22 de novembro de 2008

Jesus Cristo - Rei do Universo

Com a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo estamos concluindo o Ano Litúrgico do Ciclo A, onde caminhamos com o Evangelista Mateus durante este tempo precioso para conhecer, experimentar e vivenciar o encontro com o Mestre de Nazaré. Mateus apresenta Jesus reinando em sua glória, sentado no seu trono glorioso (Mt 25,31). No Evangelho encontramos um título dado a Jesus: “Filho do Homem”. Este título era comum, porém evocava o juízo de Deus com relação ao último dia. Este Filho do Homem é identificado com o Bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 10,11).
Neste sentido, o Profeta Ezequiel nos relata a imagem do Pastor, que é para indicar os reis e os sacerdotes de Israel, que não corresponderam à missão confiada e por isso veio o “dia da catástrofe geral” que foi a destruição de Jerusalém por volta do ano 587 a.C. Por isso que o Profeta denuncia os “maus pastores” que exploram o rebanho (= povo de Deus) e não conduz pelo bom caminho. Contudo o Senhor Javé reconduzirá as ovelhas perdidas e cuidará daquelas ovelhas, principalmente as mais fracas e doentes. (Ez 34,15-16).
O Evangelho narra o conteúdo do “Juízo Final ou o Julgamento das Nações”. Nestes últimos domingos a liturgia nos convidava para a
(WWW.paulinas.org.br)
vigilância e a prudência, pois a vinda do Senhor poderia estar próxima, pois a qualquer momento se escutaria a sua voz.
Na Parábola Jesus é apresentado como Juiz de todas as nações (= humanidade, os povos). Diz o texto: “Todos os povos da terra serão reunidos diante dele” (Mt 25,32). Aqui entre a idéia do Bom Pastor (Jo 10), que separará as ovelhas dos cabritos (Mt 25,32). Então Jesus, como Juiz e Rei do Universo, julgará (= separação) as nações separando alguns para a direita e outra para a esquerda. Os critérios de separação serão as obras de misericórdias. Ou ainda as obras de solidariedade, as obras de misericórdia feitas, sobretudo aos mais pobres, aos pequenos/menores [critério do Evangelho]. “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: venham vocês que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou antes da criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer, eu estava com sede e me deram de beber... (Mt 25,34-36).
É importante lembrar que para o Evangelista Mateus, toda a programação da Vida de Jesus consiste em “cumprir toda a justiça” (Mt 3,15). Contudo os “justos” (Mt 25,37), aqueles que certamente “cumpriram toda a justiça”, perguntaram ao Rei: “Quando foi que te vimos como estrangeiro... sem roupa... sem casa... doente... preso... e fomos te visitar? (Mt 25,38-39). Então o Rei lhes responderá: Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,29-40). Aos da esquerda o Rei dirá: afastem-se de mim malditos. Vão para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos... pois todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram... (Mt 25,41-45).
Então o critério de separação serão as obras de misericórdias (= solidariedade, justiça...), sobre tudo com os mais pobres e pequenos e que a lei não os amparava. Vemos que Jesus se fez próximo dos necessitados e irmão dos pequenos. Contudo a sentença será pronunciada em forma de benção e maldição: “Venham os que são abençoados (= benditos) por meu pai... Afastem-se de mim, malditos (= maldição)... (Mt 25,34.41). E o destino será: “a herança do Reino” e o “fogo eterno” (Mt 25,34.41).
Portanto, entrar na perspectiva do Reino de Deus anunciado e pregado por Jesus é entrar numa perspectiva diferente do mundo e da sociedade. É compromisso e adesão ao seu Evangelho. É estar totalmente evangelizado. Então veremos que “O Reino de Deus é uma semente que Jesus semeou, que os discípulos são chamados a edificar na história através do amor e que terá o seu tempo definitivo, no mundo que há de vir. No entanto, esse Reino já está no meio de nós. E Jesus nos convida a fazer parte dele e a trabalhar para que esse Reino chegue ao coração de todos os homens…” (http://www.buscandonovasaguas.com/). Na Eucaristia deste domingo (solenidade de Cristo Rei) o prefácio reza assim: Reino da Verdade e da Vida; Reino da Santidade e da Graça; Reino da Justiça, do Amor e da Paz… Não seria este o verdadeiro Reino de Cristo e muito mais?
Fr. João Carlos

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