ZENIT - O mundo visto de Roma

Fides News Português

Gaudiumpress Feed

8 de junho de 2007

Ícones, fonte de meditação

Sou um apreciador do estudo da liturgia, sua caminhada através da história da Igreja até o que temos hoje em dia, mas gostaria de iniciar a minha participação nesse blog com algo que para mim está bem próximo de tudo que é a liturgia da igreja, como instrumento para entendermos a maravilhosa experiência que é a Santa Missa. A meditação através dos ícones.
Assim, convido você que está lendo a visualizar o ícone da Trindade, mas não faça somente uma visualização mas tente entrar no quadro, a remoer cada personagem presente no quadro, cada objeto, a paisagem, as cores, o formato dos desenhos e, descobrir a voz de Deus falando com você.Vou dá uma ajuda, porém, você tem condição de descobrir mais coisas.
Esse ícone foi pintado por um monge russo chamado Andrei Rublev no inicio do século XV. Vemos em primeiro plano a figura de três anjos, um pouco atrás uma arvore que representa um carvalho, mais a esquerda uma pequena casa, as montanhas curvadas, os três anjos sentados em um único acento, no meio um cálice.
Esse quadro tem como inspiração Gn 18,1-5, temos aí já uma prefiguração da Trindade. Descubra quem é o Pai, o filho e o Espírito Santo. Perceba a unidade da Trindade através do círculo ao longo dos contornos exteriores dos anjos de cada lado, também nessa composição é possível traçar um triangulou ou uma cruz, perceba a unidade nos anjos não somente pela aparência, mas no olhar.
O centro do círculo perfeito, para onde os olhares se voltam, para onde as montanhas se curvam, é o cálice que representa o sacramento da Eucaristia e o mistério da Encarnação. Perceba que o dois anjos mantém uma conversa, o que será que dizem um para o outro? Medite e responda.

O mistério maravilhoso de três pessoas em uma só,
Que me faz imaginar como é incapaz o homem de fugir.
Pois podemos nos esconder de uma mas de três é impossível.
Se quero um abraço que me encoraje tenho o braço forte do Pai.
Se quero um olhar de amor, uma palavra de afeto, a cura para minhas dores, tenho a presença viva do Filho.
Se quero força, coragem, alegria, vida tenho o Espírito Santo.
Como não exultar?! Como ser triste?!
E tudo isso num pedaçinho de pão sem fermento.
Realmente um mistério!