25 de agosto de 2008

O martírio de Paulo em Roma

Basilica Papale - San Paolo fuori le Mura - Il martirio a Roma

A abertura da Aliança para todos

O primeiro gesto de Paulo na capital do Império e também suas últimas palavras, anotadas nos Atos, foram lançar — mais uma vez — um apelo aos judeus. Como já havia escrito aos romanos: “O Evangelho é uma força salvadora de Deus para todo aquele que crê, primeiro para o judeu, mas também para o grego” (Rm 1,16). De forma que, no final de sua missão, aquele que o Senhor quis Apóstolo das Nações não quer se esquecer nem do “menor de meus irmãos” (Mt 25,40). “Estou carregando estas algemas exatamente por causa da esperança de Israel” (At 28,20). Ele lança um último e vibrante chamado à “conversão” de seu povo, à reviravolta que ele mesmo conheceu. Em Cristo, a Aliança de Deus está de agora em diante aberta a todos.

A palavra final não é a morte de Paulo, uma vez que se trata, ao contrário, do desenvolvimento do cristianismo e da Boa Nova levados para todos os lados pela grande testemunha do Ressuscitado, que se tornou, à sua imagem, “Luz das Nações” (Is 49,6; At 13,47).

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