto, violentando-lhe a individualidade. O respeito ao outro, a aceitação da pessoa do jeito que ela é, sem dúvida é a garantia de um bom relacionamento. Assim, a relação entre dois inteiros é bem melhor do que entre duas metades.

As diferenças é que dão a tônica dos relacionamentos saudáveis, pois se pensássemos de maneira idêntica à do nosso par, em todos os aspectos, não teríamos uma vida a dois.
Pessoas com idéias diferentes têm grande chance de crescimento mútuo, sem que uma queira que o outro se modifique para que se transformem num só. Assim, vale pensar que embora o romantismo esteja presente em novelas, filmes, peças teatrais, indicando que a felicidade só é possível quando duas metades se fundem, essa não é a realidade. Todos somos espíritos inteiros, a caminho do aperfeiçoamento integral. Não seria justo que nossos esforços por conquistar virtudes fosse em vão, por depender de outra criatura que não sabemos nem se tem interesse em se aperfeiçoar. Por todas essas razões, acredite que você não precisa de outra metade para ser feliz. Lute para construir na própria alma um recanto de paz, de alegria, de harmonia e segurança, como espírito inteiro que é. Só assim você terá mais para oferecer a quem quer que encontre pelo caminho, com sua individualidade preservada e com o devido respeito à individualidade do outro.

Com base no cap. II, do livro A Filosofia e a Felicidade, de Philippe Van Den Bosch.

São Filipe Benizi


Filipe nasceu em Florença, Itália, no início do século XIII. Entrou na Ordem dos Servos de Maria como irmão leigo. Alguns anos depois, sua ciência tornou-se providencialmente conhecida, sendo então ordenado presbítero.

Eleito prior geral em 1267, ocupou este cargo até a morte. Governou a Ordem com grande equilíbrio, dotando-a de uma sábia legislação, defendendo com tenacidade sua sobrevivência e tornado-a célebre com sua santidade.

Recebeu na Ordem muitos irmãos, estes também homens de grande dedicação á vida religiosa, que tinham São Filipe em conta de mestre e modelo de vida evangélica e de serviço á Virgem Maria.

Com razão, pos é tido como um dos Pais da Ordem. Morreu em 1285 em Todi, na Úmbria, onde ainda hoje seu corpo é venerado. Foi canonizado por Clemente X em 1671.

Oração


Ó Deus, glória dos humildes, per meio de São Filipe protegestes com amor a família dos Servos de Santa Maria, amplamente a propagastes e com santas leis a consolidastes. Concedei-nos que, á imitação de tão grande pai, sirvamos fielmente a Virgem Maria e propaguemos com zelo apostólico a palavra do vosso Filho, Jesus Cristo, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

Coroa de Nossa Senhora das Dores

I - ORIGEM

A celebração da COROA e da MISSA em honra de NOSSA SENHORA DAS DORES, cuja festa celebra-se em toda a Igreja em 15 de setembro, começou na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria.

A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem dos Servos de Maria, cultivado desde 1233, quando foi iniciada pelos Sete Santos Fundadores, cuja festa celebra-se em 17 de fevereiro.

Essa prática de piedade surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos grupos leigos da Ordem Secular Servita (OSSM), que se formaram junto às igrejas e conventos da Ordem.
Ela sempre teve a aprovação dos papas, mais foi Leão XIII que concedeu aos frades e leigos da Ordem Secular Servita (OSSM) a faculdade de escolher entre a recitação do Rosário ou da Coroa, conforme as circunstâncias litúrgicas e religiosas.

II - SIGNIFICADO

A Coroa de Nossa Senhora das Dores é uma oração apropriada para a nossa realidade brasileira, onde dor e sofrimento são o pão de cada dia de tantos irmãos e irmãs. Os sofrimentos de Cristo e de Maria prolongam-se na vida dos que sofrem e lutam pela justiça e pela libertação. Inspirando-se em Maria, cada um de nós saberá carregar a sua cruz e colocar-se aos pés das infinitas cruzes da humanidade, onde Cristo continua sendo crucificado nos irmãos.

III - REZANDO A COROA...

INTRODUÇÃO

D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Profecia de Simeão

Quando se completaram os dias para a purificação deles segundo a lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém a fim de apresentálo ao Senhor...e Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão que era justo e piedoso..Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,22.25a.34-35).

Reflexão

Jesus, segundo Simeão, haveria de ser um sinal de contradição. De fato, para alguns, isto é, para os que o rejeitaram e o levaram à cruz, foi motivo de queda e de condenação; para outros, isto é, para os que o aceitaram e acreditaram nele, foi motivo de soerguimento e de salvação.

E Maria viveu tudo isso junto com Jesus. Acompanhou-o na vida de família e na vida pública. Participou de suas alegrias e tristezas, mas principalmente do seu sofrimento, quando o viu rejeitado pelos seus e levado à cruz e a morte. Tudo isso foi como uma espada a lhe traspassar a alma.

Pensemos nas mães dos dias de hoje que têm seus filhos levados à morte, vítimas das guerras, da fome e da violência. A espada continua a traspassar o coração da humanidade. O homem e a mulher foram feitos para ter vida e vida em abundância e não para morrer, vítimas da "espada" da violência, da fome e da ganância.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração:
Deus nosso Pai, pelas palavras de Simeão, predissestes uma vida de sofrimento para a mãe do vosso Filho. Concedei, vos pedimos que, a exemplo da mesma Virgem Maria, cujo coração foi traspassado pela espada da dor, saibamos enfrentar os sofrimentos desta vida e ser solidários com os sofrimentos desta vida e ser solidários com os sofrimentos dos irmãos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Fuga para o Egito

O Messias foge para o Egito. Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, pois Herodes vai procurar o menino para o matar". José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e partiu de noite para o Egito. E ali ficou até a morte de Herodes, a fim de que se cumprisse o que o Senhor falou pelo Profeta: Do Egito chamei meu filho. (Mt 2,13-15).

Reflexão:

Herodes dissera aos magos; "Quando encontrarem o Menino, avisem-me par aque eu também vá prestar-lhe homenagem". Mas, conhecendo as más intenções dele, os magos voltaram para suas terras por outro caminho. Herodes encheu-se de furor, porque não podia admitir que houvesse outro rei em Israel.

José, então, diante das ameaçãos de Herodes, avisado por Deus, teve que fugir com a esposa e a criança. Abandonar a própria terra e casa, a oficina de carpinteiro, parentes e amigos, e rumar para uma terra longínqua e desconhecida, foi um gesto de coragem e de fé de Maria e de José. Mas precisava salvar o filho.

Quantos são hoje os que vivem em constante exílio e migração, sempre fugindo dos Herodes atuais, que se chamam perseguição, falta de moradia, fome; e sempre buscando, no desconhecido, melhores condições de vida. Milhões são os prófugos, os exilados e os migrantes que vagueiam pelo mundo, longe de sua terra, dos seus parentes e amigos. A história se repete. É a dor de Maria que se prolonga na história.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração
Deus nosso Pai, fizestes da Virgem Maria, mãe do vosso Filho, a mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio. Suplicantes vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos lutar para defender a vida e os direitos fundamentais da pessoa humana contra as injustiças e a perseguição dos prepotentes. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria procura Jesus em Jerusalém

Todos os anos, na festa da Páscoa , seus pais iam a Jerusalém. Quando ele completou doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume da festa. Acabados os dias de festa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre os parentes e conhecidos. Não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois o encontraram no Templo sentado no meio dos doutores, ouvindo e fazendo perguntas. Todos que o escutavam maravilhavam-se de sua inteligência e de suas respostas. Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: "Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos". Ele respondeu-lhes : "Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai?"(Lc 2,43b-45).

Reflexão

Aos doze anos, todo menino judeu era levado ao templo e confiado aos mestres da lei ou rabis para ser iniciado no conhecimento da Lei do Senhor, ou seja, da Toráh ou Pentatêuco, que contém os cinco primeiros livros da Bíblia. Doze anos, também, representava a maioridade da pessoa (hoje para os homens 18 anos e a mulher 21 anos).

