29 de setembro de 2007

Fidelidade a toda prova

Meu filho, se você se apresenta para servir ao Senhor, prepare-se para a provação. Tenha coração reto, seja constante e não se desvie no tempo da adversidade. Una-se ao Senhor e não se separe, para que você no último dia seja exaltado. Aceite tudo o que lhe acontecer, e seja paciente nas situações dolorosas, porque o ouro é provado no fogo e as pessoas escolhidas no forno da humilhação. Confie no Senhor, e ele o ajudará; seja reto o seu caminho, e espere no Senhor.
Eclesiástico 2, 1-6
Queridos irmãos, peço-lhes que rezem por minha amiga Silvilene que, ainda muito jovem, acaba de perder o esposo. Rezem por ela e por sua família, para que o nosso Deus de amor seja sua força!
Paz!

Rom 1, 18-32

18De facto, a ira de Deus, vinda do céu, revela-se contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, com a injustiça, reprimem a verdade. 19Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras.

Por isso, não se podem desculpar. 21Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. 22Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos 23e trocaram a glória do Deus incorruptível por figuras representativas do homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis.

24Por isso é que Deus, de acordo com os apetites dos seus corações, os entregou à impureza, de tal modo que os seus próprios corpos se degradaram. 25Foram esses que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que veneraram as criaturas e lhes prestaram culto, em vez de o fazerem ao Criador, que é bendito pelos séculos! Ámen.

26Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim, as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. 27E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros, praticando, homens com homens, o que é vergonhoso, e recebendo em si mesmos a paga devida ao seu desregramento.

28E como não julgaram por bem manter o conhecimento de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem discernimento. E é assim que fazem o que não devem: 29estão repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, 30maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, 31estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos.

32Esses, muito embora conheçam o veredicto de Deus - de que são dignos de morte os que tais coisas praticam - não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.

Partilha do evangelho do domingo

Antes de terminar a quarta etapa da viagem para Jerusalém, o evangelista São Lucas nos convida a meditar sobre a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. Nessa “viagem” são apresentados os riscos e as exigências do ser cristão. A viagem de Jesus é, portanto, o caminho da comunidade, cujas opções e riscos são os mesmos do Mestre. A parábola é, pois, um convite ao discernimento, é uma provocação. A viagem de Jesus culmina em Jerusalém, onde será morto pelas autoridades políticas e religiosas, mas ressuscitará vitorioso.

O texto do Evangelho apresenta a Parábola do Rico e do pobre Lázaro. Vemos de um lado, o rico que esbanja luxo e requinte nas roupas finas e elegantes. De outro lado, Lázaro, que tem seu ponto de mendicância junto à porta do rico. A situação do pobre é de total marginalidade: está coberto de feridas (= impuro, cf. Jó 2,7-8) e faminto. O Pobre Lázaro Desejava matar a fome com o que caía da mesa do rico (Lc 16,21), isto é, “não as migalhas que caíam no chão, mas pedaços de pão que se usavam para limpar os pratos e enxugar as mãos e que depois se atiravam sob a mesa. Ferido no corpo e na dignidade, ele encontra solidariedade em Deus. De fato, é o único, em todas as parábolas, a ter nome. Lázaro significa Deus ajuda. Deus optou por ele.

A morte nivela a todos, mas a sorte é bem diferente: Lázaro é levado pelos anjos junto de Abraão (Lc 16,22).

A situação se inverteu: o rico está em tormentos e Lázaro junto de Abraão. Inicia, então, um diálogo entre Abraão e o rico. Este, por três vezes, chama Abraão de pai (Lc 16, 24.27.30) e Abraão o reconhece como filho (Lc 16, 25). Contudo, a filiação não é suficiente para obter a salvação. Importa, antes, uma prática que espelhe a misericórdia de Abraão.

O rico faz dois pedidos. O primeiro é que Lázaro molhe a ponta do dedo para refrescar a língua do rico (Lc 16,24).

O pedido é recusado porque “há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vocês, e nem os daí poderiam atravessar até nós” (Lc 16,26; cf. também 14,13-14).

O segundo pedido é que Lázaro seja enviado aos cinco irmãos do rico como testemunho, para que não tenham o mesmo fim (Lc 16, 28). Abraão responde dizendo que a Lei e os Profetas são suficientes para convencê-los (Lc 16, 29).

O rico não se convence. Ele crê que sejam necessários sinais extraordinários, como a ressurreição de um morto, para que os irmãos se convertam (Lc 16,30). A resposta de Abraão é taxativa: a ressurreição de um morto não será capaz de sensibilizar os ricos, se não forem sensíveis aos apelos de Moisés e dos Profetas. A afirmação insinua que a própria ressurreição de Jesus será para eles inútil, caso não abram a mão e o coração ao necessitado.

Seria importante fazer uma pergunta: Quem seriam os POBRES LÁZAROS de hoje?
Nestes últimos anos, quantos ricos esbanjam na fartura, enquanto pobres "Lázaros" continuam privados até das migalhas que sobram... Realidades como estas vemos diariamente nas ruas e na televisão... Escutar Moisés, os Profetas, o Evangelho favorece o desapego e abre os olhos às necessidade dos irmãos.

O Documento de Santo Domingo afirma:
"O crescente empobrecimento a que estão submetidos milhões de irmãos nossos, que chega a intoleráveis extremos de miséria, é o mais devastador e humilhante flagelo que vive a América Latina" (179).

O Evangelho em si não critica a riqueza... mas a injustiça que provoca na vida social quando esta se torna o único objetivo pessoa ou da sociedade. Uma sociedade que trabalha só pelo dinheiro, esquece a vida e a pessoa humana, classifica e cria uma classe social denominada de “sem poder de compra” ou, numa linguagem mais cruel, os “improdutivos” (pobres, doentes, idosos...) e enaltece somente ricos e bons consumidores. Bem diferente é a proposta divina, que se dirige para a sensibilidade fraterna: justiça aos oprimidos, alimento aos famintos, erguer os prostrados... (cf. salmo responsorial, 146/145).

(enviado por fr. João Carlos)

26º Domingo do Tempo Comum

Dia 30 de setembro

+ Verde. 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM.
2ª semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

 Leituras:
Am 6, 1a.4-7;
Sl 145 (146), 7. 8-9a. 9bc-10 (+1b);
1Tm 6, 11-16
Lc 16, 19-31

25 de setembro de 2007

Porque as pessoas gritam!


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos: Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? - Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. - Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? Questionou novamente o pensador. Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar:- Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu: Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão perto!

Somos frutos de Deus

Outro dia, fazendo uma pequena caminhada, eu me deparei com algo que chamou minha atenção. Na calçada onde eu caminhava havia um pequeno fruto, um mamão, ainda muito jovem que deve ter caído do mamoeiro por causa de algum vento mais forte ou por ter sido balançado pela mão viril de alguma criança. O fato é que aquele pequeno fruto estava alí diante de mim, caído na calçada e quando eu o olhei mais de perto pude ver que havia nele algumas fissuras de onde saía uma espécie de seiva, o que fazia o fruto parecer muito machucado.
Geneticamente aquele pequeno mamão não era em nada diferente dos outros frutos que ainda estavam na árvore, agarrados firmemente aos galhos, pórem, o que o tornava diferente naquele momento era o fato de que ele, do modo como se encontrava, não poderia mais atingir a meta pela qual foi criado, pois longe do mamoeiro ele não seria mais capaz de crescer, se desenvolver enquanto fruto para amadurecer, ficar doce e alegrar a mesa de uma família, ou seja, ele não servia mais como alimento, era um fruto sem vida, sem sabor, machucado! Tudo isso porque não foi forte para se segurar nos galhos quando o vento soprou impetuoso.
Assim também somos nós quando nos afastamos do amor de Deus, de seus cuidados, de seus caminhos. Fomos criados a imagem e semelhanda do Senhor, isso significa que temos muito potencial para amar, para perdoar, para ser e fazer feliz. Mas muitas vezes temos um comportamente idêntico ao daquele mamãozinho, e diante de qualquer dificuldade ou dos convites que o mundo nos faz constantemente acabamos caindo do colo de Deus, nos soltamos do seu amor por achar que sozinhos seremos mais livres ou mais felizes, e o pior é que ainda como o mamãozinho acabamos feridos e jogados nas calaçadas da vida, perdemos nossa seiva, desperdiçamos nosso potencial de pregadores do amor divino, nosso coração fica seco e duro como se estivesse morto, não reconhecemos em nós a capacidade de perdoar, de amar e de ser e fazer feliz.
Meus irmãos, para nós que somos feitos a imagem e semelhança de Deus, não há outra possibilidade de crescimento ou felicidade senão quando estamos ligados profundamente a Deus, somos verdadeiramente frutos do amor do Senhor, precisamos estar sempre perto Dele para que não vivamos como um fruto que atrofiou. Temos que ser fortes em todas as ocasiões para que os ventos que balançam nossa vida nos tornem ainda mais ligados ao Senhor. Só assim seremos um lindo fruto, cheio de vigor, com um sabor incomparável para alimentar a vida e a alma dos irmãos através da Palavra de Deus. Precisamos contemplar quão singela e suave é a ação de Deus em nossas vidas, que como um lindo fruto nos faz crescer cheios da seiva que nos fortalece e santifica, que é o Espírito Divino.
Não desperdice sua seiva meu irmão!
Paz!

