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29 de junho de 2007

Meditação para domingo - São Pedro e São Paulo


Hoje a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo. É a festa dos dois grandes Apóstolos da Igreja primitiva. Eles foram diferentes: na vocação, no caráter, no estudo, na missão... Mas unidos no Amor e na Fé a Cristo e à Igreja... Por isso eles são considerados as “colunas da Igreja”. Pedro recorda mais a instituição; Paulo, o carisma e a pastoral. Exerceram atividades diferentes, em campos diferentes. Apesar de divergirem nos pontos de vista e na visão do mundo, foram fiéis a Cristo e a força do testemunho os uniu na vida e no martírio.
Hoje, também, a Igreja lembra o dia do Papa. Rezemos pelo nosso Papa Bento XVI, para que frente aos grandes desafios da Evangelização, ele possa governar a nossa Igreja com sabedoria, discernimento, unidade.......

No Evangelho temos um episódio de Jesus com os apóstolos: (Mt, 16,13-19)

- A 1ª parte, de caráter cristológico, centra-se em JESUS e na definição de sua identidade: "Quem sou eu?"
- A 2ª parte, de caráter eclesiológico, centra na IGREJA, que Jesus convoca ao redor de Pedro: "Sobre essa Pedra edificarei a minha Igreja".

1. Quem é Jesus?
Na perspectiva dos "homens", Jesus é, apenas, um homem bom e justo,que escutou os apelos de Deus e se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes dele “Uns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas” (Mt 16, 14). É muito, mas não é o suficiente: significa que os "homens" não entenderam a novidade do Messias, nem a profundidade do mistério de Jesus.

Na opinião dos discípulos Jesus, vai muito além. Pedro resume o sentir da Comunidade na expressão: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo" (Mt 16, 16). Para os membros da Comunidade, Jesus não é apenas o Messias esperado: é também o "Filho de Deus".

* "E vós quem dizeis que eu sou?"
É uma pergunta que deve ecoar sempre em nossos ouvidos e em nosso coração. Não são suficientes respostas recebidas na catequese ou nos tratados de teologia.
Devemos interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa vida e na nossa existência...
- Assumimos seus valores nas opções, que fazemos ou não fazemos? Quem é Cristo para mim?

2. O que é a Igreja?
O texto responde de forma clara: é a Comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o messias, o Filho de Deus" (Mt 16, 17).
- É uma comunidade organizada, onde existem pessoas que presidem e desempenham serviços. Seria importante recordar a idéia da Igreja como um Corpo, onde todos são importantes (1Cor 12ss)
A ela Cristo conferiu poderes de "ligar e desligar" e a garantia de que nem "as portas do inferno terão vez contra ela".

Jesus não fundou muitas igrejas... Será que Cristo gostaria de ver tantas Igrejas utilizando o seu Nome para dividir e confundir o povo de Deus batizado numa só, num só batismo, num só Senhor (Ef 4,5)?
A verdadeira IGREJA foi fundada por CRISTO. De fato o próprio Jesus Cristo confiou a Pedro esta missão edificar a Igreja dizendo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16,18). Por isso que São Pedro é o primeiro Papa da história da Igreja. E hoje a Igreja quer celebrar também o DIA DO PAPA.

O Papa é Sinal de unidade, aquele que confirma a fé de seus irmãos. Ele continua sendo o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje:
- pelas mudanças rápidas e violentas...
- pelas contestações dentro e fora da Igreja...

Demonstremos concretamente nosso amor para com ele, "rezando" para que Deus...
- lhe dê muita LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja...
- e muita FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria as contestações do mundo moderno...

Relembrando hoje o ardor missionário de São Pedro e São Paulo, demonstramos o mesmo entusiasmo de "Discípulos e Missionários de Cristo"?
Relembrando o Nascimento da Igreja, aceitamos uma Igreja REVELADA, fundada por Cristo, ou preferimos uma "igreja" mais cômoda, CRIADA pelos homens? Ou ainda queremos uma Igreja só para satisfazer “as minhas vontades”?

Enviado por frei João Carlos