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10 de junho de 2007

No ramal do Pitanga...

Deus nos proporcionou um dia ensolarado, com um céu límpido, que nos remetia à beleza da criação.

Por volta das 7h15min, com dois noviços (Fábio e Sitoe) me dirigi para a comunidade São Peregrino, no ramal do Pitanga, que se inicia no km 22 da Transacreana. Ramal bastante isolado durante o inverno, acidentado nos pontos de estrangulamento, sem benfeitorias recentes, lugar de tantas experiências missionárias do tempo em que era pároco na São Peregrino...

No caminho fui contemplando ipês roxo, amarelo, recordando lugares, irmãos e irmãs que me vinham à memória, depois de um ano ausente. E de longe vi a casa da líder da comunidade... Dona Conceição e Sebastião, casal morador daquela localidade, que nos aguardava na casa de farinha com outros moradores, para a celebração da missa.

Fui logo dizendo: "Quem é vivo sempre aparece!" Cordial recepção nos deram!

Enquanto aguardávamos os fiéis que vinham de mais além do ramal um bate-papo descontraído: das lembranças de tempos idos de cearenses que para cá vieram, da situação de saúde e de estudos de alguns até a recordação de experiências partilhadas juntos. Aproveitei para apresentar os freis Fábio e Sitoe, que visitavam a comunidade pela primeira vez.

Recordei-me de Mariene, falecida dia 31 de dezembro de 2006. Às vezes com muita alegria me acompanhava nas visitas aquela comunidade.

A missa começou e Dona Conceição entoou com singeleza o canto de entrada. Senti-me feliz por estar ali, por servir, por ser irmão. É esta a alegria da viúva de Sarepta e da viúva de Naim. Mulheres que choravam pela perda de seus filhos, mas que foram consoladas pela presença de Deus em suas vidas.

Na presença de Deus, na simplicidade de irmãos, que não desanimam diante das dificuldades da vida partilhamos a Palavra de Deus. Fabio, Sitoe, Peregrino e Conceição expressaram pensamentos e sentimentos que nos encorajaram a todos. Deus quer a vida, vida que se traduz em entrega, doação, testemunho...

Não há teologia mais profunda que explique o mistério da fraternidade e da bondade de Deus para conosco!

Mesmo o galináceo que aparentemente incomodava, saltando sobre um carro de boi bem ao lado do altar, expressava quizás sua alegria. Ora espantado por um ora por outro.

Depois da missa, era hora de retomar o caminho. Café com leite, tapioca... Alegria e recordação do mistério pascal no coração... Que modo singelo de fazer comunhão!

Assim é Deus na expressão do seu amor na vida de cada irmão!

Próximo mês a gente volta ao Pitanga. Se Deus quiser.