30 de julho de 2008

O Reino dos céus

44 O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.
45 O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.
46 Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. (Mateus13)

13 de julho de 2008

15° Domingo Comum - O Semeador

O Capítulo 13 do Evangelista Mateus narra a realidade das Parábolas. Este Capítulo contém sete parábolas que falam sobre o Reino de Deus e a primeira é a parábola do semeador que a liturgia deste domingo propõe para a nossa reflexão.

Talvez fosse importante perguntar a Mateus qual seria o problema que a Comunidade estaria enfrentando para aceitar a proposta de Jesus. Por outro lado percebemos que o Reino (= a Igreja) não era aceito pelo povo de Israel. Numa tentativa de responder, Jesus afirma: “Porque a vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não” (Mt 13,11). Mas Jesus conta que o “semeador saiu para semear” (Mt 13,3). Em outras palavras, Ele está proclamando o reinado de Deus, que para ser compreendida exige uma resposta e um compromisso. No tempo em que Jesus proclamava o Reino de Deus, houve muitas resistências para aceitar a novidade do Reino. Havia todo tipo de pessoas: pessoas que não acreditavam... pessoas indecisas, pessoas que simpatizava com a proposta, mas depois logo desistia, pessoas que viam na mensagem uma ameaça, etc...

Na dinâmica de proclamar o Reino de Deus (= semear), Jesus vai mostrando várias realidades das sementes. É importante ter presente que a semente possui em si todos os germes da vida. Assim deveria ser a Palavra de Jesus: possuir todos os germes da vida, da justiça e da libertação. Mas o Evangelista Mateus mostra que “enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho... outras sementes caíram em terreno pedregoso... Outras caíram no meio dos espinhos... Outras, porém, caíram em terra boa...” (Mt 13,4-8).

Como entender a realidade das sementes que caíram nas mais diversas situações: beira do caminho, terreno pedregoso, meio dos espinhos e terra boa?

Na beira do caminho poderia ser aquele que vive na superficialidade da vida. Não aprofunda os acontecimentos e nem a sua própria existência. Possui um coração vulnerável, facilmente muda de opinião e não deixa que o Espírito do Evangelho penetre em sua vida.
Um terreno pedregoso pode ser aquele coração endurecido e impenetrável. Não se deixa tocar e nem ouve a Palavra de Deus. Vive num clima de fechamento e não se abre para a novidade do Reino anunciado por Jesus.

Os espinhos. Poderia simbolizar um coração irritado, exacerbado, sem paz interior, agitado e sempre buscando aprovação e aplausos dos outros; vive buscando riqueza e a fama, algo que está fora da sua personalidade. É a realidade de um coração agitado, na qual o germe da Palavra é abafado por planos e fantasias para quem tem a necessidade de aparecer.

A Terra Boa: é o símbolo daquele se deixa cultivar e se abre para acolher a Palavra (= semente), é o modelo ideal para entender como a Palavra de Deus penetra na vida e no coração das pessoas. Com este espírito o Profeta Isaias fala e compara a Palavra com a chuva de diz: “assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar... assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia...” (Is 55,10-11). Neste sentido e simbolizado pelo coração-terra acolhe a chuva, a Palavra que vem do alto e oferece condições para a semente se desenvolver. É o coração semeado pela Palavra que produz vida e permite à Palavra transformar desertos existenciais em pastagens verdejantes. Assim deveriam ser as pessoas e as comunidades, que se deixam transformar pela escuta da Palavra de Deus que possam revestir da alegria da justiça e do amor, testemunhando o Reino proclamado por Jesus.

A Parábola do Semeador nos deixa três questionamentos:

Que tipo de terreno somos nós? Certamente temos um pouco de espinho, de caminho, de pedra e de terra boa. O convite é para silenciar e perceber qual realidade que mais predomina em nossa caminhada de fé.

Que semeadores somos nós? Certamente possuímos os germes de uma boa semente. Muitas vezes semeamos situações que não condizem com o Evangelho. Mas queremos semear as semente do amor, da alegria, da esperança, da justiça, do perdão, etc... Mas para que estas sementes produzam frutos é preciso ter uma terra boa, preparada, adubada, etc... Só assim o Evangelho crescerá e multiplicará.

