29 de março de 2009

GRÃO DE TRIGO - 5º DOM. QUARESMA

O Evangelho deste 5º Domingo da Quaresma nos aponta para compreender a missão e a hora de Jesus. Porém, alguns gregos, que representam os pagãos, querem ver Jesus (Jo 12,21). Os discípulos André e Filipe vão dizer a Jesus que responde: “chegou a hora em que este Homem será glorificado... se o grão caído na terra não morrer ficará só; se morrer dará muito fruto” (Jo 12,23-24).
Qual o sentido de “ver Jesus”? Os gregos estavam curiosos para ver Jesus. Certamente a vida de Jesus, através das suas pregações, curas e milagres, tinham despertado a fama e a curiosidade nas pessoas. Por isso muitos queriam vê-lo. Ainda hoje tais predicados em Jesus atraem curiosos aos milhares para “ver” um Jesus milagreiro ou um Jesus mensageiro de auto-ajuda, além daqueles que o transformam em fonte de renda, com promoções e produtos “evangelizadores”.
A dinâmica de Jesus é outra. A sua resposta aos gregos mostra uma nova metodologia da evangelização e indica o modo como ele deseja que nós o vejamos. Ele não aceita a dinâmica da curiosidade. Ele não se apresenta como estrela, mas como Mestre que ensina e faz a vontade do Pai. Como Mestre, Ele anula a dinâmica da simples curiosidade e incentiva, para aqueles que simplesmente querem ver, uma atitude de discípulos missionários, que significa entrar na dinâmica do discipulado e não ser apenas curioso.
“Se o grão de trigo caído na terra não morrer...” (Jo 12,23ss). O autor do quarto Evangelho procura ilustrar a paixão e morte de Jesus comparando com o grão de trigo. A semente do trigo para dar bons frutos necessita ser sepultada na terra. Assim para ser germinada a semente entra num processo de transformação e brota do ventre da terra a nova planta para dar novos frutos. Assim também, pela paixão e morte, Cristo chegará a sua plena glorificação.

Neste sentido, a glorificação de Jesus passará pela paixão. Contudo, a realidade da Paixão está em sintonia com a hora de Jesus. Poderíamos refletir que chegou o momento em que se inicia a hora de Jesus. Esta hora manifesta o momento da sua glória e da sua exaltação na cruz. O tema da Hora de Jesus é muito importante no evangelho de São João. É o momento em que será glorificado pelo Pai: “eu o glorifiquei e de novo glorificarei” (Jo 12,28). Portanto a hora que não chegou nas Bodas de Caná (Jo 2,4), chegará no momento do Calvário (Jo 19,30).
“O príncipe deste mundo” (Jo 12,31). Neste versículo São João revela a maneira de como será o “julgamento deste mundo”. Este tema é muito importante no 4º Evangelho. Neste contexto, percebemos que Jesus veio não para condenar este mundo, mas par salvá-lo (Jo 3,17). Porém satanás (= diabo) queria dominar o mundo e confundir e separar o povo do Projeto Salvífico de Deus. Com a sua morte, Jesus liberta todas as pessoas da tirania de satanás, conhecido no texto como “príncipe deste mundo”.

“Quando eu for levantado da terra, atrairei todos para mim” (Jo 12,32). A cruz de Cristo, como testemunho de amor, entrega e revelação do amor do Pai, terá a força de atração
universal. Assim sendo, quando Cristo for elevado na cruz, aparecerá aos olhos de todos como Salvador do mundo. Será uma resposta aos gregos que queriam vê-lo (Jo 12,21), mas
também uma confissão de fé de um centurião romano: “realmente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39).

14 de março de 2009

"Meu Amado é todo meu e eu sou do meu Amado!"
É no amor de Deus que consiste essencialmente a perfeição. Sem amor divino, as obras mais maravilhosas nada valem e de nada servirão.
Minhas ações, por menores que sejam, se forem inspiradas pelo amor de Deus, tornar-se-ão grandes e meritórias a seus divinos olhos...
Quero amá-lo para agradar-lhe.

D. Rosita Paiva
1909 - 1991

1 de março de 2009

1º Domingo da Quaresma - O deserto

Após ser batizado no Rio Jordão por João Batista, da nuvem veio uma voz dizendo: “tu és o meu Filho amado; em ti encontro o meu agrado” (Mc 1,9-11), Jesus é conduzido pelo Espírito ao deserto. (Mc 1,12)O Deserto pode significar o lugar do encontro com Deus. Para alguns especialistas pode ser um “lugar teológico”. O deserto lembra também muitas situações e experiências bíblicas: João Batista apareceu deserto pregando e anunciando um batismo de conversão e também a vinda do Messias Salvador (Mc 1,4-7); o povo de Deus passou quarenta anos no deserto, rumo à terra prometi da ((Ex 16,15); o Evangelista: Marcos a experiência de Jesus no deserto como um lugar onde Jesus vivia entre os serviços dos anjos e a tentação por Satanás (Mc 1,12-13). Na experiência do deserto Jesus sofre a tentação.

Satanás é o rival, que procura frustrar ou desvirtuar o projeto de Deus. Jesus supera a prova.
Inicia a sua atividade messiânica e convive pacificamente com os animais e ao anjos servindo-o (Mc 1,13).

Depois da prisão de João, “Jesus se dirigiu para a Galiléia” (Mc 1,14). Galiléia é o lugar onde Jesus inicia a sua atividade missionária. Nesta localidade Jesus proclama a boa nova de Deus e dizendo: “cumpriu-se o prazo e está próximo e reino de Deus: arrependei-vos e crede no Evangelho (Mc 1,15). Nestas palavras vemos que Jesus condensa todo o projeto de Deus:

a. ele anuncia que o tempo chegou. Agora é o tempo de Jesus, tempo na qual ele realiza plenamente o projeto de Deus. É a todos que ele anuncia a Boa Nova. Porém são os pobres que acolhem a mensagem salvadora de Jesus;

b. Jesus anuncia que o Reino de Deus está próximo. Neste sentido, vemos a proximidade efetiva do reinado de Deus, o exercício de seu poder real na história. Esta é a boa notícia que Jesus anuncia. Ele procurará, ao longo do evangelho, dar um dinamismo do reino, para que as pessoas e as comunidades se abrissem à nova maneira de se relacionar no reino de Deus. Daí a necessidade de “se converter e crer na boa nova”;

c. portanto, no Reino de Jesus há a necessidade de conversão. Conversão é sinal de pertença do Reino de Jesus. Por isso que alguns grupos resistiram à conversão e preferiram permanecer no mesmo ritmo de vida, ao passo que aqueles que descobriram a novidade do Reino e a pessoa de Jesus se transformaram.

O convite de Jesus é direto. O caminho quaresmal exige uma postura nova frente à vida. Para que a conversão possa acontecer é importante crer no Evangelho. E, crer no Evangelho significa assumir o evangelho como caminho de vida. Existe na realidade muitas pessoas que não entendem o que significa converter (mudar de vida) porque não acreditam na força e no dinamismo transformador do Evangelho. Acreditar (=crer) não é apenas aceitar um conjunto de verdades intelectuais, mas é aderir à pessoa de Jesus Cristo (= aceitar o projeto salvífico de Deus) e acolhê-la no coração e fazer dela o guia da vida.


frei João

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