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19 de outubro de 2007

O SILÊNCIO E A INCLINAÇÃO

Estou lendo o Comentários a Instrução Geral sobre o Missal Romano – Terceira Edição de José Aldazábal Larrañaga, salesiano e professor na Faculdade de Teologia da Catalunha, o que me chamou mais atenção nesse livro é a forma simples e ordenada com que o autor apresenta os seus comentários, claro que os livro produzidos por autores brasileiros são muito bons também.

Mas quero falar sobre dois pontos que me parecem relevantes, pelo menos para mim, o silêncio e a inclinação profunda antes da comunhão. Falarei primeiro sobre o silêncio. Diz o autor:

A importância do silêncio ao longo da celebração ficou, agora, notavelmente destacada.Com freqüência, recomendam-se observar breves momentos de silêncio, para que possamos assimilar com profundidade a Palavra, ou para personalizar a oração, ou para prolongar um clima de recolhimento e paz, o momento culminante da comunhão. Tais momentos de silêncio dão à celebração um ritmo sereno, que permite a todos ir sintonizando com o que celebram, ouvem e dizem. (p. 25).

Acrescenta ainda o autor sobre o nº 56 da nova Instrução :

Na nova edição, há um número completamente novo referente ao silêncio na celebração da Palavra da missa: sua motivação é para que, “sob a ação do Espírito Santo, acolha-se no coração a Palavra de Deus e prepare-se a resposta pela oração”.

Nós da RCC, onde muitos acreditam ser o barulho a nossa maio motivação, temos como prática esse silêncio, embora não tão usado por conta da má formação dos ministérios de música.

Em particular esse silêncio me faz sair do ambiente urbano da agitação do cotidiano e entrar verdadeiramente no ambiente sagrado. É como voltar para caverna de Elias e esperar o Senhor se manifestar. E posso assegurar que no silêncio daqueles segundos da missa, a epifania é tão surpreendente quanto foi a de Elias.