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10 de setembro de 2007

Sacerdote aborda o tema da homossexualidade

Encontrei essa entrevista do Pe. Joazinho na Canção Nova, onde de forma rápida mas muito bem explanada, ele aborda o tema do homossexualismo, como a entrevista ficaria muito longa para ser postada, convido a todos depois procurarem no site cancaonova.com.

Padre João Carlos Almeida, mais conhecido como "padre Joãozinho". Três vezes doutor (duas vezes em teologia e uma em educação) e diretor da Faculdade Dehoniana de Taubaté (SP), foi um dos teologos que acompanhava RCC Nacional. Segue alguns trechos:

cancaonova.com: Qual a diferença entre homossexualismo e homossexualidade?

Padre Joãozinho: É fundamental essa distinção, porque a homossexualidade é uma característica pessoal, da qual nós ainda não conhecemos bem todas as causas. Nem a psicologia nem a medicina a conhecem. Há muitos pesquisadores sérios que tentam entender se essa causa é comportamental ou de algum fator genético, inato, mas não existe nenhuma indicação científica quanto a isso. Homossexualidade é um sentir. O homossexualismo, no entanto, é a prática da homossexualidade, ou seja, é ter atos genitais com pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade envolve o afeto; o homossexualismo envolve a sexualidade.A Igreja Católica reconhece a possibilidade de um homossexual ser santo sem deixar de ser homossexual, mesmo porque só pode haver pecado quando há uma opção, quando há liberdade. Muitos homossexuais sentem atração por pessoas do mesmo sexo, mas não consentem nessa atração, por isso não pecam. Agora, o homossexualismo envolve não só o sentimento, mas também o consentimento. E além deste, há a prática de atos homossexuais. Então, a Igreja Católica reconhece a possibilidade de ser santo mesmo na condição homossexual. Mas ela não aceita a prática de atos genitais homossexuais, que seria o homossexualismo.

cancaonova.com: Como é possível viver a santidade na homossexualidade?

Padre Joãozinho: Primeiro, é preciso não se deixar contagiar por essa cultura gay. Não assumir a sua homossexualidade como uma coisa boa. Este documento da Congregação para a Doutrina da Fé fala que um dos critérios para a santidade homossexual é assumir essa realidade não a aceitando como parte dele. O homossexual está homossexual, ele não é homossexual, no coração de Deus ele é heterossexual. Ele tem uma condição, um limite humano que nós não sabemos tratar ainda direito. É como alguém que nasce sem uma perna, ele não vai poder correr, mas pode fazer um monte de outras coisas. A homossexualidade é um limite a mais, mesmo que ele não queira e não consiga superar isso, existem muitos homossexuais no céu.O fato de uma pessoa ser homossexual, não faz dela um pecado, ela não é um pecado. Inclusive, alguns comportamentos externos como o tom da voz, a delicadeza no agir, alguns trejeitos, são um peso ainda maior, embora nem todos os tenham, mas os que os têm, não conseguem se superar sem serem pessoas extremamente tristes e artificiais. Nós temos de aceitar um homossexual na santidade até com esses trejeitos. O coração da Igreja está aberto a eles que, como tantas outras pessoas, têm limites e sofrem.