Ave Maria, cheia de graça!

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31 de dezembro de 2007

“Maria, Mãe de Deus E Rainha da Paz”

      A festa de "Maria, Mãe de Deus", que estamos celebrando, está dentro do contexto das celebrações natalinas, ou seja, refletir sobre a grandeza do mistério divino que se encarna para salvar toda a humanidade das suas corrupções e de seus pecados. Também o Papa Paulo VI colocou três motivos para celebrar este dia: o mistério da Maternidade divina, o início do ano civil e o dia mundial da paz.

      O início do ano civil: o ano de 2007 terminou e entrou para a história. Estamos iniciando, com muitos sonhos e desejos, o ano de 2008. Um convite especial é feito para olhar para 2007 com carinho e perceber que muitas coisas boas aconteceram; por isso é importante agradecer a Deus. Por outro lado, outras coisas e situações não boas aconteceram no nosso meio e outras ficaram no papel; por isso é importante pedir perdão a Cristo, pelas palavras, atos e omissões e assim fazer a reconciliação e iniciar 2008 com o coração reconciliado, com Deus, consigo mesmo, com os irmãos e com a natureza. E ainda uma prece especial para o ano de 2008 seja verdadeiramente abençoado e os nossos corações estejam abertos e disponíveis para iniciar o novo ano com o espírito renovado de acordo com os critérios do Evangelho.

      O Mistério da Maternidade Divina. O Evangelho propõe o texto chamado da Infância de Jesus (Lc 1-2). É a continuação da narrativa do seu nascimento. A Família de Nazaré recebe a visita dos Pastores (Lc 2,16) e eles "tendo-o visto, contaram o que lhe fora dito sobre o menino e todos ficaram maravilhados com aquilo que contavam" (Lc 2,17-18). Maria tem uma atitude profundamente espiritual: ela "guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração" (Lc 2,19). Os Pastores, por sua vez, tiveram uma atitude tipicamente missionária, pois proclamam a ação salvadora de Deus, manifestada com o nascimento de Jesus.

      O Livro dos Números fala que Moisés abençoou Araão e seus Filhos (Nm 6,22-27). Não é isto que queremos para o ano de 2008: uma benção especial? Esta benção poderia ser a luz do Evangelho. Benção significa duas palavras juntas: benedire, ou seja "dizer bem" o contrário desta palavra seria o "maledire", ou seja "falar mal > maldito, mal falado". Então quando dizemos bem ou falamos bem de alguém estamos resgatando aquilo que a pessoa tem de bom, de melhor... Quando falamos mal, estamos colocando o "espírito da pessoa pra baixo". No ano novo, não é isto que queremos para as pessoas: que elas sejam abençoadas, que estejam bem, bem com a sua auto estima e tudo mais? Por isso Moisés abençoou Aaraão dizendo: "o Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a Paz!" (Nm 6,24-26).

      O Dia Mundial da Paz. No primeiro dia de 2008 celebramos a Paz. Toda a humanidade deseja a paz. Mas vemos o mundo em conflito, guerra, atentados.... Jesus disse: "bem-aventurados os que promevem a paz, porque serão chamos filhos de Deus" (Mt 5,9). O Papa bento XVI, propõe para o dia da paz um tema importante. Neste ano ele convida a refletir sobre: "Família humana, comunidade de Paz". E continua: "A primeira forma de comunhão entre as pessoas é a que o amor suscita entre um homem e uma mulher, decididos a construírem juntos uma nova família...". Assim comos os anjos, nós também somos os mensageiros e artífices da paz que nos propõe Jesus. Somos os agentes da Boa Notícia para as pessoas. Não é a Paz que queremos desejar para 2008? Então como você vai iniciá-lo? Que planos você tem? Contudo, diz o ditado popular: "ano novo vida nova". Seria importante, frente os desafios da vida, que o ano de 2008 seja realmente novo. Como? Dependerá de você e talvez de sua comunidade. Mas o importante será uma nova mentalidade, nova atitude, novo jeito, nova maneira de pensar e atuar, ou seja, uma vida totalmente renovada pelo Espírito Santo e renovada de acordo com os critérios do Evangelho. Talvez seria essa a grande novidade que Jesus nos deixou. Eis algumas sugestões para iniciar o ano de 2008. Mas, pense, medite e reflexione... sobre:

- um NOVO OLHAR sobre a sua casa, a sua cidade, o seu trabalho, a sua Paróquia, sobre a sua comunidade...

- um NOVO AMOR: com o pai, a esposa, os filhos, com os irmãos, o vizinho...

- um NOVO CORAÇAO, disposto a descobrir em tudo e em todos, a face de Deus e o rosto de Cristo que nos interpela nas diversas situações da vida...

- uma NOVA MANEIRA de tratar a natureza, tão sofrida nestes últimos anos...

- um OLHAR MISSIONÁRIO... A Igreja está vivendo um clima tipicamente missionário. O Documento de Aparecida insiste que "um autêntico caminho cristão preenche... projeta... habilita... contribui... incentiva... desperta... a respondabilidade dos leigos no mundo para construir o Reino de Deus (num. 280/d).

      Que Maria, a Mãe de Deus e Rainha da Paz nos ajude a semear a paz durante o ano de 2008, e que juntos em missão, possamos proporcionar aos nossos irmão e irmãs um mundo mais humano, harmônico, cheio de paz, mais fraterno... do evangelho e mais cristão. 



(enviado por frei João)

17 de dezembro de 2007

CONCURSO PARA MÚSICA DO HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009


 

Brasília-DF, 12 de dezembro de 2007

ML – C – nº1049/07


 

CONCURSO PARA MÚSICA DO HINO DA
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009

  
 

Prezado(a) compositor(a)

 
 

A CNBB, através do Setor de Música Litúrgica está convidando você para participar do concurso da música do hino da CF de 2009.

  
 

1. Tema e lema da CF 2009

 
 

Tema:
"Fraternidade e segurança pública".

Lema:
"A paz é fruto da justiça" (Is 32,17).

  
 

2. Características da música do Hino

 
 

2.1. Em geral

 
 

A expressão musical do hino consistirá de:

  • Caráter vibrante, vigoroso, "energizador". Este caráter tem a ver com o ressoar de "trombetas e clarins" (cf. Sl 47, 6; 98, 5-6);
  • Melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembléia;
  • Força melódica e rítmica eficazes para a dinamização das potencialidades individuais e grupais, que ajudem na superação do egoísmo e do comodismo.


 

2.2. Quanto à melodia:

 
 

  • Realce bem o sentido da letra. Antes de pensar na composição, o(a) autor(a) deverá estudar bem a letra e observar os acentos tônicos (fortes) das palavras para que haja uma correspondência natural com os tempos fortes da melodia. Quando as sílabas não acentuadas (átonas) coincidem com os tempos fortes de cada compasso, a palavra fica deformada (por exemplo: terrá, horá, vamós...);
  • Seja fluente, simples, porém, bela. A tessitura média das notas musicais deve-se acomodar entre o "dó 3" (dó central do piano ou órgão) e o "dó 4" (uma oitava acima);
  • Tenha pausas de respiração suficientes e nos momentos certos. É bom que haja uma breve respiração no final de cada frase do texto;
  • Seja construída a partir da escala diatônica. Sejam evitados cromatismos exagerados (semitons sucessivos) e intervalos de difícil entoação;
  • Seja artística, fugindo dos "chavões e clichês" já conhecidos e por demais gastos;
  • Tenha características da genuína música brasileira (por exemplo, da etnomúsica religiosa).


 

3. Apresentação da composição

  • Esteja escrita em pauta, com a indicação dos acordes (cifras) para o acompanhamento instrumental. As melodias que não vierem anotadas na pauta, automaticamente, não serão submetidas ao concurso.
  • Estejam gravadas em CD, com ou sem acompanhamento instrumental.