Terminada a festa da Páscoa, o menino Jesus não voltou para casa com os seus. Podemos imaginar a aflição de Maria e José que o procuraram por toda parte. Estavam ainda gravadas em sua memória a perseguição de Herodes a fuga para o Egito.
Em nossos dias, é viva e dramática a situação de tantas crianças perdidas, jogadas nas ruas e praças de nossas metrópoles, fugidas de casa ou roubadas às suas famílias, alvo de todo tipo de violência. Quando aparecerá alguém que vá procurá-las e resgatá-las desta situação?

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração:
Deus nosso Pai, por três dias Maria e José procuraram, aflitos, seu filho Jesus. Suplicantes vos pedimos que, amparados pela Virgem das Dores, busquemos sempre na penitência e na conversão e reencontro com o vosso Filho, e sejamos solidários com tantas crianças de rua, vítimas da injustiça social, da desagregação familiar e da violência. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Apelo às mães de Jerusalém. Enquanto o conduziam, agarraram um certo Simão de Cirene, que vinha da lavoura, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, Jesus disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos. (Lc 23,26-27).

Reflexão:

Não se diz explicitamente seno meio da "grande multidão que o seguia" ou das "mulheres que batiam no peito" estava também a mãe de Jesus, mas certamente ele aí estava e o acompanhou até a cruz. É o encontro doloroso da mãe aflita com o filho condenado à morte. Ao sofrimento físico de Jesus junta-se o sofrimento de quem vê o filho, que passara a vinda pregando e fazendo bem, ser incompreendido, injustiçado, caluniado, vilipendiado e condenado à morte de cruz. Jesus e Maria unem-se da dor para realizar a obra de redenção da humanidade.

Quem nunca viu, nos dias de hoje, mães perderem seus filhos vítimas da violência e da maldade humana? Referindo-se a Maria, assim canta o poeta:

"Tu és, ó mãe, toda mãe que hoje ama:
tu és, ó mãe, toda a mãe que hoje chora
seu filho morto, seu filho traído,
mães aos milhares, mães amortalhadas!

Filhos que sempre se estão a matar,
filhos vendidos, traídos, sem número,
filhos feridos e em cruzes pregados:
ímpia bandeira de um ímpio poder".

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores... Rogai por nós

Oração
Deus nosso Pai, no caminho do Calvário, vosso Filho Jesus e Maria sua mãe se encontram. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos ir ao encontro dos que sofrem, compreendendo, compartilhando e aliviando suas dores. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,25-27a).

Reflexão:

É a cena clássica do Calvário, descrita por João e tão comentada pelos santos Padres da Igreja, que a iconografia ilustrou com as mais variadas formas e estilos e que o poeta canta dizendo:

"Sim, no Calvário, ó Mãe, tu choraste,
ao pé da cruz, traspassada de dor:
como pudeste sofrer tanto assim
sem sucumbir, nem fugir, nem gritar?"

Colocar-se com Maria aos pés das infinitas cruzes que afligem os homens e mulheres do nosso tempo é missão prioritária do cristão. "Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; fui peregrino e me acolhestes; estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, prese e viestes verme...". Fome, sede, falta de moradia, de assistência médica e de educação, são cruzes que afligem a humanidade de hoje. Que fazer? Maria, a mãe da misericórdia e da compaixão, nos dá o exemplo.


1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração
Deus nosso Pai, ao pé da cruz unistes a Virgem Maria aos sofrimentos do vosso Filho, fazendo-a corredentora da humanidade. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos colocar-nos aos pés das infinitas cruzes dos nossos irmãos e irmãs, para levar-lhes conforto e esperança de libertação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria recebe Jesus descido da Cruz

José de Arimatéia, um membro ilustre do tribunal dos judeus que também esperava o reino de Deus. Ele entrou com coragem na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos ficou admirado de que ele já houvesse morrido. Mandou chamar o oficial e perguntou se Jesus já estava morto. Informado pelo oficial, deu o cadáver a José. Depois de ter comprado um lençol de linho, José retirou o corpo da cruz, envolveu-o no lençol e o depositou num túmulo escavado na rocha. Em seguida, rolou uma pedra sobre a entrada. (Mc 15,43-46).

Reflexão:

Aí está a Pietá (Piedade), obra-prima de Michelangelo, venerada na basílica de São Pedro em Roma e reproduzida em milhares de cópias, espalhadas pelo mundo inteiro. Maria, sentada, aconchega ao colo seu filho morto. A perfeição dos traços das imagens de Jesus e de Maria, a dor reproduzida com solenidade e perfeição no rosto da mãe, suscitam piedade e compaixão. Diante desse quadro, canta o poeta:

"Pouco mais tarde da cruz o tiraram
e o depuseram, ó Mãe, em teu colo;
não parecias gerá-lo de novo
e, qual criança de peito, aleitá-lo?
Era o regaço de todas as mães:
vendo-te assim, quem não há de chorar?
Era uma cena jamais antes vista:
és a Piedade que abraça os que sofrem!"

Abraçar a dor, abraçar a causa dos injustiçados e excluídos, dos doentes e dos pobres, não é para os fracos, mas para os fortes, para aqueles que alicerçam sua vida em Deus e na sua Palavra e nas obras de caridade e de misericórdia. Não existe fé sem obras. "Mostra-me a tua fé sem obras que eu por minhas obras te mostrarei a fé", diz São Tiago.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração
Deus, nosso Pai, estando "tudo consumado", o corpo do vosso filho foi descido da cruz e entregue nos braços de Maria, sua mãe. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, tenhamos os braços sempre abertos para acolher os excluídos da sociedade, escutar seus clamores e solidarizar-nos com eles na luta pela libertação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).

Reflexão:


Foi um enterro de pobre, como canta o poeta:
"Para o sepulcro o carregam amigos,
não mais que sete, segundo João:
este é o enterro mais pobre do mundo,
ouve-se apenas a pedra rolar..."

Tudo parece ter chegado ao fim. A Mãe, João e os poucos amigos e amigas voltam para casa. A desolação é total. A dor da mãe atingira seu nível mais profundo. Sem marido e sem filho. Estava só!

Mas aí ela toma consciência do alcance das palavras de Jesus: "Eis aí o teu filho!". E assume a sua função de mãe de todos os homens e mulheres. No Natal, torna-se mãe de Jesus. No Calvário, mãe de todos os seres humanos. E, mais tarde, em Pentecostes, mãe da Igreja.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Nossa Senhora das Dores... Rogai por nós

Oração
Deus, nosso Pai, a Virgem Maria acompanhou o seu filho à sepultura. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, caminhemos lado a lado com os que sofrem, para criarmos com eles uma aliança de amor, que os conduza à glória ra ressurreição. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós! (repete-se)
Cristo, tende piedade de nós! (repete-se)
Senhor, tende piedade de nós! (repete-se)

Cristo, ouvi-nos! (repete-se)
Cristo, atendei-nos! (repete-se)

Deus Pai, que estais no céu / tende piedade de nós!
Deus Filho, redentor do mundo
Espírito Santo Paráclito
Trindade Santa, que sois um só Deus

Mãe de Jesus crucificado / rogai por nós!
Mãe do coração traspassado
Mãe do Cristo Redentor
Mãe dos discípulos de Jesus
Mãe dos redimidos
Mãe dos viventes
Virgem obediente
Virgem oferente
Virgem fiel
Virgem do silêncio
Virgem da espera
Virgem da Páscoa
Virgem da Ressurreição
Mulher que sofreu o exílio
Mulher forte
Mulher corajosa
Mulher do sofrimento
Mulher da Nova Aliança
Mulher da esperança
Nova Eva
Colaboradora na Salvação
Serva da reconciliação
Defesa dos inocentes
Coragem dos perseguidores
Fortaleza dos oprimidos
Esperança dos pecadores
Consolação dos aflitos
Refúgio dos marginalizados
Conforto dos exilados
Sustento dos fracos
Alívio dos enfermos

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
Tende piedade de nós!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a paixão do vosso Filho nas infinitas cruzes da humanidade. Suplicantes vos pedimos: assim como quisestes que ao pé da cruz do vosso Filho estivesse sua Mãe como companheira na dor, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos nós também colocar-nos ao lado dos irmãos que sofrem, para levar-lhes conforto e esperança de libertação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

Reflexão sobre o evangelho

O Evangelista Lucas, indica que Jesus está caminhando para Jerusalém, por isso o Mestre “atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém” (Lc 13,22). Certamente a presença de Jesus pelos povoados causava impacto, curiosidade, pessoas que o abordavam e faziam suas perguntas e questionamentos. E o grande questionamento era este: “ Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” (Lc 13,23). Jesus não responde diretamente à questão, se são poucos ou não são poucos. Ele recomenda que se faça todo esforço para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24).

