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18 de agosto de 2007

Assunção de Nossa Senhora

Estaremos celebrando no próximo domingo a Solenidade da Assunção de Maria, mãe de Jesus e nossa mãe. Esta festa é uma grande felicitação de Maria da parte dos fiéis, que nela vêem, ao mesmo tempo, a glória da Igreja e a prefiguração de sua própria glorificação.

Este Dogma Mariano foi definido solenemente pelo Papa Pio XII no dia 1º de novembro de 1950. Porém, não há nenhum texto bíblico que fale da Assunção de modo direto e explícito. Há sim temas bíblicos, que a Comunidade Eclesial chegou a descobrir (não inventou) este novo dogma. Assim, o Papa, na Constituição em que definia a Assunção, colocava alguns textos que fundamentava o Dogma, a saber: Gn 3,15; Sl 45; Lc, 1,28 e Ap 12.

O Catecismo da Igreja Católica (nº 966) diz:
“Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo. A Assunção da Virgem Maria é uma participação da ressurreição dos outros cristãos: No vosso parto, guardaste a virgindade, na vossa dormição não deixastes o mundo, ó mãe de Deus: fostes juntar-vos à fonte da vida, vós que concebestes o Deus vivo e, por vossas orações, livrareis as nossas almas da morte”.

O texto do Evangelho proposto para esta solenidade importante da vida eclesial é o de Lucas 1, 39-56, quando Maria Visita a sua prima Isabel e depois canta as grandes maravilhas que Deus operou na sua vida, texto esse que chamamos de Magnificat (Lc 1, 46-56).

O texto da Visitação (Lc. 1,39-45), revela a grande atitude de Maria que estava atenta à necessidade de sua prima Isabel. O encontro destas duas mulheres grávidas manifesta a alegria que o Espírito de Deus realizou em cada uma delas. De fato, “Isabel cheia do Espírito Santo exclama: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc, 1, 42). Neste alegre encontro as duas crianças que estavam sendo geradas perceberam e sentiram a força da ação de Deus e pularam e saltaram de alegria (Lc 1, 41.44). Na verdade, o gesto que fez Maria, de visitar Isabel, foi de levar a presença de Deus, principalmente aos necessitados, aos doentes... para aqueles que precisam de um gesto fraterno e solidário, e sobretudo interpelado pelo Evangelho e pelo projeto salvífico de Deus. Assim, dos lábios de Isabel, encontramos a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1,45).

O texto do Magnificat, revela como Maria entendeu o projeto salvífico de Deus. Ela se tornou a humilde Serva e por isso foi exaltada por Deus. De fato o Senhor a escolheu para ser a Mãe do Salvador e assim participar da sua glória, do seu amor verdadeiro, da sua redenção... O sim que Maria responde é uma doação para ser a Mão do Salvador e para segui-Lo até as últimas conseqüências (Jo, 19,26-27).

Maria Assunta ao Céu é o modelo de todo discípulo segue a Jesus até as últimas conseqüências; ela é modelo de uma Igreja servidora, atenta aos sinais dos tempos, que antecipa os acontecimentos (Jo, 2,1-11); é modelo de todo aquele que tem o Espírito Missionário, para levar uma palavra de consolo e esperança, (Lc 1,39-45), é modelo de uma Igreja acolhedora, porque ela acolheu o projeto de Deus.

Maria Assunta ao Céu é o “sinal de esperança segura e de conforto para o Povo de Deus peregrinante”(LG 68) nesta terra. Se Maria mereceu ser elevada ao Céu, o Povo de Deus, batizado e comprometido com a causa do Evangelho de Jesus, tem a esperança de chegar à glória do céu. Portanto, a Assunção de Maria é o ponto de chegada de uma discípula de Jesus. De alguém que encontrou o caminho do céu caminhando nas estradas da humanidade, endereçando sua vida a quem necessita sua ajuda e levando a alegria de Deus, que explode “magnificamente”, quando Jesus é comunicado pela fraternidade.

Se a Assunção foi um ponto de chegada para a vida de Maria, assim também a Assunção poder ser um ponto de chegada para nós, discípulos e missionários de Jesus, que ainda peregrinamos nesta terra e procuramos levar adiante o grande projeto de Deus de anunciar o Evangelho de Cristo.

Texto enviado por frei João Carlos