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5 de dezembro de 2008

1º Domingo Advento Ano B

Com este domingo, iniciamos um novo Ano Litúrgico. É o ciclo B, na qual iremos caminhar com o Evangelista Marcos, que foi discípulo de São Pedro e companheiro de Paulo e Barnabé durante a primeira viagem missionária. Também este novo ano pode ser o início de uma nova caminhada como discípulos missionários na vinha do Senhor, semear os valores do Reino de Deus na vida e na sociedade.

O Evangelho deste domingo (Mc 13,33-37) orienta os discípulos de Jesus para ficar atentos e despertar para a atitude da vigilância. O exemplo ilustrativo que mostra o Evangelho “é como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa” (Mc 13,34). Portanto O discurso deste capítulo 13º é sobre o final dos tempos. Jesus quer deixar bem claro frente às indagações dos discípulos que melhor atitude é a vigilância: “vigiai porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer” (Mc 13,35).

Outro dado importante é constatar que existe a impossibilidade de conhecer a hora, pois o fim de tudo não é algo pré-fixado ou previsto, mas sim um alerta: “Cuidado! Fiquem atentos...” Uma outra realidade importante: aparece a figura do porteiro. Diz o texto: “E mandou o porteiro ficar vigiando” (Mc 13,34). O porteiro lembra alguém que está atento à porta, ao portão... aquele que entra e sai... Aquele que vigia. Portanto vigiar é testemunhar a presença e ação de Deus no meio das pessoas; vigiar é sentir-se responsável pela “casa de Deus”, protegendo contra as ações do maligno, que só vem para roubar e “destruir”. Vigiar significa assumir os compromissos batismais, tornando-se verdadeiros discípulos missionários de Jesus. Vigiar é estar atentos aos sinais dos tempos. Vigiar é perceber a oportunidade de poder recomeçar o novo ano litúrgico com um espírito renovado.

O texto do Evangelho fala da volta do dono da casa (Mc 13,35). E esta volta poderá ser de repente, sem hora marcada. Portanto aquele que se coloca em vigília não dorme. Marcos alerta neste sentido para não dormir (Mc 13,36). Dormir poderia significar a falta de compromisso com o projeto de Deus. Por isso o convite é permanecer acordados, atentos, vigilantes, pois “não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer” (Mc 13,35).

Assim com o tema do Advento, iniciamos o itinerário para celebrar o nascimento de Jesus. A proposta é de conversão, que significa mudar os rumos da vida e voltar a trilhar os caminhos de Deus e acordar este nosso mundo, muitas vezes secularizado, para as coisas de Deus. Contudo, a comunidade que busca a realidade da conversão, está deixando-se modelar por Deus. Por isso, mesmo diante dos nossos limites, das nossas “imundícies”... “o Senhor é nosso Pai e nós somos o barro; tu o oleiro e nós somos obra de tuas mãos” (Is 64,7). O convite é deixar-se modelar pelo Senhor.

O prefácio do Advento nos ajuda a compreender melhor todo este espírito que o Tempo do Advento nos propõe: “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória,ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos.” (Prefácio do Advento I: as duas vindas de Cristo).

Que este tempo precioso do Advento nos ajude a aprofundar o seguimento de Jesus Cristo e a caminhar como Povo de Deus, que se preparava para a primeira vinda do Messias e que hoje renova as esperanças de um novo céu e de uma nova terra (Ap 21,1).

enviado por frei João