24 de junho de 2013

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: Viva São João Batista

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: Viva São João Batista: Viva São João Batista! Viva o precursor! Porque João Batista anunciava o Salvador!

Natividade de São João Batista


São João: voz que clama no deserto

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo

(Sermo 293,1-3: PL 38,1327-1328)

(Séc.V)

Voz do que clama no deserto


A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem.

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial,a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templos.

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos.

Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23).

João é a voz; o Senhor, porém,no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.

21 de junho de 2013

Nota da CNBB: "Ouvir o clamor que vem das ruas"

cnbblogoNós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.
Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”
Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.
O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.
Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!
Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.
Brasília, 21 de junho de 2013
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Brasil


19 de junho de 2013

Juliana Falconieri



Mãe de muitos te tornaste,

imitando a Mãe de Deus;

és a luz dos que te seguem,

força e exemplo para os teus.



Ao morrer, já não podias

receber a comunhão;

mas Jesus, posto em teu peito,

penetra teu coração.



Quão imenso o teu afeto

pela Mãe do teu Senhor;

dá que a ela nós sirvamos,

só busquemos seu louvor.



Glória ao Pai, ao Deus supremo,

que é de tudo o criador;

glória ao Filho, a ele igual,

ao Espírito de amor. Amém!

Mãe e modelo das comunidades femininas dos Servos de Maria





Juliana nasceu em Florença no século XIII, quando ain­da viviam alguns dos frades que haviam iniciado a nossa Ordem. Dizse até que pertencia à família dos Falconieri.

As poucas notícias históricas a seu respeito chegaram até nós principalmente através de dois opúsculos, escritos por frei Paulo Attavanti na segunda metade do século XV: o "Diálogo sobre a origem da Ordem dos Servos de Maria", e uma coletânea incompleta de pregações quaresmais, inti­tulada "Paulina praedicabilis". O autor, entre outras coi­sas, registra a tradição corrente sobre a figura desta santa de Florença. Eis, em síntese, os dados de que dispomos.

Aos quinze anos, ao ouvir uma pregação de Santo Aleixo sobre o juízo final, Juliana ficou de tal maneira to­cada por suas palavras que decidiu entregarse totalmente à contemplação divina e ao seguimento de Cristo. Fre­quentando a igreja dos Servos de Maria, cuja Ordem esta­va então iniciando, sentiase edificada, em modo particu­lar, pela autenticidade evangélica da vida dos frades. Por isso, tanto suplicou à Rainha do céu e a seus pais, que lhe foi concedido vestir o hábito dos Servos de Maria. Com outras jovens e mulheres de vida santa, que nutriam o mes­mo propósito de conversão e de caridade, frequentava a igreja dos Servos de Maria de Cafaggio, às portas da cida­de. Participavam da liturgia, cantavam os louvores da Vir­gem Maria e serviam os irmãos, principalmente os mais pobres. Juliana era a orientadora de suas companheiras e, juntas, aspiravam viver mais radicalmente o exemplo de Cristo, sob a proteção da Virgem Maria. É por isso que como diz frei Paulo Attavanti "... é tida como a ilustre fundadora das irmãs e das monjas da Ordem dos Servos de Maria".

Verdadeira discípula de Jesus e de sua Mãe, repelia de­cididamente o egoísmo, o espírito mundano e as tentações do demónio. Embora de jovem idade, superava os adultos em virtude. Sua santidade manifestouse em muitos prodí­gios operados em vida e, sobretudo, na hora da morte, quando, extenuada pelos jejuns, cilícios, vigílias de oração e outras penitencias corporais, não podia ingerir qualquer tipo de alimento. Ela, porém, ardentemente desejava rece­ber o Corpo de Cristo; por isso, pediu com insistência que a Hóstia consagrada lhe fosse colocada sobre o peito. Na Idade Média essa prática de piedade era muito comum, para conforto dos enfermos que desejavam receber a co­munhão, mas não podiam fazêlo pela gravidade de doença. O sacerdote acompanhava o rito com uma oração: pedia a Deus, que havia infundido a alma no corpo, que santificasse a alma do doente, mediante o Corpo do seu Filho. Isso feito, Juliana expirou, cheia de alegria por ter sido atendida. Diz a tradição que a santa Hóstia desapare­ceu como se houvera penetrado misteriosamente em seu peito.

Seu corpo repousa na basílica da Santíssima Anunciada, em Florença. Foi canonizada por Clemente XII em 1737.

Ao longo dos séculos até os dias de hoje, muitas mulhe­res têm abraçado o estilo de vida dos Servos de Maria, de­sejosas de seguir a Cristo e de servir a Virgem Mãe. Algu­mas viveram ou vivem em suas casas e outras em comuni­dades. Todas, depois de Nossa Senhora, têm Santa Juliana como mestra de vida espiritual e de serviço apostólico. E ela, que não fundou nenhuma família religiosa, é invocada e venerada por todas como "mãe".

Juliana trouxe impresso em sua alma o semblante de Jesus



Juliana deixa o mundo,

só procura o que é do céu:

das que a Deus são consagradas,

pede a veste, cinge o véu.



Mal comia e mal dormia,

o seu corpo castigou;

penitente, as boas obras,

sem cessar multiplicou.



Pelo amor foi traspassada,

contemplando o Cristo e a cruz:

trouxe impresso em sua alma

o semblante de Jesus.



Glória ao Pai, o Deus supremo,

que é de tudo o Criador;

glória ao Filho, a ele igual,

ao Espírito de amor. Amém!

Santa Juliana Falconieri



Na verdade, ó Pai,

Deus eterno e todopoderoso,

é nosso dever darvos graças,

é nossa salvação darvos glória

em todo tempo e lugar,

por Jesus Cristo, Senhor nosso.