 

4. Prazo

As composições sejam enviadas à CNBB até o dia 30 de março de 2008, trazendo apenas o pseudônimo (nome de fantasia) do(a) autor(a), no remetente. Dentro da correspondência, num envelope fechado, estejam o nome verdadeiro do(a) compositor(a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais (Cf. ANEXO II), preenchido e assinado, para o seguinte endereço:

 
 

CNBB (Setor Música Litúrgica)

SE/Sul, Q. 801, Conj. "B"

70401-900 - BRASÍLIA-DF

 
 

 
 

Dom Dimas

Bispo auxiliar do Rio de Janeiro

Secretário Geral da CNBB

 
 

 
 

Pe. José Carlos Sala

Assessor da Música Litúrgica da CNBB

 
 


 

Pe. José Adalberto Vanzella

Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade

 
 

P. S.: Veja a seguir, o texto do Hino (anexo I) e o termo de cessão de

direitos autorais à CNBB (Anexo II).

 

 
 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2008

Tema: Fraternidade e segurança pública

Lema: "A Paz é fruto da justiça" (Is 32,17)

 
 

HINO

 
 

Letra

José Antônio de Oliveira


 

 

  1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento

    Conheço o medo e a insegurança em que estás.

    Eu venho a ti, sou tua força e teu alento.

    Vou te mostrar caminho novo para a paz

     
     

    Ref.: Onde pões tua confiança?

    Segurança, quem te traz?

    É o amor que tudo alcança;

    Só a justiça gera paz!

 
 

  1. Quando o direito habitar a tua casa,

    Quando a justiça se sentar à tua mesa,

    A segurança há de brincar em tuas praças;

    Enfim, a paz demonstrará sua beleza.

 
 

  1. A segurança é vida plena para todos:

    Trabalho digno, moradia , eduação;

    É ter saúde e os direitos respeitados;

    É construir fraternidade, é ser irmão.

 
 

  1. É vão punir sem superar dificuldades;

    É ilusão só exigir sem antes dar.

    Só na justiça encontrarás tranquilidade;

    Não-violência é o jeito novo de lutar.

     
     

    1. É como teia de aranha, a segurança (Jó 8,14)

      De quem confia só nas armas, no poder.

      Não é violência, não são grades ou vingança

      Que irão fazer paz e justiça florescer.

     
     

    1. Eu desposei-te no direito e na justiça;

      Com grande amor e com ternura te escolhi. (Os 2,18)

      Como aceitar o desrespeito, a injustiça,

      A intolerância e o desamor que vêm de ti?!

       
       


       

       

     
     

     
     

     
     

     

     
     

    CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009

    Tema: Fraternidade e segurança pública

    Lema: "A Paz é fruto da justiça" (Is 32,17)

12 de dezembro de 2007

Nossa Senhora de Guadalupe


A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe teve início no México, com sua aparição ao índio batizado Juan Diego. Por volta de 1531, ele passava pela colina de Tepeyac, perto da capital mexicana, quando ouviu uma suave melodia. Olhou e viu sobre uma nuvem branca uma linda Senhora resplandecente de luz, envolta em um arco-íris.

Ela chamou-o pelo nome, disse-lhe que era a verdadeira mãe de Deus, e encarregou-o de pedir ao bispo, Dom Juan de Zumárraga que construísse uma igreja naquela colina para sua honra e glória de Deus. Após muita dificuldade o índio conseguiu falar com o bispo, que naturalmente não acreditou na sua história.


Usando de prudência, o bispo pediu um sinal da Virgem ao indígena, que somente na terceira aparição foi concedido, quando Juan Diego estava indo buscar um sacerdote para o tio doente. A Virgem o instruiu para que colhesse flores no bosque e as levasse ao bispo. Diego obedeceu.


O bispo ficou estupefato quando abriu o pano que o índio lhe estendeu. Não podia entender como, em pleno inverno, o índio encontrou um ramalhete de flores frescas e perfumadas ! E, na manta bordada que o índio usou para embrulhar as flores, estava a figura da Virgem de Guadalupe: tez morena, olhos claros, e vestida como as mulheres da Palestina ! Dom Zumárraga, emocionado, acreditou na história do índio e seguiu suas instruções, providenciando a construção do templo em honra da mãe de Deus.


A partir daí, a evangelização do México, até então lenta e difícil, tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos astecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos.


O manto de Juan Diego, que deveria ter se deteriorado em 20 anos, devido à baixa qualidade do tecido, mantém-se perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais de 450 anos, e ainda hoje é venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que se tornou o santuário católico mais popular do mundo depois do Vaticano.


Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada Padroeira de toda a América, em 1945, pelo Papa Pio XII.



ORAÇÃO


Perfeita, sempre Virgem Santa Maria, Mãe do Verdadeiro Deus, por quem se vive. Tu que na verdade és nossa Mãe Compassiva, te buscamos e te clamamos. Escuta com piedade nosso pranto, nossas tristezas. Cura nossas penas, nossas misérias e dores. Tu que és nossa doce e amorosa Mãe, acolhe-nos no aconchego do teu manto, no carinho de teus braços.

Que nada nos aflija nem perturbe nosso coração. Mostra-nos e manifesta-nos a teu amado Filho, para que Nele e com Ele encontremosnossa salvação e a salvação do mundo. Santíssima Virgem Maria de Guadalupe, faz-nos mensageiros teus, mensageiros da Palavra e da vontade de Deus.

Amém.
VIVA NOSSA SENHORA DE GUADALUPE! PADROEIRA DA AMÉRICA!

7 de dezembro de 2007

Imaculada Conceição

Comentário do Pe. Cantalamessa na festa mariana


ROMA, quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a Solenidade da Imaculada Conceição.

* * *

Solenidade da Imaculada Conceição

Gênesis 3, 9-15.20; Efésios 1, 3-6.11-12; Lucas 1, 26-38

Sem pecado

Com o dogma da Imaculada Conceição, a Igreja Católica afirma que Maria, por singular privilégio de Deus e em vista dos méritos da morte de Cristo, foi preservada de contrair a mancha do pecado original e veio à existência já totalmente santa. Quatro anos depois da definição do dogma pelo Papa Pio IX, esta verdade foi confirmada pela própria Virgem em Lourdes, em uma das aparições a Bernadete, com as palavras: «Eu sou a Imaculada Conceição».

A festa da Imaculada recorda à humanidade que existe uma só coisa que contamina verdadeiramente o homem, e é o pecado. Uma mensagem urgente para ser proposta. O mundo perdeu o sentido do pecado. Brinca-se como se fosse o mais inocente do mundo. Alinha com a idéia de pecado seus produtos e seus espetáculos para torná-los mais atrativos. Refere-se ao pecado, inclusive aos mais graves, com diminutivos: pecadinho, viciozinho. A expressão «pecado original» se utiliza na linguagem publicitária para indicar algo bem diferente da Bíblia: um pecado que dá um toque de originalidade a quem o comete!

O mundo tem medo de tudo, menos do pecado. Teme a contaminação atmosférica, as penosas doenças do corpo, a guerra atômica, atualmente o terrorismo, mas não lhe dá medo a guerra a Deus, que é o Eterno, o Onipotente, o Amor, enquanto Jesus diz que não se tema aos que matam o corpo, mas só a quem, depois de ter matado, tem o poder de lançar à geena (cf. Lc 12, 4-5).

Esta situação «ambiental» exerce uma tremenda influência até nos crentes que, contudo, querem viver segundo o Evangelho. Produz neles um adormecimento da consciência, uma espécie de anestesia espiritual. Existe uma narcose por pecado. O povo cristão já não reconhece seu verdadeiro inimigo, o senhor que o mantém escravizado, só porque se trata de uma escravidão dourada. Muitos que falam de pecado têm dele uma idéia completamente inadequada. O pecado se despersonaliza e se projeta unicamente sobre as estruturas; acaba-se por identificar o pecado com a postura dos próprios adversários políticos ou ideológicos. Uma pesquisa sobre o que as pessoas pensam que é o pecado daria resultados que provavelmente nos aterrorizariam.