O Evangelho fala de um grupo que chegou depois que a porta tinha sido fechada. Para poderem entrar, argumentaram que tinham comido e bebido com o dono da casa, e que o tinham conhecido quando ensinava nas praças da cidade. O argumento não convenceu o dono da casa, que disse não conhecer as pessoas daquele grupo. Pediu que fossem embora, porque praticavam a injustiça. Outros, porém, entrarão, vindos dos quatro cantos da terra. Não foram vizinhos do dono da casa, não o conheceram nas praças da cidade. Estão chegando no fim. São os últimos, que acabaram se tornando os primeiros, enquanto os primeiros se tornaram os últimos.
Um olhar mais profundo poderá encontrar no Evangelho dois grupos de pessoas:
Aquelas pessoas que se consideram salvos porque se alimentaram diante de Deus, louvaram o Senhor com hinos e orações e conhecem todos os mandamentos, porém não praticaram a justiça...

O outro grupo de pessoas são aquelas que conhecem os mandamentos, louvaram e se esforçaram para viver como discípulos e discípulas de Jesus, buscaram um caminho de conversão (da mente e do coração), praticaram a justiça de Deus, colocando em prática o Evangelho de Jesus.

Assim iremos perceber que para entrar pela porta estreita precisaria fazer um esforço muito grande. O Evangelho que estamos meditando esta semana propõe três esforços para entrar pela “porta estreita”:
1. Este primeiro esforço consiste em deixar um caminho, que pertence ao mundo, para entrar no caminho que conduz à Salvação. Contudo este esforço consiste em deixar um caminho para caminhar na estrada de Jesus; é o seguimento a Cristo (= ser discípulo...).
2. O segundo esforço é o ser educado por Deus. A carta aos Hebreus fala sobre esta realidade (Hb 12,5-7.11-13). De fato ela diz: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor...” (Hb 12,5). Esta educação de Deus é para “produzir frutos paz e justiça” (Hb 12, 11). Por isso é importante ser obediente a Deus (= atitude de escuta) e abandonar a mentalidade terrena e passar a pensar de acordo com a mentalidade do Evangelho.
3. O terceiro esforço seria não tratar a Deus como mágico; não basta conhecer trechos da Bíblia ou até mesmo vir à missa todos os Domingos; se a gente não viver de acordo com o Evangelho, aquilo que lemos na Bíblia e celebramos na missa se perde... É o esforço de tornar o Evangelho a luz da vida pessoal em cada um de nós.

O Caminho da Justiça... No Evangelho Jesus afirma: “Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça” (Lc 13,27). Assim não basta “cumprir” com as “obrigações” do católico. A justiça supõe sempre, em primeiro lugar, a qualidade dos relacionamentos humanos, isto é, tratar os outros com respeito porque somos todos filhos e criados à imagem e semelhança de Deus, isto é, do mesmo Pai que está no céu. Tal atitude é o sinal de que passamos da morte para a vida e que, portanto, estamos no agrado de Deus, ou seja, em sua graça.

Assim todo aquele/aquela que optar por um caminho mais estreito, certamente passará pela “porta estreita”; ao contrário, aquele/aquela que optar pelos caminhos que não são os de Jesus... O Senhor dirá: “Não sei de onde sois... ali haverá choro e ranger de dentes” (Lc 13,25.28). E o texto do Evangelho termina: “assim, há últimos que serão os primeiros e primeiros que serão os últimos” (Lc 13,30).

(enviado por frei João Carlos)

22 de agosto de 2007

Conheçamos o amor de Cristo que ultrapassa todo o conhecimento

Dos Escritos de Santa Rosa de Lima, virgem

(Al médico Castillo: ed. L. Getíno, La patrona de América, Madrid 1928, pp. 54-55) (Sec. XVII)

O Salvador fez ouvir a sua voz e disse com incomparável majestade: «Saibam todos que depois da tribulação se segue a graça; reconheçam que, sem o peso das aflições, não se pode chegar à plenitude da graça; compreendam que com o aumento dos trabalhos cresce simultaneamente a medida dos carismas. Não se deixem enganar: esta é a única escada verdadeira do Paraíso, e sem a cruz não há caminho por onde se possa subir ao Céu».

Ao ouvir estas palavras, senti dentro de mim um forte impulso para me ir colocar no meio da praça e gritar bem alto a todas as pessoas de qualquer idade, sexo, estado e condição: «Ouvi, ó povos; ouvi, ó gentes: da parte de Cristo e com as suas próprias palavras, eu vos digo: Não podemos alcançar a graça, se não padecermos aflições; são precisos trabalhos sobre trabalhos para alcançar a íntima participação da natureza divina, a glória dos filhos de Deus e a perfeita formosura da alma».

O mesmo estímulo me impelia fortemente a proclamar a beleza da graça divina; e causava me angústia, suores e ânsias. Parecia me que já não podia reter a alma no cárcere do corpo e que ela romperia os laços da sua prisão para ir por todo o mundo, livre e sozinha e com grande agilidade, dizendo:

«Oh se os mortais conhecessem o que é a graça divina, como é bela, nobre e preciosa, quantas riquezas encerra, quantos tesouros, quantas alegrias e delícias em si contém! Usariam sem dúvida toda a diligência, trabalhos e cuidados em procurar penas e aflições; andariam todos pelo mundo em busca de moléstias, enfermidades e tormentos, em vez de fortunas, para conseguir o inestimável tesouro da graça. Esta é a recompensa e o mais alto lucro da paciência. Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que porventura lhe advêm, se conhecesse a balança em que são pesados para serem distribuídos pelos homens».

Articuladora da paz

O mundo ainda é dos homens. São eles que dominam o mercado financeiro, a política, as nações.
São eles que ditam a moda, que dizem como a mulher deve se vestir, se calçar.
Hoje, a moda é ser magra, Top Model, busto grande, medidas certinhas.
Os homens querem assim e as mulheres se submetem. Ao menos, uma porção delas, que idealizam que o bom é ser fotografada, cobiçada e adulada.
Para isso, não há medida para os sacrifícios. Dietas rigorosas, malhação, poções ditas milagrosas para manter a forma física impecável.
As revistas que trazem receitas com dietas emagrecedoras vendem edições sem conta.
E as mulheres colocam silicone aqui, acolá, para ficar como dita a moda.
Submetem-se a cirurgias e modificam o nariz, a face.
E se entregam a toda sorte de atitudes, para aparecerem na revista, no jornal, na televisão.
Vestem trajes que deixam à mostra o busto, as pernas, as costas. Quase tudo.
Cós baixo, mini blusa, calça ajustada nas coxas, saia curta.
Paradoxalmente, estamos vivendo o momento em que 56% das cadeiras universitárias são ocupadas por mulheres.
Momento em que as mulheres se sobressaem na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo.
Momento das mulheres que assumem o lar, vão à luta, sustentam a casa, educam os filhos sozinhas.
Mulheres de coragem que não temem levantar pela madrugada, preparar o café, levar os filhos para a creche e enfrentar oito horas de trabalho.
Depois, buscar os filhos na creche, ajudar fazer a lição, cozinhar, lavar, passar.
Todo dia, seis ou sete dias por semana. E, quando chega o domingo, é preciso levar as crianças ao parque, andar de bicicleta, ajudar a estudar para a prova.
Uma rotina infindável! E ei-las ativas.
Heroínas anônimas, que não aparecem na TV. Muitas delas já abandonaram a silhueta da mocidade há muito tempo.
Aumentaram o tamanho do manequim, depois de muitas crianças geradas.
As pernas não têm a elegância das modelos. São pernas rijas, por vezes crivadas de varizes, por cuidados que não puderam se permitir, por repouso que não puderam gozar.
Por esforços além do possível que tiveram que empreender.
São essas mulheres as articuladoras da paz. Elas detestam a guerra, as gangues, a violência.
Porque isso tudo lhes rouba os filhos, razão de sua própria vida.
Por isso, elas lutam por mais vagas nas creches. Por mais segurança na saída das escolas.
Por isso elas educam os filhos no lar, ensinam valores morais, comparecem aos templos religiosos.
As mulheres. Articuladoras da paz.
Por elas, os problemas seriam resolvidos na mesa das discussões, sem confrontos bélicos, que fazem jorrar sangue.
Por elas, todas as crianças teriam um lar, comida, roupa, creche, escola.
Todas ganhariam presentes no natal e teriam doce à mesa, para a sobremesa.
Todas poderiam tomar sorvete, andar de roller e de skate. Isso porque a mulher mãe não distingue os seus dos filhos alheios.
Ela sabe o que é gerar e amar um filho. Ela sabe o quanto dói a dor do filho.
Oxalá esteja próximo o dia em que as mulheres objeto se unam a essas lutadoras de todos os dias. Oxalá se unam e mostrem toda sua força.
Oxalá... Porque desejamos paz ao Mundo. Desejamos ter crianças brincando no parque sem medo. Jovens nos bancos universitários.
Mulheres que honram o Mundo com suas presenças.



