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2 de abril de 2010

SEXTA ESTAÇÃO: A Verônica limpa o rosto de Jesus

V/. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Do livro do profeta Isaías 53, 2-3

Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele.



MEDITAÇÃO

Quando a Verônica limpou a face de Jesus com um lenço, certamente aquele rosto não devia ser atraente: era uma face desfigurada. Porém, aquele rosto não podia deixar a ninguém indiferente, aquela face perturbava. Podia provocar escárnio e desprezo, mas também compaixão e até mesmo amor, desejo de ir em sua ajuda. A Verônica é o símbolo destes sentimentos.

Apesar de desfigurado, o rosto de Jesus é sempre o rosto do Filho de Deus. É uma face desfigurada por nós, pelo enorme acúmulo da maldade humana. Mas é também um rosto desfigurado em nosso favor, que expressa o amor e a doação de Jesus e que é espelho da misericórdia infinita de Deus Pai.

No rosto sofredor de Jesus, vemos, ainda, outro acúmulo gigantesco, o dos sofrimentos humanos. E assim, o gesto de piedade da Verônica torna-se para nós uma provocação, uma solicitação urgente: torna-se a solicitação, suave mas imperiosa, de não virarmos a cara para o lado, mas de olharmos também nós para aqueles que sofrem, próximos e distantes. E não somente olhar, mas ajudar. A Via-sacra desta noite não terá sido em vão se nos levar a gestos concretos de amor e de solidariedade operativa.



Todos:

Pater noster, qui es in cælis;
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo.

Pro peccatis suæ gentis
vidit Jesum in tormentis
et flagellis subditum.