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2 de abril de 2010

DÉCIMA ESTAÇÃO: Jesus é despojado das suas vestes

V/. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Do Evangelho segundo João 19, 23-24

Ao crucificarem Jesus, os soldados ficaram-Lhe com as vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica era sem costura, tecida de alto a baixo como um todo. Disseram, pois, entre si: “Não a rasguemos, vamos tirá-la à sorte, para ver de quem será”. Assim se cumpria a Escritura: ”Repartiram entre si as minhas vestes, e tiraram à sorte a minha túnica “.


MEDITAÇÃO

Jesus é despojado de suas vestes: estamos no ato final daquele drama, iniciado com a prisão no horto das oliveiras; agora Jesus é despojado da sua dignidade de homem, antes mesmo da de Filho de Deus.

Jesus, deste modo, é apresentado despido à vista do povo de Jerusalém e à vista de toda humanidade. Num sentido profundo, é justo que seja assim: de fato, ele se despojou completamente de si mesmo, para sacrificar-se por nós. Por isso, o gesto de despojá-lo das vestes é também o cumprimento de uma palavra da Sagrada Escritura.

Vendo Jesus despido, na cruz, percebemos dentro de nós uma necessidade imperativa: olhar sem véus para dentro de nós mesmos; despir-nos espiritualmente diante de nós, mas, ainda antes, diante de Deus e mesmo diante dos nossos irmãos na humanidade. Despir-nos da pretensão de aparecer melhor do que somos, procurando, ao invés, ser sinceros e transparentes.

De fato, o comportamento que causava, talvez mais do que qualquer outro, a indignação de Jesus era a hipocrisia. Quantas vezes disse aos seus discípulos: não façais “como fazem os hipócritas” (Mt 6, 2.5.16); ou àqueles que contestavam as suas boas obras: “ai de vós, hipócritas” (Mt 23, 13.15.23.25.27.29).

Senhor Jesus, despido na cruz, ajudai-me a estar também eu despido diante de vós.



Todos:

Pater noster, qui es in cælis;
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo.

Fac ut ardeat cor meum
in amando Christum Deum,
ut sibi complaceam.