1 de abril de 2008

Nome Glorioso

Estamos vivendo o Tempo Pascal, e a Igreja através de sua liturgia nos convida a fazer a experiência de ressuscitar com Cristo. Com a ressurreição de Jesus o Pai selou-nos com a certeza de uma vida nova e eterna, e tornou o nome de Jesus soberano sobre todos os nomes. Jesus é o Rei, e ressurge na madrugada do primeiro dia para se tornar o primeiro em nossas vidas, sendo vencedor sobre a morte e suas trevas que nos prendiam desde o pecado de Adão. A partir de então não há mais dúvidas para nós, Aquele que antes era uma promessa, que antes era um pequeno broto ou o vislumbrar de uma liberdade futura, agora é real, e reina com a soberania de um rei que tudo pode sobre os seus.
Muitos anos se passaram desde que a pedra do túmulo rolou e Maria Madalena pôde ver Nosso Senhor naquele jardim, o sol nasceu e se pôs milhares de vezes, a humanidade acompanhou a dinâmica do universo e com ele "evoluiu". Hoje somos seres globalizados, a comunicação é rápida e eficaz. O mundo segue atencioso aos símbolos do desenvolvimento, que estão estampados em marcas que, economicamente falando, custam muito caro a quem deseja seguir tendências e ser atual. Paga-se milhares de dólares, euros ou reais para estampar em si próprio ou no seu produto os nomes que a sociedade econômica ditou como sendo "lucrativos" e importantes, ou seja, nomes ou logotipos criados por mentes humanas só podem ser utilizados por outros humanos se o seu "criador" receber o que pede por isso. Senão, somos levados aos tribunais e até às cadeias, julgados e punidos por fazer da "marca" criada por alguém uma propriedade nossa.
Você já parou para pensar em Jesus e em como seu nome glorioso é utilizado por gráficas, malharias, editoras, igrejas, homens e mulheres que tentam a cada dia mais se promover através do nome glorioso do Senhor Jesus? É lastimável! Jesus virou uma logomarca? Será que foi pra isso que as gostas preciosas do sangue de Jesus foram derramadas no caminho do calvário? Ou será que foi pra promover economicamento homens e mulheres que Jesus deixou-se pregar naquela cruz e depois ressuscitou vencendo a morte?
A quem devemos pedir licença para abusar do nome santo do Senhor? A que jurisdição devemos recorrer para apropriarmo-nos do nome de Jesus e em seu nome realizar "prodígios" e "milagres"? Será que vivemos a ilusão de não sermos vistos até mesmo no mais secreto do nosso ser?
Meus irmãos, em nome de Jesus muitos em nosso meio agora se dizem "mestres", com direito a discípulos e tudo. Que vergonha! Se o próprio Senhor nos disse que só há um mestre, como podemos agora sermos nós merecedores de discipulado próprio? Isso não é viver a experiência da ressurreição, mas sim, das trevas.
E assim caminha a humanidade, mais perdida que aqueles soldados romanos que mesmo sabendo que era impossível que o túmulo tivesse sido aberto pelos discípulos de Jesus, pois eles mesmos estavam alí por toda a noite e não viram ninguém se aproximar, mesmo sabendo que o corpo não estava mais alí e que as vestes mortuárias estavam intactas, mesmo sabendo que alí havia acontecido um milagre, aqueles soldados obedeceram a voz de seus superiores e proclamaram para toda a sociedade a grande mentira de que Jesus continuava morto e que seu corpo havia sido roubado. Aqueles soldados, conhecedores da verdade, roubaram do povo a oportunidade de conhecer a verdadeira ressurreição que vem de Deus. E ainda hoje muitos irmãos vivem assim, seguindo "soldados romanos" que em nome de seu superior, o dinheiro e o prestígio, espalham a mentira de que Jesus é um Deus disseminador de riquezas e milagres surreais, e assim vão abrindo em cada esquina "galpões" intitulados de igrejas onde estapam o nome de Jesus em letras garrafais e organizam verdadeiros exércitos de "discípulos" que não sabem verdadeiramente que o é o Mestre e quem é o servo.
O povo de Deus sempre precisou caminhar em busca de suas bençãos, e até Jesus precisou caminhar até sua cruz para poder nos salvar, por isso seu nome é tão precioso que não haveria no mundo economista tão eficiente para analisar o real valor e poder de seu glorioso nome. Você acha que só pelo fato de vivermos na era da globalização Deus iria nos poupar de buscar nossa salvação e de pagarmos por nossas faltas?
Irmãos, precisamos ser cautelosos agora, pois não estamos mais sob a jurisdição do império romano, hoje quem nos julga é o Pai, que conhece como ninguém o valor do sangue e do nome do seu Filho Amado, dado em sacrifício por mim e por você! O nome de Jesus não é propriedade nossa, ao contrário, nós é que somos propriedade sua, e desse modo devemos total reconhecimento, obediência e temor. Fiquemos atentos, para que no dia da prestação de contas possamos justificar com zelo nossas falhas e apresentar com franqueza os frutos de nossa missão, podendo assim partipar do banquete eterno, pois a mesa já foi preparada, e o Rei espera com amor por aqueles a quem Ele conhece.
Paz irmãos! Que a Virgem Mãe, humilde serva, seja nosso exemplo e interceda por nós junto ao seu Filho Glorioso.

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