Ao invés de livrar-se do pecado, todo o empenho se concentra hoje em livrar-se do peso de consciência relativo ao pecado; em vez de lutar contra o pecado, luta-se contra a idéia do pecado, substituindo-a por aquela – bastante diferente – do «sentimento de culpa». Faz-se o que em qualquer outro campo se considera o pior de tudo, ou seja, negar o problema ao invés de resolvê-lo, voltar a jogar e sepultar o mal no inconsciente em vez de extrai-lo. Como quem crê que elimina a morte suprimindo o pensamento sobre a morte, ou como quem se preocupa por baixar a febre sem curar a doença, da qual aquela é só um providencial sintoma. São João dizia que se afirmamos estar sem pecado, enganamos a nós mesmos e fazemos de Deus um mentiroso (cf. 1 João 1, 8-10); Deus, de fato, diz o contrário: que pecamos. A Escritura diz que Cristo «morreu por nossos pecados» (1 Cor 15, 3). Suprima o pecado e você torna vã a própria redenção de Cristo, destrói o significado de sua morte. Cristo teria lutado contra simples moinhos de ventos, teria derramado seu sangue por nada.

Mas o dogma da Imaculada nos diz também algo sumamente positivo: que Deus é mais forte que o pecado e que onde abunda o pecado superabunda a graça (cf. Rom 5, 20). Maria é o sinal e a garantia disso. A Igreja inteira, detrás d’Ela, está chamada a ser «resplandecente, sem que tenha mancha, nem rugas nem coisa parecida, mas que seja santa e imaculada» (Ef 5, 27). Um texto do Concílio Vaticano II diz: «Enquanto a Igreja na Santíssima Virgem já chegou à perfeição, pela qual se apresenta sem mancha nem ruga, os fiéis, no entanto, ainda que se esforçam por crescer na santidade, vencendo o pecado; e por isso dirigem seu olhar a Maria, que brilha ante toda a comunidade dos eleitos, como modelo de virtudes» (Lumen gentium, n. 65].

[Traduzido por Zenit]

27 de novembro de 2007

Nossa Senhora das Graças

"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós"

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!


18 de novembro de 2007

Maria


Maria vivia em oração
Maria provada no sofrimento
Maria guardava no coração
Maria pra Jesus um alento

Oh, Maria ensina-me a ser assim
Como filho em Deus tudo esperar
Mãe querida, vem comigo caminhar
Oh, Maria roga a Jesus por mim

Maria que não se rebelou
Maria por nós ofereceu
Maria que os pastorinhos ensinou
Maria que em Fátima apareceu

Oh, Maria ensina-me a ser assim
Como filho em Deus tudo esperar
Mãe querida, vem comigo caminhar
Oh, Maria roga a Jesus por mim

Fábio Roniel
CD Espera no Senhor - Eliana Ribeiro
Maria, Rainha da Paz, anjo de fidelidade, berço do cristianismo e Mãe da humanidade, rogai por nós para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

4 de novembro de 2007

Os dogmas marianos

Os dogmas marianos iluminam a vida espiritual dos cristãos. "Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro" (Catecismo da Igreja Católica, no 90).

Mãe de Deus
- Aos 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso definiu explicitamente a maternidade divina de Nossa Senhora. Assim o Concílio se expressou: "Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus". A intenção do Concílio de Éfeso era a de afirmar a unidade da pessoa de Cristo. Reconhecer Maria como Mãe de Deus ("Theotokos") significa, na verdade, professar que Cristo, Filho da Virgem Santíssima segundo a geração humana, é Filho de Deus.

Virgindade perpétua
- Conferindo as Sagradas Escrituras e os escritos dos Santos Padres, o Concílio de Latrão preconizou como verdade a Virgindade Perpétua de Maria no ano 649. Durante o Concílio, o Papa Matinho I assim afirmou: "Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado". Nossa Senhora foi sempre Virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Os diversos credos e concílios antigos retomaram e afirmaram essa verdade. Santo Inácio de Alexandria, São Justino, Santo Irineu, Santo Epifrânio, Santo Efrém, Santo Ambrósio, São Jerônimo e Santo Agostinho foram os exímios defensores da Virgindade de Maria. A Virgindade Perpétua de Maria faz parte integrante da fé cristã.

Imaculada Conceição
- Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria. Em sua Bula "Ineffabilis Deus", o Pontífice declarou a doutrina que ensina ter sido Nossa Senhora imune de toda mancha de pecado original, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em vista dos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano. Assim o Papa se expressou:"Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis". Duns Scott (1266-1308) foi o teólogo que argumentou, historicamente, em favor do privilégio mariano, baseando-se na redenção preventiva. O dogma da Imaculada Conceição nos ensina que, em Maria, começa o processo de renovação e purificação de todo o povo. Ela "é toda de Deus, protótipo do que somos chamados a ser. Em Maria e em nós age a mesma graça de Deus. Se nela Deus pôde realizar seu projeto, poderá realizá-lo em nós também" (Dom Murilo S. R. Krieger, bispo e escritor mariano).

Assunção de Maria
- A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, por obra do Papa Pio XII, a 1o de novembro de 1950. Na Constituição Apostólica "Munificentissimus Deus", o Pontífice afirmou que, depois de terminar o curso terreno de sua vida, ela foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Mais de 200 teólogos, em todas as partes da Igreja, demonstraram interesse e entusiasmo pela definição dogmática. Imaculada e assunta aos céus, Maria é a realização perfeita do projeto de Deus sobre a humanidade. "A Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história" (CNBB. Catequese Renovada, no 235).

16 de outubro de 2007

Livro de Visitas

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"Somos Servos"
In Domina Nostra

17 de setembro de 2007

Como se reza o terço da divina misericórdia?

NAS CONTAS GRANDES
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro.


NAS CONTAS PEQUENAS
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo interiro


NO FIM DO TERÇO (Dizer três Vezes)
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro

ORAÇÃO AS TRÊS HORAS DA TARDE
As três horas implora a minha misericórdia, de modo particular para os pecadores, e ao menos por um breve tempo reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na minha tristeza mortal. Nessa hora não negarei nada à alma que me pedir pela Minha Paixão.

15 de setembro de 2007

As sete dores de Nossa Senhora

A devoção às sete dores de Maria teve origem de modo especial na ordem dos servitas, ou servos de Maria. Compõe-se de sete partes, cada uma formada de um Pai Nosso e sete Ave Marias em honra das Sete Dores da Santíssima Virgem.


1- A profecia de Simeão – Lc 2, 35

2- A fuga com o Menino para o Egito – Mt 2, 14

3- A perda do Menino no templo, em Jerusalém – Lc 2, 48

4- O encontro com Jesus no caminho do calvário – Lc 23, 27

5- A morte de Jesus na cruz – Jo 19, 25-27

6- A lançada no coração e a descida de Jesus da cruz – Lc 23, 53

7- O sepultamento de Jesus e a solidão de Nossa Senhora – Lc, 23, 55

Oração à Nossa Senhora das Dores

Ó Mãe de Jesus e nossa mãe, Senhora das Dores, nós vos contemplamos pela fé, aos pés da cruz, tendo nos braços o corpo sem vida do vosso Filho. Uma espada de dor transpassou vossa alma como predissera o velho Simeão. Vós sois a Mãe das dores. E continuais a sofrer as dores do nosso povo, porque sois Mãe companheira, peregrina e solidária.