Por vosso providencial desígnio,

quisestes que Santa Juliana

se unisse aos primeiros Servos de Santa Maria

pelos vínculos da caridade e pela comunhão de ideais,

procurando só a vós e glorificandovos por sua santidade.



Iluminada pelo Espírito Santo,

ela escolheu a Virgem gloriosa como sua Senhora,

para viver mais intensamente

sua consagração a Cristo, seu Esposo.

Humilde e penitente, pobre e obediente,

esquecida de si mesma e ardendo de amor ao próximo,

atraiu para seu convívio outras piedosas mulheres,



das quais é considerada guia e mestra.

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18 de junho de 2013

Meditação Mt 5, 43-48

Rezo pelos que me ofendem, para que Deus lhes cure o coração? 

Como fazer para amar os que não me amam? 

Quero a recompensa de Deus? E então, como devo agir? 

Procuro tratar bem a todos? 

Lembremo-nos sempre: posso condenar os erros, mas não as pessoas!


Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

17 de junho de 2013

Pelos desempregados

Supliquemos a misericórdia do Senhor na vida de todos os desempregados
e por todos os jovens que estão a procura do primeiro emprego 
e não têm encontrado oportunidades.

Pai Nosso...
Ave Maria...
Glória...

Na intenção do jovem Rafael.

13 de junho de 2013

Meditação Mt 5,20-26



O que adianta não matar o corpo de alguém mas matar-lhe o sentido da vida?
Não nos dói profundamente quando machucam-nos o coração? 
Corro o risco de, com palavras ou no silêncio, machucar alguém? 
Sei reconhecer e pedir perdão pelos meus erros? 
O que mais nos prejudica, o egoísmo ou o orgulho?

Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

10 de junho de 2013

Oremos

Pela intercessão de São Peregrino,
Deus nos livre de todos os males físicos e espirituais!

Pai nosso...
Ave Maria...
Glória ao Pai!

Na intenção de Roseli!

9 de junho de 2013

Oração diante do sofrimento e da dor dos irmãos

Pai, torna-me sensível ao sofrimento e à dor de cada pessoa que encontro no meu caminho. 
Que a minha compaixão se demonstre com gestos concretos.

Magnificat X Domingo do Tempo Comum 2013

CÂNTICO EVANGÉLICO (MAGNIFICAT) Lc1,46-55 Versão em latim  - clique aqui

Ant. Um grande profeta surgiu entre nós,
e Deus visitou o seu povo, aleluia.

A alegria da alma no Senhor 
ouvir: 
46 A minha alma engrandece ao Senhor * 47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 pois ele viu a pequenez de sua serva, *
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

49 O Poderoso fez por mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor, de geração em geração, *
chega a todos que o respeitam;

51 demonstrou o poder de seu braço, *
dispersou os orgulhosos;
52 derrubou os poderosos de seus tronos *
e os humildes exaltou;
53 saciou de bens os famintos, *
e despediu, sem nada, os ricos.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,

55 como havia prometido aos nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


Ant. Um grande profeta surgiu entre nós,
e Deus visitou o seu povo, aleluia.

Benedictus X Domingo do Tempo Comum 2013

CÂNTICO EVANGÉLICO(BENEDICTUS) Lc 1,68-79
Versão em latim  - clique aqui

Ant. Levanta-te, jovem, te ordeno!
E sentou-se o que estivera morto.
E ele, então, pôs-se a falar.
E Jesus o entregou à sua mãe.

O Messias e seu Precursor
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque a seu povo visitou e libertou;
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,

70 como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
71 para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.

72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos 
74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor † 
75 em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.

=
76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;

78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
79
 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
= e na sombra da morte estão sentados
e para dirigir os nossos passos, *
guiando-os no caminho da paz.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


Ant. Levanta-te, jovem, te ordeno!
E sentou-se o que estivera morto.
E ele, então, pôs-se a falar.
E Jesus o entregou à sua mãe.

7 de junho de 2013

Aos presbíteros



CARTA-MENSAGEM AOS PRESBÍTEROS DO BRASIL

Meus queridos presbíteros do Brasil,
Tenho Sede!

“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós” (Mt 11,28-29).

Caros irmãos, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada sente-se no dever de saudá-los, cordial e fraternalmente, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, anualmente celebrado na solenidade do Sagrado Coração de Jesus. A Igreja realiza este Dia Mundial de Oração com a finalidade de ajudar os presbíteros a aprofundar a união com Jesus Cristo e com os irmãos e as irmãs, na fidelidade aos compromissos assumidos na ordenaçãopresbiteral. “A vocação sacerdotal é um dom de Deus, que constitui certamente um grande bem para aquele que é o seu primeiro destinatário. Mas é também um dom para a Igreja inteira, um bem para a sua vida e missão (CNBB, Doc. 93, nº 104). Por isto, neste dia, as comunidades, a quem servimos pastoralmente, são convocadas a rezar conosco e por nós para a nossa santificação.

Estamos em plena vigência da mudança de época. Tudo muda rapidamente, até mesmo na vida e no ministério presbiteral. No entanto, uma coisa permanece para sempre: a nossa configuração com Jesus Cristo (Cf. PDV 5). O sacramento da ordem nos configura e nos incorpora a Jesus Cristo, santo, misericordioso, manso e humilde de coração. Quem é ordenado entra numa ordem, a ordem presbiteral. Esta configuração e esta incorporação nos candidatam à santidade, enquanto presbíteros. “Do ser configurado com Cristo decorre um agir conforme ao de Cristo” (CNBB, Doc.93, nº 50).