Pronunciamento da roqueira Rita Lee.

Maria, Rainha do Universo

A Virgem Imaculada, a quem Deus preservou de qualquer ferida ou mancha do pecado original, tendo cumprido o curso de sua vida terrestre, foi elevada de corpo e alma à glória do Céu e exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo, para que, desse modo, fosse inteiramente conforme a seu Filho, Rei dos reis e Senhor dos senhores (cf. Ap 19, 16), vitorioso sobre o pecado e sobre a morte.


Concílio Vaticano II,
Lumen Gentium, 59

20 de agosto de 2007

Diocese de Rio Branco em Romaria

Romaria da Terra e das Águas 2007

Aqui algumas fotos gentimente cedidas para o blog!

Não deixe de conferir!

Em junho caminhada pela paz...

Caminhada missionária da paz
Confira as fotos no álbum da web!

Jovem: rosto alegre da Igreja

Um grande santo, amante da juventude, já dizia: “O demônio tem medo de uma pessoa alegre” (Dom Bosco).
E o apóstolo mais moço vem dar um grande impulso aos jovens ao escrever:
“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno” ( I João 2, 14b).
Na caminhada com Deus, tenho percebido que o inimigo tem tentado roubar dos jovens aquilo que lhes é mais característico: a alegria. E não faltam exemplos de jovens depressivos, que querem se matar, que estão sempre estressados e “reclamões”. Quantos estão ao nosso lado! Mas isso não está nem um pouco de acordo com o sonho de Deus para nós! O jovem não pode continuar sendo um ninho de desilusões e reclamações!
Quando um jovem se encontra pessoalmente com Jesus, naquela experiência marcante e única, aí ele encontra sua grande alegria! Somente em Jesus Cristo o jovem pode viver a plenitude da força interior que nele reside! Somente guiado pelo Espírito Santo, – este maravilhoso Hóspede da alma –, o jovem consegue ordenar os conflitos interiores que vive, buscando a castidade em todas as áreas da sua vida.
A castidade carrega consigo, infelizmente, o adjetivo de proibição no sentido mais mutilador da palavra. Porém, a castidade que Jesus convida todos os jovens a viver não tem nada de mutiladora, de pesada, de enfadonha. Ao contrário, é ela a grande mestra que ensina o jovem a colocar cada coisa no seu lugar, com o devido tempo, com a devida dedicação, e com serenidade. Um jovem, que vive castamente, experimenta alegrias que nenhuma outra pessoa pode sentir. Experimenta a verdadeira Liberdade! Não existe liberdade sem a castidade! Quando ele começa a viver castamente, ele começa a vivenciar um caminho com as alegrias que todo jovem busca, mas com ordem, sem inconstâncias. É um caminho que o ensina a cuidar da sua ansiedade em encontrar as respostas para suas perguntas, sem se deixar levar pelas respostinhas rápidas e instantâneas que o inimigo de Deus oferece.
Por isso o Demônio teme ao ver um jovem que vive a castidade, porque vê nele o rosto jovem e forte de Jesus, que não se rendeu, mas foi até o fim na Cruz! Vê nele o rosto puro da Jovem Virgem de Nazaré, que se abandona à vontade de Deus, que traz ao mundo a Salvação!
É tempo de se levantar uma geração de jovens que se abandonem ao sonho de Deus para sua vida, que tenham a plena confiança no plano de alegria que O Senhor tem para cada um de nós, para que o mundo possa contemplar nesta geração o rosto de Jesus, como disse nosso Papa Bento XVI aqui no Brasil no encontro com a juventude:
"A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada."
Jovem, busque o Senhor! Deus sonha com você todos os dias! A cada dia, Ele tem um Sonho para sua vida! Busque viver este sonho de amor! Vá visitar Jesus no Santíssimo Sacramento e experimente um pouco do sonho de Deus na sua intimidade com Ele! Vá atrás das promessas de Deus para sua vida! Elas são eternas!
Que o Senhor abençoe cada jovem que estiver lendo este artigo!
A minha maior alegria é adorá-Lo, meu Jesus Sacramentado!
Paz e bem!
O Senhor o abençoe e o guarde!

Texto de Lucas Grolla Vido, Comunidade Canção Nova, retirado do site www.cancaonova.com

18 de agosto de 2007

Humano Amor de Deus

Eu gosto muito dessa música! Partilho com vocês a letra! Veja como é uma linda verdade essa canção:

Tens o dom de ver estradas, onde eu vejo o fim
Me convences quando falas, não é bem assim
Se me esqueço, me recordas
Se não sei, me ensinas
E se perco a direção, vens me encontrar
Tens o dom de ouvir segredos, mesmo se me calo
E se falo me escutas, queres compreender
Se pela força da distância, tu te ausentas
Pelo poder que há na saudade, voltarás
Quando a solidão doeu em mim
Quando meu passado não passou por mim
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim
Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar
Quando o meu sonho vi desmoronar
Me trouxeste outros pra recomeçar
quando me esqueci que era alguém na vida
Teu amor veio me relembrar
Que Deus me ama, que não estou só
Que Deus cuida de mim
Quando fala pela tua voz que diz: Coragem
CD Adriana - Mais feliz
Letra - Pe. Fábio de Melo, scj

Frei Heitor Turrini em defesa da floresta

Assunção de Nossa Senhora

Estaremos celebrando no próximo domingo a Solenidade da Assunção de Maria, mãe de Jesus e nossa mãe. Esta festa é uma grande felicitação de Maria da parte dos fiéis, que nela vêem, ao mesmo tempo, a glória da Igreja e a prefiguração de sua própria glorificação.

Este Dogma Mariano foi definido solenemente pelo Papa Pio XII no dia 1º de novembro de 1950. Porém, não há nenhum texto bíblico que fale da Assunção de modo direto e explícito. Há sim temas bíblicos, que a Comunidade Eclesial chegou a descobrir (não inventou) este novo dogma. Assim, o Papa, na Constituição em que definia a Assunção, colocava alguns textos que fundamentava o Dogma, a saber: Gn 3,15; Sl 45; Lc, 1,28 e Ap 12.

O Catecismo da Igreja Católica (nº 966) diz:
“Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo. A Assunção da Virgem Maria é uma participação da ressurreição dos outros cristãos: No vosso parto, guardaste a virgindade, na vossa dormição não deixastes o mundo, ó mãe de Deus: fostes juntar-vos à fonte da vida, vós que concebestes o Deus vivo e, por vossas orações, livrareis as nossas almas da morte”.

O texto do Evangelho proposto para esta solenidade importante da vida eclesial é o de Lucas 1, 39-56, quando Maria Visita a sua prima Isabel e depois canta as grandes maravilhas que Deus operou na sua vida, texto esse que chamamos de Magnificat (Lc 1, 46-56).