Vale a pena semear? A parábola de Jesus é uma Parábola de ESPERANÇA: Jesus é o Semeador, e nós também o somos, junto com ele... Ele semeia em todos os terrenos, mesmo nos inférteis. E algumas sementes acabam germinando... O importante é semear o grão da esperança, da justiça... Semear o sorriso para que resplandeça ao redor de nós. Semear nossas energias para enfrentar as batalhas da vida. Semear nossa coragem para reerguer a coragem do outro. Semear a fraternidade porque queremos um mundo e uma sociedade fraterna e solidária. Assim teremos que semear, semear, semear... e nunca cansar de semear a verdadeira Semente do Evangelho.
(enviado por fr. João)

5 de julho de 2008

14° Domingo Comum - Eu te louvo ó Pai

A reflexão desta semana nos convida a descobrir um Jesus que realiza um messianismo diferente e ao mesmo tempo presente na vida das pessoas. Ele contempla, olha e observa a realidade da vida. Ele revela o mistério de Deus aos humildes. Porém, Ele próprio é o humilde que acolhe os humildes por causa da sua mansidão, porque o seu jugo é leve e suave.
No 9º Domingo, o evangelista Mateus apresentava Jesus que viu (=olhou / contemplou) um povo casando e abatido e como ovelhas sem pastor (Mt 9,36). No texto que estamos refletindo, a nossa atenção se volta para o olhar de Jesus, não mais considerando um povo perdido, mas para a individualidade de cada pessoa. Neste sentido, o Evangelho descreve um Jesus incomodado e inconformado com o abatimento na vida em tantas pessoas e propõe o seu fardo e o seu jugo em troca do peso que os abate (Mt 11,29). Deus se incomoda com quem vive angustiado e vem-lhes ao encontro oferecendo sua paz e o coração. Em outras palavras, a cura e a libertação de todas as situações da vida que impedem as pessoas ser mais livres e assim optarem decididamente pelo caminho do discipulado missionário.

No Evangelho iremos perceber que o olhar de Jesus transforma-se num grande questionamento para os discípulos, ou seja, ter a capacidade de olhar com os olhos de Jesus. A sua caminhada era para ir interiorizando os gestos, atitudes, olhares de Jesus. Num primeiro momento, o olhar de Jesus aponta para aquele que tem o coração igual ao seu Coração, isto é, um coração marcado pela simplicidade e pela humildade; um coração que toma posição a favor de quem está abatido, cansado, desiludido, sem esperança e deprimido. Noutro momento, Ele aponta para o interior da pessoa, para aquele que, como Ele, tem o Espírito de Deus dentro de si. Sem o Espírito de Deus no coração, os olhos dificilmente se abrem para ver e reerguer o abatido e o deprimido.
Neste sentido o Profeta Zacarias anuncia um tempo messiânico na qual não se apóia nos meios humanos, mas põe toda a sua confiança em Deus; por isto ele é justo e vitorioso, porque sua força está em javé salvador. Assim ele profetiza: “exulta, cidade de Sião! Rejubila filha de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro, ele é justo, ele salva...” (Zc 9,9).

São Paulo escrevendo aos cristãos de Roma exorta: a liberdade obtida em Cristo faz com que o princípio de ação dominante em cada um de nós não seja mais o pecado (carne), mas o Espírito que dá vida. Ora, o Espírito é uma força dinâmica que faz tender para a plena participação da vida de Cristo, da ressurreição...

Assim, a dimensão do olhar de Jesus transcende toda e qualquer situação. “Olhar e ver é apenas uma parte. A segunda parte é a tomada de posição. O que fazer para que os abatidos retomem ânimo. Certamente que encorajá-los a descansar no Coração de Jesus, como ele mesmo convida e incentiva, é um primeiro passo. Mas, o discípulo vai além. Ele assume a atividade pastoral de colocar no coração de quem está abatido o jugo e o fardo de Jesus. Oferece uma nova visão da religião e um novo jeito de viver a religião, que se fundamenta na possibilidade de uma permanente renovação espiritual. Quando Jesus oferece o seu jugo e o seu fardo, está dizendo que sua proposta de vida na religião não oprime com pesos e fardos de legalismos ou doutrinamentos. Sua proposta religiosa é um caminho existencial, equilibrado e iluminado nos valores do Evangelho. Atitude prática, neste sentido, é convidar e conduzir essa gente a entrar na escola de Jesus para se tornar discípulo dele”.

Contudo, neste louvor ao Pai, Jesus tem consciência de que sua missão é libertar a todos os que estão sofrendo, principalmente os pequenos, os oprimidos, os pecadores. Ele reza ao Pai: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25). No tempo de Jesus os “chamados pequenos” eram as crianças, as mulheres, os pecadores, os doentes, cegos, e aqueles que de uma maneira ou outra não podiam ter acesso ao templo, a Palavra de Javé, etc... Neste sentido, Jesus lhes dirige uma mensagem: “vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso” (Mt 11,28-29).

Olhar o mundo e a realidade com os “olhos de Jesus” é missão dos discípulos e da Igreja. Só “contemplando” a realidade onde muitos dos nossos irmãos estão sofrendo o peso de uma estrutura social que muitas vezes não permite a pessoa se libertar, indicaremos o caminho do encontro com Jesus. N’Ele e no seu Coração o discípulo missionário poderá compreender que a bondade o capacita a ter atitudes capazes de reanimar quem vive abatido e ajuda a reconstruir a vida com uma espiritualidade centrada em Cristo e no seu Evangelho.
(enviado por fr. João)

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