Fundo musical

No fundo musical do blog agora você poderá ouvir:
Qual é a chave - Adriana
e logo em seguida
Amigos pela fé - Cantores de Deus!

Vale a pena conferir.

A paz!

Cantores de Deus - Amigos pela fé

23 de setembro de 2007

I Coríntios 2,9

É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

22 de setembro de 2007

O Mestre vive

Eu estava pensando em como foi para Maria Madalena viver a experiência da Ressurreição de Cristo. Segundo São Mateus quando ela chegou ao túmulo se deparou com uma criatura celestial que com sua presença fez tremer todo o lugar. Imaginem só o que sentiu aquela mulher, que apesar de caminhar ao lado de Jesus e O escutar falando sobre a ressurreição, certamente não podia ainda compreender o que significava tudo aquilo, ela queria apenas visitar o túmulo do seu Mestre. Outro fato que me chama a atenção é que Maria Madalena tenha sido a escolhida para ver por primeiro o Cristo Glorioso, justo Maria Madalena, uma mulher, uma pecadora, porém, dona de um coração redimido pelo próprio Mestre, coração repleto de amor pelo Senhor.
E nós? Como temos chegado até o túmulo aberto?
Muitas vezes nós não queremos ver a vida que brota em nós através da ressurreição de Jesus. Vivemos atrelados a sombra do medo. Temos medo de tudo. Temos medo de amar, medo de errar, medo de acertar, medo de evangelizar, medo do compromisso que a ressurreição de Cristo suscita em nós. E se fóssemos nós que encontrássemos o anjo? Qual seria nossa reação? Teríamos medo da Ressurreição?
Parece que temos medo de retirar a pedra que ainda nos prende ao túmulo.
Meus irmãos a pedra foi removida! O sepulcro está vazio! A Ressurreição não é apenas mais uma promessa, mas um dom de Deus em nossas vidas! A partir do batismo somos inseridos no projeto de ressurreição do qual Jesus faz parte. E não é outra ressurreição, mas a do próprio Cristo, que corajosamente quis se antecipar para preparar nosso lugar junto do Pai.
Assim como Maria Madalena, nos tornamos dignos de ressuscitar pelo amor de Deus derramado em nosso meio através da cruz de Jesus, basta é claro, que assim como essa grande mulher saibamos entregar nossa vida a Cristo e abandonar nossos pecados mais secretos para seguir o Mestre pelo caminho!
Nossa missão é árdua, pois abandonar o pecado e abdicar de nossos próprios projetos pode ser algo nem tão agradável assim, porém, posso garantir a cada um de vocês, meus queridos irmãos, que viver ao lado de Jesus é a experiência mais linda que qualquer criatura pode realizar em sua rápida passagem por esta terra. É por isso que o salmista diz que até os montes se rendem e glorificam o Rei da Glória!
Que nós possamos hoje nos espelhar em Maria Madalena! Que possamos vislumbrar a ressurreição em nossas vidas! E mais, que possamos viver a ressurreição que herdamos de Jesus! Que possamos descer o monte e anunciar que o Mestre está vivo, e que aguarda por nós ao lado do Pai!
A paz do Senhor meus irmãos! E que a Virgem Mãe interceda por cada um de nós!

Homilia de domingo

Site da Arquidiocese de Nossa Senhora Aparecida oferece a reflexão de Dom Damasceno

Link

Mais uma indicação de link de notícias:

Pastoralis Notícias

25º Domingo do Tempo Comum

23 de agosto

+ Verde. 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM.
1ª semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

Leituras:
Am 8, 4-7;
Sl 112 (113), 1-2. 4-6. 7-8 (+ 1a e 7b);
1Tm 2, 1-8
Lc 16, 1-13 ou abrev. 10-13 (Parábola do administrador)

20 de setembro de 2007

Reflexão sobre o evangelho do domingo

O texto do Evangelista Lucas que estamos rezando e meditando neste ano do ciclo C, situa o relato no caminho de Jesus para Jerusalém, no qual vai instruindo e formando os seus discípulos. Neste caminho Jesus insiste em que os discípulos devem tomar um partido e uma decisão. Mas caminhar com Jesus não é nada fácil. Ele é muito exigente nas suas colocações e aponta para os discípulos e para todos os obstáculos, os desafios e as exigências do discipulado. Neste sentido ele conta mais uma parábola, - como as parábolas da misericórdia, Lc 15,1-31 > cf. 24º Domingo Comum – a história do “administrador infiel” (Lc 16,1).

A parábola do administrador infiel mostra que ele foi demitido do seu emprego por desviar muitos bens do seu patrão. Ele resolveu adotar a prática do peculato, que significa usar o dinheiro que não lhe pertence para proveito próprio. O que fez antes de sair? Diminuiu de várias pessoas a parte da dívida que lhe caberia. Uma pessoa devia 50 e tinha que pagar 80, 30 ficavam com ele. Renunciou a sua parte e fez assim muitos amigos. Seu interesse era ter alguém que o acolhesse depois de despedido. O patrão elogiou a esperteza do administrador. Assim poderemos perceber duas atitudes: 1. A esperteza nos negócios, tratada por Jesus de modo irônico que, no contexto do evangelho, é a enganação, a trapaça de prometer mais do que um bem pode realizar. 2. O uso do dinheiro injusto para fazer amigos (Lc. 16,9), que nada mais é do que a corrupção, corrompendo os devedores do patrão, alterando pesos e medidas, para se tornar debitado de favores. Neste administrador é o retrato de uma sociedade injusta, desonesta, que privilegia o individualismo, maltrata, oprime e domina o pobre (Am 8,4) e toda a sociedade.

A parábola está orientada para os discípulos (Lc 16,1) que precisam optar decididamente por Jesus, assumindo os riscos sociais e continuar o projeto de Deus. Como agir para não “perder a viagem” com Jesus a Jerusalém? Eles se encontram numa encruzilhada: urge optar, desprendendo-se, à semelhança do administrador infiel que “jogou tudo”. Essa opção implica:

– desprendimento: O administrador, na iminência de perder o cargo, desfaz-se do ilícito e do lícito. Assim devem ser os “filhos da luz” (cf. 14,33: “Qualquer um de vocês, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo”);

– partilha: O administrador privou-se do que era próprio, para beneficiar outros. Seu “dinheiro injusto” (Jesus o chama assim porque as fortunas encobrem, na maioria dos casos, uma injustiça social, cf. Amós, 8,4-7) é agora empregado na construção da fraternidade (v. 9).

– fidelidade: O texto insiste no termo fiel (“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes...” Lc 16,10-11), que significa ser digno de confiança. Jesus confiará seu projeto aos que o seguem no caminho. Essa confiabilidade pressupõe estar isentos de usura em relação aos bens terrenos e abertos à proposta de partilha que vem do Reino, a fim de ser confiáveis em relação ao verdadeiro bem, que é a continuação da prática de Jesus (Lc 16,10-12);

– opção fundamental: O discípulo que não é desprendido, não sabe partilhar, não é digno de confiança, é incapaz de se decidir por Jesus.

O que nos chama a atenção é o fato de: “os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (Lc 16,8). Seria importante pensar e refletir sobre a nossa condição de batizados, discípulos e missionários de Jesus, e portanto seguidores da LUZ (= opção por JESUS) . “EU SOU A LUZ DO MUNDO, QUEM ME SEGUE NÃO ANDARÁ NAS TREVAS MAS TERÁ A LUZ DA VIDA” (Jo 8,12). Muitas vezes a nossa sociedade prefere “caminhar como se esta LUZ não existisse” e deseja influenciar os “filhos da LUZ”. Como cristãos batizados e como Igreja, formando um só corpo (1Cor12ss) e unidos num mesmo ideal, na mesma missão que é Evangelizar e construir uma sociedade justa, fraterna e solidária, nós temos um potencial grandioso para transformar esta nossa realidade segundo os critérios do Plano de Deus e do Evangelho. Assim, mesmo vivendo neste mundo, somos chamados a sermos sinais do Reino, porque a LUZ, que é Cristo, precisa brilhar no mundo das Trevas. E Jesus termina o Evangelho afirmando: “vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13).