O texto da Visitação (Lc. 1,39-45), revela a grande atitude de Maria que estava atenta à necessidade de sua prima Isabel. O encontro destas duas mulheres grávidas manifesta a alegria que o Espírito de Deus realizou em cada uma delas. De fato, “Isabel cheia do Espírito Santo exclama: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc, 1, 42). Neste alegre encontro as duas crianças que estavam sendo geradas perceberam e sentiram a força da ação de Deus e pularam e saltaram de alegria (Lc 1, 41.44). Na verdade, o gesto que fez Maria, de visitar Isabel, foi de levar a presença de Deus, principalmente aos necessitados, aos doentes... para aqueles que precisam de um gesto fraterno e solidário, e sobretudo interpelado pelo Evangelho e pelo projeto salvífico de Deus. Assim, dos lábios de Isabel, encontramos a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1,45).

O texto do Magnificat, revela como Maria entendeu o projeto salvífico de Deus. Ela se tornou a humilde Serva e por isso foi exaltada por Deus. De fato o Senhor a escolheu para ser a Mãe do Salvador e assim participar da sua glória, do seu amor verdadeiro, da sua redenção... O sim que Maria responde é uma doação para ser a Mão do Salvador e para segui-Lo até as últimas conseqüências (Jo, 19,26-27).

Maria Assunta ao Céu é o modelo de todo discípulo segue a Jesus até as últimas conseqüências; ela é modelo de uma Igreja servidora, atenta aos sinais dos tempos, que antecipa os acontecimentos (Jo, 2,1-11); é modelo de todo aquele que tem o Espírito Missionário, para levar uma palavra de consolo e esperança, (Lc 1,39-45), é modelo de uma Igreja acolhedora, porque ela acolheu o projeto de Deus.

Maria Assunta ao Céu é o “sinal de esperança segura e de conforto para o Povo de Deus peregrinante”(LG 68) nesta terra. Se Maria mereceu ser elevada ao Céu, o Povo de Deus, batizado e comprometido com a causa do Evangelho de Jesus, tem a esperança de chegar à glória do céu. Portanto, a Assunção de Maria é o ponto de chegada de uma discípula de Jesus. De alguém que encontrou o caminho do céu caminhando nas estradas da humanidade, endereçando sua vida a quem necessita sua ajuda e levando a alegria de Deus, que explode “magnificamente”, quando Jesus é comunicado pela fraternidade.

Se a Assunção foi um ponto de chegada para a vida de Maria, assim também a Assunção poder ser um ponto de chegada para nós, discípulos e missionários de Jesus, que ainda peregrinamos nesta terra e procuramos levar adiante o grande projeto de Deus de anunciar o Evangelho de Cristo.

Texto enviado por frei João Carlos

20º Domingo do Tempo Comum

Dia 19 de agosto

+ Br. 20º Domingo TC.
ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA, solenidade.
Ofício solene próprio.
Missa pr: Gl, Cr, Pf próprio.

Leituras prs:
Ap 11, 19a; 12, 1-6a.10ab;
Sl 44 (45), 10bc. 11. 12ab. 16 (+ 10b);
1Cor 15, 20-27
Lc 1, 39-56

Família cristã



Na semana nacional da família, a equipe do blog teve a oportunidade de visitar a família de Crispim e Jercileida, por ocasião do 10º aniversário natalício de Saul.

A visita marcada por um profundo clima de amizade e fraternidade, foi animada com cantos ao som de violão e guitarra. Saul e sua irmã Letícia (11 anos) são os músicos da casa, que com o apoio de outras crianças e adolescentes colocarão seus dons musicais a serviço dos irmãos no Santuário de São Peregrino, animando a celebração litúrgica.

A primeira participação desses irmãos será hoje, dia 18 de agosto, às 19h.

Na foto registramos a família ampliada, com a avó, tios e primos da dupla!

17 de agosto de 2007

Filho do Céu

Letra e música: Pe. Fábio de Melo, SCJ

Filho do Céu!!
Filho do Céu!!
Teu amor me faz vencer...
Teu amor me faz dizer:
"Sou Filho do Céu!"

Revestido de Tua Glória,
Consagrado a Ti, Senhor!
Território Santo eu sei que sou...
Viverei pra proclamar:
"Do Céu eu sou!!"

16 de agosto de 2007

A ação de Deus

Linda era uma modelo famosa. Requisitada e disputada, conseguia contratos milionários. Apesar do dinheiro, da fama e da beleza, ela não era feliz.

Sentia um imenso vazio por dentro. Sofria de pavor, ansiedade e insônia. Pensou em tomar medicamentos. Alguns amigos aprovaram, outros não.

Ela decidiu procurar outras terapias. Assinou contratos que jamais havia sonhado. Trabalhava muito, mas continuava atormentada.

Um dia, pela manhã, indo de carro para o trabalho, pelo caminho costumeiro, o trânsito parou. Um guarda estava desviando todo o trânsito para uma ruazinha estreita, porque um encanamento havia rompido na avenida principal.

Dirigindo lentamente pela rua desconhecida, ela passou em frente a uma igreja. Um cartaz, escrito à mão, dizia: “Sem Deus não há paz. Conheça Deus, conheça a paz. Todos são bem-vindos”.

Ela achou estranho e seguiu em frente. No dia seguinte, fazendo o mesmo trajeto, o trânsito parou. Um incêndio em uma loja fez com que, outra vez, o trânsito fosse desviado por aquela mesma ruazinha.

“De novo!”, pensou Linda. E passou outra vez pela igreja. Lá estava o cartaz, que agora lhe pareceu atraente.

De dentro do carro, espiou o interior da igreja.

No terceiro dia, ela pensou em mudar de trajeto. Mas achou que estava sendo muito boba. Afinal, qual era a probabilidade de, em três dias seguidos, acontecer o desvio do trânsito, no mesmo local?

“Vai ser um teste”, pensou. “Se acontecer alguma coisa e o trânsito for desviado, vou ter certeza de que é um sinal”.

Quando ela chegou na avenida, lá estavam os policiais outra vez. “Um grande acidente”, explicou um dos policiais, desviando o trânsito, para a já conhecida ruazinha.

“É demais”, falou Linda, consigo mesma. Estacionou o carro e entrou na igreja. Lá dentro, havia apenas um padre. Ele ergueu os olhos, olhou para ela com um sorriso e perguntou:

“Por que demorou tanto?” – Ele havia visto o carro de Linda passar ali nos três dias. Eles conversaram muito e como resultado, Linda passou a freqüentar a pequena igreja.

Encontrou a paz e a serenidade que estava esperando. Exatamente como dizia o cartaz. Ela precisava de Deus na sua vida. E, sem dúvida, fora Deus que providenciara para que, de alguma forma, entendesse que ela precisava voltar-se para Ele, alimentar o seu espírito com a fé, a esperança e o amor.

* * *

A Providência Divina sempre se faz presente em nossas vidas. Ocorre que, nem sempre, estamos de olhos e ouvidos atentos para perceber e entender.

Filhos bem-amados do Criador, não podemos esquecer de buscar o amparo desse Pai amoroso e bom, para que Nele encontremos o nosso refúgio seguro.

Muitos O procuram nas igrejas, nos templos. Outros, nos livros. Alguns tentam o coração do próximo para ver se ali descobrem Deus.

Em verdade, muitos são os caminhos, mas o encontro verdadeiro se dá portas adentro do nosso coração.



Com base no texto Linda Valentine, do livro Pequenos milagres.

15 de agosto de 2007

"O amor ao dinheiro move os executivos"

“Postura empresarial fere os dez mandamentos.” Foi a essa conclusão que o professor de pós-graduação e marketing, Marcelo Peruzzo, chegou, após realizar séria pesquisa com centenas de executivos brasileiros.

Mas, afinal de conta, o que os dez mandamentos cristãos e a administração empresarial têm em comum? Tudo, na opinião do professor Peruzzo.

Ele fez uma pesquisa junto a executivos brasileiros, para verificar se eles aplicam os mandamentos no dia a dia das empresas. Do total de consultados, 71% disseram acreditar nas regras divinas, mas, contraditoriamente, a maioria não as cumpre.

A pesquisa do professor tem um grau de confiabilidade de 95%. Segundo ele, os empresários que praticam os pecados organizacionais correm o risco de desaparecer do mercado.
"Isso já aconteceu com gente que cobiçou o mercado do próximo, quis crescer muito rápido e quebrou."

O primeiro mandamento – "amar a Deus sobre todas as coisas" – é desrespeitado por pelo menos 54% dos entrevistados, que confessaram colocar o dinheiro acima de todas as coisas, cometendo, assim, o que o especialista chama de primeiro pecado organizacional.

