1 de novembro de 2008

Eu o ressuscitarei no último dia - Finados

A Igreja celebra, neste domingo, a comemoração dos Finados, ou dos fiéis defuntos. É uma realidade que nos convida a refletir sobre a nossa existência. Ela é frágil, passageira, vulnerável. Porém, para nós católicos não podemos perder de vista a nossa ressurreição, que é celebrar a Páscoa, a nossa passagem definitiva para o encontro com o Senhor Jesus. O Salmo da liturgia deste domingo nos convida a rezar assim: “O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo?O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?” (Salmo 27/26, 1).
DIA DOS FINADOS: UMA OPORTUNIDADE PARA REZAR PELOS NOSSOS IRMÃOS FALECIDOS, FORTALECER NOSSA FÉ NA RESSURREIÇÃO E FAZER A NOSSA OPÇÃO POR JESUS CRISTO DEFINITIVAMENTE.
“A religião cristã não celebra o culto à morte, mas à vida. Assim o ressalta a liturgia da palavra de hoje com suas muitas leituras. Todo o conjunto nos fala de ressurreição e vida; e a referência onipresente é a Ressurreição de Cristo, da qual participa o cristão pela fé e pelos sacramentos.
Por isso, este dia não é uma comemoração para a tristeza, provocando saudade dos seres queridos que já nos deixaram, mas uma recordação cheia de esperança que expressa e continua a Comunhão dos Santos, que celebramos no dia de ontem. Pois "a fé oferece a possibilidade de uma comunhão com nossos queridos irmãos já falecidos, dando-nos a esperança de que já possuem em Deus a vida verdadeira". (GS 18,2)
Lembramos nosso destino futuro: A Visão cristã da morte dá o verdadeiro valor da vida humana. O discípulo de Cristo identifica a vida futura na qual crê e espera, como um ser vivo, pessoal e amigo que é o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, e de cuja vida participará agora e continuará gozando em seu destino futuro. Instruídos pela palavra de Deus, cremos que: "O Homem foi criado por Deus para um fim feliz, além dos limites da miséria terrestre... Deus chamou e chama o homem para que ele dê sua adesão a Deus na comunhão perpétua da incorruptível vida divina. Cristo conseguiu esta vitória, por sua morte, libertando o homem da morte e ressuscitando para a vida. Para qualquer homem que reflete, a fé lhe dá uma resposta à sua angústia sobre a sorte futura". (GS 18,2)” (WWW.buscandonovasaguas.com).
O Evangelho de João é muito rico em sinais. O texto proposto para a liturgia está dentro do contexto da multiplicação dos pães (Jo 6,1-71).
Quais seriam estes sinais que revelam quem é Jesus? A primeira parte do Evangelho (capítulos 1 ao 12), mostram 7 (sete) sinais. Vejamos: Primeiro sinal: Jesus transforma a água em vinho (Jo 2,1-12); Segundo sinal: Jesus cura o filho do funcionário do rei: (Jo 4,46-54); Terceiro sinal: Jesus cura o paralítico (Jo 5, 1-18); Quarto Sinal: A multiplicação dos pães (Jo 6,1-15); Quinto sinal: Jesus caminha sobre as águas (Jo 6, 6,16-21); Sexto sinal: Jesus cura o cego de nascimento (Jo 9,1-33) e Sétimo sinal: A Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-57). Todos estes textos e sinais apontam para uma única realidade: a dimensão divina e a vida nova que Jesus veio comunicar. Por isso que a realidade do sinal leva a compreender outra realidade mais profunda ainda. Não basta ficar apenas no sinal externo. As pessoas que se alimentaram do pão multiplicado por Jesus queriam segui-lo porque Ele lhes assegurava o sustento. Faltou o passo de crer e a adesão pessoal. Neste sentido Cristo é muito claro. Fala de fazer a vontade do Pai (Jo 6,38-39) e da ressurreição (6,39.40).
Neste sentido, entender os sinais realizados por Jesus é dar um passo importante para além do mero sinal realizado. É acreditar (ter fé profunda) que Ele traz a vida nova, a novidade do Reino de Deus, que vai além da morte. O sentido da morte é apenas para revelar quem é Jesus, como foi a experiência de Marta, a irmã de Lázaro (Jo 11), onde ela faz uma autêntica profissão de fé, expressando: “Sim, Senhor. Eu acredito que tu és o Messias, o Filho de Deus que devia vir a este mundo” (Jo 11,27).
Nos versículos 39 e 40, apresenta a expressão “último dia”. Sabemos que o Evangelista João e sua comunidade estavam aprofundando o mistério da vida de Jesus. No Prólogo (Jo 1), vemos como João relata a novidade da vinda de Jesus relatando a dimensão do Verbo que “veio habitar entre nós” (Jo 1,14). Inspirado no relato dos dias da criação (Gênesis), o autor praticamente determina e compara o “último dia” com o sexto dia da criação, dia em que foi criado o homem. Portanto, o “último dia” está relacionado com a morte de Jesus, momento em que Ele conclui a obra iniciada, entrega o seu espírito (Jo 19,30) e a vida plena e definitiva começa a ser realidade, pois Ele foi glorificado pelo Pai (Jo 17,1).
Por isso que o Apóstolo Paulo fala da justificação: “a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores. Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo” (Rm 5,8-9).
(fr. João)

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