(enviado por frei João)

18 de setembro de 2007

O amor é nobre

"Grande coisa é o amor! Por certo que é um bem admirável. Ele sozinho faz leve tudo o que é pesado, e suporta com ânimo sereno todas as inconstâncias da fortuna.Pois leva a carga sem sentir-lhe o peso, e faz doce e saboroso o que há mais amargo.

O amor de Jesus é generoso; faz-nos empreender grandes ações e sempre nos excita ao que é mais perfeito. O amor quer está sempre elevado e não ser detido em coisas baixas.

Quer viver livre e isento das afeições mundanas, para que suas aspirações se elevem até a Deus sem obstáculo, e não seja retardado pelos bens terrenos nem abatidos pelos males do mundo.

Não há no céu nem na terra coisa mais doce, mais forte, mais sublime, mais ampla, mais deliciosa, mais completa nem melhor que o amor

O amor nasceu de Deus e não pode descansar senão em Deus, elevando-se acima de todas as criaturas.

Quem ama, corre, voa; vive alegre, é livre e nada o embaraça.
Dá tudo a todos; e possui tudo em todas as coisas, porque sobre todas descansa no único e Sumo Bem, do qual manam e procedem todos os bens" (Imitação de Cristo - Livro III Cap V).

Peçamos a Jesus, que neste dia, possamos aprender com Ele a amar incondicionalmente.
Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago
Com. Canção Nova

17 de setembro de 2007

Como se reza o terço da divina misericórdia?

NAS CONTAS GRANDES
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro.


NAS CONTAS PEQUENAS
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo interiro


NO FIM DO TERÇO (Dizer três Vezes)
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro

ORAÇÃO AS TRÊS HORAS DA TARDE
As três horas implora a minha misericórdia, de modo particular para os pecadores, e ao menos por um breve tempo reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na minha tristeza mortal. Nessa hora não negarei nada à alma que me pedir pela Minha Paixão.

Missão Maria de Nazaré

.:missaomariadenazare.com.br:.

S. Roberto Bellarmino

“Ninguém sabe melhor as coisas dum amigo que o seu amigo [...] Assim acontece com quem ama a Deus, está contemplando dia e noite a Escritura, que é como uma série de cartas enviadas do paraíso, e assim vem a saber muitas coisas altíssimas, e chega a conhecer também em freqüência segredos de Deus, coisas futuras e os corações dos homens, porque Deus revela-se aos que o buscam.”

15 de setembro de 2007

O regresso do filho pródigo


O regresso do filho pródigo

Rembrandt

c. 1662 (210 Kb); Oil on canvas, 262 x 206 cm;

The Hermitage, St. Petersburg

As sete dores de Nossa Senhora

A devoção às sete dores de Maria teve origem de modo especial na ordem dos servitas, ou servos de Maria. Compõe-se de sete partes, cada uma formada de um Pai Nosso e sete Ave Marias em honra das Sete Dores da Santíssima Virgem.


1- A profecia de Simeão – Lc 2, 35

2- A fuga com o Menino para o Egito – Mt 2, 14

3- A perda do Menino no templo, em Jerusalém – Lc 2, 48

4- O encontro com Jesus no caminho do calvário – Lc 23, 27

5- A morte de Jesus na cruz – Jo 19, 25-27

6- A lançada no coração e a descida de Jesus da cruz – Lc 23, 53

7- O sepultamento de Jesus e a solidão de Nossa Senhora – Lc, 23, 55

Oração à Nossa Senhora das Dores

Ó Mãe de Jesus e nossa mãe, Senhora das Dores, nós vos contemplamos pela fé, aos pés da cruz, tendo nos braços o corpo sem vida do vosso Filho. Uma espada de dor transpassou vossa alma como predissera o velho Simeão. Vós sois a Mãe das dores. E continuais a sofrer as dores do nosso povo, porque sois Mãe companheira, peregrina e solidária.

Recolhei em vossas mãos os anseios e as angústias do povo sofrido, sem paz, sem pão, sem teto, sem direito a viver dignamente. E com vossas graças, fortalecei aqueles que lutam por transformações em nossa sociedade.

Permanecei conosco e dai-nos o vosso auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias e as dores em alegrias.

Rogai por nós, ó Mãe, porque não sois apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças. Amém!

Oração à Nossa Senhora das Dores

Minha Mãe dolorosíssima, não vos deixo sozinha a chorar, mas quero vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me uma compreensão sempre maior da paixão de Jesus e vossa, para que em todos os dias de minha vida eu possa ser solidário com as pessoas que sofrem, vendo nelas vossas dores e as do meu Redentor. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o céu, onde espero cantar a misericórdia infinita do Pai por toda a eternidade. Amém.

Seqüência de Nossa Senhora das Dores

Ó santa mãe, por favor, faze que as chagas do amor em mim se venham gravar.

O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar.

Ó dá-me, enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar!

Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus, e o teu pranto enxugar.

Virgem Mãe tão santa e pura, vendo eu a tua amargura, posso contigo chorar.

Que do Cristo eu traga a morte, sua paixão me conforte, sua cruz possa abraçar!

Em sangue as chagas me lavem e no meu peito se gravem, para não mais se apagar.

No julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem soube em ti se abrigar.

Que a santa cruz me proteja, que eu vença a dura peleja, possa do mal triunfar!

Vindo, ó Jesus, minha hora, por essas dores agora, no céu mereça um lugar.

24º Domingo do Tempo Comum

Dia 16 de setembro

+ Verde. 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM.
4ª semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

Leituras: Ex 32, 7-11.13-14;
Sl 50 (51), 3-4. 12-13. 17 e 19 (+ Lc 15, 18);
1Tm 1, 12-17
Lc 15, 1-32 ou abrev. 1-10 (Filho pródigo)

14 de setembro de 2007

Sim e Não

O sim e o não!
Você já parou para pensar na grandeza dessas duas palavras tão pequeninas, porém, tão profundas?
Nossa vida é cheia de sim e de não, tudo que fazemos, tudo que falamos, tudo que sentimos sempre está a espreita e mercê do sim e do não.
Nos últimos tempos tenho vivido experiências que me fazem refletir sobre a importância dessas palavras. Essa semana eu lembrei do jovem Daniel e de seus amigos, que por dizer não ao deus falso que o rei os forçava a adorar foram acorrentados e jogados na fogueira ardente, mas que por dizer sim ao Deus verdadeiro e fiel foram salvos e saíram intactos das chamas.
O que podemos concluir então? Que muitas vezes meus irmãos precisamos dizer ou ouvir um não para que a verdade de Deus seja proclamada no meio do povo. É certo que nem sempre é fácil ouvir ou dizer um não, mas é certo que dizer sim para o pecado ou para os sentimentos que desagradam a Deus não nos fará mais feliz!
Tenho certeza de que você, assim como eu, também já chorou ao ouvir um não, ou já fez chorar ao dizer um não. Porém, não somos nós, os cristãos, que pregamos que as obras de Deus são como loucura para o mundo? Nem sempre dizer sim ao que queremos é o melhor para nossas vidas e para nossa missão! Precisamos ser livres para entender o não que as vezes Deus, através dos irmãos, nos faz viver. E eu garanto, que só quando somos livres em Cristo, é que conseguimos entender o amor que ecoa através da dureza da palavra não.
Pois hoje eu vos convido, e a mim também, a viver com felicidade, nobreza e liberdade cada não que a vida nos diz, cada não que precisamos dizer para a vida, mesmo que seja em meio a lágrimas, ou ainda, mesmo que possa arder em nossa pele como as chamas daquele fogueira onde Daniel foi lançado. Pois o Senhor sabe reconhecer no não que dizemos ou que recebemos, o sim que precisamos para viver nossa missão!
O não que você tem ouvido meu irmão, não é a chave que fecha as portas da tua felicidade, mas é o impulso que te leva para mais perto do Pai!
Um grande abraço cheio de paz, e que a Virgem Satíssima, que soube como ninguém dizer não aos seus projetos para dizer sim aos projetos de Deus, posso ser tua intercessora no céu.

Exaltação da Santa Cruz

Vem, Espírito Santo,

que a vitória da Santa Cruz

seja proclamada

e a Sua glória revelada

sobre a face da terra.

(Ef 1, 15-23; 1Cor 1, 17-18)

12 de setembro de 2007

Consagração das famílias cristãs a Sagrada família



Preparação:
Pelo a sinal + da santa Cruz...
Para que nossa consagração seja mais agradável a Sagrada Família, Jesus, Maria e José, purifiquemos antes nossa alma de pecados e faltas fazendo de todo coração um Ato de contrição.

