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11 de junho de 2007

No seio de Maria

Dois gêmeos discutem dentro do ventre materno:
- Ó... como está apertado, aqui! Eu não consigo mais me mexer... Você cresceu muito, não tem mais espaço para mim!
- Nada disso, você é que cresceu demais! Eu é que sou bastante franzino!
- Pare de debochar de mim! Isto não leva a nada! Apesar de tudo, você tem idéia do que é que vai acontecer?
- Não, eu não tenho a menor idéia!
- Você não acredita, então, que existe uma vida, após o nascimento?
- Uma vida após o nascimento? Você acredita nisso?
- Lógico que sim! Esta é a finalidade da nossa vida, aqui, dentro desta escuridão. É preciso crescer e se preparar para que nós nos tornemos bastante fortes para enfrentar o parto e a vida que teremos após o nascimento.
- Você está maluco? Isto é absolutamente absurdo, Uma vida após o nascimento. E o que é que aconteceria lá fora, quando saíssemos daqui?
- Eu não sei quase nada... Mas, de qualquer maneira, lá fora tem mais luz do que aqui dentro. E pode até ser que seremos capazes de caminhar e de comer com a nossa própria boca e muito mais...
- Ahhhh! que bobagem! Caminhar, isso não funciona! E comer com a boca, muito estranho como idéia! Nós já temos o cordão umbilical que nos traz alimento. Este cordão é muito curto para que a gente saia por aí, com ele!
- Nada disso! É lógico que tudo isso é possível! Evidentemente, haverá diferenças.
- Mas ninguém voltou lá de fora para contar! Ninguém, você ouviu bem? Então, com o nascimento, a vida termina. Aliás, eu acho que esta vida é muito sofrida e sombria.
- Mesmo que nós não saibamos o que acontecerá após o nascimento, nós vamos, finalmente, conhecer e nos encontrar com a nossa mãe!
- Nossa mãe? Você acredita nisto? A nossa mãe, onde é que ela está?
- Bem aqui. Por toda a parte, à nossa volta! Sem ela não poderíamos estar vivos!
- Bah! Eu jamais notei nada que se parecesse com alguma coisa chamada "mãe"... Então, esta mãe também não existe!
- É lógico que ela existe. Às vezes, quando nós estamos quietinhos, eu ouvia algo, assim como uma voz, um tanto inacessível, mas ao mesmo tempo, muito próxima de nós. Eu acho que nós a veremos um dia. Como eu anseio por vê-la, por conhecê-la!