A mentira é prática entre 61% dos entrevistados, que admitem prometer coisas que não cumprem, desrespeitando, segundo a analogia do professor, o mandamento segundo o qual o nome de Deus não deve ser pronunciado em vão.

O período de descanso não é respeitado por 43% dos executivos, que trabalham dia e noite, inclusive nos fins de semana e feriados, relegando tudo em nome da empresa.

O professor Peruzzo também considera que 53% dos entrevistados não respeitam o quarto mandamento – honrar pai e mãe –, porque esquecem a família e os amigos para dedicação total à organização.

A quinta regra divina, que determina que o cristão não deve matar, estaria sendo desrespeitada por 46%. Esse pecado organizacional pode significar matar o cliente, oferecendo um serviço de péssima qualidade; matar a concorrência, que é importante para impulsionar o próprio crescimento da organização; e matar a sociedade, não assumindo a devida responsabilidade social."

A traição é uma prática comum entre 38% dos entrevistados, que começam a manter relacionamentos com funcionários ou colegas de trabalho, devido ao distanciamento da família e do amor. Mais da metade dos entrevistados (52%) confessou praticar o sétimo pecado organizacional, equivalente ao "não roubarás": fazer transações comerciais em que não existe uma troca justa, provocando prejuízo para a outra parte.


Um percentual muito expressivo de 64% dos executivos respondeu que forja políticas em benefício próprio, conspirando, fofocando, com inveja e ganância, e não se importa em prejudicar o próximo para obter vantagem. Esse tipo de atitude joga por terra o oitavo mandamento que estabelece: “não prestarás falso testemunho contra teu próximo”.

27% dos executivos declarou que se utiliza de poder e persuasão para seduzir colegas ou subordinados, contrariando o nono mandamento.

Deixando de lado o décimo mandamento não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo 37% dos executivos admitem como objetivo da empresa apenas o lucro e a conquista de mercado, cobiçando o espaço dos outros concorrentes.

Talvez você, como empresário, ache que Deus não tem que se envolver nos negócios dos homens e que seus mandamentos devam ser atendidos apenas pelos religiosos. No entanto, se considerar que Deus é o verdadeiro dono de tudo e que você é um mero administrador, então tratará de olhar o mundo dos negócios de forma diferente.

Mas se você é cristão, seu compromisso é ainda maior, pois foi o Cristo que afirmou que todos nós, um dia, seremos chamados pelas leis divinas a dar contas da nossa administração.

Texto extraído do livro “Os dez mandamentos de Deus e os pecados organizacionais”, e em matéria publicada no jornal Gazeta do Povo em 20/01/2002, caderno de Economia.

Quaresma de São Miguel

Inicio da Quaresma: 15 de agosto a 29 de setembro (Festa de São Miguel) Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa e também de São Padre Pio.
Todos os dias:

* Acender uma vela* Oferecer uma penitência* Fazer o sinal da cruz* Rezar a oração inicial
* Rezar a ladainha de São Miguel
* Ladainha do Preciossimo Sangue

ORAÇÃO INICIAL
"São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém".
"Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém".


LADAINHA DE SÃO MIGUELSenhor, tende piedade de nós.Jesus Cristo, tende piedade de nós.Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo,para que sejamos dignos de Suas promessas. Amém.
OraçãoSenhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém.

Assunção - uma passeio divino



Deus é Amor! Esse amor, que é sua essência, faz, ao mesmo tempo a Unidade de sua natureza e a Trindade de suas pessoas. Esse Amor Infinito, vivo e vivificante, vivo em si e por si mesmo e vivificante para fora, não tende somente por sua natureza própria à comunicação, mas é pelo fato da intensidade de sua vida e da sua imortal fecundidade, a própria comunicação.

Assim aconteceu quando Deus se comunicou com Nossa Senhora. Com o seu “sim” ela deu a liberdade para o Espírito Santo, pois se tornou “escrava do Senhor” (Lc 1,38). Por ser vivo e fecundo, o Amor pode se comunicar. E é pela comunicação que o Amor se torna vivo e fecundo. Essa dinâmica do Amor é eterna como uma circulação ininterrupta que vai do Pai ao Filho e ao Espírito Santo. É um movimento vital único, tão apertado e tão intenso, que â primeira vista parecia que fosse uma imobilidade.

Este movimento de Amor faz-se também ao mundo, à natureza humana. A mais maravilhosa produção desse movimento exterior do Amor é a humanidade de Cristo. Esta comunicação tende à criação, a uma incessante produção. É um movimento de trabalho, e este contenta-se com uma perpétua produção de Graças, de Dons, de Vida Espiritual.

O que chamo de “um passeio divino” não é somente a “Assunção de Nossa Senhora” e sim sua vida, seu testemunho, sua doação e seu serviço, sua entrega à Palavra. Porque passeio? Pelo fato de professarmos que a Virgem gerou no seu ventre Aquele que a criou. Nossa Senhora foi criada a imagem e semelhança Daquele que ela gerou, pela ação do Espírito Santo. Em poucas palavras quero dizer que Nossa Senhora veio de Deus e volta para Ele pela comunicação da Trindade.

Quando Nossa Senhora comunica ao seu Filho a falta de vinho, naquele casamento em Caná (Jo 2,3), Jesus opera seu primeiro milagre. Nesta comunicação vemos os laços que unem a Mãe ao Filho, a comunhão de vida, de sangue, de pensamentos, de desejos e de amor reinante. Assim como o primeiro milagre, também o último olhar, o último suspiro e o último pensamento de Jesus na cruz serão pra ela.

Agora também chegou sua hora. Nossa Senhora é atraída pelo Amor. Seu Filho Jesus a recebe nos Céus. Terminou o seu passeio. O Amor continua a se comunicar profundo e fecundo, eterno e novo. Assim todas as vezes que dizemos “Ave Maria!” estamos dizendo não só palavras, mas a própria Palavra de Deus (Lc 1,28 e Jo 1,14). Nossa oração é uma comunicação em Espírito e Verdade. A Mãe e Rainha de todos os povos é nossa intercessora agora e no fim de nosso passeio também! Amém!!!

14 de agosto de 2007

Redação vencedora

A redação abaixo foi desenvolvida por um candidato aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e, acima de tudo, por sua alma.



REDAÇÃO VENCEDORA


Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?".Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

Deus vai além - Marcio Todeschini



Tantos erros... ainda é tempo de voltar!
Tantas marcas... não se prenda ao que passou!
Há um Deus que te espera, Ele te ama muito além!
Tantos erros... ainda é tempo de voltar!
Tantas marcas... não se prenda ao que passou!
Há um Deus que te espera, Ele te ama muito além!
Além dos teus erros, dos erros dos outros!
Além das escolhas tão erradas...
Além dos limites, dos desequilíbrios,
Muito além de ti, além das diferenças!
Deus vai além! Deus vai além!
Deus vai além! Deus vai além!
Ele tanto amou o mundo que nos deu na Cruz, Jesus,
Pra que eu tenha a vida eterna...
Ele me ama muito além...
Além dos meus erros, dos erros dos outros!
Além das escolhas tão erradas...
Além dos limites, dos desequilíbrios,
Muito além de mim, além das diferenças!
Deus vai além! Deus vai além!
Deus vai além! Deus vai além!

(Indicação de Fabiana)

Portal da música católica

...:: PORTAL DA MÚSICA CATÓLICA ::... O Point dos Músicos Católicos

Na loja do Senhor




A paz de Jesus esteja contigo.


Na loja do Senhor

"Entrei e vi um anjo no balcão. Maravilhado lhe disse:
- Santo Anjo do Senhor, o que vendes?
Respondeu-me:
- Todos os dons de Deus.

- Custa muito?

- Não. Tudo é de graça.

Contemplei a loja e vi: jarros e vidros de fé, pacotes de esperança,
caixinhas de salvação e sabedoria...
Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero muito amor de Deus, todo o perdão Dele, um vidro de fé,bastante felicidade e salvação eterna para mim e minha família.
Então o anjo do Senhor preparou-me um pequeno embrulho que cabia na minha mão. Maravilhado disse-lhe:
- É possível tudo aqui?
O Anjo respondeu-me sorrindo:
- Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos,
Apenas sementes".