Recolhei em vossas mãos os anseios e as angústias do povo sofrido, sem paz, sem pão, sem teto, sem direito a viver dignamente. E com vossas graças, fortalecei aqueles que lutam por transformações em nossa sociedade.

Permanecei conosco e dai-nos o vosso auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias e as dores em alegrias.

Rogai por nós, ó Mãe, porque não sois apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças. Amém!

Oração à Nossa Senhora das Dores

Minha Mãe dolorosíssima, não vos deixo sozinha a chorar, mas quero vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me uma compreensão sempre maior da paixão de Jesus e vossa, para que em todos os dias de minha vida eu possa ser solidário com as pessoas que sofrem, vendo nelas vossas dores e as do meu Redentor. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o céu, onde espero cantar a misericórdia infinita do Pai por toda a eternidade. Amém.

Seqüência de Nossa Senhora das Dores

Ó santa mãe, por favor, faze que as chagas do amor em mim se venham gravar.

O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar.

Ó dá-me, enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar!

Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus, e o teu pranto enxugar.

Virgem Mãe tão santa e pura, vendo eu a tua amargura, posso contigo chorar.

Que do Cristo eu traga a morte, sua paixão me conforte, sua cruz possa abraçar!

Em sangue as chagas me lavem e no meu peito se gravem, para não mais se apagar.

No julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem soube em ti se abrigar.

Que a santa cruz me proteja, que eu vença a dura peleja, possa do mal triunfar!

Vindo, ó Jesus, minha hora, por essas dores agora, no céu mereça um lugar.

11 de setembro de 2007

Sobre São Peregrino

Peregrino Laziosi nasceu em Forli, cidade da região italiana da Romanha, em 1265. É conhecido pelos nomes de São Peregrino Laziosi ou São Peregrino de Forli.

Em 1283, o Papa Martinho IV enviou a Forli um Santo Frade de nome Felipe Benizi, então prior geral da Ordem dos Servos de Maria. Era sua missão pregar a paz e reconduzir os habitantes da cidade à concórdia e à obediência papal. Enquanto São Felipe pregava ao povo com sua palavra inspirada, um bando de fanáticos, entre os quais o jovem Peregrino, então com 18 anos, prorrompeu em gritos e vaias contra o santo homem. Bateram nele e o expulsaram da cidade. Mais tarde, Peregrino, arrependido do que fizera, correu ao encalço do santo homem e pediu-lhe perdão. São Felipe acolheu-o afavelmente e deu-lhe o perdão em nome do Senhor Jesus.

Com idade de 30 anos, Peregrino pôs se a caminho rumo ao convento dos Servos de Maria da cidade de Sena. Foi acolhido carinhosamente pelos frades, que o receberam de bom grado em seu convívio e o vestiram com o santo hábito da ordem. Mais tarde, voltou para Forli, onde se tornou insigne por sua vida penitente e austera e pela caridade com que acolhia o próximo, principalmente os mais pobres. Castigava o corpo com penitências, jejuns e toda sorte de sacrifícios. Este estilo de vida austera acabou minado o seu físico.

Aos 60 anos de idade, começou a sofrer de varizes, que lhe provocaram erupção de ma ferida na perna. Com o tempo, a ferida se transformou numa chaga maligna. O médico Paulo Salaghi examinou cuidadosamente a perna e concluiu que de nada adiantavam os remédios: a única solução era amputar-lhe a perna.

Ciente dessa decisão, Peregrino, durante a noite, arrastou-se como pôde até a sala do capitulo, onde costumavam reunir-se os frades, ajoelhou-se diante do crucifixo e pôs-se orar, dizendo: “Ó Redentor do gênero humano, quando estavas neste mundo, curastes muitas pessoas de toda sorte de doença. Purificaste o leproso, devolveste a vista ao cego. Digna-te, pois Senhor meu Deus, livrar a minha perna deste mal incurável. Se não fizeres, será preciso amputa-la.” Vencido pelo cansaço, adormeceu, enquanto dormia, em sonho, viu Jesus despregar-se da Cruz, aproximar-se dele e tocar-lhe a ferida. Pela manhã, ao chegar para operação, o medico constatou com espanto que a chaga havia desaparecido.

Peregrino morreu octogenário, em 1345. No ano de 1726 a santa Sé reconheceu e aprovou três milagres operados pela intercessão de São Peregrino. No mesmo ano, o Papa Bento XIII elevou-o a condição de Santo.

4 de setembro de 2007

Regra de Santo Agostinho

CAPÍTULO I

Antes de tudo, irmãos caríssimos, amemos a Deus e também o próximo, pois estes são os dois principais mandamentos que nos foram dados. É isto que vos mandamos guardar, a vós que viveis no mosteiro.

Em primeiro lugar, foi para isto que vos reunistes em comunidade: para que habiteis unânimes na mesma casa, tende uma só alma e um só coração em Deus. E não digais "isto me pertence", mas, para vós, tudo seja em comum. O vosso superior distribua a cada de vós o alimento e a roupa, não de um modo igual para todos – pois não tendes todos forças iguais –, mas, antes, a cada um segundo a sua necessidade. Com efeito, ledes nos Actos dos Apóstolos que entre eles tudo era comum, e distribuía-se a cada um conforme a necessidade que tivesse (Act 4, 32.35).

Aqueles que no mundo possuíam alguns bens, ao entrarem no convento ponham-nos gostosamente ao serviço de todos. Porém, os que nada possuíam não procurem no convento o que fora dele não conseguiram ter. No entanto, em caso de doença, sejam devidamente tratados segundo as suas necessidades, mesmo que, antes de ingressarem no convento, nem sequer do necessário dispu-sessem. Não se considerem, todavia, felizes por encontrarem no convento o alimento e a roupa que no mundo não haviam conseguido.

Nem tão-pouco se ensoberbeçam por se verem na companhia daqueles de quem antes não se atreviam sequer a aproximar-se. Pelo contrário, levantem o coração para Deus e não procurem as coisas vãs deste mundo, não aconteça que os conventos comecem a ser úteis aos ricos e não aos pobres, se aqueles se tornam humildes e estes vaidosos.

Aqueles que no mundo se julgavam alguém não desprezem os seus irmãos vindos da pobreza a esta santa sociedade. Antes, esforcem-se por apreciar mais a convivência com os seus irmãos pobres do que a riqueza e dignidade dos seus pais. E não se envaideçam se entregaram à comunidade parte dos seus bens; nem se ensoberbeçam com as suas riquezas pelo facto de as compartilharem no convento em vez de terem usufruído delas no mundo. Na verdade, qualquer outra malícia conduz à prática de más acções, mas a soberba infiltra-se até nas boas obras a fim de as eliminar. E que aproveita distribuir os bens pelos pobres e tornar-se pobre, se a alma miserável se torna mais soberba desprezando as riquezas do que possuindo-as? Vivei, portanto, todos em unanimidade e concórdia, e honrai mutuamente a Deus em vós, pois d’Ele sois templos vivos.

CAPÍTULO II
Sede assíduos na oração nas horas e nos tempos determinados. Ninguém faça nada no oratório, a não ser aquilo para que ele foi destinado, como indica o seu nome. Se alguns irmãos, fora das horas determinadas, porventura, quiserem dedicar o seu tempo livre à oração, não sejam impedidos por quem pensou em fazer ali outra coisa.

Quando orais a Deus com salmos e hinos, senti em vosso coração o que proferem os vossos lábios. E não canteis senão o que estiver determinado; mas o que não está estabelecido que se cante não se cante.

CAPÍTULO III
Domai a vossa carne pelos jejuns e a abstinência de comida e bebida, quanto a saúde o permita. Quando, porém, alguém não puder jejuar, nem por isso tome algum alimento fora da hora da refeição, a não ser que esteja doente.

Enquanto estiverdes à mesa ouvi, sem ruído nem contestação, o que, segundo o costume, se lê, a fim de que não só a boca receba o alimento, mas também os ouvidos se alimentem da palavra de Deus.