A nossa missão, irmãos, enquanto ministros ordenados têm seus segredos, seus encantos e suas paixões. O segredo da vocação presbiteral está no encantamento por Jesus, por sua Igreja e pelo seu povo. Ninguém segue fielmente, por muito tempo, a alguém por quem não tenha encantamento. O segredo da fidelidade presbiteral radical está no encantamento por Jesus, por sua pessoa e por seu projeto de vida. O segredo do seguimento missionário está no encantamento pelo estilo e pelo modelo de vida missionária de Jesus. O segredo da vida missionária está na capacidade de se encantar ou se reencantar cada dia, de começar sempre de novo, sem olhar para trás. Quem assim não vive, a chama da vocação se apaga, a vida perde o sentido, vira rotina e dificilmente se mantém, por muito tempo, na missão.

Como os apóstolos, tornamo-nos discípulos missionários de Jesus, deixando barcos, redes, pátria, família e projetos pessoais. Às vezes, após um tempo de caminhada, a vida de fé é invadida por uma crescente insensibilidade; os valores evangélicos vão perdendo sentido; a oração vai se tornando árida e fatigante; os compromissos apostólicos ou sociais vão perdendo a novidade; experimentam-se desilusões e fracassos; e o pior, a escuridão que nos leva para longe do Senhor.

A oração, no entanto, constante e bem feita faz milagre. Jesus diz que há alguns demônios que só podem ser expulsos pela oração (Mc 9,29). Vejamos o exemplo do sacerdote Zacarias que, em meio à crise que o levou à mudez, decorrente do não acreditar na promessa de gerar um filho, mesmo na velhice, compôs este cântico que rezamos todas as manhãs, nas laudes da Liturgia das Horas: “...de conceder-nos que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor, em santidade e justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias” (Lc 1,72-74). A oração o salvou da mudez e da esterilidade.

A busca da santidade deve ser uma constante em nossa vida. Renovar cada dia o compromisso com Jesus, optando pelo radicalismo do evangelho de forma mais lúcida e madura, leva-nos à santidade. Esta não deve ser buscada por motivos emocionais e psicológicos e sim pela configuração a JesusCristo, Homem de oração. É a santidade que nos conduz à pobreza e ao compromisso solidário com os pobres e excluídos da sociedade. Para se viver esta santidade, é necessário que a cada dia aconteça em nós a conversão pessoal e pastoral. Somos santos, à medida que nos deixarmos conduzir pelo Senhor na fé, na cruz e na esperança.

O cuidado da vida espiritual, o qual nos afasta da tibieza, deve ser um dever que infunde fé, esperança e alegria. Os fiéis têm sede de presbíteros, homens de Deus, conselheiros, mediadores de paz, amigos fiéis e prudentes, guias seguros em quem confiar nos momentos duros da vida para encontrar conforto e segurança. O Documento de Aparecida lembra que "o povo de Deus sente a necessidade de presbíteros discípulos: que tenham profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito, que se nutram da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração; de presbíteros missionários: movidos pela caridade pastoral que os leve a cuidar do rebanho a eles confiado e a procurar os mais afastados pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com seu Bispo, com os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos; de presbíteros servidores da vida: que estejam atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos, e promotores da cultura da solidariedade. Também de presbíteros cheios de misericórdia, disponíveis para administrar o sacramento da reconciliação” (DAp 199).

Na homilia da missa crismal, na quinta feira-santa, o papa Francisco disse que “as pessoas agradecem-nos porque sentem que rezamos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: ‘Reze por mim, padre, porque tenho este problema’, ‘abençoe-me, padre’, ‘reze para mim’… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica - súplica do povo de Deus. Quando estamos nesta relação com Deus e com o seu povo e a graça passa através de nós, então somos sacerdotes, mediadores entre Deus e os homens”.

Temos, portanto, três campos ou três espaços para o nosso trabalho que nos fazem homens de três lugares: o púlpito e o altar, de onde distribuímos o pão da palavra e o pão da Eucaristia; o confessionário, de onde exercemos o ministério do perdão; e a estrada, onde gastamos nossa vida em busca das ovelhas perdidas.

Caríssimos, o nosso querido papa Francisco nos quer “pastores com cheiro das ovelhas”. Ele também diz preferir uma “Igreja acidentada por sair de si, do que uma doente por fechar-se em si mesma”.

Que Deus Pai renove em nós, presbíteros, o Espírito de santidade, com o qual fomos ungidos, e renove também nossas mentes e nossos corações para que o povo sinta que somos discípulos missionários de Jesus Cristo, comprometidos com o evangelho da vida e da santidade.

Unamo-nos, rezemos uns pelos outros e contemos também com a oração do povo para permanecermos firmes na fé, na oração e na missão para sermos pastores segundo o Coração de Jesus.


Palmas, 19 de maio de 2013
Festa de Pentecostes



Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo metropolitano de Palmas e
Presidente da Comissão para os
Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus: Eu confio em Vós!


Oração pelos Padres


Deus, nosso Pai, Senhor de todo o universo,
nós te louvamos e agradecemos pelos padres que nos deste,
e pela vida que, generosamente, entregam à tua Igreja
para que tua Palavra seja proclamada, anunciada e vivida
e o nome de Jesus seja conhecido e amado 
em todos os cantos deste teu imenso mundo.

Louvor e glória, também te sejam dadas,
ainda mais pela Eucaristia, pois que, pelas mãos deles,
se faz presente o sacrifício e a ressurreição de nosso Salvador.

Que sejam abençoados todos os teus sacerdotes,
pela memória de teus gestos e de teus passos, Senhor,
pelo testemunho de discípulo e apóstolo, de missionário e servo.

Que sejam protegidos teus sacerdotes
das tentações do poder, do comodismo e do prazer,
pois que seguiram Jesus, pobre, casto e obediente,
e só a Ele ofertaram as primícias de seu coração.

Conserva-lhes a paixão e o entusiasmo de sua opção primeira,
pois o que para o mundo é rotina, contigo, Senhor,
é a fidelidade das manhãs dos novos tempos.