Ato de Consagração:
Oh! Jesus, Redentor nosso, que havendo vindo a iluminar ao mundo com a doutrina e com o exemplo, haveis querido passar a maior parte de vossa vida, humilde e sujeito a Maria e a José na pobre casa de Nazaré, santificando a aquela família que havia de ser o modelo de todas as famílias cristãs; acolhei benigno a nossa, que agora se dedica e consagra-se a vós.
Dignai-vos protege-la, guarda-la e estabelecer nela vosso santo temor, com a paz e concórdia da caridade cristã, para que imitando o exemplo Divino de vossa família, possa alcançar toda inteira, sem faltar um só, a eterna bem-aventurança.
Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, com vossa piedosa intercessão fazei que seja aceitável a Jesus esta humilde oferenda, e obtende-nos sua graça e benção.
Oh! São José, custodio santíssimo de Jesus e de Maria, socorrei a nós com vossas preces em todas as necessidades espirituais e temporais, a fim de que em união com Maria e convosco, possamos bendizer eternamente a nosso Divino Redentor Jesus. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Oremos:
Deus, Pai nosso, que tens proposto a Sagrada família como maravilhoso exemplo aos olhos de vosso povo: concedei-nos, vos rogamos, que, imitando suas virtudes domésticas e sua união no amor, cheguemos a gozar dos prêmios eternos no lugar do céu.
Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Concedei-nos, oh! Jesus, Senhor nosso, que continuamente imitemos os exemplos de vossa Sagrada família; para que na hora de nossa morte, acudindo a vossa gloriosa Mãe, a Virgem Maria, com São José, mereçamos ser recebidos por Vós nos eternos palácios do céu.
Vós que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.

Invocações:
Jesus, José e Maria, vos dou meu coração e a minha alma.
Jesus, José e Maria, assisti-me em minha ultima agonia.
Jesus, José e Maria, convosco descanse em paz a minha alma.

Nossa Senhora das Dores

Cura-me, Senhor

11 de setembro de 2007

Sobre São Peregrino

Peregrino Laziosi nasceu em Forli, cidade da região italiana da Romanha, em 1265. É conhecido pelos nomes de São Peregrino Laziosi ou São Peregrino de Forli.

Em 1283, o Papa Martinho IV enviou a Forli um Santo Frade de nome Felipe Benizi, então prior geral da Ordem dos Servos de Maria. Era sua missão pregar a paz e reconduzir os habitantes da cidade à concórdia e à obediência papal. Enquanto São Felipe pregava ao povo com sua palavra inspirada, um bando de fanáticos, entre os quais o jovem Peregrino, então com 18 anos, prorrompeu em gritos e vaias contra o santo homem. Bateram nele e o expulsaram da cidade. Mais tarde, Peregrino, arrependido do que fizera, correu ao encalço do santo homem e pediu-lhe perdão. São Felipe acolheu-o afavelmente e deu-lhe o perdão em nome do Senhor Jesus.

Com idade de 30 anos, Peregrino pôs se a caminho rumo ao convento dos Servos de Maria da cidade de Sena. Foi acolhido carinhosamente pelos frades, que o receberam de bom grado em seu convívio e o vestiram com o santo hábito da ordem. Mais tarde, voltou para Forli, onde se tornou insigne por sua vida penitente e austera e pela caridade com que acolhia o próximo, principalmente os mais pobres. Castigava o corpo com penitências, jejuns e toda sorte de sacrifícios. Este estilo de vida austera acabou minado o seu físico.

Aos 60 anos de idade, começou a sofrer de varizes, que lhe provocaram erupção de ma ferida na perna. Com o tempo, a ferida se transformou numa chaga maligna. O médico Paulo Salaghi examinou cuidadosamente a perna e concluiu que de nada adiantavam os remédios: a única solução era amputar-lhe a perna.

Ciente dessa decisão, Peregrino, durante a noite, arrastou-se como pôde até a sala do capitulo, onde costumavam reunir-se os frades, ajoelhou-se diante do crucifixo e pôs-se orar, dizendo: “Ó Redentor do gênero humano, quando estavas neste mundo, curastes muitas pessoas de toda sorte de doença. Purificaste o leproso, devolveste a vista ao cego. Digna-te, pois Senhor meu Deus, livrar a minha perna deste mal incurável. Se não fizeres, será preciso amputa-la.” Vencido pelo cansaço, adormeceu, enquanto dormia, em sonho, viu Jesus despregar-se da Cruz, aproximar-se dele e tocar-lhe a ferida. Pela manhã, ao chegar para operação, o medico constatou com espanto que a chaga havia desaparecido.

Peregrino morreu octogenário, em 1345. No ano de 1726 a santa Sé reconheceu e aprovou três milagres operados pela intercessão de São Peregrino. No mesmo ano, o Papa Bento XIII elevou-o a condição de Santo.

10 de setembro de 2007

Sacerdote aborda o tema da homossexualidade

Encontrei essa entrevista do Pe. Joazinho na Canção Nova, onde de forma rápida mas muito bem explanada, ele aborda o tema do homossexualismo, como a entrevista ficaria muito longa para ser postada, convido a todos depois procurarem no site cancaonova.com.

Padre João Carlos Almeida, mais conhecido como "padre Joãozinho". Três vezes doutor (duas vezes em teologia e uma em educação) e diretor da Faculdade Dehoniana de Taubaté (SP), foi um dos teologos que acompanhava RCC Nacional. Segue alguns trechos:

cancaonova.com: Qual a diferença entre homossexualismo e homossexualidade?

Padre Joãozinho: É fundamental essa distinção, porque a homossexualidade é uma característica pessoal, da qual nós ainda não conhecemos bem todas as causas. Nem a psicologia nem a medicina a conhecem. Há muitos pesquisadores sérios que tentam entender se essa causa é comportamental ou de algum fator genético, inato, mas não existe nenhuma indicação científica quanto a isso. Homossexualidade é um sentir. O homossexualismo, no entanto, é a prática da homossexualidade, ou seja, é ter atos genitais com pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade envolve o afeto; o homossexualismo envolve a sexualidade.A Igreja Católica reconhece a possibilidade de um homossexual ser santo sem deixar de ser homossexual, mesmo porque só pode haver pecado quando há uma opção, quando há liberdade. Muitos homossexuais sentem atração por pessoas do mesmo sexo, mas não consentem nessa atração, por isso não pecam. Agora, o homossexualismo envolve não só o sentimento, mas também o consentimento. E além deste, há a prática de atos homossexuais. Então, a Igreja Católica reconhece a possibilidade de ser santo mesmo na condição homossexual. Mas ela não aceita a prática de atos genitais homossexuais, que seria o homossexualismo.

cancaonova.com: Como é possível viver a santidade na homossexualidade?

Padre Joãozinho: Primeiro, é preciso não se deixar contagiar por essa cultura gay. Não assumir a sua homossexualidade como uma coisa boa. Este documento da Congregação para a Doutrina da Fé fala que um dos critérios para a santidade homossexual é assumir essa realidade não a aceitando como parte dele. O homossexual está homossexual, ele não é homossexual, no coração de Deus ele é heterossexual. Ele tem uma condição, um limite humano que nós não sabemos tratar ainda direito. É como alguém que nasce sem uma perna, ele não vai poder correr, mas pode fazer um monte de outras coisas. A homossexualidade é um limite a mais, mesmo que ele não queira e não consiga superar isso, existem muitos homossexuais no céu.O fato de uma pessoa ser homossexual, não faz dela um pecado, ela não é um pecado. Inclusive, alguns comportamentos externos como o tom da voz, a delicadeza no agir, alguns trejeitos, são um peso ainda maior, embora nem todos os tenham, mas os que os têm, não conseguem se superar sem serem pessoas extremamente tristes e artificiais. Nós temos de aceitar um homossexual na santidade até com esses trejeitos. O coração da Igreja está aberto a eles que, como tantas outras pessoas, têm limites e sofrem.

Deus se alia aos justos

Feliz o homem que não vai ao conselho dos injustos,
Não pára no caminho dos pecadores,
Nem se assenta na roda dos zombadores.
Pelo contrário:
Seu prazer está na lei de Javé, e medita sua lei, dia e noite.
Ele é como árvore plantada junto d'água corrente:
Dá fruto no tempo devido,
E suas folhas nunca murcham.
Salmo 1, 1-3

8 de setembro de 2007

Se alguém me segue...

Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap - Omelie

Natividade de Maria


Ser discípulo

Todos os anos, a Liturgia renova o convite ao seguimento radical de Jesus. No Evangelho que estamos meditando, a proposta litúrgica é descobrir e tomar consciência sobre o sentido profundo de optar por Jesus e assim viver de modo pleno a liberdade. Mas isso só é compreendido do ponto de vista existencial por quem se deixa iluminar pela sabedoria do Evangelho.