O facto de os doentes serem tratados de maneira diferente na alimentação não deve parecer mal ou injusto aos que gozam de uma natureza mais forte. Estes, os saudáveis, não considerem os débeis mais felizes por lhes ser dado o que a eles se não dá; regozijem-se, antes, por gozarem de forças que os débeis não possuem. E se àqueles que, de uma vida mais delicada, vieram para o convento é concedido algum alimento ou vestuário ou roupa de cama que a outros mais resistentes, e por isso mais felizes, se não concede, estes devem pensar no desnível a que aqueles se sujeitaram, deixando a sua vida no mundo para abraçar a do convento, muito embora não tivessem ainda atingido a frugalidade dos outros de compleição mais robusta. E não devem todos querer o que só alguns recebem a mais (não para os honrar mas para os ajudar), a fim de que não aconteça esta detestável perversidade: no convento os ricos trabalhem quanto podem, e os pobres se tornem delicados.

Na verdade, assim como os doentes, por necessidade, têm de comer menos para não piorarem, assim também, após a doença, sejam tratados de forma a depressa se restabelecerem, ainda que tenham vindo de uma extrema pobreza no mundo. É como se a recente doença concedesse a estes o mesmo que aos ricos concedeu o seu anterior estado de vida. Mal, porém, recuperadas as forças perdidas, regressem à sua feliz norma de vida, a qual, para os servos de Deus, é tanto melhor quanto menos necessidades tiverem. Que o prazer do alimento não os retenha onde os colocou a doença. Considerem-se mais felizes os que foram mais fortes vivendo na frugalidade. Com efeito, é melhor precisar de pouco do que possuir muito.

CAPÍTULO IV
Não chameis a atenção pelo vosso porte, nem pretendais agradar pela maneira de vestir, mas sim pela maneira de proceder. Quando viajardes, ide juntos; ao chegardes aonde vos dirigíeis, permanecei igualmente juntos. No andar, no estar e em todas as vossas atitudes nada façais que ofenda os outros, mas em tudo procedei de acordo com a vossa profissão de santidade.

Quando vedes pessoas do outro sexo, em nenhuma delas se fixem os vossos olhos. É verdade que não vos está proibido vê-las quando saís; o que é pecaminoso é desejá-las ou querer ser delas desejado. Não é apenas com o tacto e o desejo, mas também com os olhares que a concupiscência se excita. E não digais que tendes o coração puro, se são impuros os vossos olhos; com efeito, o olhar impuro denuncia a impureza do coração. E quando os corações, mesmo que a língua permaneça silenciosa, com olhares mútuos, se revelam impuros e, pela concupiscência carnal, mutuamente se deleitam, ainda que sem a pecaminosa violação dos corpos, desaparece a castidade dos costumes. Aquele que fixa o olhar numa mulher e deseja que ela nele fixe o seu, não pense, ao proceder desse modo, que ninguém o vê. É sempre visto, e, não poucas vezes, por quem ele menos julga.

Mas, ainda que ninguém o veja, não será visto por Aquele que tudo observa desde o alto, por Aquele de Quem nada permanece oculto?! Poderá, porventura, crer que Ele não o vê, pelo facto de o ver com tanta paciência como sabedoria? Tema, pois, a pessoa consagrada desagradar Àquele que tudo vê, para que não pretenda agradar maldosamente a uma mulher. Para que não deseje olhar com malícia para uma mulher, lembre-se que Deus tudo vê. Na verdade, é-nos recomendado, dum modo especial nesta matéria, o temor de Deus, onde se disse: É abominação para o Senhor o que fixa maliciosamente o olhar (Prov. 27, 20).

Portanto, quando estais na igreja ou em qualquer outro lugar onde haja mulheres, protegei mutuamente a vossa castidade; porque Deus, que habita em vós, vos guardará também valendo-Se de vós mesmos.

Se, porém, notardes em algum de vós este atrevimento no olhar de que acabo de vos falar, admoestai-o imediatamente, a fim de que o mal iniciado não progrida, mas se corrija sem demora. Se, no entanto, feita a advertência, vísseis de novo, noutro dia qualquer, aquele irmão incorrer na mesma falta, então, quem o vir delate-o, como um ferido, para que seja tratado. Mas antes participe-o a outro ou ainda a um terceiro, a fim de que, perante o testemunho de dois ou três, possa ser convencido e castigado com a competente severidade.

E não vos considereis malévolos quando procedeis deste modo. Pelo contrário, sereis culpados se, calando-vos, permitis que vossos irmãos pereçam, quando os poderíeis salvar com uma simples participação. Com efeito, se um irmão teu tivesse uma ferida no corpo e teimasse em ocultá-la, com medo do tratamento, não seria, da tua parte, uma crueldade calares-te, e uma obra de misericórdia dar a conhecer a situação? Com quanto maior razão deves delatá-lo para que não se corrompa mais no seu coração!

Mas, se não se quiser corrigir, após haver sido admoestado por vós, o primeiro a quem o deveis comunicar é ao Superior, mesmo antes de o dizerdes a outros para vos ajudarem a convencê-lo e a corrigi-lo; na verdade, é preferível que possa ser corrigido mais discretamente do que levar o facto ao conhecimento de outros. Se, porém, persiste em negar, então tragam-se à sua presença os outros, mesmo toda a Comunidade, a fim de que, diante de todos, possa ser arguido não apenas por uma testemunha, mas convencido por duas ou três. Uma vez convencido o réu, este deve sofrer a sanção medicinal considerada prudente pelo Superior local, ou até pelo Superior Maior a cuja jurisdição pertence. Se recusar receber o castigo, despedi-o da vossa Comunidade, mesmo que ele não queira retirar-se. Este procedimento não seja considerado uma crueldade, mas, pelo contrário, um acto de misericórdia, visto assim se evitar que muitos outros se percam devido àquele contágio pestilento.

E o que disse quanto ao não fixar o olhar, observe-se fiel e diligentemente, por amor aos homens e ódio aos vícios, quanto ao averiguar, proibir, revelar, convencer e punir os outros pecados. Se, em algum [Irmão], o progresso do mal chegou ao extremo de receber ocultamente cartas ou presentes de alguém, seja perdoado e reze-se por ele, se espontaneamente o confessa. Se, porém, é descoberto ou convencido, imponha-se-lhe uma punição mais grave, segundo o critério do Superior local ou do Superior Maior.

CAPÍTULO V
A vossa roupa esteja em comum, ao cuidado de um ou dois ou quantos forem precisos para a limpar e proteger da traça; e, assim como vos alimentais duma mesma despensa, vesti também duma mesma rouparia. E, se possível, não sejais vós a determinar que roupa usar segundo as exigências climatéricas, nem se cada um recebe a mesma roupa que usara antes, ou a que já foi usada por outro; importa, sim, é que não se recuse a cada um o que ele necessita.

Se, porém, nesta matéria, surgem discussões e murmurações entre vós e algum reclama por receber alguma peça de roupa inferior à que antes trazia vestida, e se sente envergonhado por vestir como outro irmão, concluí daqui quanto vos falta no santo hábito do coração se litigais pelo hábito do corpo. No entanto, se, apesar disso, se vos tolera a fraqueza de vestir a mesma roupa que depusestes, colocai-a na rouparia comum e à guarda do respectivo encarregado, de modo que ninguém trabalhe para si mesmo, mas todas as vossas actividades tenham em vista o bem da Comunidade e sejam realizadas ainda com maior esmero e alegria do que se cada um trabalhasse para si próprio. Com efeito, a caridade, da qual está escrito que não busca os próprios interesses (cf. 1 Cor 13, 5), entende-se assim: antepõe as coisas comuns às próprias, e não as próprias às comuns. E, assim, quanto melhor cuidardes do bem comum do que do vosso, tanto melhor sabereis que progredistes na virtude; de maneira que, em todas as coisas de que nos servimos nas necessidades transitórias, sobressaia a caridade que permanece para sempre.
Daqui se conclui que, se alguém oferece aos seus filhos, parentes ou amigos, que vivem no convento, alguma peça de roupa ou qualquer outra coisa que consideram necessária, não se aceite às escondidas, mas se coloque à disposição do Superior, a fim de que, como coisa comum, se dê a quem dela necessite. E, se alguém oculta o que lhe deram, seja castigado como réu de furto.