Fortalece neles o desejo de estudar, atualizar e aprender,
para que, abertos sempre ao teu Santo Espírito,
sirvam com prontidão, coragem, sabedoria e humildade.

Aumenta-lhes a paciência na pressa dos dias e na impaciência dos irmãos,
assim como a ternura com as crianças, os idosos e os doentes.

Que eles sejam sempre acolhedores e compreensivos,
pois também são pais e refletem a tua própria paternidade, Senhor.

Que como pais, sejam por nós amados, amparados e acolhidos.

E que sejam tão alegres, porque tão felizes e realizados,
que a todo instante te louvem e glorifiquem,
inspirando em muitos o desejo de abandonar as barcas e
seguir Jesus, teu Filho amado, razão maior de nosso viver.

Que assim seja, segundo a tua santa vontade.

Te agradecemos pelo Amor em que nos envolves

Pai Santo, nós Te agradecemos pelo Amor em que nos envolves e pelo dom inefável de teu Filho Unigênito que se fez humano como nós para nos conduzir nos caminhos do teu Reino. Obrigado, Pai amado, pelo Cristo Jesus, e pelo Espírito Santo que inflama a nossa alma com o fogo do teu Amor.

Carta aos Seminaristas

http://www.clerus.org/clerus/dati/2013-05/17-13/Lettera_Seminaristi_Sacro_Cuore_PT.html

CARTA AOS SEMINARISTAS
POR DA OCASIÃO DA JORNADA DE SANTIFICAÇÃO SACERDOTAL
Sacratíssimo Coração de Jesus
7 de junho de 2013


Caríssimos Seminaristas,

Com a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, celebra-se significativamente a jornada de santificação sacerdotal e, uma vez que vocês estão no Seminário, para responder no modo menos inadequado possível à vocação, fico feliz em enviar-lhes com afeto esta carta, a fim de que vocês se sintam envolvidos e recordados nesta significativa ocasião.

Meditemos juntos sobre a realidade originária da divina vocação. O Santo Padre destacou a concretude do amor que devem praticar aqueles que são Sacerdotes de Cristo e da Igreja. Na homilia pronunciada por ocasião de sua primeira Missa Crismal (28 de março de 2013), o Papa Francisco disse: “Isto vo-lo peço: sede pastores com o ‘cheiro das ovelhas’”. Diante dessa sugestiva imagem, o Sucessor de Pedro nos convida a ter um amor forte e concreto pelo Povo de Deus, amor que – como o mesmo Pontífice observou – não se alimenta de motivações puramente humanas nem se reforça mediante técnicas de autossugestão. É o encontro pessoal com o Senhor, manter viva a consciência de ser chamado por Ele, que doa a força verdadeiramente superior, sobrenatural, para ser Sacerdotes à imagem do Bom Pastor de todos, Cristo Jesus. Mas para serem assim amanhã, vocês têm de se preparar hoje. Com palavras muito claras, o Papa Francisco recordou o primado da graça na vida sacerdotal: “Não é, concretamente, nas autoexperiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça” (ibidem).
    
Para o discípulo, caminhar com Cristo, caminhar na graça, significa sustentar com alegria espiritual o peso da cruz sacerdotal. Escutemos novamente o ensinamento do Santo Padre sobre isso: “Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos” (Homilia na Santa Missa com os Cardeais, 14 de março de 2013). Viver o nosso ministério como serviço ao Cristo da cruz, ao contrário, impede de compreender a Igreja como uma organização humana, “uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor” (ibidem).

À luz desses primeiros ensinamentos magistrais do Papa Francisco, convido-os a ler as suas vidas como um dom de Deus e, ao mesmo tempo, como um dever que é confiado a vocês não dos homens simplesmente, mas – ainda que através da necessária mediação eclesial – em última instância do próprio Senhor, que tem um plano sobre suas vidas e sobre aquela dos irmãos a que vocês serão chamados a servir.

É necessário reler toda a nossa vida como um chamado divino, além de, é claro, uma resposta generosa da pessoa humana. Trata-se de cultivar em nós mesmos a sensibilidade vocacional, que interpreta a vida como um diálogo contínuo com o Senhor Jesus, ressuscitado e vivo. Em cada época, Cristo chamou e chama alguns homens para segui-Lo mais de perto, participando com eles de Seu sacerdócio – isso implica que, em cada período da história da Igreja, o Senhor tenha tecido um diálogo vocacional com fiéis que Ele escolheu para que fossem Seus representantes no seio do Povo de Deus, além de mediadores entre o Céu e a terra, particularmente através da celebração litúrgica e sacramental. De fato, pode-se dizer que a liturgia nos abre o Céu sobre a terra.

Sob tal perspectiva, vocês são chamados com a ordenação – sem nenhum mérito – a serem mediadores entre Deus e o povo, e a tornar possível o encontro salvífico mediante a celebração dos divinos mistérios. A esse chamado, apesar dos seus limites, vocês responderam com generosidade e alegria. É necessário que mantenham sempre viva a juventude dos seus corações: “Devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo, o coração nunca envelhece” (Papa Francisco, Homilia no Domingo de Ramos, 24 de março de 2013, n. 3).

A juventude do espírito sacerdotal, firme na sua vocação, é garantida pela oração, ou seja, pelo relacionamento continuamente acompanhado pelo silêncio interior, que favorece a cada dia a escutar Deus. Essa abertura contínua do coração se desenvolve naturalmente dentro de uma estabilidade que – uma vez tomadas as decisões fundamentais da vida – é capaz, com ajuda da graça, de permanecer fiéis às tarefas solenemente assumidas, até o fim da própria existência terrena. Todavia, tal solidez necessária não implica um fechamento do coração aos apelos de Deus, pois o Senhor, enquanto nos confirma todos os dias na vocação fundamental, está sempre à porta do nosso coração e bate (cf. Ap 3,20), esperando que se abra com aquela mesma generosidade com a qual dissemos a Ele o nosso primeiro “fiat”, imitando a disponibilidade da Sempre Virgem Mãe de Deus (cf. Lc 1,38). Não podemos, portanto, nunca impor limites ao plano que Deus tem sobre nós e que nos vai comunicando, dia após dia, ao longo de toda a nossa vida.

