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2 de setembro de 2007

Lembrar-se de Maria aos sábados

(I)
O dia de sábado, na liturgia, foi dedicado a Maria, na época carolíngia, com Alcuin (735-804), mestre de Carlos Magno (Supplément d’Alcuin : PL 101, 455-456). Não conhecemos o motivo pelo qual Alcuin desejou dedicar a Maria as intenções da liturgia dos sábados, mas nos séculos consecutivos, teólogos e liturgistas como por exemplo, Humbertus de Romanis, mestre geral dos monges pregadores, dominicanos, propuseram até sete motivos para esta escolha: 1 - O sábado, mais que os outros dias da semana, é o dia abençoado por Deus "Deus abençoou o sétimo dia e o santificou" (cf. Gn 2, 3) e Maria é a "bendita entre as mulheres" (Lc 1, 42) 2 - O sábado é o dia santificado por Deus e Maria é aquela "cheia de graça" (cf. Lc 1, 28), é justo, pois, dedicar o dia santo à Maria Santíssima. E mais; sábado foi o dia em que Deus finalizou, rematou a obra da natureza e, em Maria, Ele concluiu a obra da graça. 3 - Sábado é o dia em que Deus repousou, após toda a obra que fizera, a obra da criação (cf. Gn 2, 2). Porém, o verdadeiro "repouso" de Deus é Maria a quem a liturgia aplica (Ecl 24, 8) "Aquele que me criou armou e repousou em minha tenda" porque Deus encontrou repouso em seu tabernáculo (Sl 18, 6). Humberto diz: "O sábado e a Virgem estão, pois, associados: o sábado é o dia, e Maria é o lugar em que Deus repousa". 4 - Assim como o sábado é a porta que introduz o domingo, Maria foi a porta, pela qual o Cristo entrou no mundo;


Ignazio CALABUIG, O culto de Maria no Ocidente, No Pontificio Istituto Liturgico sant’Anselmo. Scientia Liturgica, sob a direção de A.J. CHUPUNGCO, volume V, Piemme 1998. página 342