ZENIT - O mundo visto de Roma

Fides News Português

Gaudiumpress Feed

6 de janeiro de 2008

Meu querido bambu

Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um campo. O dono costumava passear pelo jardim, um esbelto bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores e plantas do seu jardim. Este sabia que o seu senhor o amava e que ele era sua alegria. Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se do seu amado bambu.
Num sentimento de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente. O senhor disse ao bambu: "querido bambu, eu preciso de ti". O bambu respondeu:"senhor, estou pronto. Faze de mim o uso que quiseres". O bambu estava feliz. Parecia ter chegado a grande hora de sua vida, o seu dono precisava dele e ele ia servi-lo. Com voz grave o senhor disse: "bambu, só poderei usar-te se eu te podar". O bambu disse: "podar? podar a mim? senhor por favor não faça isso. deixe a minha bela figura! tu vês como todos me admiram." "meu amado bambu", a voz do senhor tornou-se mais grave ainda, "não importa que te admirem ou não. se eu não te podar não poderei te usar".
Houve um profundo silêncio... alguns soluços de lágrimas abafadas... depois o bambu inclinou-se até o chão e disse: " senhor, poda, parte, divide, toma por inteiro, reparte!". O senhor desfolhou-o. O senhor decepou-o. O senhor partiu-o. O senhor tirou-lhe o coração. Depois levou-o para o meio de um campo ressequido, a uma fonte de onde brotava água fresca. Lá o senhor deitou-o cuidadosamente o seu querido bambu no chão... Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e a outra extremidade levou-a até o campo.
A fonte cantou boas vindas ao bambu decepado. As águas cristalinas se precipitaram alegres pelo corpo decepado do bambu, correram sobre os campos ressequidos que por elas tanto haviam suplicado. Ali, plantou-se trigo, arroz, milho, feijão... Os dias se passaram... a sementeira brotou... cresceu... tudo ficou verde... veio o tempo da colheita...
Assim, o tão maravilhoso bambu de outrora, em seu despojamento, em seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa grande bênção para toda aquela região. Quando ele era grande e belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza. No seu despojamento, no seu aniquilamento, na sua entrega, ele se tornou canal, do qual o senhor se serviu para tornar fecundas as suas terras.


Autor desconhecido
Informativo Paroquial - São Peregrino
Janeiro 2008

Partilho essa mensagem para que possamos, a partir de nosso despojamento, deixar-nos podar pelo Senhor. Para que saibamos que toda poda serve para fazer crescer ainda mais a semente do amor que há dentro de cada um.

Paz!