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25 de julho de 2009

Amor aos irmãos

Quando Jesus visitou-nos, deixou-nos um novo mandamento: "o que vos mando é que vos ameis uns aos otros, como eu vos amei".
Isso é a coisa mais linda que já ouvi na vida! E a mais ousada também. Afinal, amar o próximo não é tão fácil assim, ainda mais amar do jeito que Jesus amou.

No Antigo Testamento a lei era "olho por olho, dente por dente", ou seja, do mesmo modo que ferir deverás ser ferido. Fico imaginado o medo que as pessoas tinha de ferir as outras, mas não por amor, apenas para não serem feridas também. E muitos anos se passaram enquanto o povo de Deus assim agia.


Ainda no Antigo Testamento podemos observar os mandamentos da lei de Deus, escritos por Moisés que, revestido da misericórdia do Altíssimo, gravou nas pedas aquilo que para sempre notearia nossas vidas. Se observarmos bem, sete dos dez mandamento falam exclusivamente do amor que devemos aos nossos irmãos, e o devemos pelo simples fato de que o irmão que está ao nosso lado, seja ele quem for, é imagem e semelhança do nosso poderoso Deus.

Sendo assim, podemos dizer que se não amamos o irmão, não será possível viver a experiência de amar a Deus. Parece ser simples, se amamos a Deus, amamos aos irmãos, se amamos aos irmãos, amamos a Deus.

Seria possível não honrar a Deus e tudo que ele nos tem dado até hoje? Seria possível matar Deus, que nos deu sua própria vida? Seria justo trair o amor de Deus? E roubar os sonhos de Deus, seria correto? É possível mentir contra Deus? Teríamos coragem de praticar estes atos contra Deus, que tudo pode? Se pararmos para pensar, parece impossível, afinal, quem pode algo contra Deus?


Mas por incrível que pareça, é possível praticar todos estes males a Deus, e isso ocorre quando praticamos isso na pessoa do irmão. Quantas vezes o sangue dos inocentes é derramado na terra, que divina, pois a terra é criatura de Deus, chora pelas vidas ceifadas pela violência que tantas vezes é gerada dentro das famílias. Quantos irmãos sofrem as dores da traição, quantas famílias vive a dor e as mazelas insuportáveis do adultério. Quantas vezes desonramos nossos pais, nossos idosos, nossas crianças, nossos jovens sem futuro, perdidos no mundo tenebroso das drogas, do álcool, da prostituição, da falta de oportunidade. Por que traímos tanto ao nosso Deus, que até hoje tem se ocupado apenas de nos amar?

O Senhor disse que toda vez que desprezamos um destes pequeninos, é a ele que estamos desprezando. E ficamos nós, povo pós-moderno e cheio de filosofias, a sonhar com um amor que não é real, um amor sentimental que busca viver emoções fortes, um amor que nos realize. Somos uma civilização que não entende que amar é ação e não emoção. Amar é ser grato e não cobrar atenção. Amar é dar a mão, é dar o primeiro passo. Amar é tão simples no final. É apenas fazer ao outro aquilo que queremos para nós mesmos. Quem quer ser roubado? Ou sofrer violência? Ou ser traído? Ou ser difamado?

Quando Jesus estava em missão nesta terra disse que devemos servir, ele nunca falou de cristãos líderes, ou de cristãos estrelas, que brilham mais que os outros, pelo contrário, ele disse que seria capaz de deixar tudo para resgatar apenas um de nós que viesse a se perder, e ele não especificou quem seria, pois ele é capaz de dar sua vida por todos. Afinal, quem de nós não é semelhança do Pai?

Precisamos ter cuidado ao dizer que somos discípulos de Jesus, pois um discípulo é aquele que segue seu mestre e vive a imitar seus passos, seu modo de viver, seu modo de amar. E se não estamos amando como Jesus amou, pouco valor estamos dando aos dons que Espírito Santo tem derramado sobre nossas vidas, pois de que servem os dons que Deus nos dá, se não os utilizamos em serviço dos irmãos? Não precisamos mostras para Deus nossos dons, pois Deus é o autor dos dons que nos dá. Quem precisa de nossos dons, de nossa vida, de nossa paz e acolhida são nossos irmãos, onde habita Deus.

Olhe ao seu redor e contemple a presença divida no Senhor, sem esquecer que, independentemente da pessoa que você está vendo, será sempre um irmão feito a imagem e semelhança do seu criador.

Senhor, queremos ser, assim como tu és, capaz de amar até o fim. Queremos, Senhor, ser capazes de amar sem limites, queremos viver um amor verdadeiro e incondicional, um amor que não visa interesses próprios. Nós queremos ser como tu és. Nòs queremos conhecer a ti, pois somente assim conheceremos o verdadeiro amor, já que tu ó Senhor querido, és o verdadeiro amor.

Paz irmãos! E vivamos o amor, vivamos em Cristo.