Jesus está caminhando para Jerusalém. A sua presença por este caminho causa impacto e desperta o interesse pela busca do Reino de Deus. Desperta também uma curiosidade para segui-Lo. O texto nos diz: “Grandes multidões o acompanhavam” (Lc 14,25).

Seguimento e caminho são duas realidades que se completam, porque todo seguimento exige um caminho e todo caminho é feito para ser seguido. Muitas pessoas querem seguir e se encontrar com Jesus, estar com Ele. Porém a sua proposta é séria, exigente e complexa. Quando ELE vê uma multidão acompanhando-o em seu caminho, ele não se empolga e nem demonstra satisfação. Ao contrário, chama a atenção para a qualidade do seguimento. Deixa claro que o seguimento do discipulado não se realiza no anonimato das grandes aglomerações, mas pela opção pessoal e pelo compromisso com a cruz: “Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14,27 ). Transparece aqui a necessidade do empenho pessoal, de um salto de qualidade do cristão religioso para o cristão discípulo e discípula de Jesus, que vive iluminado pela luz do Evangelho. Na verdade, só poderá segui-Lo e identificar-se com Ele quem estiver disposto a assumir o seu projeto. Neste momento, surge um primeiro questionamento: Será que estamos seguindo o Mestre e nos identificando com o seu projeto de Evangelização?

Jesus coloca algumas condições para segui-lo:
1. O desapego afetivo, completo e imediato: pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e irmãs passam ao segundo plano. Só Jesus é prioritário (v. 26). O desapego exige algo mais: não só as pessoas mais íntimas e caras devem ser consideradas secundárias, mas até a própria vida. Em outras palavras, o desapego pressupõe o risco (cf. Ap 12,11: “Diante da morte desprezaram a própria vida”).
2. Disponibilidade para assumir a cruz (v. 27), ou seja, tornar próprias as disposições daquele que o precede, identificando seu projeto com o do Mestre. Jesus não temeu ser considerado um fora-da-lei pela sociedade estabelecida.
3. A renúncia de tudo (v. 33). É importante perceber que o texto fala da renúncia de todos os bens materiais como condição única para ser discípulo. Nota-se aqui, mais uma vez, que Jesus coloca como condição para ser seu discípulo aquelas relações de partilha e fraternidade existentes nas aldeias. Nelas, todos se ajudavam como podiam, não priorizando unicamente os próprios interesses (cf. 8,1-3).

Duas parábolas ilustram esta realidade do Evangelho:
a. Um RICO Senhor quer construir uma TORRE para proteger seus celeiros (Lc 14, 28-30)... O projeto requer sério planejamento e recursos econômicos...
b. Um REI está para declarar GUERRA (Lc 14, 31-32). Calcula as possibilidades do seu exército... senão negocia a paz...

Mensagem: Não se deixar levar pelo entusiasmo momentâneo, pelo contrário, calcular bem, se está em condições de perseverar...

Assim é a realidade do seguimento de Cristo. Seguir o Mestre não deve ser uma atitude passageira, nascida num momento de entusiasmo, mas sim uma decisão ponderada, amadurecida e coerente até o fim. A proposta está feita. Antes de iniciá-la é bom calcular se podemos chegar até o final, para ver se somos capazes de renunciar a tudo o que temos para seguir Jesus Cristo. Deixando de lado o aspecto difícil e doloroso dessa proposta, perceberemos ao menos que ela é séria e comprometedora, o que implica dizer que nem todo mundo irá aceitá-la.

Portanto, seguir a Cristo é um caminho exigente... A grande maioria do nosso povo já recebeu os Sacramentos (batismo, eucaristia, confirmação, matrimônio, etc...) e se diz cristão, reconhece os valores de Deus e da fé, mas muitas vezes na vivência deste seguimento deixa a desejar... falta o compromisso e a adesão pessoal. Que a experiência de aprofundar o mistério do encontro com o Cristo vivo nos ilumine cada vez mais, que venha a reforçar a nossa experiência de permanecer com Ele e trilhar os seus caminhos.

(partilha enviada pelo frei João)

23º Domingo do Tempo Comum

Dia 9 de setembro

+ Verde. 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM.
3ª semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

Leituras:
Sb 9, 13-19* ;
Sl 89 (90), 3-4. 5-6. 12-13. 14 e 17 (+ 1);
Fm 9b-10.12-17
Lc 14, 25-33 (Condições para ser discípulo)

6 de setembro de 2007

O encontro


Você lembra da samaritana? Aquela mulher, a quem nem nome é dado, que cansada de tanto caminhar sem saber direito pra onde, econtrou Jesus sentado a beira do poço debaixo do sol de meio-dia e viveu o mais lindo encontro de toda sua vida? Durante toda sua vida a samaritana procurava se encontrar, deseja saber qual era seu lugar diante dos homens e de Deus, já tinha vivido tantas coisas a samaritana! Mas diante da dor e do cansaço havia perdido a visão do que ela realmente era na presença de Deus! Não conseguia mais reconhecer-se enquanto filha de Deus a samaritana. Ela, naquele momento, queria somente cumprir sua missão de apanhar água no poço como fazia todos os dias de sua vida.
Acontece que ao chegar no poço ela encontrou Jesus, um desconhecido para ela até então. Acontece que ao olhar nos olhos de Jesus a samaritana pôde novamente se ver como filha de Deus. O olhar que Jesus lançou sobre aquela mulher fez com ela pudesse ver tudo que ela mesma tinha vivido, tudo que ela já tinha feito e tudo que ela havia deixado de fazer na sua vida. A visão de Jesus penetrou profundamente na vida da samaritana, tão profundamente que ela compreendeu que só Jesus pode saciar a sua sede de ser, ser mulher, ser feliz, ser humana, ser filha e serva do Deus Altíssimo. E todo o vazio no qual vivia a samarita foi preenchido pelo olhar bondoso de Jesus, que apesar de muitas vezes ser para nós como um deseconhecido, penetra profundamente e cura, e liberta, e faz feliz!

Algumas vezes também nós nos sentimos da mesma forma, caminhamos e não temos certeza de pra qual lado ir, fazemos as mesmas coisas todos os, vamos todos os dias apanhar água no poço, porém, não conseguimos matar nossa sede.

O que nos falta afinal?

O que nos falta querido irmão, é reconhecer Jesus a beira do poço. O que nos falta querido irmão é deixar Jesus olhar profundamente para dentro de nós, deixar que Jesus nos mostre tudo aquilo que vivemos e que precisa ser mudado em nosso ser. Nos falta a ousadia da samaritana que mesmo sabendo que lhe era proibido falar com um judeu desconhecido, obedeceu a ordem de Jesus, reconheceu o seu erro, mudou seu modo de viver e proclamou por toda a cidade que havia conhecido o Senhor.

Precisamos acreditar no olhar bondoso que Jesus lança até nós, precisamos acreditar que as vezes é necessário mudar para que Jesus possa olhar para nós. Acreditar que nenhum poço é tão fundo que Jesus não possa apanhar água para matar a nossa sede.

A paz do Senhor!

5 de setembro de 2007

Ele estará sempre com você!

Já encontrei muitas pessoas em crise...

Pessoas que destroem seu passado: nada valeu a pena.
Pessoas sem presente: numa profunda angústia existencial.
Pessoas sem horizontes: não sabem para onde direcionar suas energias.

O que lhes dizer?

Não perca a esperança!
Você é amado por Deus.
Não se deixe vencer pelo cansaço.
Continue lutando.
Quando desfalecer as forças, seja constante, respire fundo e siga adiante!
Deus não lhe deixará só.
Não abdique de seus valores, dos nortes de sua vida!
Seja fiel a você mesmo, a sua história!
Deus é sempre fiel.

Ele estará sempre com você!

4 de setembro de 2007

Documento de Aparecida

Revista IHU Online - Entrevista com frei Clodovis Boff

Documento de Aparecida

Revista IHU Online - entrevista com Pe. França Miranda

Regra de Santo Agostinho

CAPÍTULO I

Antes de tudo, irmãos caríssimos, amemos a Deus e também o próximo, pois estes são os dois principais mandamentos que nos foram dados. É isto que vos mandamos guardar, a vós que viveis no mosteiro.

Em primeiro lugar, foi para isto que vos reunistes em comunidade: para que habiteis unânimes na mesma casa, tende uma só alma e um só coração em Deus. E não digais "isto me pertence", mas, para vós, tudo seja em comum. O vosso superior distribua a cada de vós o alimento e a roupa, não de um modo igual para todos – pois não tendes todos forças iguais –, mas, antes, a cada um segundo a sua necessidade. Com efeito, ledes nos Actos dos Apóstolos que entre eles tudo era comum, e distribuía-se a cada um conforme a necessidade que tivesse (Act 4, 32.35).