Essa abertura vocacional representa também o caminho mais certo para viver a alegria evangélica. É, de fato, o Senhor que nos faz verdadeiramente felizes. A nossa alegria não vem das satisfações mundanas, que contentam brevemente e logo desaparecem, como notou no seu primeiro discernimento espiritual Santo Inácio de Loyola (cf. Liturgia das Horas, Ofício das Leituras de 31 de julho, II leitura). A nossa alegria é Cristo! No diálogo cotidiano com Ele, o espírito se refresca e renova-se continuamente o ímpeto e o zelo pela salvação das almas.

Essa dimensão orante da vocação sacerdotal nos recorda, ainda, outros aspectos de grande importância. Primeiramente, o fato de que as vocações são obtidas não principalmente por meio de uma estratégia pastoral, mas sobretudo rezando. É o que nos ensinou Jesus: “A messe é grande, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe” (Lc 10,2). Comentando essas palavras evangélicas, Bento XVI observava: “Não podemos simplesmente ‘produzir’ vocações, elas devem vir de Deus. Não podemos, como talvez noutras profissões, por meio de uma propaganda bem orientada, mediante, por assim dizer, estratégias adequadas, simplesmente recrutar pessoas. O chamado, partindo do coração de Deus, deve sempre encontrar o caminho até ao coração do homem” (Encontro com o Clero da Bavária, 14 de setembro de 2006). Vocês, caros Seminaristas, foram chamados pelo Senhor, mas muitas pessoas colaboraram e estão colaborando com a sua resposta, espalhadas por todo o mundo, com orações e sacrifícios. Tenham uma consciência grata e unam-se a elas, para favorecer outras respostas à vocação. Além disso, ao primado da oração se soma também, na condição de canal de tal graça divina, a ação de sã, motivada e entusiasmada pastoral vocacional por parte da Igreja. A respeito dessa colaboração eclesial à obra divina de dar pastores ao Povo de Deus e Corpo Místico de Cristo, é oportuno recordar muito brevemente alguns aspectos que devem distingui-la, isto é: a estima pelas vocações sacerdotais, o testemunho de vida dos Sacerdotes, a obra específica dos formadores no seminário.

É acima de tudo necessário que na Igreja haja uma estima pela vocação sacerdotal, considerando o fato de que a Comunidade dos discípulos de Cristo não pode subsistir sem o serviço dos sacros ministros. Daí o cuidado, a atenção e a reverência para com o sacerdócio. Em segundo lugar, as vocações são muito favorecidas, como é notável, pelo exemplo e pelo cuidado que os Sacerdotes oferecem a elas. Um Sacerdote exemplar dificilmente não suscitará nas mentes dos jovens a pergunta: não serei eu também chamado a uma vida assim bela e feliz? Exatamente desse modo os Sacerdotes são canais através dos quais Deus faz ressoar o divino chamado no coração daqueles que ele escolheu! Os Sacerdotes, depois, cuidarão das sementes de vocação que discernirão na alma dos jovens, diante da Confissão sacramental, da direção espiritual, da pregação e da animação pastoral. Creio que também disso muitos de vocês são testemunhas e beneficiários.

Gostaria de dirigir, ainda, uma palavra sobre o importante papel daqueles Sacerdotes aos quais os Bispos confiam a formação de vocês. Os formadores dos Seminários são chamados a continuar e a aprofundar o cuidado sobre as vocações sacerdotais, enquanto fornecem toda a ajuda necessária para o discernimento pessoal de cada candidato. Quanto a isso, devem ser lembrados os dois princípios que devem guiar a avaliação da vocação: a cordial acolhida e a correta severidade. Embora seja oportuno evitar qualquer preconceito ao receber os seminaristas, como também qualquer rigorismo, por outro lado é de grandíssima importância proteger-se cuidadosamente do relaxamento e da negligência no julgamento. A Igreja certamente precisa de Sacerdotes, mas não de qualquer tipo de Sacerdote! O amor que acolhe deve, portanto, ser acompanhado da verdade que julga com clareza se, para um determinado candidato, aparecem ou não os sinais da vocação e os componentes humanos necessários para uma resposta confiável a ela. A urgência pastoral da Igreja não pode induzir a uma pressa em conferir o ministério. Na dúvida, ao contrário, é melhor usar o tempo necessário e realizar as avaliações oportunas, não excluindo dispensar aqueles candidatos que não oferecem garantias suficientes.

Caríssimos Seminaristas, com essas breves indicações procurei reconduzir a nossa atenção espiritual ao dom imenso e ao mistério absolutamente gratuito da nossa especial vocação. Confiemos à intercessão de Maria Santíssima e de São José o dom da fidelidade e da perseverança no divino chamado que, por pura graça, nos foi concedido; e procuremos responder à generosidade divina, que sempre envia pastores para o seu rebanho com renovado ímpeto apostólico. Sejam perseverantes, sempre recordando que o nome do amor no tempo é “fidelidade”.

Lembro de vocês todos os dias na oração, com atenção e afeto, e de coração imploro sobre vocês a bênção divina!



