ZENIT - O mundo visto de Roma

Fides News Português

Gaudiumpress Feed

22 de maio de 2008

Seguindo Corpus Christi

Dias ensolarados e quentes são muito comuns para o povo que vive na zona tropical da Terra, ainda mais quando se está pouco abaixo da Linha do Equador, o Sol derrama seus raios com uma força estoteante sobre a gente que a ele se expõe. E foi neste cenário que alguns cristãos católicos vivenciaram a procissão deste dia de Corpus Christi.
A procissão saiu da igreja, o sol com toda sua potência e magnitude de estrela de grande porte a derramar luz e calor abria o caminho para a passagem do grande Rei da Glória. O incensório ia logo depois a espalhar pelas ruas o delicioso perfume do céu e assim através de sua leve e clara fumaça levava a Deus todas as preces que a boca humana não é capaz de revelar em sua pequenez. E o Corpus Christi dessa forma passava e abençoava todos os que voltavam seu olhar para o precioso Sacramento Eucarístico.
Quanto mais a procissão enveredava pelos caminhos do Rei, mais o sol ardia na pele daqueles que humildemente seguiam Jesus. Quando o sol dos trópicos ardia na pele do povo era possível sentir através de seus raios um certo desconforto, mais também uma energia que demonstra sua força em nossas vidas, pois aquela mesma luz que é preciosa para clarear nossos dias também é inoportuna quando entra em demasia em nossos olhos e nos tira parte da visão, e o mesmo calor que nos aquece e faz tudo crescer e acontecer na Terra, queima a pele do povo e o faz derramar inúmeras gotas de suor, e o faz sentir cansaço, sede, mas até as gotículas de suor que eram produzidas pela pele durante a procissão pareciam bendizer o glorificar a Deus.
O mais incrível meus irmãos, é que nem mesmo um ambiente que poderíamos classificar como inóspito para a ocasião, para uma caminhada, conseguiu tirar daquele momento o encanto que a fé do povo de Deus pode causar. O sol era escaldante, mas os hinos refrescavam o espírito, o chão parecia fumegar, mas a cada Ave-Maria sentia-se o coração palpitar de amor por Cristo. É como nos diz São Paulo, a nós não há mais escolha, não há retorno, já fomos longe demais, somos de Cristo e o sol não pode nos impedir de adorar ao Rei.
Ao viver esta experiência podemos refletir que essa procissão é o retrato da vida que temos com Cristo. Muitas vezes enquanto vivemos e seguimos a Jesus o "sol" é forte demais e queima nossa pele, os raios solares parecem ferir nossa visão, parece que a vida é um ambiente inóspito para nós, parece que o cansaço vai nos vencer. Mas irmãos, se seguimos a Cristo e pregamos Sua palavra temos sobre nós uma couraça que nos protege do calor, e nossa sede sempre é saciada pela fonte de água viva, ou seja, não há o que temer. Mesmo quando o sol parecer queimar a pele de forma irreparável é possível sentir a presença de Deus em nós. Mesmo quando algum infortúnio parace nos tirar a visão e a fé, é possível sentir a presença do Pai. Já fomos longe demais, somos de Cristo, e as barreiras que enfrentamos nessa vida não podem nos impedir de adorar ao Rei.
Com Cristo o sol sempre será a estrela que nos aquece e faz florescer os frutos do amor e os dons do Espírito Santo em nossas vidas. Com Cristo a vida sempre será uma linda experiência de gratidão e confiança Naquele que é fiel e nos chama e sempre cumprirá suas palavras.
Irmãos, se conhecêssemos o dom de Deus, se conhecêssemos o quanto Ele nos ama e os sonhos que Ele tem sonhado para nós, jamais sairíamos pela vida a mendigar amor, e deixaríamos que Deus falasse ao nosso ouvido o que Ele espera de nós. Sigamos a Cristo mesmo debaixo do sol estonteante da zona tropical e saibamos silenciar para entender o que Deus quer de nossas vidas!
Paz irmãos! Que a Virgem Santíssima seja nossa inspiração e intercessora nos céus!