Conforme o critério do Superior, a vossa roupa seja lavada por vós ou por lavadeiras, para que a excessiva preocupação com a sua limpeza não dê origem a manchas na alma. Não se impeça nin-guém de tomar banho quando a doença o exija. Cumpra-se, sem recalcitrar, o que o Superior, a conselho do médico, ordene que se faça pela saúde, mesmo que o doente o não queira. Se, porém, este quer alguma coisa que talvez lhe não seja benéfico, ignore-se essa pretensão do enfermo. É que, por vezes, mesmo que seja prejudicial à saúde, julga-se útil o que agrada. Por fim, se um servo de Deus se queixa de alguma dor, ainda que pareça nada sofrer, dê-se-lhe crédito sem hesitar. Se, porém, não existe a certeza de que, para erradicar aquela dor, está indicado o que agrada ao paciente, consulte-se o médico.

A banhos ou a qualquer outro lugar aonde for necessário ir, não vão menos de dois ou três. E aquele que precisar de sair a qualquer lado, deve ir com quem o Superior mandar.

O cuidado dos doentes, ou dos convalescentes, ou dos que sofrem de algum achaque, mesmo sem febre, deve confiar-se a alguém, que se encarregará de pedir, do comum, o que julgar ser necessário a cada um. Os encarregados da despensa, da rouparia ou da biblioteca sirvam os seus irmãos, sem murmurar. Os livros sejam pedidos, cada dia, a uma hora determinada; não se atenda quem os pedir fora dessa hora. Os encarregados da roupa e do calçado entreguem-nos, sem demora, a quem deles necessita.

CAPÍTULO VI
6. Não haja entre vós nenhuma disputa, mas, se alguma surgir, terminai-a quanto antes, não suceda que a ira se converta em ódio, e que a palha se transforme em trave, tornando a alma homicida. Com efeito, assim ledes: Aquele que odeia o seu irmão é um homicida (1 Jo 3, 15). Se um irmão ofendeu a outro injuriando-o, amaldiçoando-o ou lançando-lhe em rosto algum delito, não tarde em pedir-lhe desculpa, e o ofendido seja rápido e amável no perdão. Se, porém, a ofensa foi mútua, também mutuamente se devem perdoar, em virtude das vossas orações, as quais tanto mais santas devem ser, quanto mais frequentes forem.

Com efeito, é melhor aquele que, embora se irrite com frequência, se apressa a pedir desculpa a quem ofendeu, do que aquele que poucas vezes se irrita mas tarda a humilhar-se pedindo perdão. Aquele que nunca quer pedir perdão ou o não pede de coração, está a mais no convento, mesmo que o não mandem embora. Abstende-vos, portanto, de palavras duras. Se, todavia, alguma vez as proferirdes, não sintais vergonha de aplicar o remédio com os mesmos lábios que abriram as feridas.

Se, no entanto, alguma vez a necessidade de impor a disciplina vos levar a proferir palavras duras, mesmo que vos pareça haver-vos excedido na correcção do culpado, não se vos exige que peçais perdão aos vossos súbditos – não suceda que, ao humilhar-se demasiadamente perante os súbditos, sofra menoscabo a autoridade para governar. Mas deveis pedir perdão ao Senhor de todos, que conhece com quanta benevolência amais aqueles que talvez tenhais repreendido com algum excesso. O amor entre vós não deve ser carnal mas sim espiritual.

CAPÍTULO VII
Obedeça-se ao Superior como a um pai; e muito mais ao Superior Maior, que tem o cuidado de todos vós. Ao Superior local, principalmente, incumbe velar pelo cumprimento de todas estas coisas e, se alguma fica por observar, não se transija negligentemente, mas tente-se emendar e corrigir; o que exceder as suas atribuições ou possibilidades apresente-o ao Superior Maior, a máxima auto-ridade entre vós.

Aquele que preside não se considere feliz por dominar com poder, mas por servir com caridade. Prestai ao prelado a honra devida entre vós; mas ele, por temor perante Deus, esteja prostrado aos vossos pés. Mostre-se a todos modelo de boas obras. Corrija os inquietos, encoraje os pusilânimes, ampare os fracos e seja paciente com todos, mantenha com amor a disciplina e a imponha com temor. E, embora ambas as coisas sejam necessárias, procure mais ser de vós amado do que temido, pensando sempre que há-de dar conta de vós a Deus. Por isso, obedecendo-lhe com solicitude, compadecei-vos não só de vós próprios, mas também dele, porque, entre vós, quanto mais elevado é o lugar que se ocupa, tanto maior é o perigo que se corre.

CAPÍTULO VIII
8. Conceda o Senhor que observeis tudo isto com agrado, como amantes da beleza espiritual, exalando em vosso comportamento o bom odor de Cristo, não como servos sob o peso da lei, mas como homens livres sob a força da graça. Mas, para que possais ver-vos neste pequeno livro como num espelho e nada se deixe de cumprir, por esquecimento, leia-se uma vez por semana. E se vedes que cumpris todas as prescrições aqui apresentadas, dai graças a Deus, distribuidor de todos os bens; se, porém, algum de vós reparar haver falhado em alguma coisa, lamente o passado, precavenha-se para o futuro, rogando a Deus lhe perdoe a sua falta e não o deixe cair na tentação. Amém.

23 de agosto de 2007

Coroa de Nossa Senhora das Dores

I - ORIGEM

A celebração da COROA e da MISSA em honra de NOSSA SENHORA DAS DORES, cuja festa celebra-se em toda a Igreja em 15 de setembro, começou na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria.

A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem dos Servos de Maria, cultivado desde 1233, quando foi iniciada pelos Sete Santos Fundadores, cuja festa celebra-se em 17 de fevereiro.

Essa prática de piedade surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos grupos leigos da Ordem Secular Servita (OSSM), que se formaram junto às igrejas e conventos da Ordem.
Ela sempre teve a aprovação dos papas, mais foi Leão XIII que concedeu aos frades e leigos da Ordem Secular Servita (OSSM) a faculdade de escolher entre a recitação do Rosário ou da Coroa, conforme as circunstâncias litúrgicas e religiosas.

II - SIGNIFICADO

A Coroa de Nossa Senhora das Dores é uma oração apropriada para a nossa realidade brasileira, onde dor e sofrimento são o pão de cada dia de tantos irmãos e irmãs. Os sofrimentos de Cristo e de Maria prolongam-se na vida dos que sofrem e lutam pela justiça e pela libertação. Inspirando-se em Maria, cada um de nós saberá carregar a sua cruz e colocar-se aos pés das infinitas cruzes da humanidade, onde Cristo continua sendo crucificado nos irmãos.

III - REZANDO A COROA...

INTRODUÇÃO

D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Profecia de Simeão

Quando se completaram os dias para a purificação deles segundo a lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém a fim de apresentálo ao Senhor...e Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão que era justo e piedoso..Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,22.25a.34-35).

Reflexão

Jesus, segundo Simeão, haveria de ser um sinal de contradição. De fato, para alguns, isto é, para os que o rejeitaram e o levaram à cruz, foi motivo de queda e de condenação; para outros, isto é, para os que o aceitaram e acreditaram nele, foi motivo de soerguimento e de salvação.