Mauro Card. Piacenza
Prefeito
Congregação para o Clero

Conflitos de terra no Mato Grosso do Sul

Campo Grande (Agência Fides) - "A injustiça gera mais violência!", afirmam os Bispos do Regional Oeste (Mato Grosso do Sul), numa declaração publicada em 5 de junho sobre a ressurgimento do conflito de terra na região do Mato Grosso do Sul. Os indígenas de Mato Grosso pedem a restituição das terras que pertenciam a seus antepassados, mas que entram em choque com os interesses de quem as comprou e produz soja. O protesto nesses dias que se estendeu para outros três Estados se degenerou em violência, que causou pelo menos uma morte e vários feridos. O governo federal decidiu enviar soldados para a área.
"O doloroso conflito que há décadas opõe agricultores e indígenas, provoca a cada ano vítimas de ambos os lados", afirma o documento enviado à Fides. "Percebemos há muito tempo (com um comunicado publicado em 2009) que não se pode prolongar este estado das coisas, que nos humilha perante a opinião pública mundial, pois é uma terrível injustiça que está sendo cometida contra um grande número de brasileiros. E a injustiça gera sempre violência!"
Os bispos também apontam que "como todo o território nacional, também o Mato Grosso do Sul é terra indígena. Por isso, é um dever que envolve toda a sociedade - representada por seu governo - fornecer aos povos indígenas as condições que os tornam sujeitos e protagonistas de seu próprio desenvolvimento, ao invés de mantê-los na dependência econômica e social que denigre a sua dignidade como seres humanos".
"Por isso, enquanto nós pedimos às autoridades civis, judiciárias e militares para serem guiados pela justiça e sabedoria em adotar com urgência medidas concretas, pedimos a todas as pessoas de boa vontade - indígenas, camponeses e membros de organismos envolvidos no conflito - para dialogar a fim de resolver o problema, e não continuar a manchar de sangue o solo do nosso Estado".
O documento conclui, pedindo para "encontrar uma solução justa e duradoura para a questão indígena no Mato Grosso do Sul, respeitando o direito e o bem-estar de todos. Se as ocupações de terras geram um clima de incerteza jurídica e social, o status quo é um barril de pólvora que constantemente ameaça explodir". (CE) (Agência Fides, 06/06/2013)

6 de junho de 2013

Sagrado Coração de Jesus transformai meu coração

A importância de uma catedral


A catedral tem um significado muito especial, pois é o lugar de referência teológica, sacramental e pastoral da Igreja. Em uma Diocese, a catedral é o lugar de irradiação do mistério de Cristo, ou seja, é como se fosse o coração que impulsiona o sangue para o corpo. As ações tomadas na catedral têm como ponto de referência o bispo, sucessor dos apóstolos.

Assim, a Celebração Eucarística realizada na catedral presidida pelo bispo com seus presbíteros é como uma imagem refletida da Igreja. Pela sua força, a catedral é uma casa de oração, uma escola da verdade, um lugar de escuta da palavra e, principalmente, um lugar de elevação do espírito e de encontro com Deus. A catedral é orientação, apoio e inspiração.

Santo Antonio: novena e ladainha


Congresso Internacional da Família em Lima divulga Declaração final

Congresso Internacional da Família em Lima divulga Declaração final

AMÉRICA – Abre o portal radiofônico do CELAM - Agência Fides

AMÉRICA – Abre o portal radiofônico do CELAM - Agência Fides

5 de junho de 2013

Dimensão caritativa da Igreja


Salmo 25

A ti, Javé, elevo a minha alma. Em ti confio. Que eu não fique envergonhado! Mostra-me os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me com tua verdade. Ensina-me, pois tu és o meu Deus e em ti espero o dia todo. Javé, lembra-te da tua compaixão e do teu amor, que existem desde sempre. Não te lembres de meus desvios, nem dos pecados da juventude. (Sl 25,1-9)

Dia Mundial do Meio Ambiente

Oração para o Dia Mundial do Meio Ambiente preparada por Ir. Terri MacKenzie SHCJ de Chicago, Illinois USA para a Commissão JPIC

3 de junho de 2013

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: Deus seja Louvado pelo blog Somos Servos que nos...

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!:

Deus seja Louvado pelo blog Somos Servos que nos...
: Deus seja Louvado pelo blog Somos Servos que nos aproxima cada vez mais de Deus e nos permite partilhar as nossas experiências a caminho d...

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: Sagrado Coração de Jesus

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: Sagrado Coração de Jesus: Coração Santo tu reinarás, e o nosso encanto sempre serás.

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: "Conheço meus projetos sobre vocês - oráculo de Ja...

† Somos Servos da Virgem Gloriosa!: "Conheço meus projetos sobre vocês - oráculo de Ja...: "Conheço meus projetos sobre vocês - oráculo de Javé: são projetos de felicidade e não de sofrimento, para dar-lhes um futuro e uma esp...