Aqueles que no mundo possuíam alguns bens, ao entrarem no convento ponham-nos gostosamente ao serviço de todos. Porém, os que nada possuíam não procurem no convento o que fora dele não conseguiram ter. No entanto, em caso de doença, sejam devidamente tratados segundo as suas necessidades, mesmo que, antes de ingressarem no convento, nem sequer do necessário dispu-sessem. Não se considerem, todavia, felizes por encontrarem no convento o alimento e a roupa que no mundo não haviam conseguido.

Nem tão-pouco se ensoberbeçam por se verem na companhia daqueles de quem antes não se atreviam sequer a aproximar-se. Pelo contrário, levantem o coração para Deus e não procurem as coisas vãs deste mundo, não aconteça que os conventos comecem a ser úteis aos ricos e não aos pobres, se aqueles se tornam humildes e estes vaidosos.

Aqueles que no mundo se julgavam alguém não desprezem os seus irmãos vindos da pobreza a esta santa sociedade. Antes, esforcem-se por apreciar mais a convivência com os seus irmãos pobres do que a riqueza e dignidade dos seus pais. E não se envaideçam se entregaram à comunidade parte dos seus bens; nem se ensoberbeçam com as suas riquezas pelo facto de as compartilharem no convento em vez de terem usufruído delas no mundo. Na verdade, qualquer outra malícia conduz à prática de más acções, mas a soberba infiltra-se até nas boas obras a fim de as eliminar. E que aproveita distribuir os bens pelos pobres e tornar-se pobre, se a alma miserável se torna mais soberba desprezando as riquezas do que possuindo-as? Vivei, portanto, todos em unanimidade e concórdia, e honrai mutuamente a Deus em vós, pois d’Ele sois templos vivos.

CAPÍTULO II
Sede assíduos na oração nas horas e nos tempos determinados. Ninguém faça nada no oratório, a não ser aquilo para que ele foi destinado, como indica o seu nome. Se alguns irmãos, fora das horas determinadas, porventura, quiserem dedicar o seu tempo livre à oração, não sejam impedidos por quem pensou em fazer ali outra coisa.

Quando orais a Deus com salmos e hinos, senti em vosso coração o que proferem os vossos lábios. E não canteis senão o que estiver determinado; mas o que não está estabelecido que se cante não se cante.

CAPÍTULO III
Domai a vossa carne pelos jejuns e a abstinência de comida e bebida, quanto a saúde o permita. Quando, porém, alguém não puder jejuar, nem por isso tome algum alimento fora da hora da refeição, a não ser que esteja doente.

Enquanto estiverdes à mesa ouvi, sem ruído nem contestação, o que, segundo o costume, se lê, a fim de que não só a boca receba o alimento, mas também os ouvidos se alimentem da palavra de Deus.

O facto de os doentes serem tratados de maneira diferente na alimentação não deve parecer mal ou injusto aos que gozam de uma natureza mais forte. Estes, os saudáveis, não considerem os débeis mais felizes por lhes ser dado o que a eles se não dá; regozijem-se, antes, por gozarem de forças que os débeis não possuem. E se àqueles que, de uma vida mais delicada, vieram para o convento é concedido algum alimento ou vestuário ou roupa de cama que a outros mais resistentes, e por isso mais felizes, se não concede, estes devem pensar no desnível a que aqueles se sujeitaram, deixando a sua vida no mundo para abraçar a do convento, muito embora não tivessem ainda atingido a frugalidade dos outros de compleição mais robusta. E não devem todos querer o que só alguns recebem a mais (não para os honrar mas para os ajudar), a fim de que não aconteça esta detestável perversidade: no convento os ricos trabalhem quanto podem, e os pobres se tornem delicados.

Na verdade, assim como os doentes, por necessidade, têm de comer menos para não piorarem, assim também, após a doença, sejam tratados de forma a depressa se restabelecerem, ainda que tenham vindo de uma extrema pobreza no mundo. É como se a recente doença concedesse a estes o mesmo que aos ricos concedeu o seu anterior estado de vida. Mal, porém, recuperadas as forças perdidas, regressem à sua feliz norma de vida, a qual, para os servos de Deus, é tanto melhor quanto menos necessidades tiverem. Que o prazer do alimento não os retenha onde os colocou a doença. Considerem-se mais felizes os que foram mais fortes vivendo na frugalidade. Com efeito, é melhor precisar de pouco do que possuir muito.

CAPÍTULO IV
Não chameis a atenção pelo vosso porte, nem pretendais agradar pela maneira de vestir, mas sim pela maneira de proceder. Quando viajardes, ide juntos; ao chegardes aonde vos dirigíeis, permanecei igualmente juntos. No andar, no estar e em todas as vossas atitudes nada façais que ofenda os outros, mas em tudo procedei de acordo com a vossa profissão de santidade.

Quando vedes pessoas do outro sexo, em nenhuma delas se fixem os vossos olhos. É verdade que não vos está proibido vê-las quando saís; o que é pecaminoso é desejá-las ou querer ser delas desejado. Não é apenas com o tacto e o desejo, mas também com os olhares que a concupiscência se excita. E não digais que tendes o coração puro, se são impuros os vossos olhos; com efeito, o olhar impuro denuncia a impureza do coração. E quando os corações, mesmo que a língua permaneça silenciosa, com olhares mútuos, se revelam impuros e, pela concupiscência carnal, mutuamente se deleitam, ainda que sem a pecaminosa violação dos corpos, desaparece a castidade dos costumes. Aquele que fixa o olhar numa mulher e deseja que ela nele fixe o seu, não pense, ao proceder desse modo, que ninguém o vê. É sempre visto, e, não poucas vezes, por quem ele menos julga.

Mas, ainda que ninguém o veja, não será visto por Aquele que tudo observa desde o alto, por Aquele de Quem nada permanece oculto?! Poderá, porventura, crer que Ele não o vê, pelo facto de o ver com tanta paciência como sabedoria? Tema, pois, a pessoa consagrada desagradar Àquele que tudo vê, para que não pretenda agradar maldosamente a uma mulher. Para que não deseje olhar com malícia para uma mulher, lembre-se que Deus tudo vê. Na verdade, é-nos recomendado, dum modo especial nesta matéria, o temor de Deus, onde se disse: É abominação para o Senhor o que fixa maliciosamente o olhar (Prov. 27, 20).

Portanto, quando estais na igreja ou em qualquer outro lugar onde haja mulheres, protegei mutuamente a vossa castidade; porque Deus, que habita em vós, vos guardará também valendo-Se de vós mesmos.

Se, porém, notardes em algum de vós este atrevimento no olhar de que acabo de vos falar, admoestai-o imediatamente, a fim de que o mal iniciado não progrida, mas se corrija sem demora. Se, no entanto, feita a advertência, vísseis de novo, noutro dia qualquer, aquele irmão incorrer na mesma falta, então, quem o vir delate-o, como um ferido, para que seja tratado. Mas antes participe-o a outro ou ainda a um terceiro, a fim de que, perante o testemunho de dois ou três, possa ser convencido e castigado com a competente severidade.

E não vos considereis malévolos quando procedeis deste modo. Pelo contrário, sereis culpados se, calando-vos, permitis que vossos irmãos pereçam, quando os poderíeis salvar com uma simples participação. Com efeito, se um irmão teu tivesse uma ferida no corpo e teimasse em ocultá-la, com medo do tratamento, não seria, da tua parte, uma crueldade calares-te, e uma obra de misericórdia dar a conhecer a situação? Com quanto maior razão deves delatá-lo para que não se corrompa mais no seu coração!

Mas, se não se quiser corrigir, após haver sido admoestado por vós, o primeiro a quem o deveis comunicar é ao Superior, mesmo antes de o dizerdes a outros para vos ajudarem a convencê-lo e a corrigi-lo; na verdade, é preferível que possa ser corrigido mais discretamente do que levar o facto ao conhecimento de outros. Se, porém, persiste em negar, então tragam-se à sua presença os outros, mesmo toda a Comunidade, a fim de que, diante de todos, possa ser arguido não apenas por uma testemunha, mas convencido por duas ou três. Uma vez convencido o réu, este deve sofrer a sanção medicinal considerada prudente pelo Superior local, ou até pelo Superior Maior a cuja jurisdição pertence. Se recusar receber o castigo, despedi-o da vossa Comunidade, mesmo que ele não queira retirar-se. Este procedimento não seja considerado uma crueldade, mas, pelo contrário, um acto de misericórdia, visto assim se evitar que muitos outros se percam devido àquele contágio pestilento.