E Maria viveu tudo isso junto com Jesus. Acompanhou-o na vida de família e na vida pública. Participou de suas alegrias e tristezas, mas principalmente do seu sofrimento, quando o viu rejeitado pelos seus e levado à cruz e a morte. Tudo isso foi como uma espada a lhe traspassar a alma.

Pensemos nas mães dos dias de hoje que têm seus filhos levados à morte, vítimas das guerras, da fome e da violência. A espada continua a traspassar o coração da humanidade. O homem e a mulher foram feitos para ter vida e vida em abundância e não para morrer, vítimas da "espada" da violência, da fome e da ganância.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração:
Deus nosso Pai, pelas palavras de Simeão, predissestes uma vida de sofrimento para a mãe do vosso Filho. Concedei, vos pedimos que, a exemplo da mesma Virgem Maria, cujo coração foi traspassado pela espada da dor, saibamos enfrentar os sofrimentos desta vida e ser solidários com os sofrimentos desta vida e ser solidários com os sofrimentos dos irmãos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Fuga para o Egito

O Messias foge para o Egito. Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, pois Herodes vai procurar o menino para o matar". José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e partiu de noite para o Egito. E ali ficou até a morte de Herodes, a fim de que se cumprisse o que o Senhor falou pelo Profeta: Do Egito chamei meu filho. (Mt 2,13-15).

Reflexão:

Herodes dissera aos magos; "Quando encontrarem o Menino, avisem-me par aque eu também vá prestar-lhe homenagem". Mas, conhecendo as más intenções dele, os magos voltaram para suas terras por outro caminho. Herodes encheu-se de furor, porque não podia admitir que houvesse outro rei em Israel.

José, então, diante das ameaçãos de Herodes, avisado por Deus, teve que fugir com a esposa e a criança. Abandonar a própria terra e casa, a oficina de carpinteiro, parentes e amigos, e rumar para uma terra longínqua e desconhecida, foi um gesto de coragem e de fé de Maria e de José. Mas precisava salvar o filho.

Quantos são hoje os que vivem em constante exílio e migração, sempre fugindo dos Herodes atuais, que se chamam perseguição, falta de moradia, fome; e sempre buscando, no desconhecido, melhores condições de vida. Milhões são os prófugos, os exilados e os migrantes que vagueiam pelo mundo, longe de sua terra, dos seus parentes e amigos. A história se repete. É a dor de Maria que se prolonga na história.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração
Deus nosso Pai, fizestes da Virgem Maria, mãe do vosso Filho, a mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio. Suplicantes vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos lutar para defender a vida e os direitos fundamentais da pessoa humana contra as injustiças e a perseguição dos prepotentes. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria procura Jesus em Jerusalém

Todos os anos, na festa da Páscoa , seus pais iam a Jerusalém. Quando ele completou doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume da festa. Acabados os dias de festa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre os parentes e conhecidos. Não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois o encontraram no Templo sentado no meio dos doutores, ouvindo e fazendo perguntas. Todos que o escutavam maravilhavam-se de sua inteligência e de suas respostas. Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: "Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos". Ele respondeu-lhes : "Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai?"(Lc 2,43b-45).

Reflexão

Aos doze anos, todo menino judeu era levado ao templo e confiado aos mestres da lei ou rabis para ser iniciado no conhecimento da Lei do Senhor, ou seja, da Toráh ou Pentatêuco, que contém os cinco primeiros livros da Bíblia. Doze anos, também, representava a maioridade da pessoa (hoje para os homens 18 anos e a mulher 21 anos).

Terminada a festa da Páscoa, o menino Jesus não voltou para casa com os seus. Podemos imaginar a aflição de Maria e José que o procuraram por toda parte. Estavam ainda gravadas em sua memória a perseguição de Herodes a fuga para o Egito.
Em nossos dias, é viva e dramática a situação de tantas crianças perdidas, jogadas nas ruas e praças de nossas metrópoles, fugidas de casa ou roubadas às suas famílias, alvo de todo tipo de violência. Quando aparecerá alguém que vá procurá-las e resgatá-las desta situação?

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração:
Deus nosso Pai, por três dias Maria e José procuraram, aflitos, seu filho Jesus. Suplicantes vos pedimos que, amparados pela Virgem das Dores, busquemos sempre na penitência e na conversão e reencontro com o vosso Filho, e sejamos solidários com tantas crianças de rua, vítimas da injustiça social, da desagregação familiar e da violência. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Apelo às mães de Jerusalém. Enquanto o conduziam, agarraram um certo Simão de Cirene, que vinha da lavoura, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, Jesus disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos. (Lc 23,26-27).

Reflexão:

Não se diz explicitamente seno meio da "grande multidão que o seguia" ou das "mulheres que batiam no peito" estava também a mãe de Jesus, mas certamente ele aí estava e o acompanhou até a cruz. É o encontro doloroso da mãe aflita com o filho condenado à morte. Ao sofrimento físico de Jesus junta-se o sofrimento de quem vê o filho, que passara a vinda pregando e fazendo bem, ser incompreendido, injustiçado, caluniado, vilipendiado e condenado à morte de cruz. Jesus e Maria unem-se da dor para realizar a obra de redenção da humanidade.

Quem nunca viu, nos dias de hoje, mães perderem seus filhos vítimas da violência e da maldade humana? Referindo-se a Maria, assim canta o poeta:

"Tu és, ó mãe, toda mãe que hoje ama:
tu és, ó mãe, toda a mãe que hoje chora
seu filho morto, seu filho traído,
mães aos milhares, mães amortalhadas!

Filhos que sempre se estão a matar,
filhos vendidos, traídos, sem número,
filhos feridos e em cruzes pregados:
ímpia bandeira de um ímpio poder".

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores... Rogai por nós

Oração
Deus nosso Pai, no caminho do Calvário, vosso Filho Jesus e Maria sua mãe se encontram. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos ir ao encontro dos que sofrem, compreendendo, compartilhando e aliviando suas dores. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,25-27a).

Reflexão:

É a cena clássica do Calvário, descrita por João e tão comentada pelos santos Padres da Igreja, que a iconografia ilustrou com as mais variadas formas e estilos e que o poeta canta dizendo:

"Sim, no Calvário, ó Mãe, tu choraste,
ao pé da cruz, traspassada de dor:
como pudeste sofrer tanto assim
sem sucumbir, nem fugir, nem gritar?"

Colocar-se com Maria aos pés das infinitas cruzes que afligem os homens e mulheres do nosso tempo é missão prioritária do cristão. "Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; fui peregrino e me acolhestes; estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, prese e viestes verme...". Fome, sede, falta de moradia, de assistência médica e de educação, são cruzes que afligem a humanidade de hoje. Que fazer? Maria, a mãe da misericórdia e da compaixão, nos dá o exemplo.


1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração
Deus nosso Pai, ao pé da cruz unistes a Virgem Maria aos sofrimentos do vosso Filho, fazendo-a corredentora da humanidade. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, saibamos colocar-nos aos pés das infinitas cruzes dos nossos irmãos e irmãs, para levar-lhes conforto e esperança de libertação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria recebe Jesus descido da Cruz

José de Arimatéia, um membro ilustre do tribunal dos judeus que também esperava o reino de Deus. Ele entrou com coragem na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos ficou admirado de que ele já houvesse morrido. Mandou chamar o oficial e perguntou se Jesus já estava morto. Informado pelo oficial, deu o cadáver a José. Depois de ter comprado um lençol de linho, José retirou o corpo da cruz, envolveu-o no lençol e o depositou num túmulo escavado na rocha. Em seguida, rolou uma pedra sobre a entrada. (Mc 15,43-46).