Martírio: Vitalidade do cristianismo


A palavra grega mártir significa “testemunha” diante de um tribunal mas, com o tempo, ganhou um sentido cristão e ficou reservada para “todo aquele que dá testemunho, mesmo ocasionalmente, mas sempre enfrentando ameaça de morte”.
Mártires: Testemunhas de Fé
Afirma Orígenes (séc. II): “A comunidade de irmãos na fé reservou o nome de mártir para aqueles que deram testemunho de fé em Cristo derramando seu sangue”. O martírio expressa a mais alta identificação com Cristo e realiza a bem-aventurança proclamada por Jesus: “Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim... De igual maneira perseguiram os profetas antes de vós” (Mt 5,11-12).
A primitiva comunidade cristã via nos irmãos que perdiam a vida com o martírio um estímulo à perseverança e novos intercessores junto ao Senhor. Os mártires eram o orgulho da fé cristã e seus túmulos se tornavam locais de oração e de veneração.
Acontecia que alguns cristãos eram torturados, derramavam o sangue, mas não morriam. A esses irmãos, com veneração, a comunidade dos cristãos deu-lhes o nome de “confessor”. Eles possuíam um posto eminente na igreja, impunham as mãos e, em alguns lugares, tinham o poder sacerdotal sem necessitar de ordenação: eram os mártires ainda vivos, um privilégio, uma graça de Deus para seu povo.
A vida de um mártir
Para a Igreja não interessa o passado do mártir, o importante é o momento decisivo do martírio. Assim, um santo mártir não é aquele que viveu heroicamente a fé, mas o que heroicamente derramou o sangue por Jesus. Pode ter sido um grande pecador, mau exemplo, mas se aceitou o martírio, mostrou amor heróico e perfeito pelo Senhor.
Também hoje, nos processos de beatificação de um mártir, não se pedem milagres ou virtudes heróicas, mas a certeza de que derramou o sangue por crer em Cristo, o que é a síntese de todas as virtudes heróicas.
O martírio é uma graça, um carisma concedido por Deus apenas a alguns que são chamados ao amor perfeito.
O martírio é o estado místico por excelência: o crente, abandonado aos sofrimentos, adere a Cristo com todas as suas energias, tomado pela potência do Cristo ressuscitado.
Martírio: identificação com cristo
Com o tempo, a Igreja percebeu que há um outro tipo de martírio, incruento, sem derramamento de sangue: é o martírio-testemunho de toda uma vida dedicada à fé e ao evangelho. Toda perfeição cristã tem algo de martírio: a perseverança no bem, a aceitação de afrontas, a dedicação aos pobres e sofredores. O doente que aceita a cruz da dor cotidiana vive uma espécie de martírio em sua identificação com Cristo crucificado.
Assim, o ideal do martírio se estende a todos os estados de vida: religiosa, matrimonial, apostólica, profissional. O missionário, que vive sem medo o perigo da perseguição, é um mártir. A mãe e o pai de um filho deficiente, em sua generosidade e paciência, vivem o martírio. É martir também o jovem que, com firmeza, dá testemunho de sua fé num ambiente hostil.
Igreja de Mártires e de Santos
A glória da Igreja são seus mártires. Trata-se de homens, mulheres, jovens e crianças que a tal ponto amaram a Jesus que não lhes importou sofrer ou morrer. A perseguição que o império romano moveu aos cristãos durante os primeiros 300 anos do cristianismo, não os atemorizou ou diminuiu seu número. Tertuliano, grande teólogo, dizia: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.
Por que a perseguição ao cristianismo? Basicamente, porque os cristãos rejeitavam os deuses do império romano e o culto do imperador, já que, para eles, havia um só Deus e um só Senhor e a nenhum outro podiam prestar adoração. Era até oferecida aos cristãos a oportunidade de disfarce: “finje que adora, mas não adore, ofereça incenso para agradar, sem compromisso, e pronto, salve a pele! Pague uma gorjeta, e estamos falados.” A maioria não aceitava isso: antes sofrer e morrer do que não proclamar publicamente o único Deus e seu Filho Jesus.
O martírio era uma prova imensa, pois supunha imensos sofrimentos, angústias, além da morte física: tortura, decapitação, mutilação, ser entregue a animais ferozes e famintos nos circos, ser queimado...
Santo Inácio de Antioquia, antes de ser despedaçado na boca de leões e tigres, dizia: “Triturado por leões, serei como o trigo que é triturado para com ele se fazer o pão da Eucaristia”.
São Potino, bispo de Lyon, com mais de 90 anos, é levado ao tribunal. Apesar de fraco e doente, foi interrogado com dureza, humilhado, surrado, torturado. Nesse estado de dor e feridas é jogado no cárcere, onde morre dois dias depois.
O mártir dá testemunho do valor único de se crer em Jesus: ele é o tesouro, a pedra preciosa, nada vale mais do que ele.
O imperador Constantino, em 313, concedeu liberdade aos cristãos que, apesar da insegurança e perseguições, tinham crescido e se constituíam na maior e melhor força do Império. O segredo dessa força foi dado pelo heroísmo de quase 100 mil mártires.
História de Martírio
As autoridades ficavam impressionadas com a coragem e a simplicidade dos cristãos entregues aos tribunais. São crianças de 11 anos, como a belíssima romana Inês. Em pleno circo, arrancam-lhe as vestes para rirem de sua nudez, mas Deus faz o milagre de os cabelos crescerem. Santa Inês é decapitada.
É o bispo Policarpo respondendo ao juiz que pede que blasfeme: “Eu sirvo a Cristo há 86 anos e ele nunca me fez mal; como posso blasfemar contra o rei que me salvou?”
É um jovem que vai para o martírio tremendo de medo e sua namorada o anima, encoraja, morrendo os dois.
É o jovem Tarcísio que leva a Comunhão aos doentes, escondendo o Pão embaixo da camisa e seus colegas, para descobrirem o que levava, acabam por matá-lo a pedradas.
É o velho bispo que, antes de ser executado, recomenda o cuidado por alguns pobres e doentes dos quais ele cuidava.
É o legionário Basílide (Egito, ano 203) que acompanha Marcela e sua filha Potamiena ao patíbulo e que escuta o agradecimento de Marcela antes de ser morta: “Rezarei por ti ao meu Senhor, para que ele recompense o bem que nos fizeste”. Basílide pede o batismo e serenamente é decapitado.
É a mãe que manda recados a Deus através do filho que será martirizado.