E o que disse quanto ao não fixar o olhar, observe-se fiel e diligentemente, por amor aos homens e ódio aos vícios, quanto ao averiguar, proibir, revelar, convencer e punir os outros pecados. Se, em algum [Irmão], o progresso do mal chegou ao extremo de receber ocultamente cartas ou presentes de alguém, seja perdoado e reze-se por ele, se espontaneamente o confessa. Se, porém, é descoberto ou convencido, imponha-se-lhe uma punição mais grave, segundo o critério do Superior local ou do Superior Maior.

CAPÍTULO V
A vossa roupa esteja em comum, ao cuidado de um ou dois ou quantos forem precisos para a limpar e proteger da traça; e, assim como vos alimentais duma mesma despensa, vesti também duma mesma rouparia. E, se possível, não sejais vós a determinar que roupa usar segundo as exigências climatéricas, nem se cada um recebe a mesma roupa que usara antes, ou a que já foi usada por outro; importa, sim, é que não se recuse a cada um o que ele necessita.

Se, porém, nesta matéria, surgem discussões e murmurações entre vós e algum reclama por receber alguma peça de roupa inferior à que antes trazia vestida, e se sente envergonhado por vestir como outro irmão, concluí daqui quanto vos falta no santo hábito do coração se litigais pelo hábito do corpo. No entanto, se, apesar disso, se vos tolera a fraqueza de vestir a mesma roupa que depusestes, colocai-a na rouparia comum e à guarda do respectivo encarregado, de modo que ninguém trabalhe para si mesmo, mas todas as vossas actividades tenham em vista o bem da Comunidade e sejam realizadas ainda com maior esmero e alegria do que se cada um trabalhasse para si próprio. Com efeito, a caridade, da qual está escrito que não busca os próprios interesses (cf. 1 Cor 13, 5), entende-se assim: antepõe as coisas comuns às próprias, e não as próprias às comuns. E, assim, quanto melhor cuidardes do bem comum do que do vosso, tanto melhor sabereis que progredistes na virtude; de maneira que, em todas as coisas de que nos servimos nas necessidades transitórias, sobressaia a caridade que permanece para sempre.
Daqui se conclui que, se alguém oferece aos seus filhos, parentes ou amigos, que vivem no convento, alguma peça de roupa ou qualquer outra coisa que consideram necessária, não se aceite às escondidas, mas se coloque à disposição do Superior, a fim de que, como coisa comum, se dê a quem dela necessite. E, se alguém oculta o que lhe deram, seja castigado como réu de furto.

Conforme o critério do Superior, a vossa roupa seja lavada por vós ou por lavadeiras, para que a excessiva preocupação com a sua limpeza não dê origem a manchas na alma. Não se impeça nin-guém de tomar banho quando a doença o exija. Cumpra-se, sem recalcitrar, o que o Superior, a conselho do médico, ordene que se faça pela saúde, mesmo que o doente o não queira. Se, porém, este quer alguma coisa que talvez lhe não seja benéfico, ignore-se essa pretensão do enfermo. É que, por vezes, mesmo que seja prejudicial à saúde, julga-se útil o que agrada. Por fim, se um servo de Deus se queixa de alguma dor, ainda que pareça nada sofrer, dê-se-lhe crédito sem hesitar. Se, porém, não existe a certeza de que, para erradicar aquela dor, está indicado o que agrada ao paciente, consulte-se o médico.

A banhos ou a qualquer outro lugar aonde for necessário ir, não vão menos de dois ou três. E aquele que precisar de sair a qualquer lado, deve ir com quem o Superior mandar.

O cuidado dos doentes, ou dos convalescentes, ou dos que sofrem de algum achaque, mesmo sem febre, deve confiar-se a alguém, que se encarregará de pedir, do comum, o que julgar ser necessário a cada um. Os encarregados da despensa, da rouparia ou da biblioteca sirvam os seus irmãos, sem murmurar. Os livros sejam pedidos, cada dia, a uma hora determinada; não se atenda quem os pedir fora dessa hora. Os encarregados da roupa e do calçado entreguem-nos, sem demora, a quem deles necessita.

CAPÍTULO VI
6. Não haja entre vós nenhuma disputa, mas, se alguma surgir, terminai-a quanto antes, não suceda que a ira se converta em ódio, e que a palha se transforme em trave, tornando a alma homicida. Com efeito, assim ledes: Aquele que odeia o seu irmão é um homicida (1 Jo 3, 15). Se um irmão ofendeu a outro injuriando-o, amaldiçoando-o ou lançando-lhe em rosto algum delito, não tarde em pedir-lhe desculpa, e o ofendido seja rápido e amável no perdão. Se, porém, a ofensa foi mútua, também mutuamente se devem perdoar, em virtude das vossas orações, as quais tanto mais santas devem ser, quanto mais frequentes forem.

Com efeito, é melhor aquele que, embora se irrite com frequência, se apressa a pedir desculpa a quem ofendeu, do que aquele que poucas vezes se irrita mas tarda a humilhar-se pedindo perdão. Aquele que nunca quer pedir perdão ou o não pede de coração, está a mais no convento, mesmo que o não mandem embora. Abstende-vos, portanto, de palavras duras. Se, todavia, alguma vez as proferirdes, não sintais vergonha de aplicar o remédio com os mesmos lábios que abriram as feridas.

Se, no entanto, alguma vez a necessidade de impor a disciplina vos levar a proferir palavras duras, mesmo que vos pareça haver-vos excedido na correcção do culpado, não se vos exige que peçais perdão aos vossos súbditos – não suceda que, ao humilhar-se demasiadamente perante os súbditos, sofra menoscabo a autoridade para governar. Mas deveis pedir perdão ao Senhor de todos, que conhece com quanta benevolência amais aqueles que talvez tenhais repreendido com algum excesso. O amor entre vós não deve ser carnal mas sim espiritual.

CAPÍTULO VII
Obedeça-se ao Superior como a um pai; e muito mais ao Superior Maior, que tem o cuidado de todos vós. Ao Superior local, principalmente, incumbe velar pelo cumprimento de todas estas coisas e, se alguma fica por observar, não se transija negligentemente, mas tente-se emendar e corrigir; o que exceder as suas atribuições ou possibilidades apresente-o ao Superior Maior, a máxima auto-ridade entre vós.

Aquele que preside não se considere feliz por dominar com poder, mas por servir com caridade. Prestai ao prelado a honra devida entre vós; mas ele, por temor perante Deus, esteja prostrado aos vossos pés. Mostre-se a todos modelo de boas obras. Corrija os inquietos, encoraje os pusilânimes, ampare os fracos e seja paciente com todos, mantenha com amor a disciplina e a imponha com temor. E, embora ambas as coisas sejam necessárias, procure mais ser de vós amado do que temido, pensando sempre que há-de dar conta de vós a Deus. Por isso, obedecendo-lhe com solicitude, compadecei-vos não só de vós próprios, mas também dele, porque, entre vós, quanto mais elevado é o lugar que se ocupa, tanto maior é o perigo que se corre.

CAPÍTULO VIII
8. Conceda o Senhor que observeis tudo isto com agrado, como amantes da beleza espiritual, exalando em vosso comportamento o bom odor de Cristo, não como servos sob o peso da lei, mas como homens livres sob a força da graça. Mas, para que possais ver-vos neste pequeno livro como num espelho e nada se deixe de cumprir, por esquecimento, leia-se uma vez por semana. E se vedes que cumpris todas as prescrições aqui apresentadas, dai graças a Deus, distribuidor de todos os bens; se, porém, algum de vós reparar haver falhado em alguma coisa, lamente o passado, precavenha-se para o futuro, rogando a Deus lhe perdoe a sua falta e não o deixe cair na tentação. Amém.

Somos Servos


Olá queridos irmãos!

Hoje completamos mais um mês de convivência fraterna através de Somos Servos!

Mais um mês de novas amizades e encontros acolhedores através dos quais vivenciamos o amor fecundo que brota do Espírito Santo que habita em você querido irmão! Mais um mês vivendo os sonhos que Deus tem para cada um de nós!

Precisamos cumprir nossa missão de ir pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura, conforme nos pede Jesus, motivo pelo qual Somos Servos nasceu.

Agradecemos sua presença constante e rezamos por todos vocês!

A paz do Senhor! E que a Virgem Maria seja nossa intercessora!

2 de setembro de 2007

Nossa Senhora Aparecida


Em Aparecida, lembrei-me de você que visita o blog.

Que Maria seja sempre uma inspiração para que pratiquemos o amor fraterno e possamos dar testemunho dos valores do Evangelho.