Autor desconhecido

Como Deus é perfeito!

A semente é de graça, agora cabe a cada um de nós plantarmos e regarmos para mais tarde colhermos os frutos.
Fiquem na paz do Senhor.
Desejo a todos um ótimo dia com Jesus!
Qual é a semente que vc vai plantar hoje?






13 de agosto de 2007

VII Romaria da Terra e das Águas


Olá queridos irmãos!

A Paz do Nosso Senhor Jesus!

No próximo domingo, dia 19/08/2007, a Diocese de Rio Branco realizará a VII Romaria da Terra e das Águas a partir das 08h. A Romaria da Terra é um momento muito especial pra todos nós católicos que só acontece a cada quatro anos, a caminhada do povo que testemunha o amor de Deus!

Na história do povo de Deus as caminhadas sempre estiveram presentes como instrumento de libertação e obediência ao que o Senhor falava através dos profetas.

A VII Romaria da Terra e das Águas tem pra nós hoje o mesmo significado, e nós devemos ouvir e atender o chamado que Deus faz pela da voz da Igreja que ecoa em nosso meio.

A caminhada começa na Praça da Catedral e vai até o Parque de Exposições, são em média 06 quilômetros pelos quais os pés dos romeiros percorrerão o caminho que o Senhor sonhou para os seus.

Eu vou! E te espero lá viu!
Um grande abraço cheio do verdadeiro amor fraterno, a única força capaz de transformar as trevas em luz!

Livro de visita

Depois de alguns problemas técnicos, nosso livro de visita já está novamente no ar...
Não deixe de registrar sua presença.
Deixe também seu recado no livro de visita ou faça seu comentário nas postagens! Assim você vai estar colaborando conosco.
Já são mais de 3 mil acessos ao blog e você não pode ficar de fora!

Foto do papa Bento XVI


Atitudes precipitadas


O LENHADOR E A RAPOSA

Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bichano de estimação e de sua total confiança. Todos os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.
Achei bem interessante essa estória, por isso resolvi publicar para que nós pensemos nas várias decisões e ações precipitadas que tomamos em nossas vidas que acabam magoando as pessoas que amamos.
Tenham todos um bom dia!
Que Deus nos guie no dia de hoje e sempre.

12 de agosto de 2007

Paternidade: missão divina



Ser Pai é antes de tudo, compreender o mistério que envolve o outro. Ser Pai é aprender a doar de uma forma única, mas o mais importante, do ser Pai, é amar acima de tudo.

Quando recebi a graça de Deus de ser pai, compreendi muito rapidamente a pedagogia de Deus acerca de cada um de nós, vi no agir de meu filho, a minha forma de agir diante de Deus, como a liberdade é um dom, como ela funciona realmente. Me perguntava, como esse “carinha” pode ser tão audacioso, fui eu quem lhe deu vida e ele quer me dominar? Quem ele pensa que é? Como ele pode querer tirar a atenção da minha própria esposa de mim? Todos esses questionamentos me fizeram entender a Deus e por tabela entender cada irmão e irmã que encontro ao longo da minha vida.

Ser Pai é partilhar desse poder divino de dar a vida, mas acima de tudo, de criar filhos para Deus. Criar significar alimentar, cuidar, ensinar, proteger, amar, perdoar, e o que é isso senão características do amor de Deus para com cada um de nós.

Que missão nós homens recebemos!!

Ser Pai, principalmente nesses dias pós-modernos é ser instrumento de cura para os filhos e para a família. O pai é aquele que põe o nome na criança, esse por nome significa dar uma identidade, essa identidade separa a criança da pessoa da mãe, ou seja, a criança aprende com o pai que ela é um ser individual, único e importante. O que nos leva a pensar, que muitos dos males que temos hoje (homossexualidade, vícios, drogas) é por falta de pais atentos a sua missão.
Nesse dia dos Pais, lembremos do Pai Nosso, do Abba, que sem dúvida nenhuma realizar o ato de criação em suprema grandeza. Como esquecer dos nossos queridos sacerdotes, pais que nos alimentam com o mais preciosos dos alimentos, o próprio corpo de Cristo nosso Salvador. Para os Padres um enorme abraço de um filho agradecido.

Que Deus abençoe a nós os pais e que o Espírito Santo que mostra a verdade ilumine a todos nós para termos consciência da nossa missão.
PARABÉNS PAPAI!!!!!!!!!!!!

11 de agosto de 2007

Não temas pequeno rebanho

A Comunidade Cristã era uma minoria vulnerável, um “pequenino rebanho” (Lc 12,32). Porém a ela pertence o Reino, a comunhão com Deus. O texto a qual estamos rezando faz parte do ensinamento de Jesus sobre a riqueza (Lc 12,31-21). O discípulo deve estar livre, procurando só o tesouro junto a Deus. Jesus nos ensina a importância de estar vigilantes (Lc 12, 35-48). Deveríamos estar prontos para a volta do Senhor, que é o juízo sobre os diligentes e os despreocupados. Esta vigilância é a fidelidade no serviço confiado a cada um. A Vigilância não significa ficar de braços cruzados esperando a salvação acontecer, mas é preciso assumir um compromisso para o bem da comunidade (= Igreja > um povo de batizados). O Evangelista Lucas insiste na responsabilidade e no compromisso de cada um (Lc 12,47-48) na busca da vigilância e de conhecer verdadeiramente a vontade do Senhor. Quem conhecia esta vontade e, contudo não se preparou, será castigado severamente. Seria importante ver em que momentos o Senhor Deus em certos momentos da vida continua chamando a cada um de nós para participar de sua vida, do seu reino, do seu amor, da sua graça... e muitas não reconhecer esta chamada.
Lucas, para exemplificar esta experiência da “vigilância e de estar preparados”... coloca para seus leitores três parábolas:
· Os Servos que esperam o Senhor voltar do casamento (Lc 12,37)
· O Ladrão que chega de surpresa (Lc 12,39)
· O administrador fiel (Lc 12,42)
Estas parábolas ilustram a realidade de estar preparados e vigilantes, para que quando o Senhor voltar encontre um clima de oração, preparação... e assim perceber o “momento propício para se encontrar com o Seu Senhor. Na verdade o espírito de vigilância nem sempre é fácil. Exige que as pessoas enxerguem além das fronteiras. Certamente é mais fácil viver despreocupados e viver o momento presente... pois quem saberá quando o Senhor irá voltar? (Lc 12,45).
Para sustentar a atitude de ativa vigilância e solicitude pela causa do Reino do Senhor, é preciso um caminho de fé. A carta aos Hebreus (11,1-2.8-19) vem sustentar o espírito do evangelho. Neste sentido a fé é como possuir antecipadamente aquilo que se espera; é uma intuição daquilo que não se vê (Hb 11,1). O sentido original da fé não é adesão da razão a verdade inacessíveis, mas o engajamento da existência naquilo que não é visível e palpável, porém tão real que abarca toda a pessoa. O exemplo mais típico é o de Abraão, considerado por Paulo como o “Pai na fé”. Pela fé, Abraão obedece a Deus, deixa a pátria e parte para o desconhecido...; pela fé, acredita ter um filho... apesar da idade avançada...; pela fé, aceita a ordem divina de sacrificar Isaac; pela fé, caminhou pela vida como peregrino, sem desanimar, de olhos postos na pátria definitiva... (Hb 11,8-19).
Aos discípulos “temerosos”, encontraram em Jesus um ânimo e um espírito diferente: “Não tenham medo” (Lc 12,32). Em seguida, continua propondo a liberdade diante dos bens materiais. Se o Reino está garantido, não acumulem bens materiais. Partilhem com os outros. Acumulem e guardem seu tesouro no céu, onde os ladrões não podem roubar. Você sabe onde está o seu tesouro (Lc 12,34): está onde está o seu coração e seu coração está nas coisas que você valoriza. Aos Doze Jesus afirmou que: “foi do agrado do Pai dar a vós do reino” (Lc 12,32).
Os desafios do séc. XXI continuam... As lutas, corrupções, as traições, as infidelidades, as desintegrações familiares, as desarmonias, etc... Estas situações não devem abalar a fé dos discípulos (= comunidade). São momentos em que não devemos desanimar, pelo contrário, continuar acreditando, como fizeram Abraão, Sara e outros..., pois uma luz sempre se acende, diante de quem tem fé e esperança. E Jesus continua afirmando para a comunidade apostólica (= 12 Apóstolos): Não temas pequeno rebanho...