É o senador Apolônio (ano 183), bem humorado, que responde ao juiz que lhe pergunta se estava contente por morrer. Respondeu que não, gostava de viver, mas que preferia a vida eterna. E depois, concluiu: se morre também de febre e disenteria. Ao ser morto vou imaginar que a causa foi uma dessas doenças.
É a jovem Cecília, pretendida por muitos jovens aristocratas, que por nada trai a Jesus. É colocada numa sauna para morrer asfixiada mas, não morrendo, é decapitada.
É o filósofo Justino (séc. II) que, convertido, vai ao palácio do imperador Marco Aurélio defender os cristãos e acaba decapitado.
É o soldado Sebastião, da guarda imperial, que pede o batismo e depois é condenado a morrer a flechadas, amarrado a uma árvore. Pensando que estivesse morto, é abandonado. Os cristãos recolhem o corpo e cuidam bem, pois estava vivo. Sebastião se retraiu? Não! Foi ser catequista, sendo pouco depois martirizado.
Quanta simplicidade nesses santos que nos ensinam que não existe fé sem heroísmo, que não é possível ser cristão e viver na moleza!
Martírio: prova de vitalidade da Igreja
A história mostra claramente que quando a Igreja se instala, vive encostada nos poderosos, não tem mártires. O serviço à verdade e à caridade não combina com o perfume dos palácios. Quando a Igreja não é contestada, questionada ou perseguida, ela deve seriamente se perguntar se está sendo fiel a seu fundador e cabeça, o Cristo crucificado.
Na Idade Média houve no cristianismo grandes movimentos missionários entre os povos bárbaros, eslavos, germânicos e saxões, com numerosos sacerdotes dando a vida pela causa do evangelho.
A partir do século XVI, tiveram início as missões no Oriente, na África e na América. Milhares de missionários deixaram a tranqüilidade européia, atravessaram os oceanos e foram consagrar a existência ao anúncio de Jesus. Muitos deles derramaram o sangue, junto aos seus convertidos: na Coréia, Japão, Vietnã, África, Filipinas, América. Não se conhece uma Igreja que não tenha brotado de um solo fecundado pelo sangue dos mártires.
O Século XX: um século de mártires
Na sua carta para o Terceiro Milênio, João Paulo II se referia a uma realidade do século XX: estamos diante de um novo tempo de mártires, talvez o maior da história do cristianismo, pois nunca tantas pessoas sofreram para serem fiéis à sua fé, como neste século que termina. Nem todos morreram, mas milhões viveram sua fidelidade na insegurança e na privação.
Os novos mártires podem ser englobados em quatro categorias:
- mártires da revolução mexicana (1927-1941) e espanhola (1931-1939),
- mártires do Comunismo (1917-1989),
- mártires do Nazismo e do Fascismo (1933-1945),
- mártires das lutas tribais e étnicas no Burundi, Congo, Sudão, Nigéria e outros países africanos (1990...).
No México e na Espanha foram milhares os religiosos e religiosas, sacerdotes e leigos, sumariamente fuzilados pelo fato de serem cristãos. Não havia processo nem acusação: era o ódio ao cristianismo que levou os mações mexicanos e os republicanos espanhóis a essa carnificina, numa guerra cruel entre filhos de uma mesma nação. Ao grito de “Viva Cristo Rei!”, explodiu no México em 1927 a revolução cristeira, onde milhares de camponeses e índios foram martirizados por quererem continuar cristãos.
O Comunismo materialista conquistou o poder na Rússia em 1917 e, em 1945, em todo o leste europeu; em 1949 a China e o sudeste asiático. A Rússia transformou igrejas em “museus do ateísmo”, enquanto a Albânia proclamou-se o primeiro país ateu do mundo, punindo com fuzilamento o pai que batizasse o filhinho. Diante do possível desaparecimento da Igreja desse país, o Vaticano permitiu a sagração secreta de bispos. A Igreja retornava às catacumbas, como no império romano. Mas as prisões e as mortes não amedrontaram esses heróicos cristãos. Não menos feroz foi a perseguição movida contra os cristãos da China, Vietnã, Coréia, Laos, Camboja, Birmânia...
O Nazismo alemão (1933-1945), a mais inexplicável mancha da história humana, planejava primeiramente a extinção dos judeus (seis milhões), seguindo-se a dos cristãos. Sacerdotes, religiosos e leigos ergueram-se contra esse moderno paganismo que idolatrava o Estado e por isso morrerram. Entre todos esses gloriosos mártires citamos São Maximiliano Kolbe e Santa Edith Stein.
Mártires por causa da Justiça
As últimas décadas do século XX foram enriquecidas pelos mártires que sofreram e morreram por causa da justiça e da paz, de modo especial no Brasil e na América latina. A situação de injustiça no mundo rural e urbano, as ditaduras militares, a falta de terra, a opressão sobre os índios..., desencadeou um profetismo original: ver o rosto de Jesus no injustiçado, optar por ele e por ele dar a vida. Essa opção evangélica tem feito muitos mártires: bispos, religiosos e leigos que derramaram o sangue por causa dos pobres, os preferidos de Deus.
No Brasil, poderíamos citar: o operário Santo Dias, o índio Simão, a agricultora Margarida, os padres Josimo Tavares, Antônio H. Pereira Neto, Ezequiel Ramin, Rodolfo Lukenbein, João Bosco Penido Burnier, Frei Tito Alencar e o seringalista Chico Mendes.
Em El Salvador, o arcebispo Dom Oscar Romero (1980) e os 4 sacerdotes jesuítas da Universidade católica (1989). Também as jovens Igrejas da Ásia e da África tem a alegria de poder apresentar a Deus seus mártires, cristãos justos que heroicamente deram a vida para que outros tivessem mais vida.
Concluindo esta reflexão, motivada pela festa dos Protomártires da Igreja de Roma (30 de junho), pode-se afirmar que um autêntico encontro com Cristo não deixa ninguém indiferente. Ele é quem dá sentido à existência humana. A prova? Os milhões de mártires desses dois mil anos de cristianismo.
Para Refletir
1 - Quem foi o primeiro mártir de Cristo? Por que foi martirizado? Leia At 6,8-15.
2 - Quais são os mártires modernos? Quais as motivações de seu martírio?
3 - O martírio destrói ou fortifica a Igreja? Por quê?

1 de junho de 2013

Adoração eucarística





A Adoração Eucarística será realizada na Basílica de São Pedro, no domingo 2 de junho, das 17 às 18 horas (horário italiano - 12h no Brasil)

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