13 de julho de 2008

15° Domingo Comum - O Semeador

O Capítulo 13 do Evangelista Mateus narra a realidade das Parábolas. Este Capítulo contém sete parábolas que falam sobre o Reino de Deus e a primeira é a parábola do semeador que a liturgia deste domingo propõe para a nossa reflexão.

Talvez fosse importante perguntar a Mateus qual seria o problema que a Comunidade estaria enfrentando para aceitar a proposta de Jesus. Por outro lado percebemos que o Reino (= a Igreja) não era aceito pelo povo de Israel. Numa tentativa de responder, Jesus afirma: “Porque a vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não” (Mt 13,11). Mas Jesus conta que o “semeador saiu para semear” (Mt 13,3). Em outras palavras, Ele está proclamando o reinado de Deus, que para ser compreendida exige uma resposta e um compromisso. No tempo em que Jesus proclamava o Reino de Deus, houve muitas resistências para aceitar a novidade do Reino. Havia todo tipo de pessoas: pessoas que não acreditavam... pessoas indecisas, pessoas que simpatizava com a proposta, mas depois logo desistia, pessoas que viam na mensagem uma ameaça, etc...

Na dinâmica de proclamar o Reino de Deus (= semear), Jesus vai mostrando várias realidades das sementes. É importante ter presente que a semente possui em si todos os germes da vida. Assim deveria ser a Palavra de Jesus: possuir todos os germes da vida, da justiça e da libertação. Mas o Evangelista Mateus mostra que “enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho... outras sementes caíram em terreno pedregoso... Outras caíram no meio dos espinhos... Outras, porém, caíram em terra boa...” (Mt 13,4-8).

Como entender a realidade das sementes que caíram nas mais diversas situações: beira do caminho, terreno pedregoso, meio dos espinhos e terra boa?

Na beira do caminho poderia ser aquele que vive na superficialidade da vida. Não aprofunda os acontecimentos e nem a sua própria existência. Possui um coração vulnerável, facilmente muda de opinião e não deixa que o Espírito do Evangelho penetre em sua vida.
Um terreno pedregoso pode ser aquele coração endurecido e impenetrável. Não se deixa tocar e nem ouve a Palavra de Deus. Vive num clima de fechamento e não se abre para a novidade do Reino anunciado por Jesus.

Os espinhos. Poderia simbolizar um coração irritado, exacerbado, sem paz interior, agitado e sempre buscando aprovação e aplausos dos outros; vive buscando riqueza e a fama, algo que está fora da sua personalidade. É a realidade de um coração agitado, na qual o germe da Palavra é abafado por planos e fantasias para quem tem a necessidade de aparecer.

A Terra Boa: é o símbolo daquele se deixa cultivar e se abre para acolher a Palavra (= semente), é o modelo ideal para entender como a Palavra de Deus penetra na vida e no coração das pessoas. Com este espírito o Profeta Isaias fala e compara a Palavra com a chuva de diz: “assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar... assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia...” (Is 55,10-11). Neste sentido e simbolizado pelo coração-terra acolhe a chuva, a Palavra que vem do alto e oferece condições para a semente se desenvolver. É o coração semeado pela Palavra que produz vida e permite à Palavra transformar desertos existenciais em pastagens verdejantes. Assim deveriam ser as pessoas e as comunidades, que se deixam transformar pela escuta da Palavra de Deus que possam revestir da alegria da justiça e do amor, testemunhando o Reino proclamado por Jesus.

A Parábola do Semeador nos deixa três questionamentos:

Que tipo de terreno somos nós? Certamente temos um pouco de espinho, de caminho, de pedra e de terra boa. O convite é para silenciar e perceber qual realidade que mais predomina em nossa caminhada de fé.

Que semeadores somos nós? Certamente possuímos os germes de uma boa semente. Muitas vezes semeamos situações que não condizem com o Evangelho. Mas queremos semear as semente do amor, da alegria, da esperança, da justiça, do perdão, etc... Mas para que estas sementes produzam frutos é preciso ter uma terra boa, preparada, adubada, etc... Só assim o Evangelho crescerá e multiplicará.

Vale a pena semear? A parábola de Jesus é uma Parábola de ESPERANÇA: Jesus é o Semeador, e nós também o somos, junto com ele... Ele semeia em todos os terrenos, mesmo nos inférteis. E algumas sementes acabam germinando... O importante é semear o grão da esperança, da justiça... Semear o sorriso para que resplandeça ao redor de nós. Semear nossas energias para enfrentar as batalhas da vida. Semear nossa coragem para reerguer a coragem do outro. Semear a fraternidade porque queremos um mundo e uma sociedade fraterna e solidária. Assim teremos que semear, semear, semear... e nunca cansar de semear a verdadeira Semente do Evangelho.
(enviado por fr. João)

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