(enviado por frei João Carlos)

19º Domingo do Tempo Comum

12 de agosto
+ Verde. 19o DOMINGO DO TEMPO COMUM
3a semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

Leituras: Sb 18, 6-9;
Sl 32 (33), 1 e 12. 18-19. 20 e 22 (+ 12b);
Hb 11, 1-2.8-19 ou abrev. 1-2.8-12
Lc 12, 32-48 ou abrev. 35-40 (Vigilância)

10 de agosto de 2007

Luteranos defendem veneração à Virgem Maria


Um grupo de teólogos luteranos da Alemanha publicou um texto intitulado Manifesto de Dresden, na revista “Spiritus Domini”, onde questionam a atitude dos “cristãos evangélicos” que ignoram os milagres que acontecem em locais marianos, como Lourdes e Fátima, e por isso, acabam ignorando a própria Virgem Maria.

O documento pergunta: “Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades, pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica?”.

O Texto luterano afirma que as curas em santuários marianos devem receber credibilidade, pois “sabemos, ou deveríamos saber, que as curas de Lourdes e Fátima são examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e não-católicos”.

O manifesto afirma que “seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus, que fala ao mundo pela mediação de Maria, e dar-lhes as costas unicamente porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica”.

Segundo o manifesto, umas das causas do esquecimento de Maria pelas outras religiões foi a Guerra dos 30 anos (século XVII, entre luteranos e católicos) e na época dos livres pensadores da metade do século XVIII, que, “sufocando no coração dos evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados da piedade cristã”.
O Manifesto de Dresden lembra que “Lutero honrou Maria até o fim de sua vida; santificava suas festas e cantava diariamente o Magnificat”.

Mas como causa principal do esquecimento, e até mesmo de certo repudio de Maria, o manifesto afirma que “o temor de diminuir a glória de Jesus foi a causa de que as Igrejas Evangélicas negassem à Maria a veneração e os louvores devidos”.
O texto conclui o tema ao combater esse “temor”, argumentando que “através da justa veneração que aos apóstolos e a ela corresponde, multiplica-se a glória e o louvor ao Senhor, porque foi Ele que a elegeu (e a fez) pela Sua Graça um instrumento seu. Jesus espera que veneremos Maria e a amemos”. (Folha de SP, da Redação, 27 julho 2007)

Graças a Deus os luteranos superaram o erro da maioria dos protestantes que pensam que os católicos prestam um culto de adoração (latria) à Virgem Maria, quando na verdade é um culto de veneração apenas (dulia); e que este culto não põe Jesus nas sombras, ao contrário o enaltece, uma vez que a Virgem sua Mãe é santa e Imaculada por graça do seu Filho.

Texto retirado do blog do Prof. Felipe Aquino, Comunidade Canção Nova

Faxina na alma

Não importa onde você parou...em que momento da vida você cansou...Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...é renovar as esperanças na vida e o mais importante...acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...Chorou muito? Foi limpeza da alma...Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos...Acreditou que tudo estava perdido?era o início da tua melhora...Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz...de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender pintar...desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa...Olha quanto desafio...quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.Tá se sentindo sozinho?besteira...tem tanta gente que você afastou com o seu "período deisolamento"...tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar"perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis...o mal humor vai comendo nosso fígado... até a boca ficaamarga.Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios.Onde você quer chegar? ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor...queira coisas boas para a vida...pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...já se desejarmos fortemente o melhor e principalmentelutarmos pelo melhor... o melhor vai se instalar na nossa vida.
...............................................................
Carlos Drummond Andrade

9 de agosto de 2007

Reflexão sobre Hebreus 11


A fé sem obras é morta!
Deus nos pede mais. Não é o suficiente crermos em Deus, até os demônios crêem e sabem da sua existência, mas Deus nos pede mais. Ele quer ter a certeza da nossa fé, uma fé não só baseada em palavras soltas ao vento. Não!

Muitas vezes para alcançarmos uma fé viva baseada em obras, temos que abrir mão do que “mais amamos”; Temos que nos renunciar em nome desta fé. Assim como Abraão, que foi capaz de atender o pedido de Deus e entregar o que tinha de mais precioso: Seu filho! O filho que o próprio Deus havia lhe dado.

Abraão poderia muito bem ter questionado tal pedido dizendo:
- Senhor como podes tirar de mim algo que tu mesmo me deste?! Essa seria uma reação até esperada. Mas... ele simplesmente disse SIM. Sem questionar, sem vacilar, partiu para realizar à vontade de Deus. E como todos nós sabemos ao final desta passagem Deus pede que Abraão deixe seu filho e sacrifique um cordeiro.

Deus em momento algum quis machucar o coração de Abraão. Parece loucura! Deus mais do que saber se seu servo estava totalmente voltado para Ele, queria mostrar-lhe que de poderia confiar sempre Nele. Pois Deus é sempre fiel! E de fato não só a fé como também a razão de Abraão estavam em perfeita harmonia com Deus. Os planos de Deus para Abraão eram grandiosos e Deus o estava preparando.

Podemos voltar essa situação para a vida de cada um de nós, quando somos chamados a abrir mão de algo, alguém ou até mesmo coisas que tanto estimamos. É muito difícil e doloroso para a nossa limitada humanidade entendermos a pedagogia de Deus. Nossa! E como é! Quantas vezes me deparei e me deparo com suas solicitações em minha vida. E quantas vezes não consigo entender. Mas o que percebo hoje, é que nos momentos onde mais me sinto destruída, sem forças são aqueles momentos aonde mais consegui fortalecer minha fé, pois mesmo sem entender , com o coração em pedaços até, continuei a desejar o amor de Deus.

O que temos que ter em mente é que nem tudo podemos entender mas com certeza absoluta Deus também tem planos para cada um de nós e ao assumirmos nossa fé praticando as obras do Senhor, seremos glorificados pelo seu Nome. Deus na verdade pode não está querendo tirar algo que tenha nos dado, pelo contrário. Com certeza vai nos devolver com uma graça ainda maior aquilo que de coração ofertarmos.

Sendo assim não tenhas medo que se entregar e confiar em Deus, E se para isso tiver que morrer para si mesmo o faça com alegria, transformando seu sacrifício em bênção para você e para todos ao seu redor.
Fiquem com Deus!

Catholic.net - El lugar de encuentro de los Católicos en la red

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Vocação - Um chamado II

Voltando ao assunto a cerca da Vocação, quero apresentar alguns outros argumentos que me chegam para ajudar aos que estão em dúvidas. Claro que trato aqui da vocação religiosa, mas o caminho é o mesmo. Em momento oportuno falarei sobre a vocação matrimonial.

Muitos duvidam do chamado e ficam o resto da vida incompletos, pois como falávamos antes, atender a vocação nos torna mais completos. Como iniciar essa escuta, creio que aqui cabe primeiramente um discernimento que poderíamos chamar de humano, é preciso primeiramente, sentir no seu interior um chamado de Deus, desejar trabalhar para o reino de Deus e ter uma causa bem definida. Por exemplo, algumas pessoas gostam de trabalhar diretamente com os pobres, outras com as crianças, outras com pessoas idosas. É a partir desse sentimento interior nascido no coração da pessoa é que ela vai discernindo para que lado ela vai se movimentar, porque existem Congregações que são voltadas para o trabalho com a infância, outras com colégios, outras com hospitais, e há também as Congregações de vida de oração pura, as de clausura, chamadas Contemplativas. Quanto aos requisitos, uma coisa muito boa que o direito Canônico fala é a respeito da saúde física, emocional e uma certa maturidade humana. Por exemplo, pessoas com problemas sérios e muito traumatizadas podem carregar problemas consigo, criando dificuldades dentro da comunidade. Portanto, esses problemas devem ser resolvidos antes de entrar numa vida religiosa.

Volto depois ainda tratar desse assunto, que possa está ajudando a você encontrar o caminho da sua completa felicidade, isso rogo a Deus!!!