Reflexão:

Aí está a Pietá (Piedade), obra-prima de Michelangelo, venerada na basílica de São Pedro em Roma e reproduzida em milhares de cópias, espalhadas pelo mundo inteiro. Maria, sentada, aconchega ao colo seu filho morto. A perfeição dos traços das imagens de Jesus e de Maria, a dor reproduzida com solenidade e perfeição no rosto da mãe, suscitam piedade e compaixão. Diante desse quadro, canta o poeta:

"Pouco mais tarde da cruz o tiraram
e o depuseram, ó Mãe, em teu colo;
não parecias gerá-lo de novo
e, qual criança de peito, aleitá-lo?
Era o regaço de todas as mães:
vendo-te assim, quem não há de chorar?
Era uma cena jamais antes vista:
és a Piedade que abraça os que sofrem!"

Abraçar a dor, abraçar a causa dos injustiçados e excluídos, dos doentes e dos pobres, não é para os fracos, mas para os fortes, para aqueles que alicerçam sua vida em Deus e na sua Palavra e nas obras de caridade e de misericórdia. Não existe fé sem obras. "Mostra-me a tua fé sem obras que eu por minhas obras te mostrarei a fé", diz São Tiago.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Nossa Senhora das Dores...Rogai por nós

Oração
Deus, nosso Pai, estando "tudo consumado", o corpo do vosso filho foi descido da cruz e entregue nos braços de Maria, sua mãe. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, tenhamos os braços sempre abertos para acolher os excluídos da sociedade, escutar seus clamores e solidarizar-nos com eles na luta pela libertação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).

Reflexão:


Foi um enterro de pobre, como canta o poeta:
"Para o sepulcro o carregam amigos,
não mais que sete, segundo João:
este é o enterro mais pobre do mundo,
ouve-se apenas a pedra rolar..."

Tudo parece ter chegado ao fim. A Mãe, João e os poucos amigos e amigas voltam para casa. A desolação é total. A dor da mãe atingira seu nível mais profundo. Sem marido e sem filho. Estava só!

Mas aí ela toma consciência do alcance das palavras de Jesus: "Eis aí o teu filho!". E assume a sua função de mãe de todos os homens e mulheres. No Natal, torna-se mãe de Jesus. No Calvário, mãe de todos os seres humanos. E, mais tarde, em Pentecostes, mãe da Igreja.

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
Nossa Senhora das Dores... Rogai por nós

Oração
Deus, nosso Pai, a Virgem Maria acompanhou o seu filho à sepultura. Suplicantes, vos pedimos que, a exemplo da Virgem das Dores, caminhemos lado a lado com os que sofrem, para criarmos com eles uma aliança de amor, que os conduza à glória ra ressurreição. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós! (repete-se)
Cristo, tende piedade de nós! (repete-se)
Senhor, tende piedade de nós! (repete-se)

Cristo, ouvi-nos! (repete-se)
Cristo, atendei-nos! (repete-se)

Deus Pai, que estais no céu / tende piedade de nós!
Deus Filho, redentor do mundo
Espírito Santo Paráclito
Trindade Santa, que sois um só Deus

Mãe de Jesus crucificado / rogai por nós!
Mãe do coração traspassado
Mãe do Cristo Redentor
Mãe dos discípulos de Jesus
Mãe dos redimidos
Mãe dos viventes
Virgem obediente
Virgem oferente
Virgem fiel
Virgem do silêncio
Virgem da espera
Virgem da Páscoa
Virgem da Ressurreição
Mulher que sofreu o exílio
Mulher forte
Mulher corajosa
Mulher do sofrimento
Mulher da Nova Aliança
Mulher da esperança
Nova Eva
Colaboradora na Salvação
Serva da reconciliação
Defesa dos inocentes
Coragem dos perseguidores
Fortaleza dos oprimidos
Esperança dos pecadores
Consolação dos aflitos
Refúgio dos marginalizados
Conforto dos exilados
Sustento dos fracos
Alívio dos enfermos

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
Tende piedade de nós!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a paixão do vosso Filho nas infinitas cruzes da humanidade. Suplicantes vos pedimos: assim como quisestes que ao pé da cruz do vosso Filho estivesse sua Mãe como companheira na dor, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos nós também colocar-nos ao lado dos irmãos que sofrem, para levar-lhes conforto e esperança de libertação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

18 de agosto de 2007

Frei Heitor Turrini em defesa da floresta

Família cristã



Na semana nacional da família, a equipe do blog teve a oportunidade de visitar a família de Crispim e Jercileida, por ocasião do 10º aniversário natalício de Saul.

A visita marcada por um profundo clima de amizade e fraternidade, foi animada com cantos ao som de violão e guitarra. Saul e sua irmã Letícia (11 anos) são os músicos da casa, que com o apoio de outras crianças e adolescentes colocarão seus dons musicais a serviço dos irmãos no Santuário de São Peregrino, animando a celebração litúrgica.

A primeira participação desses irmãos será hoje, dia 18 de agosto, às 19h.

Na foto registramos a família ampliada, com a avó, tios e primos da dupla!

14 de agosto de 2007

Redação vencedora

A redação abaixo foi desenvolvida por um candidato aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e, acima de tudo, por sua alma.



REDAÇÃO VENCEDORA


Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?".Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

10 de junho de 2007

No ramal do Pitanga...

Deus nos proporcionou um dia ensolarado, com um céu límpido, que nos remetia à beleza da criação.

Por volta das 7h15min, com dois noviços (Fábio e Sitoe) me dirigi para a comunidade São Peregrino, no ramal do Pitanga, que se inicia no km 22 da Transacreana. Ramal bastante isolado durante o inverno, acidentado nos pontos de estrangulamento, sem benfeitorias recentes, lugar de tantas experiências missionárias do tempo em que era pároco na São Peregrino...

No caminho fui contemplando ipês roxo, amarelo, recordando lugares, irmãos e irmãs que me vinham à memória, depois de um ano ausente. E de longe vi a casa da líder da comunidade... Dona Conceição e Sebastião, casal morador daquela localidade, que nos aguardava na casa de farinha com outros moradores, para a celebração da missa.

Fui logo dizendo: "Quem é vivo sempre aparece!" Cordial recepção nos deram!

Enquanto aguardávamos os fiéis que vinham de mais além do ramal um bate-papo descontraído: das lembranças de tempos idos de cearenses que para cá vieram, da situação de saúde e de estudos de alguns até a recordação de experiências partilhadas juntos. Aproveitei para apresentar os freis Fábio e Sitoe, que visitavam a comunidade pela primeira vez.

Recordei-me de Mariene, falecida dia 31 de dezembro de 2006. Às vezes com muita alegria me acompanhava nas visitas aquela comunidade.

A missa começou e Dona Conceição entoou com singeleza o canto de entrada. Senti-me feliz por estar ali, por servir, por ser irmão. É esta a alegria da viúva de Sarepta e da viúva de Naim. Mulheres que choravam pela perda de seus filhos, mas que foram consoladas pela presença de Deus em suas vidas.

Na presença de Deus, na simplicidade de irmãos, que não desanimam diante das dificuldades da vida partilhamos a Palavra de Deus. Fabio, Sitoe, Peregrino e Conceição expressaram pensamentos e sentimentos que nos encorajaram a todos. Deus quer a vida, vida que se traduz em entrega, doação, testemunho...

Não há teologia mais profunda que explique o mistério da fraternidade e da bondade de Deus para conosco!

Mesmo o galináceo que aparentemente incomodava, saltando sobre um carro de boi bem ao lado do altar, expressava quizás sua alegria. Ora espantado por um ora por outro.

Depois da missa, era hora de retomar o caminho. Café com leite, tapioca... Alegria e recordação do mistério pascal no coração... Que modo singelo de fazer comunhão!

Assim é Deus na expressão do seu amor na vida de cada irmão!

Próximo mês a gente volta ao Pitanga. Se Deus quiser.

Revista Somos Servos Junho 2014

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