Que Nossa Senhora Aparecida interceda por nós para que vivamos as bem-aventuranças!



Consagrar o sábado a Maria

Humbertus de Romanis, mestre geral dos monges pregadores (dominicanos), nos apresenta mais três motivos para se consagrar o sábado à Virgem Maria:

5 - Assim como o sábado é o dia que se situa entre a sexta-feira dolorosa - da Paixão de Nosso Senhor - e o domingo ditoso da Sua Ressurreição, não sendo possível passar da tristeza à glória sem esta travessia, Maria está, igualmente, situada entre nós, viventes, na Terra do exílio, e Cristo glorioso já está no Céu. Existe, então, uma consciência da função medianeira de Maria. Humbertus diz: “nec de poenis hujus mundi ad gaudia coeli potest aliquis transige, nisi per ipsam Mediatricem mundi.”.

6 - No sábado, como Jesus jazia no sepulcro e os Apóstolos, incrédulos e desencorajados, estavam escondidos "por medo dos Judeus" (Jo 20, 19), a fé da Igreja se concentrou, inteiramente, em Maria; então, a cada sábado, lembramo-nos da Virgem que, confiante, acredita e espera a Ressurreição do Filho;

7 - A Mãe de Jesus também demonstrou sua preferência pelo sábado, na Igreja de Blacherne, em Constantinopla. A cada sexta-feira, à noite, sem a intervenção de qualquer mão humana, o véu que cobre o Ícone da Theotokos (Mãe de Deus), aparece suspenso no ar, mostrando-se aos fiéis até a sétima hora do sábado, quando, sem qualquer intervenção humana, ele novamente se cobre e retorna ao local habitual. Mesmo estando o Ocidente separado do Oriente, Humbertus evoca este milagre.


Ignazio CALABUIG, Il culto di Maria in occidente (O culto de Maria no Ocidente) In Pontificio Istituto Liturgico sant’Anselmo. Scientia Liturgica, sob a direção de A.J. CHUPUNGCO, volume V, Piemme 1998. Página 342

Comunidade Obra de Maria

Comunidade Obra de Maria

Em agradecimento a visita de Lauziana!

22º Domingo do Tempo Comum

Dia 2 de setembro

+ Verde. 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM.
2ª semana do Saltério.
Ofício dominical comum.
Missa pr: Gl, Cr, Pf dos domingos cms.

Leituras:
Eclo 3, 19-21.30-31*;
Sl 67 (68), 4-5ac. 6-7ab. 10-11 (+ cf. 11b);
Hb 12, 18-19.22-24a
Lc 14, 1.7-14 (Lição de humildade)

Partilha do evangelho do domingo

O Evangelista Lucas, nosso companheiro de caminhada neste ano-C de 2007, quer apresentar a pessoa de Jesus que toma a decisão de caminhar até Jerusalém (9,51ss). No domingo passado nós vimos que: “Jesus atravessava as cidades, ensinado e prosseguindo o caminho para Jerusalém”(Lc 13,22). Desta maneira Jesus aparece como um viajante e hóspede, onde é acolhido pelas irmãs de Betânia (cf. 10,38-42: Marta e Maria). A partir deste momento, Lucas apresenta Jesus como Mestre: aquele que ensina como viver para participar do Reino de Deus e viver como discípulo do Evangelho.

Nos versículos (Lc 14, 3-6) Jesus discute o tema do Sábado: “é permitido curar no sábado ou não?... Depois lhes disse: quem de vós, se seu filho ou boi cair num poço, não tirará logo no sábado?” (cf. também Mc 2,27: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”).

- No texto em que estamos meditando Jesus é acolhido por um chefe dos fariseus em sua casa para uma refeição (Lc 14,1) em dia de sábado. A casa estava cheia de seus correligionários, não muito bem intencionados (Lc 14,2). Jesus vai “discutir”o tema do sábado. Naquele tempo o Sábado era um dia consagrado a Deus; portanto um momento para celebrar a vida que Deus quer para todos, e não simplesmente para alguns privilegiados.

No momento da refeição os convidados se reúnem em torno da mesa. Alguns assumem os primeiros postos, outros os últimos e, uma grande maioria fica excluída. A mesa é símbolo de comunhão, participação e partilha. “Jesus observou como os convidados escolhiam os primeiros lugares...” (Lc 14,7). Na qualidade de Mestre, Jesus aproveita a oportunidade para ensinar, contando uma parábola (Lc 14,8ss). Esta parábola, ensinada por Jesus, se referia a uma festa de casamento. Naquele tempo, para participar do banquete de casamento o protocolo designava rigorosamente os lugares. Se alguém se dirigisse para o último lugar para provocar a honra de ser chamado ao primeiro, estaria cometendo uma vaidade “muito refinada”.

Na parábola (Lc 14,8-14) Jesus chama a atenção para os seguintes pontos:

> Não ocupar os primeiros lugares... pois poderá acontecer de chegar alguém e pedir o seu lugar para dar a outro... e assim terás que ocupar o último lugar. (Lc 14,8-9)

> Ocupara o último lugar... aquele te convidou te dirá: “amigo, vem mais para cima...” (Lc 14,10).

> “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, etc... pelo contrário, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos... e serás feliz!” (Lc 14,12-13).

> Quem se eleva será humilhado... e quem se humilha será elevado.

> Os teus convidados não podem te retribuir....

O sentido profundo desta parábola ensinada por Jesus quer dizer que: no Reino de Deus, as pessoas devem estar numa posição de receptividade e não de auto-suficiência. Assim relacionando com o Banquete de Casamento seria importante pensar em convidar aqueles que não podem convidar de volta (= retribuir), pois só assim estaremos mostrando como verdadeiros filhos do Pai, que nos deu tudo de graça.

Assim entra o tema da humildade. Para entender o Reino de Deus precisamos de uma humildade muito grande. “Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são os altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que ele revela os seus mistérios” (Eclesiástico 3,19).

Humildade (= húmus... homem da terra) é a consciência de ser pequeno e de ter que receber para poder comunicar. Quem é humilde não tem medo de ser generoso, pois é capaz de receber. Gostará de repartir, porque sabe receber; e de receber, para poder repartir. Assim, a pessoa humilde repartirá não para chamar a atenção para si, mas porque agradecido, compartilha com os irmãos os dons que recebeu.

Para pensar: Na perspectiva do Reino precisaria de um coração grande e humilde para captar os seus mistérios a partir de outra realidade: a da entrega, do serviço, da atenção aos menos favorecidos, do encontro de tu-a-tu com o Senhor Jesus (= Reino), da conversão da mente e do coração, de ser discípulo e missionário... pois o “maior entre vós seja o vosso servidor... quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Mt 23,11-12).

(enviado por frei João)

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Lembrar-se de Maria aos sábados

(I)
O dia de sábado, na liturgia, foi dedicado a Maria, na época carolíngia, com Alcuin (735-804), mestre de Carlos Magno (Supplément d’Alcuin : PL 101, 455-456). Não conhecemos o motivo pelo qual Alcuin desejou dedicar a Maria as intenções da liturgia dos sábados, mas nos séculos consecutivos, teólogos e liturgistas como por exemplo, Humbertus de Romanis, mestre geral dos monges pregadores, dominicanos, propuseram até sete motivos para esta escolha: 1 - O sábado, mais que os outros dias da semana, é o dia abençoado por Deus "Deus abençoou o sétimo dia e o santificou" (cf. Gn 2, 3) e Maria é a "bendita entre as mulheres" (Lc 1, 42) 2 - O sábado é o dia santificado por Deus e Maria é aquela "cheia de graça" (cf. Lc 1, 28), é justo, pois, dedicar o dia santo à Maria Santíssima. E mais; sábado foi o dia em que Deus finalizou, rematou a obra da natureza e, em Maria, Ele concluiu a obra da graça. 3 - Sábado é o dia em que Deus repousou, após toda a obra que fizera, a obra da criação (cf. Gn 2, 2). Porém, o verdadeiro "repouso" de Deus é Maria a quem a liturgia aplica (Ecl 24, 8) "Aquele que me criou armou e repousou em minha tenda" porque Deus encontrou repouso em seu tabernáculo (Sl 18, 6). Humberto diz: "O sábado e a Virgem estão, pois, associados: o sábado é o dia, e Maria é o lugar em que Deus repousa". 4 - Assim como o sábado é a porta que introduz o domingo, Maria foi a porta, pela qual o Cristo entrou no mundo;


Ignazio CALABUIG, O culto de Maria no Ocidente, No Pontificio Istituto Liturgico sant’Anselmo. Scientia Liturgica, sob a direção de A.J. CHUPUNGCO, volume V, Piemme 1998. página 342

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